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Desemprego em alta pode ser duradouro, dizem economistas

2015082034426Desempregados aguardam para se cadastrar em uma agência da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, no Centro do Rio – Custódio Coimbra / Agência O Globo

O início do segundo semestre é, tradicionalmente, o momento de recuo dos índices de desemprego, mesmo em anos difíceis. Em 2009, quando a economia sentia os efeitos da crise financeira global, a taxa chegou a 8,9% em abril, mas começou a cair em maio e encerrou o ano em 6,8%. Em 2003, o indicador subiu por seis meses seguidos, atingiu 13% em junho, para recuar levemente em julho e fechar o mês de dezembro em 10,9%. Em 2015, contudo, o país vive um momento sem precedentes, dizem economistas. E, ao invés de cair, neste semestre o desemprego pode continuar subindo.

— A curva (do gráfico) está completamente fora do padrão. O comportamento neste ano já está diferente dos outros e, provavelmente, vai continuar diferente. Pelo que a gente está olhando, é possível que ainda tenha crescimento do desemprego nos próximos meses — afirma João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ e especialista em mercado de trabalho.

José Márcio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos e professor de Economia da PUC-Rio, acredita que, mesmo no período de preparação para o Natal — em que o desemprego é reduzido por causa das vagas temporárias —, a taxa deve aumentar e encerrar 2015 entre 8% e 8,5%. No fim de 2016, o especialista estima que a desocupação afete 12% da força de trabalho:

— Nós não vamos ter mais taxa de desemprego em torno de 4% no futuro próximo se quisermos manter a taxa de inflação baixa e equilíbrio externo, que é o que faz a economia crescer próximo de 3%, 4%. Caso contrário, a economia vai desequilibrar. Estamos pagando pelo desequilíbrio do governo.

O cenário pessimista também é traçado pelo economista Rodrigo Miyamoto, do Itaú Unibanco. Ele prevê que o desemprego suba a 8% no fim deste ano e atinja, em 2016, a marca de 9,3%. E destaca o efeito da sequência de taxas negativas sobre a confiança na economia.

— De uma forma geral, essas altas consecutivas têm um impacto na confiança. Ainda mais partindo de uma tendência de queda que vinha se mantendo nos últimos anos. Isso deve preocupar os brasileiros — prevê.

Gabriel Ulyssea, pesquisador do Ipea e professor da PUC-Rio, discorda das previsões. Ele destaca que a taxa sempre aumenta no primeiro trimestre, mas este ano subiu também no segundo em ritmo maior que o normal. Mas esse movimento, acredita, não se repetirá no segundo semestre “pelos fatores sazonais”:

— Acho que não vai subir nesse ritmo galopante. Cair é difícil, é um exercício de chute, mas será bom se ela estabilizar e parar de crescer.

DEMISSÕES E MAIOR PROCURA POR VAGA

O desemprego em julho foi influenciado não só pelo aumento das demissões, mas também pela maior procura por emprego. A queda da renda, de 2,4% ante julho do ano passado, para R$ 2.170,70, colocou mais gente na briga por uma vaga. A população economicamente ativa — que engloba os empregados e os que estão em busca de vagas — cresceu 1,9% frente a 2014, somando 24,6 milhões de pessoas. Já aqueles que não estão trabalhando, nem à procura de trabalho são 19,3 milhões, um patamar quase estável frente a 2014. Significa que os que antes preferiam ficar em casa decidiram buscar emprego, sem sucesso.

— As pessoas estão buscando repor o orçamento familiar. Cada vez mais gente procurando, a concorrência está aumentando, e, na contramão, as vagas disponíveis estão diminuindo — explica o pesquisador Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

Entre os que encontram as portas do mercado de trabalho fechadas está Carla Moreira, de 26 anos. Após oito anos procurando emprego com carteira assinada, a jovem conseguiu uma vaga de operadora de caixa num hipermercado. A experiência durou só dois meses, até ela ser demitida.

‘TEM QUE TER EXPERIÊNCIA’

Carla passou os últimos dois anos parada, investindo em cursos gratuitos e cuidando dos três filhos. Sua qualificação inclui um curso de formação de professores e um diploma técnico em contabilidade. Ela chegou a ouvir numa agência de empregos que “não adianta ter curso, tem que ter experiência”.

— Hoje não dá para escolher. Vou para o primeiro que tiver uma vaga — disse ela ontem, enquanto engordava a fila para o atendimento em uma agência do Sistema Nacional de Empregos (Sine), no Rio.

Para o azar de Carla, a expectativa é que o país encerre o ano com 1 milhão de vagas formais a menos do que começou. Saboia, da UFRJ, detalha que as demissões estão mais fortes na indústria e na construção civil, nos quais a ocupação caiu 4% e 5,2%, respectivamente, frente a julho de 2014. Mas, na média, o total de pessoas empregadas caiu 0,9%.

O Globo

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Polícia Federal quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master

Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e empresas investigadas no caso do Banco Master. A medida foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, no dia 6 de janeiro, e teve o sigilo retirado nesta sexta-feira (16).

As quebras abrangem movimentações financeiras entre 20 e 21 de outubro de 2025 e foram solicitadas pela PF com aval da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a decisão, há indícios de crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, lavagem de dinheiro e indução de investidores ao erro.

Toffoli afirmou que as investigações apontam o uso de fundos de investimento e uma rede de empresas ligadas por vínculos societários, familiares e funcionais para explorar falhas no mercado financeiro.

O ministro também determinou o bloqueio e sequestro de bens de 38 investigados, em valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões. Entre os alvos estão Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

Zettel é ligado a fundos da Reag Investimentos que compraram participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que teve como principais acionistas familiares do ministro Toffoli.

Procurados, Toffoli, seus irmãos, a administração do resort e a Reag não se manifestaram. Zettel afirmou que deixou o fundo em 2022 e que ele foi liquidado em 2025. A defesa de Vorcaro disse desconhecer os negócios dos fundos citados.

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VÍDEO: Dilma multiplica 300 milhões de dólares a 5 reais e diz que vai dar mais ou menos 900 milhões de reais

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto para a assinatura do contrato do primeiro hospital inteligente público do Brasil, a ex-presidente Dilma Rousseff chamou atenção ao errar a conversão do valor do investimento, em um cálculo totalmente errado.

O acordo prevê US$ 320 milhões para a construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), em São Paulo, mas Dilma afirmou que o valor equivaleria a R$ 900 milhões — enquanto, na cotação correta, o montante seria cerca de R$ 1,65 bilhão.

Atual presidente do Banco do BRICS (NDB), Dilma participou do evento ao lado de Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O hospital terá investimento total de R$ 1,9 bilhão na unidade e R$ 4,8 bilhões na rede nacional do SUS, utilizando inteligência artificial, telemedicina e conectividade digital.

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Número de mortos em protestos no Irã passa de 3 mil, diz organização

Foto: WANA VIA REUTERS

Os protestos no Irã já causaram mais de 3 mil mortes, segundo a ONG HRANA. Do total de 3.090 vítimas, ao menos 2.885 eram manifestantes.

As manifestações começaram em 28 de dezembro, por causa da crise econômica, e evoluíram para pedidos pela queda do regime clerical. O movimento se tornou o mais letal desde a Revolução de 1979.

Após oito dias de bloqueio quase total da internet, a conectividade subiu para apenas 2% do normal, de acordo com a NetBlocks. A repressão e as prisões em massa, que chegam a 19 mil, reduziram os protestos nas ruas.

Em Teerã, drones vigiam a cidade, e o clima é de tensão. Moradores relatam medo e presença constante das forças de segurança.

No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã cancelou centenas de execuções após pressão externa, embora o governo iraniano não tenha confirmado a informação.

Estrangeiros descrevem um país marcado por violência, confinamento e insegurança, enquanto governos tentam retirar seus cidadãos da região.

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Brasil bate novo recorde de queimadas em 2025

Foto: reprodução

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou em 2025 a maior área queimada da série histórica, iniciada em 2003. Ao todo, 684.849 km² foram atingidos por incêndios em todos os biomas brasileiros.

Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva e a gestão do Ministério do Meio Ambiente comandado por Marina Silva, o número supera o recorde anterior de 2007, quando 588.387 km² foram queimados. O avanço ocorre em meio a uma tendência de alta desde 2023, com 372.346 km², passando para 592.616 km² em 2024.

Nos governos anteriores, os picos foram menores:

  • Dilma Rousseff: 391.706 km² (2012)

  • Michel Temer: 306.882 km² (2017)

  • Jair Bolsonaro: 316.842 km² (2019)

Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, a área queimada caiu para 250.707 km².

O resultado de 2025 amplia a distância em relação à média histórica e estabelece um novo patamar para os registros de queimadas no país.

 

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[VÍDEO] Roger Waters, ex-Pink Floyd, é questionado por críticas aos EUA e Trump: “Por que não vai viver na Venezuela ou Irã?”

O ex-vocalista da banda Pink Floyd, Roger Waters foi questionado sobre seu posicionamento político contraditório em um programa de TV nos EUA.

“Por que morar em um lugar se você o odeia tanto ou odeia seus líderes?”, questionou Piers Morgan.

Roger Waters costuma criticar os EUA e o presidente Donald Trump, além de apoiar regimes ditatoriais como Cuba, Venezuela e Irã. Ele também é visto por posicionamentos antissemitas.

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VÍDEO: Professor Tassos Lycurgo revela o que está por trás da perseguição que sofre na UFRN

Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o professor da UFRN, Tassos Lycurgo, faz revelações sobre o que está por trás das perseguições que vem sofrendo universidade.

O professor afirma que a universidade se tornou um ambiente hostil para o cristão e para o conservador. Tassos explica porque pessoas com pensamento livre são atacadas por grupos de alunos comunistas.

“Existe um processo histórico e deliberado de subversão cultural em que estas instituições mergulharam e deixaram de ser, em grande parte, centro de buscas pela verdade para se tornarem laboratórios de engenharia social e doutrinação ideológica”, explica Tassos.

Opinião dos leitores

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Rolex em uso derruba ação da Receita Federal e Justiça anula cobrança de R$ 45,7 mil em tributos

Imagem: reprodução

Um passageiro que retornava dos Estados Unidos pelo aeroporto de Fortaleza teve um Rolex Datejust de aproximadamente US$ 12 mil retido pela Receita Federal, que aplicou cerca de R$ 45,7 mil em tributos sob alegação de excesso de bagagem. A autuação se baseou no fato de que, além do relógio de pulso, o viajante trazia um Apple Watch na bagagem, o que levou o fiscal a considerar que havia dois “relógios” e que o Rolex ultrapassaria o limite de isenção.

Na ação judicial, a defesa sustentou que o Rolex era bem de uso pessoal, utilizado de forma contínua durante toda a viagem e que a legislação de bagagem acompanhada isenta bens de uso ou consumo pessoal independentemente de valor, desde que compatíveis com o perfil do viajante e sem indícios de destinação comercial. Também argumentou que a cota de US$ 1 mil não se aplica a bens de uso pessoal em trânsito e que a mera presença de outro dispositivo eletrônico na bagagem não descaracteriza o caráter pessoal do item em uso.

O juiz federal reconheceu que normas internas da Receita Federal não podem restringir direitos previstos em lei e que não há limite de quantidade por tipo de bem quando se trata de uso pessoal, desde que não haja intenção comercial. O magistrado ainda observou que, segundo entendimento técnico da própria Receita Federal, smartwatches como o Apple Watch são classificados como aparelhos de comunicação, não como relógios convencionais, reforçando que o Rolex deveria ser tratado como único relógio de uso pessoal do viajante.

Com isso, a cobrança de aproximadamente R$ 45,7 mil em tributos foi anulada, o Rolex foi liberado sem qualquer pagamento adicional, e a União informou que não recorreria da decisão, consolidando o precedente em favor do viajante de alto padrão que utiliza bens pessoais durante a viagem. A decisão reforça para o público de alta renda que, embora a legislação preveja isenção para bens pessoais em uso, a fiscalização continua atuando de forma rigorosa, o que torna a documentação adequada e o suporte jurídico especializado elementos relevantes no planejamento de viagens internacionais com itens de luxo.

Faria Lima News com informações da Receita Federal e Justiça Federal

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Toffoli diz que assumiu ação do Banco Master para “evitar nulidades”; caso chegou ao ministro após reclamação da defesa de Vorcaro

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou por que manteve no Supremo o processo da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Toffoli foi sorteado relator após uma reclamação da defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco, que alegou possível envolvimento de um deputado — o que atrai a competência do STF por causa do foro privilegiado.

À Justiça de São Paulo, onde também correm investigações contra Vorcaro e atores da Faria Lima, o ministro explicou que:

“Ante a determinação pela prévia submissão de novas medidas ao crivo do STF, a remessa da atual apuração à Corte mostrou-se necessária, na mesma linha acautelatória já adotada nos autos da Reclamação n. 88.121/STF, para que, enquanto não delimitada a real participação da autoridade com foro de prerrogativa no STF, as medidas investigativas sejam conduzidas de forma a evitar futuras alegações de nulidade“, afirmou.

Ao assumir o caso, o ministro suspendeu novas decisões em instâncias inferiores, mas manteve válidos os atos já realizados. Segundo Toffoli, qualquer nova medida deve ser analisada pelo Supremo para evitar questionamentos futuros de nulidade.

O ministro também determinou o envio das investigações da Justiça de São Paulo ao STF, enquanto não for esclarecida a participação da autoridade com foro.

As apurações apontam indícios de:

  • organização criminosa
  • gestão fraudulenta de instituição financeira
  • manipulação de mercado
  • uso de informação privilegiada
  • lavagem de dinheiro

Da compra à prisão

As investigações começaram na Justiça de São Paulo, envolvendo empresários da Faria Lima. O caso ganhou dimensão federal após negociações do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB) e a tentativa de venda para um consórcio internacional liderado pela Fictor.

Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025, mas depois solto com medidas cautelares. Após a reclamação da defesa, Toffoli assumiu o processo, que agora segue sob sigilo no STF.

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Moraes se declara impedido de julgar e envia a Gilmar Mendes pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Um habeas corpus apresentado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será analisado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16) pelo ministro Alexandre de Moraes, que se declarou impedido de julgar o pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro.

Segundo Moraes, como ele próprio é a autoridade apontada como responsável pelas decisões urgentes durante o recesso do Judiciário, não pode analisar o caso.

Uma vez que a autoridade apontada como coatora no presente habeas corpus é o próprio ministro responsável pela análise das urgências no período, inviável a apreciação dos pedidos formulados por esta vice-presidência”, diz Moraes na decisão de encaminhar a questão para Gilmar Mendes.

O pedido foi apresentado pelo advogado Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não faz parte da defesa oficial de Bolsonaro.

No habeas corpus, o autor solicita que o Conselho Federal de Medicina (CFM) avalie se o local onde Bolsonaro está preso oferece condições adequadas de atendimento médico. Também pede que o ex-presidente possa cumprir eventual pena em prisão domiciliar.

O processo havia sido inicialmente distribuído à ministra Cármen Lúcia por prevenção, conforme regras internas do STF.

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Correios querem mais um empréstimo de R$ 8 bilhões até junho para evitar nova crise em ano eleitoral

Foto: Pablo Le Roy/Ministério das Comunicações

Os Correios já articulam a captação de R$ 8 bilhões extras até junho para sustentar seu plano de reestruturação e evitar uma nova crise financeira em pleno ano eleitoral. O valor pode vir por meio de novo empréstimo ou aporte da União.

Os R$ 12 bilhões obtidos em 2025 com cinco bancos só serão suficientes sustentar a empresa apenas até meados deste ano.

Mesmo com medidas como o PDV, a avaliação interna é que será necessário reforçar o caixa para evitar problemas durante a campanha eleitoral.

O plano total de reestruturação prevê R$ 20 bilhões, usados para quitar dívidas, financiar ajustes e manter as operações. Do empréstimo atual, R$ 10 bilhões já entraram no caixa, e R$ 2 bilhões serão liberados até o fim de janeiro.

O contrato com os bancos prevê ainda um aporte de R$ 6 bilhões da União até 2027, confirmado pelo Tesouro Nacional. Esse repasse não depende de novos empréstimos e pode ocorrer de forma parcelada.

Agora, os Correios tentam antecipar parte desse valor para 2026, a fim de evitar uma crise semelhante à de 2025, quando houve risco até de atraso no 13º salário.

Bancos demonstram pouco apetite para uma nova operação de crédito, e especialistas alertam que mais endividamento pode comprometer ainda mais a recuperação da estatal.

Dívida atual começará a ser paga em 2029

Com parcelas acima de R$ 1 bilhão por ano, a dívida atual da empresa só começa a ser paga em 2029.

O governo também estuda outras formas de socorrer a empresa, como criar uma compensação financeira pelo serviço postal universal, hoje um dos principais custos da estatal.

Os Correios afirmam que a primeira etapa do plano de reestruturação está em andamento e que novas captações só serão feitas se estiverem alinhadas à estratégia da empresa.

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