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Devido a fraudes recentes, concursos públicos vivem crise de credibilidade

22/02/2017. Crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil. Brasília – DF. STJ – Superior Tribunal de Justiça.

O mundo dos concursos públicos sofreu alguns solavancos na semana passada. A segurança de seleções do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) foi posta em xeque e abalou a confiança de concurseiros de todo o país. Afinal, muitos deles se preparam durante anos para obter a sonhada vaga na administração pública e, quando um concurso é alvo de fraude, ou cancelado devido a alguma irregularidade, sentem que todo o sacrifício pode ter sido em vão. Nas redes sociais, o clima é de descrença nos concursos — e a má fama cai sobre as bancas examinadoras, apontadas pela maioria como culpadas. Segundo especialistas ouvidos pelo Correio, a fiscalização é de fato difícil, mas há meios de inibir a ousadia dos fraudadores.

O recente caso do STJ originou a quarta fase da Operação Panoptes, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na última quarta-feira. A corporação identificou 10 servidores suspeitos de terem ingressado no tribunal mediante fraude, na seleção de 2015. Relatos colhidos mostraram que um ex-funcionário da banca organizadora, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação de Seleção e de Promoção e Eventos (Cebraspe), da UnB, estava envolvido. “Ele pegava o gabarito, que era preenchido pelo candidato com pouquíssimas respostas e, após a prova, completava de forma ilegal”, relatou o delegado encarregado do caso, Adriano Valente. Cada um dos fraudadores teria pago R$ 83 mil para garantir a vaga. A primeira fase da operação começou em agosto de 2017 e revelou um esquema que ficou conhecido nacionalmente como a Máfia dos concursos e atingiu diversas seleções, como as do Corpo de Bombeiros, do STJ, do Incra, do Ibama, e da Secretaria de Educação, entre outras.

O futuro do concurso da Novacap, por sua vez, ainda é uma incógnita. Após quatro adiamentos das provas pela banca, a Inaz do Pará, tudo indica que a estatal, ligada ao governo do Distrito Federal, está decidida a rescindir o contrato, cancelar o certame e abrir um novo edital. Segundo o diretor da empresa, não houve fraude, nem na licitação que escolheu a examinadora, nem nas provas do concurso, apenas uma desorganização de natureza logística. Mas a PCDF também investiga o caso depois que a corporação e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) receberam ao menos 50 denúncias. A suspeita é de que a banca tenha sido beneficiada para ser escolhida como organizadora do concurso. Os investigadores também não descartam a participação de servidores da Novacap, que poderiam ser beneficiados na seleção.

Esquemas

De acordo com o advogado e presidente da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), Maurício Nicácio, os certames que mais atraem fraudadores são os que oferecem maior remuneração aos aprovados e possuem maior número de concorrentes. “Quanto mais gente há na disputa, mais difícil é fiscalizar. Quanto maior a remuneração, mais aguçados ficam os fraudadores”, comentou.

Nicácio explicou também que o aliciamento de pessoas por esquemas ilegais pode acontecer em qualquer lugar, com ou sem envolvimento da banca organizadora, o que torna a fiscalização difícil. “Quando a gente fala de fraude em concurso público, pensa logo no envolvimento da banca. Mas, há também as irregularidades que partem de esquemas próprios, sem participação da organizadora. São muitas situações”, disse.

Uma das formas mais comuns de fraude é o uso de pontos eletrônicos para a transmissão de gabaritos aos concorrentes. Porém, com o avanço da tecnologia, novas formas de golpe são aplicadas — e podem passar despercebidas. “As fraudes mais difíceis de serem descobertas são as que têm origem dentro das bancas. Uma simples microcâmera no botão da camisa de um funcionário envolvido na preparação do concurso, por exemplo, pode tirar fotos das provas sem deixar rastros”, observou o representante da OAB-DF.

Segundo Nicácio, para evitar fraudes, pequenas medidas fariam diferença. “Algumas atitudes da própria banca aumentariam a credibilidade dela. Por exemplo, realizar de vez em quando uma espécie de sindicância para monitorar os funcionários. Essa ação mostraria a evolução patrimonial dos profissionais e identificaria situações suspeitas. Não é possível uma pessoa que ganha mensalmente R$ 5 mil, de repente, ter um patrimônio muito elevado”, explicou.

Além disso, de acordo com o advogado, a presença da OAB e de órgãos policiais na comissão organizadora ajudaria a evitar golpes. “A participação de policiais, por exemplo, traria um olhar mais investigativo, já que a OAB não tem poder de polícia. Toda ajuda seria bem-vinda”.

Nicácio explica que o papel da Comissão de Fiscalização da OAB, atualmente, é ajudar todos os lados interessados na prestação do concurso e acionar órgãos competentes caso seja preciso. “Queremos que os candidatos e as instituições fiquem satisfeitos. Nosso papel é apenas auxiliar. Tentamos evitar golpes, observando alguns erros e vícios em editais, recolhendo reclamações de candidatos e notificando as bancas ou instituições quando necessário, para que os problemas sejam resolvidos. Entretanto, quando se trata de uma questão ilegal, é a hora de acionar a polícia e o Ministério Público”, afirmou.

O Cebraspe se defendeu e informou, em nota, que desde o início das investigações, colocou-se à inteira disposição das autoridades policiais, cooperando com absolutamente tudo que foi requerido. “O Cebraspe reafirma sua posição de jamais anuir com qualquer tipo de ilegalidade ou ilicitude e ressalta que contratou auditoria para revisão e sugestão de melhoria nos padrões de segurança desta instituição. Medidas essas já adotadas pelo Centro”.

Aliciamento

A polícia identificou os suspeitos a partir de denúncias dos próprios servidores do tribunal, que desconfiaram do baixo desempenho dos nomeados. De acordo com a PCDF, os integrantes do esquema aliciavam estudantes em portas de cursinho e um deles, que era porteiro de um condomínio, convidava os moradores a aderir ao esquema, pagando pela aprovação no certame. O Cebraspe informou que o funcionário apontado pela polícia como envolvido na fraude era cedido pela Fundação Universidade de Brasília (FUB) e já foi devolvido ao órgão de origem para as providências cabíveis.

Providências

O presidente da Novacap, Júlio Menegotto, informou que, se o cancelamento do concurso se concretizar, os candidatos receberão de volta a taxa de inscrição. A reabertura do certame seria feita em um outro edital, mas as providências seriam tomadas pela nova gestão, que vai assumir a companhia em janeiro. Segundo ele, existem duas possibilidades para o concurso acontecer: ou se convocam as bancas classificadas em segundo e terceiro lugares na licitação já feita, ou se inicia um procedimento de contratação inteiramente novo. Nesse último caso, a realização do processo seletivo seria mais demorada.

Três perguntas para// MAX KOLBE, Advogado, consultor jurídico, membro da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB-DF

Os concursos estão perdendo a credibilidade?

Não é que os concursos estejam perdendo a credibilidade. Mas, as bancas, sim. É absolutamente importante que o Estado, na hora de assinar contrato com as organizadoras, coloque cláusulas prevendo multas mais severas ou outras sanções, em caso de irregularidades, para trazer maior segurança aos certames. O Estado deveria também exigir garantias financeiras, para, se houvesse fraude, suportar o ônus de, eventualmente, ter de refazer alguma fase ou até mesmo todo o concurso.

O que deveria ser feito para evitar tantas fraudes?

Não há dúvida de que a banca organizadora deveria ser contratada não somente pelo critério de menor valor, mas que, ainda que cobre preço um pouco maior, justifique e ateste questões relacionadas à segurança, levando em consideração a Lei de Proteção de Dados. Também deveriam sempre ser levadas em conta questões de sigilo para que, ainda que a banca venha a sofrer alguma fraude, tenha dinheiro para refazer etapas do concurso sem gerar prejuízo à coletividade. Também é importante contratar bancas organizadoras que tenham como princípio a proteção de dados.

O modelo das comissões ou bancas estão ultrapassados? Tem de mudar?

Não acho que os modelos estejam ultrapassados. O que precisa melhorar são questões afetas à segurança. Deve-se investir em proteção de dados, informática e outros meios de reforçar o sigilo do certame para dificultar eventuais fraudes. Na medida em que arrecadam milhões com a realização do concurso, as bancas examinadores deveriam investir em segurança e em tudo o que for possível para trazer maior isonomia aos concursos públicos.

CorreioWeb

 

Opinião dos leitores

  1. Concurso não perde credibilidade. As bancas envolvidas em fraude é que estão perdendo a confiança. O concurso é a instituição mais democrática e meritocrática do Brasil. Qualquer pessoa através de seus esforços pode chegar a qualquer cargo. Diferente, por exemplo, de cargos em comissão que não raras vezes são conquistados através de bajulação.

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Geral

Síndrome da autocervejaria faz pacientes “ficarem bêbados” sem consumir álcool

Bactérias Escherichia coli coloridas no microscópio eletrônico: uma das responsáveis pela síndrome — Foto: Cavallini James/BSIP/picture alliance via DW

Embriagado sem álcool – por muito tempo isso soou como piada, mas é um distúrbio real e grave. A síndrome da autofermentação, também chamada de “síndrome da autocervejaria”, faz com que o próprio intestino produza etanol.

A condição é considerada rara, mas médicos acreditam que muitos casos não são diagnosticados e acabam sendo confundidos com alcoolismo ou outras doenças. Avanços no estudo do microbioma estão ajudando a entender melhor o problema.

Quando o intestino vira uma ‘cervejaria’

Na síndrome da autofermentação, a pessoa apresenta sinais de embriaguez sem ter ingerido álcool. Estudos mais recentes mostram que o problema não é causado apenas por leveduras, mas principalmente por certas bactérias intestinais.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Microbiology analisou amostras de fezes de 22 pacientes, seus familiares e um grupo de controle. Os resultados indicaram que os pacientes produziam muito mais álcool no intestino.

Transplante de fezes como fonte de esperança

Ainda não há um tratamento padrão, mas um paciente do estudo apresentou melhora após dois transplantes de microbiota fecal.

O procedimento transfere bactérias saudáveis para o intestino do paciente, ajudando a reequilibrar o microbioma. Novos testes com mais pacientes devem avaliar a eficácia da técnica.

Especialistas afirmam que os resultados são promissores, mas alertam que ainda são necessários estudos maiores e de longo prazo.

Bactérias produtoras de álcool

Bactérias como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae fermentam carboidratos e geram etanol em excesso. Segundo os pesquisadores, o nível de álcool no sangue pode chegar a ponto de impedir que a pessoa dirija.

A síndrome mostra como o microbioma pode influenciar diretamente a saúde, o comportamento e até situações legais, como testes de bafômetro.

Diagnóstico incorreto e novas abordagens

Muitos pacientes são acusados de beber escondido, o que gera impactos na vida pessoal e profissional. O diagnóstico atual é complexo e exige dieta rica em carboidratos com monitoramento do álcool no sangue.

Os cientistas defendem que, no futuro, o exame de fezes poderá facilitar a identificação da doença.

Com informações de DW

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Brasil registra, em média, um ‘golpe do falso Pix’ por segundo

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que facilita transferências no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. Só entre janeiro e setembro de 2025, foram registradas 28 milhões de fraudes, uma média de um golpe por segundo, segundo dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.

Um dos casos recentes do “golpe do falso Pix” envolve Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza no centro de São Paulo. Ela foi vítima de dois golpes consecutivos. No primeiro, uma transferência nunca foi efetivada, e no segundo, uma cliente exibiu comprovante falso de pagamento no celular.

“Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído”, conta Cinthia. No salão de Cintia, a regra agora é clara.

“Já na hora, confere. Se vai confiar só no cliente, não funciona”, reforça.

Estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem o Pix para pagamentos e serviços. A facilidade do sistema, porém, atrai golpistas que exploram a confiança das vítimas, muitas vezes exigindo atenção redobrada em transações de alto valor.

Segundo advogados especializados em direito digital, é essencial checar se a transferência foi realmente efetuada antes de liberar produtos ou serviços:

  • Confirme no aplicativo do banco se o dinheiro entrou na conta;
  • Evite confiar apenas em comprovantes enviados pelo celular;
  • Espere a confirmação do crédito antes de concluir a venda ou serviço;

Com informações de SBT News

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Geral

‘Não seremos subservientes’, diz Lula em artigo no New York Times ao criticar ação dos EUA na Venezuela

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em artigo publicado neste domingo no The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ações dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorridos em 3 de janeiro.

Segundo Lula, a ação representa “mais um capítulo lamentável” da erosão do direito internacional e da ordem multilateral.

O presidente afirmou que a América Latina não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu uma região próspera, pacífica e plural.

Para ele, embora líderes possam ser responsabilizados por violações, nenhum país tem o direito de impor justiça de forma unilateral.

Lula afirmou que ações desse tipo geram instabilidade, afetam o comércio, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem o combate ao crime organizado. Também destacou que é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos EUA.

Sobre a Venezuela, Lula disse que o futuro do país deve estar nas mãos de seu próprio povo e que apenas um processo político inclusivo pode garantir estabilidade e democracia. O presidente afirmou que o Brasil seguirá cooperando para proteger a fronteira e apoiar o retorno seguro de venezuelanos.

Lula ainda defendeu o diálogo com os Estados Unidos e a cooperação regional em áreas como investimentos, comércio, geração de empregos, combate à fome, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas. Para ele, o enfraquecimento das regras internacionais ameaça a paz global.

Opinião dos leitores

  1. Cabra macho! Esse sim! Enquanto uns ficam de mimimi por perderem o que nunca tiveram (apreço internacional), nosso presidente mostra o que é ser homem! Parabéns, presidente! 2026 será Lula outra vez!

  2. Lula, comunista posando de preocupado com direitos.
    Comunismo é repressão, atraso, perseguições e execuções em massa.

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PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de Robalo na brasa com aspargos; Tartine de camarão; e banana na brasa com chocolate

ROBALO NA BRASA COM ASPARGOS

Porção individual
5 Aspargos frescos
200g de filé de robalo extremamente fresco
Alho picado
Azeite
Sal e pimenta branca a gosto

Modo de preparo
Deixe todos os aspargos com o mesmo tamanho, cortando as extremidades duras.
Tempere com sal, pimenta, alho e azeite e coloque na churrasqueira até dourar, reserve.
Tempere o robalo com sal, pimenta branca e azeite e coloque na churrasqueira em fogo alto(primeiro o lado da pele), sele os 2 lados e deixe em fogo baixo para dar o ponto interno, reserve.

Montagem

Coloque os aspargos no prato, adicione o robalo em cima e delicadamente regue com um pouco de azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho).

Tempo de preparo: 5min
Tempo de cozimento: 15min

DICA RÁPIDA
TARTINE DE CAMARÃO
1 porção

6 fatias de pão baguete (cortado um pouco mais grosso)
4 tomates concasse(sem peles e sementes e cortado em cubos)
12 camarões sem casca e limpo
6 fatias de queijo brie
Azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho)

Modo de preparo
Corte o pão baguete em fatias um pouco mais grossa, reserve.
Tempere o tomate contasse com sal, pimenta e azeite, reserve.
Em uma frigideira bem quente, refogue a manteiga, tempere o camarão com sal e pimenta, e sele os 2 lados sem deixar passar o ponto do camarão.

Montagem
Pegue uma fatia de baguete, coloque o tomate concasse e em cima o camarão já refolgado, por último adicione o queijo brie e gratine com maçarico, adicione um pouco de azeite de ervas. Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 20min

BANANA NA BRASA COM CHOCOLATE
Porção individual

1 banana
50g de chocolate 70% ou ao leite caso prefira
Sorvete de creme

Modo de preparo
Sem descascar a banana faça um corte, com uma faca, de uma ponta a outra, sem deixar furar o fundo dela.
Adicione o chocolate, dentro do corte, coloque na churrasqueira(pode ser no forno), e deixe a banana por 10 a 15 minutos, até sentir que ela esta macia.

Montagem
Ao tirar a banana do fogo, coloque em um prato, e adicione uma bola de sorvete de creme ao lado e raspas ou pedaços de chocolate sobre o sorvete.

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VÍDEO: Após férias no Brasil, turista português dispara: “Como há tanto ‘viado’ no Brasil com as mulheres mais lindas do mundo?”

O turista português Fábio Nobre viralizou nas redes sociais ao relatar suas férias no Brasil, elogiando a receptividade, as paisagens e as comidas dos estados pelos quais passou e dizendo ter amado a experiência no país. Ele disse que a “ressaca pós-Brasil é real”.

No entanto, o vídeo também gerou polêmica após ele questionar “como tem tanto ‘viado’ no Brasil com as mulheres mais lindas do mundo?”. A fala polêmica dividiu opiniões.

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Geral

Líder supremo do Irã admite que milhares foram mortos durante manifestações e culpa Trump

Foto: Iranian Leader Press Office/Getty Images

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu neste sábado (17) que milhares de pessoas morreram durante os protestos no país e responsabilizou o presidente dos EUA, Donald Trump, por “incentivar” as manifestações com promessas de apoio militar.

Em discurso à nação, Khamenei chamou Trump de “criminoso” e disse que os protestos, iniciados no fim de dezembro por causa da crise econômica, foram manipulados por EUA e Israel. Segundo ele, parte dos manifestantes seria formada por jovens “enganados”.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 3 mil pessoas foram mortas. Testemunhas relataram tiros contra manifestantes desarmados, uso de drones e repressão violenta pelas forças de segurança. O governo iraniano nega os números e diz que houve apenas “centenas” de mortes.

Trump reagiu, classificando Khamenei como um “homem doente” e pedindo uma nova liderança no Irã. Ele acusou o regime de usar violência extrema para manter o controle do país.

Khamenei reconheceu a grave crise econômica, pediu união da população e afirmou que os protestos foram “extintos” após manifestações pró-governo.

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Sisu 2026 oferece 274,8 mil vagas e abre inscrições nesta segunda-feira (19)

Foto: divulgação

O Sisu 2026 abre inscrições nesta segunda-feira (19) com a oferta recorde de 274,8 mil vagas em universidades públicas. A incrições seguirão abertas até 23 de janeiro e exigem mais do que boas notas: será preciso estratégia.

Ao todo, 136 instituições participam da seleção, oferecendo vagas em 7.388 cursos de graduação. O sistema, gerido pelo MEC, permite acompanhar as notas de corte em tempo real, o que torna essencial revisar as opções diariamente.

Nesta edição, o Sisu passou a aceitar notas do Enem 2023, 2024 e 2025, utilizando automaticamente a melhor média do candidato. Apenas quem concluiu o ensino médio pode participar. As aulas podem começar no primeiro ou no segundo semestre de 2026.

O resultado será divulgado em 29 de janeiro. Após isso, os candidatos devem ficar atentos aos prazos de matrícula e às regras de cada universidade.

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Geral

VÍDEO: Médico que matou outros dois médicos em SP teria cometido crime após briga por contratos na área da saúde, diz polícia

A Polícia Civil investiga se a morte dos médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes (43) e Vinicius dos Santos Oliveira (35), em Alphaville, Barueri, foi motivada por disputas comerciais na área da saúde.

O autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho (44), foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele já havia sido detido em 2025 por agressão e racismo, em Sergipe.

Segundo o delegado Andreas Schiffmann, Carlos e Luís Roberto eram donos de empresas de gestão hospitalar e vinham se desentendendo há meses por contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís.

No dia do crime, os três se encontraram em um restaurante.

O delegado detalhou ainda a movimentação do suspeito dentro do restaurante. “Ele [Carlos] estava em outro ponto, numa área aberta que o restaurante tem, próximo ali daquelas mesinhas. Ele se levantou dali e foi até as mesas onde os outros dois estavam.”

Após uma discussão, a Guarda Municipal foi acionada, revistou os envolvidos e não encontrou arma. Eles foram orientados a deixar o local.

Minutos depois, Carlos teria recebido uma bolsa com uma pistola 9 mm, perseguiu as vítimas na rua e atirou. Luis Roberto foi atingido por 8 tiros. Ele trabalhava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Vinicius foi atingido por dois tiros e trabalhava em unidades de saúde de Cotia. Eles chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro.

Testemunhas relataram discussão intensa, barulho de vidros quebrando e cerca de 10 disparos. Uma mulher pode ter entregue a bolsa com a arma ao atirador — ponto que ainda está sendo investigado.

A polícia apreendeu a arma, cápsulas, documentos, uma bolsa e R$ 16 mil. Carlos foi encaminhado à cadeia de Carapicuíba e é considerado perigoso pelas autoridades. “A visão da polícia é que ele é perigoso, uma pessoa que não mede consequências. Ele já tem antecedente de agressão e de racismo em outro estado. A gente entende que, nesse momento, ele precisa ficar realmente encarcerado”, disse o delegado.

Com informações de g1

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Mundo

Protestos no Irã já deixaram cerca de 5 mil mortos, afirmam autoridades do regime

Foto: Rede Social/via REUTERS

Autoridades iranianas afirmaram neste domingo (18) que os protestos registrados no país já resultaram na morte de ao menos 5 mil pessoas, incluindo aproximadamente 500 integrantes das forças de segurança. Segundo um funcionário do governo ouvido pela agência Reuters, as mortes seriam responsabilidade de “terroristas e manifestantes armados”, que teriam provocado a morte de “cidadãos iranianos inocentes”.

De acordo com a mesma fonte, que pediu anonimato, os confrontos mais violentos ocorreram principalmente em regiões curdas do noroeste do Irã, área historicamente marcada por tensões com grupos separatistas. O governo iraniano também sustenta que o número de mortos não deve aumentar de forma significativa nos próximos dias.

O regime atribui os distúrbios à atuação de inimigos externos e afirma que Israel e grupos armados no exterior teriam financiado e equipado os manifestantes. A retórica segue a linha adotada por Teerã em episódios anteriores de instabilidade, intensificada após ataques militares israelenses contra alvos iranianos realizados em junho.

Organizações independentes, no entanto, contestam os números oficiais. A HRANA, agência ligada a ativistas de direitos humanos com sede nos Estados Unidos, contabiliza 3.308 mortes confirmadas e mais de 4.300 casos ainda em verificação, além de mais de 24 mil prisões. Já o grupo curdo Hengaw aponta que as áreas curdas concentraram parte significativa da violência registrada desde o início dos protestos, no fim de dezembro.

Com informações da CNN

Opinião dos leitores

  1. Há controvérsias quanto ao número de morte, fontes confiáveis afirmam passar de quinze mil mortos por assassinato da DITADURA IRAINANA apoiada pela extrema esquerda brasileira (PT).

    1. Lula é Maduro.
      Maduro é Lula.
      O Hamas é Lula.
      Lula é Hamas.
      Lula é Irã.
      O Irã é Lula!
      E você é o quê?
      Votar em Lula não é burrice
      É falta de caráter.
      Não venda seu voto em troca de chapa, carrada de arisco ou picanha.

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Política

Governo aposta em novo ministro da Justiça para destravar PEC da Segurança no Congresso

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula aposta na chegada do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e na retomada do diálogo com o relator para destravar a tramitação da PEC da Segurança Pública na Câmara dos Deputados. A avaliação é do líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), que vê na experiência do ministro — ex-procurador de Justiça da Bahia — um trunfo para avançar nas negociações.

Segundo Guimarães, a proposta segue como prioridade do Executivo neste ano, mas só avançará se mantiver os pontos centrais defendidos pelo governo. Entre eles estão o planejamento nacional integrado das ações de segurança, a ampliação da autonomia da Polícia Federal no enfrentamento às facções criminosas e a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Relator da PEC, o deputado Mendonça Filho (União-BA) afirmou estar aberto ao diálogo e disse esperar que o histórico do novo ministro contribua para qualificar o debate. Embora avalie que o texto foi bem recebido no Congresso, ele não descarta ajustes na proposta e projeta um placar entre 360 e 380 votos favoráveis, com expectativa de votação até abril.

Enviada ao Congresso em abril do ano passado, a PEC enfrentou resistência de governadores e da oposição por ampliar o papel da União na segurança pública. Já aprovada na CCJ, a proposta prevê maior integração entre União, estados e municípios, endurece o combate a facções e milícias, limita benefícios penais para criminosos organizados e amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal para atuação também em ferrovias e hidrovias.

Com informações do G1

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