Foto: Manaure Quintero/Reuters
A Justiça venezuelana, em acordo com a ditadura de Nicolás Maduro, confiscou a sede do jornal “El Nacional” como parte da indenização por dano moral decidida pelo TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) por uma ação movida pelo segundo principal líder do chavismo, Diosdado Cabello.
O gerente geral do jornal venezuelano, Jorge Makriniotis, classificou como um “ataque à democracia” o embargo da sede da publicação.
“Hoje eles estão nos embargando, estão tomando nossos bens por um suposto dano. Isso é completamente ilegal, isso é um ataque à democracia, é um ataque ao véu jurídico”, disse Makriniotis em um vídeo divulgado em redes sociais.
Pouco antes, a Justiça venezuelana havia notificado o embargo executivo da sede do jornal, como anunciado no Twitter pelo próprio Cabello.
A ordem foi emitida pelo Quarto Tribunal do Município Ordinário e Executor de Medidas da Circunscrição Judicial da Região Metropolitana de Caracas, e o confisco determinado é de 141.501,24 petros – uma criptomoeda lançada em 2018 pelo presidente do país, Nicolás Maduro, e que está sob sanção dos Estados Unidos.
Uma decisão publicada no último dia 16 de abril pelo TSJ diz que o jornal deve pagar a Cabello 237 mil petros pela cotação do dia, o que valeria então US$ 13.369.170.
Makriniotis disse no vídeo que o jornal é alvo de “mais um processo ilegal” e “injusto”. Ele lembrou que o “El Nacional” não é mais publicado em papel e que tem “78 anos de história, trazendo informações reais para o país”.
“A democracia vive quando há liberdade de expressão”, acrescentou.
Cabello, deputado no Parlamento venezuelano, processou o “El Nacional” em agosto de 2015, por uma reportagem publicada no jornal espanhol “ABC” que indicava que o líder chavista estava sendo investigado pelos Estados Unidos por supostas ligações com o tráfico de drogas.
No último dia 21 de abril, após o veredicto ter sido anunciado, Cabello declarou que pretendia “executar” os bens do “El Nacional” se o jornal não lhe pagasse a indenização por danos morais.
“Se não pagar em dinheiro, teremos que executar os bens para compensar os danos, porque eu tenho moral”, afirmou Cabello em seu programa semanal, transmitido pela emissora estatal “Venezolana de Televisión” (VTV).
Em entrevista à Agência Efe em abril, o diretor do “El Nacional”, Miguel Henrique Otero, disse que o jornal é o “grande troféu” que o governo venezuelano quer conquistar em seu desejo de acabar com a mídia independente.
R7 com informações de EFE
Aqui uma ínfima e alienada parte da população espera o mesmo quando grita “eu autorizo”.
Pense numa democracia. Há quem diga que na Venezuela ela existe.
O povo brasileiro, principalmente os enamorados por esse tipo de regime, deviam saber que essas aventuras tem preço. A Venezuela vive na anarquia, embaixo do tacão desse lunático, irresponsavel, traficante, seboso, passando fome, fugindo da morte, em uma situação muito conhecida pelos leem sobre regimes totalitários.
E tudo começou com um militar chamado Chaves. Seria mera coincidência?
Obrador, anda obrando pela boca, cara. Que comparação esdrúxula para tentar esconder a ideologia dessa ditadura que o PT chama de “democracia”.
Alguns classificam o governo atual do nosso País, com fascista e genocida…
Não vemos ninguém (independentemente de cor, sexo, opção sexual, religião) sendo preso ou perseguido…
Mas no País em tela, se não for alinhado com o pensamento do Presidente, fuja do País, pois será perseguido e tratado como criminoso…
Liberdade de expressão, nem pensar…
Espero que nossa Pátria Amada, nunca tenha que passar por essa situação…
Quanta hipocrisia esses sem futuro desses esquerdeopatas vive aí a toda hora chamando Bolsonaro de fascista genocida e outras coisas a mais aí morre de paixão por esse maduro
Isso sim é uma democracia, o Brasil não chega nem na poeira desse exemplo. Com Lula nós também chegaremos nesse nível.