
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O uso de um vídeo de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência gerou divergências entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do TSE avaliam que a cobrança feita por Moraes sobre o caso representa uma interferência em um tema que consideram de competência da Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, ministros divergem sobre a punição ao PL. Parte defende apenas medidas como multa, retirada do vídeo das redes sociais e uma advertência contra o uso de inteligência artificial. Outros entendem que o episódio não justifica sanções mais severas, como inelegibilidade ou cassação da candidatura.
Na terça-feira (28), Moraes deu prazo de 48 horas para Jair Bolsonaro informar se autorizou a exibição do vídeo. A defesa do ex-presidente negou qualquer autorização, alegando que ele sequer teria meios de fazê-lo diante das restrições impostas pela prisão domiciliar.
O caso também é analisado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, relator da ação sobre o uso do vídeo de IA, que ainda não definiu quando tomará uma decisão.
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