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DIVISÃO DE ALUNOS POR GÊNERO: Escolas ‘single sex’ se espalham pelo mundo; especialistas criticam

 

Classes ‘single sex’ nos EUA são alvo de ações judiciais, como no Middleton Heights Elementary – Jessie L. Bonner / Agência O Globo

Há mais de 40 anos, o Colégio Santa Marcelina, no Alto da Boa Vista, no Rio, decidiu aceitar meninos nas salas de aula antes ocupadas só por meninas. Um pouco depois, há quase 30 anos, o Colégio Militar do Rio aprovou o ingresso feminino em suas classes. Esse movimento em direção a turmas mistas, no entanto, não é uma unanimidade, conforme mostrou O GLOBO na edição de quinta-feira com a história da escola Porto Real, na Barra, que divide os alunos de acordo com o gênero. Especialistas afirmam que a separação dos estudantes é um atraso e implica em uma formação deficiente dos alunos, que não aprendem a conviver com as diferenças.

Com cada vez mais adeptos ao redor do mundo, o modelo que aposta em uma educação personalizada para cada gênero ganhou força nos Estados Unidos a partir de 2002, quando uma lei permitiu que agências educacionais locais usassem fundos públicos — destinados a “programas inovadores”— para apoiar escolas que separavam estudantes por gênero. De acordo com dados da Associação Nacional para Educação Pública Single Sex (Nasspe, na sigla em inglês), criada no mesmo ano da nova legislação, em 2002 apenas uma dúzia de escolas públicas oferecia o serviço. Mas menos de uma década depois, em 2011, pelo menos 506 instituições públicas dos EUA tinham atividades do tipo. E mesmo com a nova norma, essas instituições são alvo constante de ações que questionam o modelo single sex, argumentando que a prática é segregacionista.

CONVIVÊNCIA E CONFLITO

Se, por um lado, os adeptos do método argumentam, principalmente, que ele impulsiona o desempenho dos estudantes, os especialistas defendem que os resultados não são o principal indicador de uma educação bem sucedida.

— O desempenho é apenas uma das dimensões que interessam à sociedade. Mas o que interessa, de fato, é que tenhamos cidadãos que consigam conviver. A convivência envolve conflito, aliança, negociação, dor, alegria. Essa forma de educação vai contra as necessidades de uma sociedade que precisa avançar no tratamento da diversidade — critica Denise Carreira, doutora em Educação pela USP. — Observo que há uma modernização do discurso da segregação. O discurso novo diz “vamos separar, porque assim vamos desenvolver as meninas para as ciências exatas e os meninos para outras áreas”. É uma modernização ancorada na neurociência que acaba alimentando a segregação. O argumento pautado em questões biológicas já foi usado por vários regimes segregacionistas ao longo da História.

A pesquisadora afirma ainda que o surgimento de mais escolas que separam os alunos por gênero está relacionado ao contexto global atual:

— Isso tem a ver com o crescimento do conservadorismo não só no Brasil, mas no mundo. Ao mesmo tempo que muitos setores exigem convivência na diversidade, outros mantêm a intolerância. É um retrocesso.

Fernando Seffner, coordenador da linha de pesquisa sobre Educação, Sexualidade e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também se posiciona contra a educação single sex.

— Muitos estudos, além de filmes e a própria literatura, mostram que o nível de violência entre os alunos em escolas só de meninos ou só de meninas é maior que na escola mista. Um menino que, por exemplo, não goste de jogar futebol, terá uma chance muito maior de sofrer violência nesse ambiente.

Só na Espanha — país de origem do criador da Educação Personalizada, Victor García Hoz —, segundo a Associação Europeia de Educação Single Sex (Easse, na sigla em inglês), há ao menos 219 centros de estudo que oferecem educação diferenciada em algumas de suas etapas, todos privados, mas alguns com subsídio público. Na América Latina, o modelo criado por Hoz começou a ganhar popularidade a partir dos anos 2000. Secretário geral da Associação Latino-americana de Centros de Educação Diferenciada (Alced), Ricardo Carranco afirma que a tendência é que esse tipo de escola se espalhe pelo continente.

— A América Latina está, cada vez mais, crescendo nessa área e apostando no tema da educação diferenciada por sexos. Entre outras nações, Argentina, Peru, México, Honduras, Costa Rica, Equador têm colégios de reconhecido prestígio acadêmico e social, emoldurados pelos princípios pedagógicos da educação diferenciada por sexos — afirma Carranco. — Sem dúvida, o Brasil é uma terra fértil para projetos educativos como esses. A riqueza cultural e social do país facilita o florescimento desse tipo de projeto.

Em 1995, a Escola Catamarã, em São Paulo, foi fundada sob o projeto pedagógico de Hoz. Atualmente, além dela, o Colégio do Bosque Mananciais, em Curitiba, que foi criado em 2010, virou símbolo da educação diferenciada por sexo no país. A escola oferece a educação single sex a partir do 2º ano do ensino fundamental até o ensino médio. Os alunos são divididos em duas unidades, uma para meninos e outra para meninas.

— É um único projeto educativo porque o conteúdo programático é o mesmo. O que muda é apenas a forma e o entorno de aprendizagem, um entorno que leva em consideração as naturais diferenças dos meninos e das meninas, como nível de maturidade ou facilidades de cada grupo para umas disciplinas específicas. É sabido e comprovado, por exemplo, que as meninas obtêm melhores resultados em português e literatura e os meninos em matemática e ciências — argumenta Leandro Pogere, diretor geral do colégio.

Já a diretora pedagógica do Colégio Santa Marcelina, que em 1975 decidiu abandonar as aulas restritas a apenas um dos sexos, Irmã Carmen é taxativa:

— No nosso pensamento pedagógico, consideramos que a presença de meninos e meninas estudando juntos é fundamental. Para aprender matemática, história e português, com certeza não faz diferença. Mas para aprender a viver bem, acho fundamental.

O Globo

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UM MÊS PARA O ENEM: revisar conteúdos e cuidar do equilíbrio emocional são prioridades, orienta especialista

Foto: Divulgação

Com cerca de um mês pela frente até o Enem, a pressão para intensificar os estudos pode levar os candidatos a uma rotina de excessos. Mas a orientação para essa reta final é aproveitar melhor o tempo disponível, revisar os conteúdos já trabalhados e preservar o descanso. Segundo Kennia Isis, orientadora pedagógica do Colégio Porto, em Natal, a preparação precisa combinar conhecimento, equilíbrio emocional e capacidade de administrar o tempo e a energia durante a prova.

“O aluno não tem que estudar mais, tem que estudar melhor. Nesse momento, revisar é muito mais importante”, afirma. A especialista explica que, enquanto o estudo envolve aprender um conteúdo, a revisão permite recuperar e consolidar conhecimentos com os quais o estudante já teve contato ao longo do ensino médio. A resolução de exercícios é uma das ferramentas para esse processo.

Na prática, a recomendação é organizar a revisão a partir do que já foi aprendido, usar questões para identificar dificuldades e aproveitar o tempo restante de forma realista. Tentar dominar todos os assuntos nas últimas semanas pode ampliar a ansiedade e comprometer a confiança. “Ninguém aprende tudo, ninguém sabe de tudo. Algumas coisas a gente sabe mais, outras a gente sabe menos”, lembra Kennia.

A orientadora compara a preparação para o Enem à de uma maratona: assim como um corredor precisa construir resistência antes de percorrer uma longa distância, o estudante desenvolve ao longo do ano as condições para enfrentar o exame. Além do domínio dos conteúdos, essa preparação envolve concentração, gestão do tempo e disposição para lidar com os desafios da prova.

No Colégio Porto, o último mês é dedicado à revisão, com um material elaborado anualmente para os desafios do exame. O trabalho busca recuperar os conhecimentos e fortalecer a segurança dos estudantes em relação ao que aprenderam. Paralelamente, a escola promove momentos de descompressão, com atividades de reflexão, descanso, relaxamento e movimento corporal.

“Para nós, tão importante quanto a preparação acadêmica é também a preparação emocional e socioemocional”, destaca Kennia. Esse acompanhamento considera tanto as escolhas de cada aluno sobre o curso e a faculdade que deseja quanto a convivência com os colegas, que compartilham expectativas e dificuldades durante a terceira série do ensino médio.

Nesse ambiente, a orientação é evitar comparações que diminuam a confiança ou façam o estudante se sentir incapaz. Segundo a socióloga e especialista em educação, a competição pode ser positiva quando estimula o desenvolvimento, mas deixa de contribuir quando menospreza o outro. Reconhecer as próprias capacidades e limites ajuda a estabelecer objetivos compatíveis com a trajetória de cada candidato.

O apoio da família também faz parte dessa preparação. Manter um ambiente tranquilo, respeitar os momentos de descanso e ajudar o jovem a organizar a rotina são formas de contribuir para que ele chegue ao exame descansado, bem alimentado e confiante. “Nessa reta final, os estudantes não precisam de um fiscal de estudos. Precisam de alguém que os ajude a gerenciar essa energia”, orienta.

Para Kennia, o foco deve estar no que ainda pode ser feito, sem transformar as últimas semanas em uma tentativa de compensar toda a preparação anterior. “Melhor do que buscar recuperar o tempo perdido é aproveitar o tempo que se tem da melhor forma possível”, conclui.

As matrículas para 2027 no Colégio Porto já estão abertas. Mais informações em www.colegioporto.com.br ou no Instagram @colegio.porto.

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[VÍDEO] INFLAÇÃO EM ALTA: Preços sobem 0,82% em setembro, puxados pela energia elétrica

 

A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,73%, e reverteu a deflação de 0,32% registrada em agosto.

O principal impacto veio da energia elétrica, que ficou 7,98% mais cara. O grupo Habitação teve alta de 2,31%, seguido por Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%). Entre os alimentos, o tomate subiu 37,76% e a batata-inglesa, 24,07%.

No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,95%. Em 12 meses, o índice atingiu 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta estabelecida para o Banco Central.

Com informações da CNN Brasil

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PL aponta Janones como líder de “campanha do medo” contra Flávio Bolsonaro

Foto: Nelson Almeida/AFP

Integrantes do PL e da campanha de Flávio Bolsonaro apontam o deputado federal reeleito André Janones (Rede) como o principal articulador de uma suposta “campanha do medo” contra o candidato à Presidência no 2º turno. Segundo aliados do senador, a estratégia busca associar uma eventual vitória de Flávio à perda de direitos trabalhistas e benefícios sociais.

Entre os conteúdos citados pela campanha estão alegações de que Flávio pretende acabar com o Bolsa Família e o 13º salário, privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS), cortar recursos do Farmácia Popular e congelar aposentadorias. Os aliados do candidato acusam Janones de disseminar informações falsas.

Janones criou o canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que passou de cerca de 50 mil inscritos para 1,8 milhão de seguidores em dois dias após o 1º turno, segundo informações divulgadas sobre a iniciativa.

A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar a circulação das publicações durante a disputa presidencial.

Com informações do Metrópoles

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Lula busca apoio individual de líderes do Centrão após partidos fecharem com Flávio

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente Lula (PT) intensificou as articulações com lideranças do Centrão em busca de apoios individuais para o 2º turno da eleição presidencial. A movimentação ocorre após partidos como Republicanos, União Brasil, PP, Podemos e Novo anunciarem apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na quinta-feira (8), Lula recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada. A reunião durou cerca de 45 minutos e contou com a participação do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Após o encontro, Lula afirmou que a conversa foi boa e declarou: “Ele vai me ajudar a ganhar as eleições”.

O encontro ocorreu um dia depois de o Republicanos anunciar apoio a Flávio Bolsonaro. Motta não participou da reunião da executiva nacional que formalizou a decisão. O presidente da Câmara é um dos principais interlocutores de Lula entre os partidos do Centrão.

Enquanto isso, Flávio amplia sua base política. Segundo integrantes da cúpula do MDB, o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, já teria confirmado o apoio de 14 dos 27 diretórios estaduais ao candidato do PL.

Com informações do Metrópoles

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Flávio amplia apoios no 2º turno e arrecada R$ 1,76 milhão; Lula não registra novas doações

Fotos: Ricardo Stuckert/Campanha e Charles Vieira/Campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua base de apoio político e avançou na arrecadação de campanha durante a primeira semana do 2º turno da eleição presidencial. Segundo levantamento do UOL divulgado nesta sexta-feira (9), o candidato recebeu R$ 1,76 milhão em doações desde segunda-feira (5), enquanto o presidente Lula (PT) não registrou novas contribuições de pessoas físicas na Justiça Eleitoral até a noite de quinta-feira (8).

Flávio conquistou o apoio de cinco partidos: União Brasil, Progressistas, Podemos, Republicanos e Novo. Também recebeu declarações de apoio dos ex-presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Os diretórios estaduais do MDB devem anunciar novos posicionamentos na próxima semana.

O senador conta ainda com o apoio da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), que deverá indicar o ministro da Agricultura em um eventual governo. Já Lula recebeu o apoio de partidos menores, como UP, PCB e PSTU, além das legendas que já integravam sua coligação no 1º turno.

Na disputa pelos governos estaduais, Flávio também reúne mais aliados envolvidos no 2º turno: são seis, contra quatro ligados ao presidente Lula. Enquanto o candidato do PL intensifica as articulações políticas, a campanha petista promove mudanças na comunicação e busca mobilizar os cerca de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no 1º turno.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Economista de Flávio descarta privatização de Petrobras, Caixa e BB e promete fortalecer Bolsa Família

O economista Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que um eventual governo do candidato não privatizará Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele também assumiu o compromisso de preservar e fortalecer programas sociais, como o Bolsa Família.

Sachsida apresentou as declarações como compromissos públicos da equipe econômica de Flávio Bolsonaro. O economista também defendeu a redução de impostos, da burocracia e da estrutura administrativa federal, além do equilíbrio das contas públicas.

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Moraes manda prender porteira condenada a 14 anos pelos atos de 8 de Janeiro

Foto: Reprodução

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal prenda a porteira Nailze Aparecida Ribeiro Silva, de 54 anos, condenada a 14 anos de prisão pela participação nos atos de 8 de Janeiro, em Brasília. A ordem foi encaminhada na quarta-feira (7), após o trânsito em julgado da condenação, quando não cabem mais recursos.

Moradora de São Bernardo do Campo, em São Paulo, Nailze foi presa em 9 de janeiro de 2023, no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Atualmente, estava em liberdade provisória, submetida a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

A porteira foi condenada pelo STF, em maio deste ano, por cinco crimes: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena será cumprida em regime inicial fechado.

Na decisão, Moraes também determinou a realização de exames médicos oficiais e o desconto do período em que Nailze permaneceu presa provisoriamente. O STF fixou ainda indenização mínima de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a ser paga solidariamente com os demais condenados pelos ataques.

Com informações do Metrópoles

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ATLASINTEL: Desaprovação de Lula chega a 53,4% e 51,9% avaliam governo como ruim ou péssimo

O governo do presidente Lula (PT) é desaprovado por 53,4% dos brasileiros, segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta sexta-feira (9). A aprovação da gestão é de 44,7%, uma queda de dois pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada no último sábado (3).

Na avaliação do governo, 51,9% dos entrevistados consideram a administração ruim ou péssima, enquanto 36,9% classificam a gestão como ótima ou boa. Outros 11,2% avaliam o governo como regular.

A pesquisa ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.

Com informações do Metrópoles

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ATLASINTEL: Flávio abre 5,6 pontos sobre Lula no 2º turno e chega a 52,8% dos votos válidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo 2º turno, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9). Flávio tem 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Lula, uma vantagem de 5,6 pontos percentuais.

Considerando os votos totais, Flávio registra 51,1% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45,7%. Brancos, nulos e indecisos representam 3,2%.

O resultado mostra uma mudança em relação à pesquisa divulgada na véspera do 1º turno, quando Lula aparecia com 50,1% dos votos válidos e Flávio tinha 49,9%.

O levantamento também avaliou em qual candidato os eleitores mais confiam para administrar diferentes áreas do governo. Flávio lidera na maioria dos temas pesquisados, com destaque para criminalidade e tráfico de drogas, com 53%, e equilíbrio fiscal e controle de gastos, com 52%. Nos dois casos, a vantagem sobre Lula é de dez pontos percentuais.

A pesquisa ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] MÁRIO SABINO: Fake news são uma tradição do PT


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

Durante participação no programa Contexto Metrópoles, o jornalista Mário Sabino afirmou que a disseminação de fake news faz parte da “tradição” histórica do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo Sabino, os petistas “sempre foram falsificadores da realidade”, prática que ele classificou como recorrente na trajetória da sigla.

O comentarista chamou atenção para o teor de peças de campanha recentes citando como exemplo um vídeo que retrata duas pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade com ferimentos nas mãos, associando-as a Jair Bolsonaro. Para Sabino, esse tipo de propaganda é direcionado de forma cirúrgica para o eleitorado mais velho e de menor renda que se absteve no primeiro turno.

Na avaliação do analista, a única estratégia viável para a campanha de Lula no segundo turno depende justamente de atrair esse público. “A única saída para o Lula é procurar que esse eleitorado vote no segundo turno, né, sempre levando em conta, esperando que votará nele, porque tradicionalmente é nesse eleitorado que ele tem mais votos. Então, está muito direcionado e chamou atenção justamente para velhos e gente pobre”, concluiu Sabino. 

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