Diversos

Ela criou um cursinho que ensina português na balada e fatura R$ 1 milhão

Foto: Divulgação

Quando se formou em letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Cíntia Chagas, de 35 anos, sabia que sua vida não seria fácil, mas não imaginava o que estava por vir. “Eu tinha vergonha de falar que queria ser professora de português, porque a realidade da profissão no Brasil é péssima”, admite. No início, ela ganhava 300 reais por mês para corrigir 1.000 redações de alunos por semana. A fim de pagar as contas, chegou a trabalhar em seis cursinhos pré-vestibulares ao mesmo tempo. Como estava sempre pisando no acelerador para não se atrasar, colecionou uma penca de multas de trânsito. E foi demitida dez vezes de diferentes empregos.

Seu jeito “brincalhão demais” não era bem visto pelos coordenadores e colegas. “Eles me chamavam de palhaça, diziam que sala de aula não era circo e que eu precisava mudar”, lembra a professora de redação. Hoje, ela é uma das mais disputadas por pré-vestibulandos de medicina em Belo Horizonte (MG). Isso porque, em 2008, decidiu abrir o seu próprio cursinho pré-vestibular, o Cíntia Chagas Língua Portuguesa, onde ensina técnicas de texto a jovens entre 16 e 25 anos com (muitas) piadas e paródias, como a da canção “10%”, de Maiara & Maraísa –na versão de Cíntia, a música fala sobre colocação pronominal.

Já teve também o funk da crase e o do imperativo. “A minha característica marcante é o humor. Estudar não precisa ser chato”, defende. “Também conto meus ‘causos’ para ilustrar as aulas, como quando briguei com um namorado por causa de gramática. Fui parar de roupão no meio da rua sem nada embaixo. Os alunos se identificam. Eles não sabem se estão tendo uma aula ou ouvindo uma história”.

“O fracasso nunca foi uma opção”

Hoje, a educadora fatura um milhão de reais por ano. “Para vencer, tive de me esforçar em dobro. Além de quebrar as regras, precisei romper o estereótipo da mulher que, por ser bonita e vaidosa, não pode ser inteligente. O fracasso nunca foi uma opção para mim”, desabafa Cíntia, que lança em 15 de outubro, ainda, o seu primeiro livro, “Sou Péssimo em Português (Harper Collins)”. Em pré-lançamento no site da Amazon, a obra ficou em terceiro lugar entre os títulos mais vendidos da casa em apenas 24 horas.

O prefácio é assinado pelo padre Fábio de Melo. “Quando ele tem dúvida de gramática, sempre me manda mensagem no WhatsApp”, diverte-se Cíntia, amiga de longa data do pároco. No pescoço, ela exibe com frequência um pingente de ouro no formato da cruz.

Imagem: Reprodução/Instagram

Com apenas três alunos, o cursinho Cíntia Chagas Língua Portuguesa começou a funcionar, há dez anos, em salas sublocadas. “Eu não conseguia nem pagar o aluguel”, lembra a empreendedora. O segredo foi a persistência e o investimento em marketing. Cíntia raspou o tacho de suas economias, que à época somavam R$ 10.000, e encomendou uma logomarca descolada, além de cadernos e apostilas com design moderno. Atualmente, a fila de espera de alunos aguardando uma chance de aulas com a mestra é de dois anos. “Trabalho com o conceito de curso-boutique. Não atendo mais do que seis turmas com 14 pessoas cada, e eu mesma dou todas as aulas”, explica.

Aulão na balada e na academia

Festeira, a educadora uniu o útil ao agradável ao lançar, em 2015, o aulão solidário, em uma boate da capital mineira, com direito a telão e pista de dança lotada de mesas e cadeiras. Em meio ao som do DJ, shows, luzes que piscam e chuva de papel laminado, os alunos repassam todos os pontos aprendidos durante o curso em uma divertida –e criativa– sessão de revisão de conteúdo.

Imagem: Divulgação

Para participar da aula-festa grátis, basta ser aluno, parente ou amigo de algum matriculado e levar uma doação de alimento. Encarnando divas como Beyoncé, Cíntia já lotou até a Wood’s, badalada boate sertaneja com filiais em várias cidades brasileiras. “Quando me dei conta, o evento estava enorme, com patrocínios de empresas como Red Bull e Forno de Minas”, conta. E tem ainda sorteio de prêmios como roupas grifadas e viagens internacionais com direito a acompanhante. “Nunca tive medo de ser ridícula. É preciso ter cara de pau”, aconselha.

Até o momento, foram mais de dez edições do aulão especial, com algumas variações. Uma delas aconteceu dentro de um cinema em São Paulo e a outra em uma academia de ginástica na capital mineira. Depois da lição, os estudantes escolhiam entre circuito de spinning, ioga ou dança. “Estudo e exercício físico têm tudo a ver. Malhar oxigena o cérebro”, pontua. Os pais dos vestibulandos aprovaram a empreitada. “Quem não quer ver o filho saindo de casa animadíssimo, em um sábado, para estudar?”, indaga a professora. Alguns pais, aliás, vão junto para se divertir e aprender.

Champanhe, casa própria e classe executiva

Metida a besta, como ela mesma se define dando risada, Cíntia sempre almejou um padrão de vida alto, que sua família nunca teve condições de proporcionar. A mãe engravidou quando ainda era muito nova, o pai sumiu e só reapareceu no fórum de justiça quando Cíntia tinha 15 anos e reivindicava o sobrenome paterno.

Imagem: Reprodução/Instagram

“Prometi a mim mesma que, até os 30 anos, eu compraria um apartamento. O cursinho me proporcionou isso. Saí do aluguel e ainda viajo até três vezes por ano para o exterior, de classe executiva”, orgulha-se. Nova York e Roma são seus destinos preferidos. Como não teve a oportunidade de fazer intercâmbio, ao contrário de todas as coleguinhas de escola, decidiu pagar para si mesma, já mais velha, um curso de inglês nos Estados Unidos. Sua maior emoção, no entanto, foi visitar a vinícola do champanhe Veuve Clicquot, na França, uma de suas bebidas preferidas. Aliás, os alunos de Cíntia que são aprovados no vestibular com alto rendimento também experimentam uma dose de luxo. A professora costuma presentear os melhores com um passeio de helicóptero.

Pílulas de sabedoria no Instagram

Além de professora (e, agora, autora), Cíntia é colunista da rádio Jovem Pan, em São Paulo, dá palestras e workshops de reciclagem de português para empresas em todo o Brasil e já se arrisca no universo dos influenciadores digitais. “Eu preciso de desafio o tempo inteiro. Schopenhauer diz que, quando você alcança as suas metas, em seguida, vem a frustração”, filosofa.

Com mais de 110.000 seguidores no Instagram, a professora divulga vídeos bem-humorados com dicas para ninguém deslizar na língua portuguesa. Afinal, a gramática é uma ferramenta por meio da qual exercemos a nossa cidadania. Não dá para vacilar. Você sabia que o correto é dizer “estou em férias”, e não “de férias”, por exemplo? Ou que “Fabrício” não tem cedilha? Essa é fácil, mas foi “Fabríçio”, escrito errado, que mudou a vida de Cíntia, aos 7 anos de idade, e a fez se encantar pelo português.

Imagem: Reprodução/Instagram

Perdidamente apaixonada pelo amiguinho de classe, a pequena Cíntia, um belo dia, imbuiu-se de coragem, entregou uma carta de amor ao pretendente dentro do ônibus escolar e o viu rasgá-la em pedacinhos, bem diante de seus olhos, porque o nome do garoto estava escrito errado no envelope. “Ele disse: ‘Vai comprar um dicionário, sua burra’”. Cíntia sofreu, chorou, foi parar na psicóloga e pediu à avó, por quem foi criada, um dicionário de presente. Ganhou um Aurélio de respeito, daqueles com capa dura. “Brinco que o Fabrício despertou em mim a paixão pela língua. Nesse caso, outra língua: a portuguesa”.

Universa – UOL

 

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Política

Então, Francisco do PT, Fátima pode renunciar e Walter não?

Foto: Arquivo/ALRN

O governo de Fátima Bezerra vive mais um capítulo de confusão e contradição. Com a governadora de olho no Senado e o vice Walter Alves inclinado a concorrer a deputado estadual, a política potiguar se vê diante de uma possível vacância dupla. Se Walter não assumir, o Estado pode ter eleição indireta na Assembleia Legislativa — algo inédito e que deixa claro o improviso do PT no comando do RN.

O deputado Francisco do PT, líder do governo na Assembleia, tenta se segurar em explicações: diz que Walter teria se comprometido a assumir o governo caso Fátima saísse. Para isso, diz que a chapa foi eleita para governar até 31 de dezembro de 2026.

Mas, até agora, nenhuma formalização chegou ao vice ou ao povo. Enquanto isso, o PT já trabalha nos bastidores para emplacar Cadu Xavier como plano B, mostrando que o partido pensa mais em manter o poder do que respeitar a escolha da população.

Para o potiguar, a pergunta é óbvia: porque Fátima poderia renunciar sem problema, mas Walter, o vice legítimo eleito junto com ela, teria que obedecer ao script do PT? A situação expõe a fragilidade do governo e a política “por interesse” do PT, que prefere manipular nomes e cargos do que garantir estabilidade ao Estado.

Caso o vice assuma, será ele, e não os acordos internos do PT, quem garante que o RN terá governabilidade até o fim de 2026.

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Política

Michelle agradece à PF pelo tratamento a Bolsonaro e vai à Papudinha

Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) marcou presença na Papudinha nesta quinta-feira (15). Por volta das 20h20, ela chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, onde o ex-presidente cumpre pena, para visitar o marido.

Antes, usou as redes sociais para agradecer à Polícia Federal pelo apoio a Bolsonaro durante o período em que esteve preso na Superintendência da corporação.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por participação em trama golpista. Mesmo isolado, Bolsonaro recebe a companhia da esposa.

Foto: Instagram/Michelle Bolsonaro

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Judiciário

VÍDEO: Bolsonaro retorna à Papudinha após exames exigidos por Moraes

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou na noite desta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a famosa “Papudinha”, após realizar os exames médicos prévios determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação verificou pressão, hematomas, dores e uso de remédios.

Bolsonaro chegou à Papudinha por volta das 17h30, mas logo saiu para os exames. A transferência atende à decisão de Moraes para que ele cumpra pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em trama golpista, agora no novo endereço prisional.

No mesmo local estão presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da PRF Silvinei Vasques, mas Bolsonaro ficará em cela separada. A Polícia Civil do DF bloqueou todas as vias de acesso à unidade para evitar tumultos.

Opinião dos leitores

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Política

Flávio Bolsonaro critica Moraes: “Se fosse Temer, estaria agindo da mesma forma?”

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro não deixou barato a transferência do pai, Jair Bolsonaro, para a Papudinha. Em postagem nas redes sociais, Flávio questionou: “Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?”.

Flávio criticou o risco à saúde do pai, que enfrenta um problema crônico de soluços e toma remédios com efeitos colaterais como sonolência e desequilíbrio. “Já teve uma queda em que bateu a cabeça. Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido… Poderia, sim, ter sido encontrado morto – sozinho – na cela da Polícia Federal”, alertou.

O senador defendeu que Bolsonaro seja transferido para casa, “o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado”, enquanto os médicos não resolvem o problema de forma definitiva. A postagem mostra a indignação da família e levanta suspeitas sobre tratamento desigual para líderes de esquerda e direita.

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Política

Rogério repudia Moraes por mandar Bolsonaro à Papudinha: “Isso não é justiça, é arbítrio”

Foto: Jefferson Rudy Agência Senado

O senador Rogério Marinho (P) reagiu com firmeza à decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a “Papudinha”, uma Sala de Estado-Maior dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, no DF. Em nota pública nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o que está sendo feito com Bolsonaro “não é justiça”, mas “justiçamento”.

O líder da oposição no Senado critica Moraes por ignorar garantias básicas do cidadão, como juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Ele alerta que a transferência escancara o abuso do Estado e que o ex-presidente deveria estar em prisão domiciliar, considerando idade e comorbidades.

O senador alerta que qualquer dano a Bolsonaro será responsabilidade direta da Justiça, citando episódios anteriores, como o caso do preso conhecido como Clezão.  

NOTA PÚBLICA

O que se faz contra o presidente Jair Bolsonaro não é justiça. É justiçamento.

O ministro Alexandre de Moraes ignorou desde o início do processo garantias básicas: juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível.

Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar. Como capitão da reserva, no limite, em prisão militar. Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça.

Isso não é justiça. É arbítrio.

Brasília, 15 de janeiro de 2026.

ROGÉRIO MARINHO
Senador da República
Líder da Oposição no Senado

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Política

Senado monta “mini CPI” para olhar de perto o Banco Master

Foto: Agência Senado

O Senado criou, nesta quinta-feira (15), um grupo de trabalho para acompanhar de perto as investigações sobre o Banco Master, alvo da Polícia Federal, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa foi formalizada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros, que citou a “gravidade dos fatos noticiados pela mídia” como justificativa.

O grupo será coordenado por Renan e terá no time senadores como Fernando Farias, Eduardo Braga, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros, Damares Alves e Esperidião Amin. Entre suas funções estão convocar autoridades, pedir informações formais e até propor projetos de lei relacionados ao caso, conforme informações de O Antagonista.

O movimento acontece enquanto cresce a atenção sobre o suposto vazamento de dados de ministros do STF ligado ao banco. Curiosamente, nesta quinta, o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com Alexandre de Moraes, autoridades da PF, Receita Federal e Fazenda. Oficialmente, o encontro tratou do combate ao crime organizado — mas a proximidade com o caso Master não passou despercebida.

No Congresso, a criação do grupo é vista como uma “mini CPI” para não perder nenhum detalhe da investigação, em meio a suspeitas que já movimentam a política e os tribunais. Para especialistas, a medida mostra que o Senado está atento e quer evitar surpresas no caso que envolve um dos bancos mais questionados do país.

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Mundo

EUA aplicam sanções ao Irã por repressão a manifestantes

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos subiram o tom contra o Irã nesta quinta-feira (15). O Departamento do Tesouro anunciou sanções contra cinco autoridades iranianas, incluindo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, comandantes das forças policiais e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, acusados de liderar a repressão brutal aos protestos pelo país.

Washington também mirou a prisão de Fardis, onde mulheres teriam sido submetidas a tratamento cruel e desumano, segundo informações da CNN.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os líderes iranianos estariam transferindo às pressas dinheiro roubado para bancos internacionais “como ratos em um navio que afunda”.  Avisou que o Tesouro está de olho e falou que ainda há tempo de apoiar o povo iraniano e acabar com a violência.

Mais de 2,4 mil mortes até o momento

Os protestos, que começaram por causa do aumento de preços, já se tornaram um dos maiores desafios ao regime clerical desde a Revolução Islâmica de 1979. Organizações de direitos humanos relatam mais de 2,4 mil mortos, enquanto o governo tenta culpar os EUA e Israel pela instabilidade e promete ajustes econômicos e combate à corrupção.

A ação faz parte da estratégia de “pressão máxima” de Donald Trump, que visa zerar as exportações de petróleo do Irã e impedir qualquer avanço nuclear, usando sanções também contra quem lava dinheiro das vendas de petróleo e petroquímicos.

 

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Política

Carlos Bolsonaro chama de “maldade” transferência de Bolsonaro para a Papudinha

Foto: Reprodução

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, nesta quinta-feira (15), provocou reação imediata do filho Carlos Bolsonaro. Nas redes sociais, ele classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes como uma “maldade contra Jair Bolsonaro e contra os presos do 8 de janeiro”.

“Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante da maldade praticada contra Jair Bolsonaro e contra os presos do 8 de janeiro”, escreveu.

Segundo Carlos, “aliados do PT já cometeram atos muito mais graves sem qualquer responsabilização. Ainda assim, condenar Jair Bolsonaro representa um evidente absurdo”.

Ele contestou as acusações que resultaram na pena de 27 anos e 3 meses, incluindo destruição de patrimônio público e tombado: “No dia 8 de janeiro, Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA), não se encontrava na Praça dos Três Poderes e não destruiu absolutamente nada. Mesmo assim, foi condenado, em afronta ao princípio da individualização da pena”.

O ex-vereador ainda rebateu as alegações de organização criminosa e golpe de Estado: “Nenhuma arma foi apreendida. Não houve movimento armado. Tratou-se de uma manifestação sem participação ou liderança de Jair Bolsonaro, que saiu do controle de alguns manifestantes… Não existe golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios vazios”. Para ele, “o que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito”.

Opinião dos leitores

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Judiciário

Moraes cita filhos e denuncia ‘tentativa de deslegitimar’ prisão de Bolsonaro

Foto: Arquivo/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, criticou, em sua decisão de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, nesta quinta-feira (15), uma “sistemática tentativa de deslegitimar” as condições da prisão do ex-presidente e citou entrevistas de Flávio e Carlos Bolsonaro, que reclamaram de supostos abusos na custódia do pai.

O ministro rebateu dizendo que a prisão “vem ocorrendo com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.

O magistrado destacou ainda críticas infundadas sobre o tamanho da cela, banho de sol, ar-condicionado e alegações de que Bolsonaro ficaria trancado o dia inteiro.

Moraes ressaltou que o ex-presidente cumpre decisão judicial definitiva, com pena de 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, e que as acusações de “privilegio” não se sustentam.

Além da família, Moraes citou manifestações da defesa e de aliados como o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A decisão mantém benefícios já autorizados: assistência médica integral 24h, fisioterapia, alimentação especial, visitas familiares, banho de sol e exercícios, mas rejeitou pedidos como o acesso à smart TV.

 

Opinião dos leitores

  1. Qual a diferença para Color e Brazão, explica aí cara pálida. Isso tudo tem nome: tortura.

  2. Os envolvidos no rombo do INSS e banco Master não vão ser presos. Ah o filho do Luladrão o Lulinha que fugiu?

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Judiciário

Bolsonaro terá médico 24h, alimentação especial e culto liberado na Papudinha:

Foto: Reprodução

Na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará em uma Sala de Estado-Maior de 64 metros quadrados, com 10 metros de área externa, banheiro com água quente, cozinha equipada, lavanderia, quarto com cama de casal e TV, além de espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização responsável pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Moraes reforçou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não configura benefício fora da Lei de Execução Penal.

Benefícios da transferência

  • Assistência integral de médicos particulares 24h, sem aviso prévio;

  • Deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, com comunicação ao STF em até 24h;

  • Sessões de fisioterapia com horários flexíveis;

  • Entrega de alimentação especial diária;

  • Atendimento médico pelo sistema penitenciário, 24h por dia;

  • Visitação semanal permanente da esposa e filhos;

  • Assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;

  • Autorização para leitura;

  • Grades de proteção e barras de apoio na cama;

  • Instalação de aparelhos de fisioterapia (esteira e bicicleta);

  • Pedido de smart TV rejeitado.

Estrutura da cela

  • Área total: 64 m² + 10 m² de área externa;

  • Quarto com cama de casal e TV;

  • Banheiro com água quente;

  • Cozinha equipada e lavanderia;

  • Espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo;

  • Igual à cela ocupada por Anderson Torres.

Opinião dos leitores

  1. Isso é injusto. Um preso cheio de regalias. Deveria ir para um cela comum pelos graves crimes que cometeu.

    1. Concordo com você, principalmente no caso de condenação em três instâncias, de certo elemento, com vasta provas, nos casos de corrupção ativa e passiva, crime que mata pessoas silenciosamente, além de desviar recursos da educação e segurança…

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