RN supera marca de 1,3 milhão de veículos; um para cada três pessoas

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Um estudo estatístico sobre frota veicular realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) apontou que o Rio Grande do Norte superou a marca de 1,3 milhão de automóveis cadastrados no banco de dados do Detran. As informações mostram que na última década (2009-2018) o crescimento da frota estadual chegou próximo dos 119%.

Em números absolutos, nos últimos 10 anos entraram em circulação na frota estadual 698.590 novos automóveis. Desse total, 528.940 veículos foram destinados aos municípios do interior, enquanto 169.650 passaram a circular na capital potiguar. O crescimento percentual de novos veículos nas frotas do interior e da capital do estado foi de 150% e 72%, respectivamente.

Os dados registrados pelo setor de estatística do Detran revelam que mesmo com o registro de crescimento da frota é possível perceber um desaceleramento quando verificado o aumento percentual comparativo ano a ano. Nesse caso, enquanto o número de veículo no estado foi ampliado em 11,2% no comparativo 2009-2008, em 2018-2017 esse crescimento foi de apenas 4,1%, sendo registrado essa queda de crescimento anual ao longo da década.

Um dado importante catalogado no documento estatístico foi índice de motorização, que leva em consideração a conexão da quantidade populacional (IBGE-Datasus) do Estado e o número de veículos em circulação. Nessa situação, o Rio Grande do Norte saiu em 2009 de uma relação de 233 veículos a cada mil habitantes para o de 370 automóveis por milhar de habitantes, registrado no ano de 2018. Um crescimento de 58,5% de veículos em relação a população no período de 10 anos.

Para ser mais claro, a informação registra que em 2009 o Rio Grande do Norte possuía um veículo para cada quatro pessoas. Já em 2018 essa relação é de um automóvel para cada 3 pessoas. Quando analisado essa perspectiva no interior e na capital é possível perceber que no interior a relação que antes era de seis cidadãos para cada veículo (2009) passou a ser de três pessoas por carro (2018), e na capital, o que era de três pessoas por automóvel chegou a ser duas.

O relatório analisa também a idade da frota estadual em atividade. Os números indicam que 39,6% dos automóveis foram fabricados entre os anos de 2011 a 2018; 26,8% entre as datas de 2006 a 2010; 12,4% no período de 2001 a 2005; 9,7% entre 1996 a 2000 e 11,4% entre 1928 e 1995. Os veículos com até 10 anos de fabricação correspondem a 51,6%, o que aponta para uma frota relativamente nova.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arnaldo Franco disse:

    É a crise. Carro nunca foi sinônimo de pobreza, muito menos de miséria. Não é crise: é desejo de quero mais. Normal, só falta admitir.

  2. Antonio Barbosa Santos disse:

    Agora faça as contas de quanto os Bombeiros iriam lucrar com aquela "taxinha" marota que inventaram.
    Faça também um exercício de boa vontade e me diga como eles iriam prestar o serviço a que se propuseram de forma efetiva e eficiente com o diminuto número de militares e de viaturas.
    Em resumo: uma tungada no bolso do contribuinte sem qualquer disfarce.

    • Carlos disse:

      Caro Antônio não tiro sua razão, mas algumas informações devem ser passadas. O corpo de bombeiros possui pouco ou nenhum recurso para investimentos do governo do RN. O pouco que chega vem do governo federal. Todos queremos uma instituição preparada e bem equipada para nos servir. Os valores arrecadados seriam para o órgão e com nenhum repasse para qualquer de seus membros. Os valores arrecadados seriam destinados ao Corpo de bombeiros e não poderiam ser desviados para o governo. Essa taxa existe em vários estados brasileiros. Os vizinhos Paraíba e Pernambuco são um exemplo. Nesses estados o bombeiro está quilômetros na frente do nosso. Só para conhecimento geral os bombeiros têm no entorno de 600 homens para todo o estado. Só está presente em quatro municípios. Pense e reflita.

    • Helio disse:

      Os bombeiros serem militares já é um mal começo, a atividade deveria ser civil mesmo, e os grandes municípios deveriam arcar com parte dos custos.

    • Lindomar disse:

      Bem colocado, mas se existe tamanha carência de recursos, existe questão séria a ser tratada.
      Qual a razão do governo não destinar recursos aos bombeiros?
      Se a taxa fosse de R$ 5,00 por exemplo, nem existiria tanta reclamação e talvez os bombeiros tivessem um bom recurso extra, pois estamos falando de R$ 6,5 milhões, que pode não resolver a situação como um todo, mas iria minimizando ano a ano.
      Por outro lado, quanto representa no orçamento estadual destinar R$ 10 milhões/ano aos bombeiros?

  3. Netto disse:

    Cuidado pra não confundir o gênero veículo com a espécie carro.

  4. Netto disse:

    Cuidado pra não confundir o gênero veículo com a espécie automóvel.

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