Foto: Agência Brasil
A dívida pública brasileira continuou caindo em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Banco Central. As informações mostram que a dívida bruta do governo geral — que abrange o governo federal e os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais — fechou o mês em R$ 7,217 trilhões. O montante representa 77,6% do produto interno bruto (PIB) do Brasil, o menor percentual desde o início da pandemia, em março de 2020. Há oito meses, por exemplo, essa dívida representava 80,3% do PIB.
O resultado de julho, segundo o Banco Central, é efeito, principalmente, do crescimento do PIB nominal, dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,1 ponto percentual) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6).
O professor de economia e membro do Conselho Regional de Economia do DF (Corecon) Newton Marques explica o que é a dívida pública e como ela impacta os brasileiros. De acordo com o profissional, é por meio da dívida pública que o governo pega dinheiro emprestado de investidores para honrar compromissos financeiros e fazer investimentos. Em troca, o governo se compromete a devolver os recursos com correção e juros, que podem ser prefixados, seguir a Selic (a taxa básica de juros da economia), a inflação ou a cotação do dólar.
Na prática, a dívida pública geral, que abrange as estatais, os governos municipais, estaduais e federal, é usada como uma das réguas internacionais para medir a capacidade de sobrevivência de um país. Quanto maior a dívida, maior o risco de um país dar o calote em investidores.
“Acompanhar a dívida pública é importante porque a capacidade de o governo honrar essas dívidas impacta na confiança dos investidores. Com isso, maior é a taxa de juros cobrada para conceder novos empréstimos”, explica.
A dívida elevada, destaca o professor, pode prejudicar a capacidade do governo de aumentar gastos ou reduzir impostos para compensar a estagnação econômica. Isso porque, ao fazer uma dívida, o governo consegue recursos para investir em educação, infraestrutura, saúde e programas sociais, por exemplo. “Mas o endividamento traz como consequências os juros altos, que impactam na própria dívida do governo, que cresce na medida em que os juros ficam mais caros”, destaca.
O professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann explica ainda que o aumento da dívida pública também revela quais fontes prioritárias um governo usa para financiar os investimentos.
R7
Acho que vou votar na quadrilha chamada PT. Não estou gostando desse Brasil melhorando. Tudo culpa do Bolsonaro. Vooootteeee!