Judiciário

Delação de Palocci é homologada pela Justiça

Foto: Rodolfo Buhrer / Reuters

Relator da Operação Lava-Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o desembargador João Pedro Gebran Neto homologou nesta sexta-feira a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, que comandou a pasta da Fazenda no governo do ex-presidente Lula e foi chefe da Casa Civil da gestão de Dilma Rousseff.

Como O GLOBO revelou em abril, depois de tentar, sem sucesso, fechar um acordo de colaboração com a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, Palocci acabou firmando um acordo pontual com a Polícia Federal, sem o envolvimento de autoridades com foro privilegiado. O acordo foi homologado dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar a PF para firmar delações.

Na delação, Palocci citaria episódios desabonadores envolvendo tanto Lula quanto Dilma e detalharia pagamentos de propina ao PT envolvendo empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras. Os termos do acordo firmado com a PF e agora homologado pela Justiça ainda estão sob sigilo.

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016. Ele foi condenado por Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em abril, O GLOBO revelou que boa parte das histórias abordadas por Palocci — que ainda poderão ser detalhadas no curso das investigações — reconstituiriam o esquema de corrupção na Petrobras, as relações das empreiteiras com políticos do PT e a forma como Lula e Dilma se envolveram nas tratativas que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 42 bilhões aos cofres da estatal, segundo estimativa da própria PF.

O detalhamento das negociatas que envolveram o pagamento de milionárias propinas ao PT pela Odebrecht, em troca de contratos bilionários de construção de sondas de exploração de petróleo em águas profundas para a Petrobras, é um dos principais pontos da delação do ex-ministro.

O ex-ministro teria narrado pelo menos uma conversa com Lula no Palácio do Planalto na qual teria tratado do esquema envolvendo a construção de sondas para exploração de petróleo. O objetivo da negociação, feita na presença de Dilma, seria levantar dinheiro para bancar a eleição da ex-presidente, em 2010.

Ao falar da relação de Lula com empreiteiras, o ex-ministro disse que parte do dinheiro entregue nas mãos do ex-presidente e na sede do instituto teria saído diretamente da “conta Amigo”, a reserva de propina atribuída ao petista no Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht. Já ao citar Dilma, Palocci afirmou aos investigadores que ela teria atuado para atrapalhar as investigações da Lava-Jato no episódio da nomeação de Lula para ministro da Casa Civil, em março de 2016.

Além de detalhar os casos de corrupção dos quais participou ou teve conhecimento, o ex-ministro terá de apresentar provas do que diz. Se mentir ou quebrar algumas das cláusulas firmadas, poderá perder os benefícios negociados.

Fundador do PT, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma, Palocci participou das decisões mais importantes do partido nas últimas duas décadas. O PT sempre negou irregularidades nas doações de campanha do partido.

Em nota divulgada em abril, Dilma afirmou que “o ex-ministro mente para sair da cadeia e não tem provas para sustentar acusações a ela ou Lula”.

Também em abril, o advogado de Lula Cristiano Zanin negou envolvimento de seu cliente nos fatos narrados:

— Qualquer afirmação de entrega de dinheiro ao ex-presidente Lula é mentirosa e, por isso mesmo, desacompanhada de qualquer prova. Lula jamais pediu ou recebeu vantagens indevidas.

Em nota, o PT afirmou que Palocci “rendeu-se às chantagens da Lava-Jato” e faz “falsas acusações” contra Lula para receber benefícios.

O Globo

 

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PT pediu CPI e tentou barrar alegoria de escola de samba com homenagem a Alckmin e Serra em 2006

Foto: reprodução/TV Globo

A polêmica envolvendo a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio, não é inédita. Um episódio semelhante ocorreu há 20 anos, em São Paulo — com os papéis políticos invertidos.

Em 2006, Lula disputava a reeleição enquanto José Serra (prefeito da capital) e Geraldo Alckmin (governador) surgiam como pré-candidatos do PSDB à Presidência. Naquele contexto, a escola Leandro de Itaquera, então no Grupo Especial paulista, levou ao Sambódromo do Anhembi um carro alegórico com bonecos de Serra e Alckmin, além de um tucano, símbolo do partido.

A escola era comandada — como ainda é — por Leandro Alves Martins, filiado ao PSDB e candidato a vereador em 2004. O enredo destacava as obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, bandeira do governo tucano, apresentadas como parte de um desfile sobre festas populares ligadas às águas. A escola alegou liberdade artística para justificar a homenagem.

No último carro, além dos dois tucanos, apareciam referências à parada gay, ao Carnaval paulistano e um busto do ex-governador Mário Covas.

PT pediu CPI e tentou vetar carro alegórico

Assim como ocorre agora no Rio, o desfile de 2006 contou com dinheiro público. A prefeitura de São Paulo repassou cerca de R$ 300 mil a cada escola, incluindo a Leandro. O PT reagiu e acionou a Justiça alegando promoção pessoal de políticos com recursos públicos.

O pedido foi negado pela juíza Márcia Cardoso, que destacou que o valor recebido pela escola era o mesmo destinado às demais agremiações. O carro alegórico desfilou normalmente. Depois, a bancada petista tentou instaurar uma CPI para investigar um patrocínio da Nossa Caixa à liga das escolas, mas a iniciativa não avançou.

No desfecho eleitoral, Lula foi reeleito presidente, Alckmin perdeu a disputa presidencial e Serra se elegeu governador de São Paulo. Duas décadas depois, o embate retorna à avenida — agora com Lula como homenageado e a contestação partindo do campo oposto do espectro político.

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Toffoli admite ser sócio de empresa que vendeu resort e nega amizade ou pagamentos de Vorcaro

Foto: Gustavo Moreno/STF

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou nesta quinta-feira (12) uma nota pública em que esclarece sua participação societária na empresa Maridt e nega ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal.

O ministro, que é relator da investigação sobre o Master no STF, admitiu que integra o quadro societário da Maridt, mas que a administração da empresa é feita por parentes.

A nota afirma ainda que essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas que magistrados exerçam atos de gestão.

De acordo com o texto, a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regularmente apresentadas à Receita Federal.

Segundo o gabinete, todas as declarações da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.

Relação com resort

A nota informa que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações sucessivas:

  • venda de cotas ao Fundo Arleen, em 27 de setembro de 2021 — fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master, que foi alvo de operação da PF em agosto do ano passado;
  • alienação do saldo remanescente à PHB Holding, em 21 de fevereiro de 2025 — isto é, venda do restante das cotas que ainda possuía.

Ainda segundo o gabinete, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram “dentro de valor de mercado”. Esses valores, contudo, não foram divulgados.

Segundo interlocutores, Toffoli recebeu dividendos da Maridt enquanto a empresa ainda integrava o grupo responsável pelo resort Tayayá.

De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura (Loman), no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.

O gabinete afirma que a ação relativa à tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, “quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.

O ministro também nega conhecer o gestor do Fundo Arleen e rejeita qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel — preso em janeiro pela PF. Segundo o comunicado, Toffoli “jamais recebeu qualquer valor” de ambos.

Relatório da PF

A nota de Toffili vem um dia depois de o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatório sobre dados do celular de Daniel Vorcaro.

O celular — apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro — continha menções ao ministro Dias Toffoli.

Após a divulgação das informações, o gabinete de Toffoli emitiu uma primeira nota de esclarecimento. Na ocasião, chamou de “ilações” as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. Nesse caso, Toffoli deveria deixar a relatoria do caso.

g1

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Prefeito Emídio Jr. anuncia reajuste de 5,4% no piso do magistério durante abertura da Jornada Pedagógica 2026

Foto: Rodrigo Galvão

Durante a abertura da Jornada Pedagógica 2026, realizada na tarde desta quarta-feira (11), o prefeito de Macaíba, Emídio Jr. anunciou o reajuste de 5,4% no piso salarial dos profissionais do magistério da rede municipal, considerando a carga horária de 30 horas semanais.

De acordo com o gestor, a proposta de reajuste será encaminhada à Câmara Municipal nos próximos dias, representada na ocasião pela presidente, vereadora Érika Emídio. Após aprovação, os efeitos financeiros serão retroativos a 1º de janeiro de 2026. Os valores referentes aos meses de janeiro e fevereiro serão pagos em duas parcelas, sendo a primeira no mês de março e a segunda em abril.

A abertura da Jornada Pedagógica 2026 ocorreu no Instituto Santos Dumont (ISD). O evento segue até a próxima sexta-feira (13), com atividades realizadas no próprio ISD e na Escola Municipal Auta de Souza.
Com o tema “Nossa Cidade, Nossa Escola, Nossa Paz”, a edição deste ano tem como base o Projeto Pedagógico Anual (PPA) e propõe reflexões voltadas à construção de uma cultura de paz no ambiente escolar.

A programação contempla palestras, oficinas temáticas, apresentações culturais, exposições e momentos formativos, promovendo a troca de experiências, o fortalecimento das práticas pedagógicas e o alinhamento das ações educacionais para o ano letivo de 2026.

Antes de comunicar oficialmente o reajuste ao público presente, Emídio Jr. destacou avanços e iniciativas de sua gestão voltadas ao setor de Educação, como: implantação do transporte universitário, melhoria no cardápio da merenda, distribuição de kits com materiais escolares entrega de fardamento completo.

Em seguida, o secretário de Educação, Ademar Júnior apresentou o PPA 2026 e explicou que a Jornada Pedagógica 2026 trata do tema da cultura de paz, através desse projeto que vai trabalhá-lo, ao longo de todo o ano letivo, nas 43 unidades escolares da rede municipal. Tudo isso para melhorar ainda mais a qualidade de ensino no município.

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Correios projetam prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, mesmo após plano de reestruturação

Foto: Ricardo Stuckert

A diretoria dos Correios estima um prejuízo de R$ 9,1 bilhões em 2026, valor superior às perdas previstas de R$ 5,8 bilhões em 2025. As informações foram antecipadas pelo portal G1. Parte do rombo do ano passado só não foi maior devido ao adiamento de obrigações financeiras.

A projeção indica baixa efetividade do plano de reestruturação anunciado no segundo semestre de 2025, que previa economia anual de R$ 7,4 bilhões até 2027. As principais medidas incluíam corte de 15 mil funcionários, fechamento de 1 mil agências e ações para ampliar receitas.

Retirados do programa de privatização no início do terceiro mandato do presidente Lula, os Correios enfrentam queda no volume de correspondências, forte concorrência privada e ingerência política, fatores que agravaram a crise financeira.

Em 2024, a estatal também assumiu um aporte de R$ 7,6 bilhões no Postalis, fundo de previdência dos empregados, para cobrir prejuízos acumulados desde investimentos feitos entre 2011 e 2016.

Para enfrentar o déficit, a empresa tentou contratar um empréstimo de R$ 20 bilhões, vetado pelo Tesouro Nacional devido ao custo elevado. Posteriormente, fechou um financiamento de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos.

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CASO BANCO MASTER: Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli

O ministro do STF Dias Toffoli e o CEO do Banco Master, Daniel VorcaroFotos de Evaristo Sá/AFP e Ana Paula Paiva/Valor

Investigadores da PF (Polícia Federal) que apuram o caso do Banco Master confirmaram à CNN Brasil ter encontrado, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, conversas com menções a pagamentos de ao menos R$ 20 milhões à empresa do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Apesar disso, os agentes afirmam ainda não haver elementos suficientes para comprovar se os valores chegaram, de fato, a ser transferidos ao magistrado ou a eventuais intermediários.

O gabinete de Toffoli admitiu em nota divulgada nesta quinta-feira (12) ser sócio da Maridt, empresa ligada a seus familiares que vendeu uma participação do Resort Tayaya ao Fundo Arleen, ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Toffoli não é formalmente investigado e não houve quebra de sigilo bancário ou fiscal do juiz da Suprema Corte.

Conforme antecipou o analista Caio Junqueira, o relatório da PF entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, aponta a existência de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tratando de pagamentos à empresa Maridt.

Apesar de admitir sócio da Maridt, o gabinete de Toffoli afirmou que desconhece o gestor da Arleen e que nunca manteve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Daniel Vorcaro. O ministro acrescentou ainda que jamais recebeu qualquer valor do banqueiro ou do cunhado dele, Fabiano Zettel.

CNN Brasil – Débora Bergamasco

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TSE rejeita suspensão de desfile em homenagem a Lula por unanimidade, mas ministros alertam para riscos de ilícitos eleitorais

Foto: divulgação

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou as ações dos partidos Novo e Missão que tentavam impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói, cujo enredo homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os ministros entenderam que a proibição configuraria censura prévia, embora tenham apontado indícios de possíveis ilícitos eleitorais.

A escola, que estreia no Grupo Especial, levará à avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. As legendas alegam propaganda eleitoral antecipada e pediam a proibição da participação de Lula no desfile, além do uso das imagens para fins eleitorais.

Relatora do caso, a ministra Estela Aranha afirmou que não há comprovação de irregularidade no momento e que eventuais ilícitos devem ser apurados após os fatos. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, reforçou que a decisão não representa salvo-conduto, e que o processo seguirá em investigação pelo Ministério Público Eleitoral.

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  1. Essa escola será. Campeã em 2026. Justa homenagem ao presidente que melhorou para melhor a vida dos brasileiros

  2. Não existe no ordenamento jurídico brasileiro, o PRÉ CRIME. Deixa a Escola de Samba entrar na avenida. Aguardemos dia 15/02/2026 – Domingo. Cenas dos próximos capítulos. O Mentiroso vai sair como se fosse perseguido. A “alma mais honesta” do Brasil, quiçá do Mundo.

    1. Existe sim. Bolsonaro está preso por suposta liderança na suposta trama golpista.

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Geral

Indicado por Walter Alves, Alan Silveira pede exoneração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN

Foto: Adriano Abreu

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (SEDEC-RN), Alan Silveira, pediu exoneração do cargo. A saída ocorre em meio ao rompimento político do vice-governador Walter Alves (MDB) com a governadora Fátima Bezerra (PT), que alterou a composição da base aliada no Executivo estadual.

Filiado ao MDB, Alan Silveira ocupava a secretaria como parte da articulação política do partido dentro do governo estadual. Ex-prefeito de Apodi, Alan comandou o município por duas gestões consecutivas, sendo a última entre 2021 e 2024.

A saída de Alan Silveira representa o segundo cargo estratégico indicado por Walter Alves a deixar o governo após o rompimento. Na quarta-feira (11), o diretor-presidente da Caern, Sérgio Rodrigues, também foi exonerado. Ele igualmente era indicação do vice-governador.

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Geral

Com 2 milhões em dívidas com Guamaré, Camanor quer acabar com o tradicional mela-mela no Carnaval deste ano

Foto: Divulgação 

Em meio à cobrança de uma dívida tributária milionária — estimada em quase R$ 2 milhões — a empresa Camanor passa a questionar justamente uma das tradições culturais mais antigas de Guamaré: o “mela-mela” de carnaval.

Coincidentemente, no momento em que o Município exige o pagamento de tributos devidos, surge a narrativa de que o melaço de cana — utilizado há décadas na brincadeira popular — estaria causando impacto ambiental nos viveiros da empresa.

A pergunta que ecoa é inevitável: por que essa preocupação ambiental só ganha força agora?
A empresa, que busca anistia ou remissão integral do débito tributário, sustenta que o melaço biodegradável comprometeria sua produção.

É legítimo discutir meio ambiente. É legítimo discutir tributos. O que não parece razoável é transformar uma tradição popular em vilã exatamente quando há uma cobrança milionária em curso. Cabe refletir: trata-se de preocupação ambiental genuína ou de uma estratégia empresarial em meio a uma disputa tributária?
Guamaré conhece sua história. E, sabe separar tradição de conveniência.

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Polícia

Homem mata os dois filhos, publica declaração de amor e tira a própria vida após descobrir traição da esposa

Fotos: Reprodução

O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos dentro de casa e, em seguida, tirou a própria vida. O caso ocorreu na noite de quarta-feira (11) e é investigado pela Polícia Civil como homicídio consumado e homicídio tentado, seguidos de autoextermínio. Não há indícios de participação de terceiros.

O filho mais velho, de 12 anos, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade. O caçula, de 8 anos, chegou a ser operado e internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara, mas não resistiu e morreu na manhã desta quinta-feira (12), conforme familiares.

Thales era genro do prefeito Dione Araújo. Horas antes da tragédia, publicou nas redes sociais um vídeo ao lado dos filhos, com a mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”. Ele também deixou uma carta de despedida, posteriormente apagada, na qual mencionava problemas no casamento, afirmava estar emocionalmente abalado, pedia perdão à família e fazia referências religiosas.

O inquérito foi instaurado e é conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, que realiza oitivas e perícias sob sigilo.

96FM

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  1. Já eu, respeito a opinião dos que comentaram abaixo, mas prefiro me eximir de qualquer julgamento. Apenas lamento pela morte dos inocentes e rogo a Deus que console os familiares que aqui ficaram.

  2. Não deixem o satanás soltar a corda do cavalo, pois a seguir vem toda a maldade escondida no coração do homem.

  3. Jesus ! Que absurdo. O que esse canalha fez, foi vingar-se da mulher; por acaso, uma traição lhe daria direito de tirar a própria vida? Que a mão de Deus pese pesadamente contra esse percerso; no entanto, se a mulher tivesse uma vida honesta, não daria motivos para esse canalha fazer o que fez; se ela não.l onqueroa mais, que tivesse pedido o divórcio

  4. Homens precisam parar de idolatar mulheres a esse ponto. O cara idolatrava tanto a mulher que levou um chifre e tratou como o fim do mundo. Para punir a mulher, matou os filhos.

    Esse covarde idólatra merece ter seu nome amaldiçoado e nunca mais lembrado.

    1. Verdade pedin, imagina, será que o seboso senil, que é todo enfeitado, idolatra aquela que não esquece MACRON? melhor conversar com ele, vai tu que é psicólogo.

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Política

PT articula federação com PSOL para eleição

Foto: Reprodução

Lideranças do PT e do PSOL estão articulando nos bastidores a formação de uma federação entre os dois partidos para as eleições de 2026.

Segundo fontes das duas legendas ouvidas pela CNN, a ideia tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode entrar em campo se a negociação esbarrar em resistências internas.

O ministro da Secretário-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também apoia a proposta.

No mapa interno do PSOL, o grupo de Boulos, chamado “Revolução Solidária”, defende essa tese, mas outra ala, chamada “PSOL Popular”, é contra.

Segundo relatos ouvidos pela CNN, o presidente Lula vê Boulos e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) com dois quadros fortes e promissores.

Aliados de Boulos dizem que o ministro pode até mudar para o PT, mas só depois da eleição.

CNN

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  1. Flavião vem aí.
    Tomara que a direita parte logo unida agora no primeiro turno.
    É tirar o encantador de jumentos logo agora para baratear os custos da justiça eleitoral.
    O homi tá subindo igual a foguete.
    Kkkkkkkk.
    Primeiro turno!

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