Diversos

Em ‘agonia’, sindicatos demitem e vendem imóveis para sobreviver

Reforma trabalhista encerrou obrigatoriedade de pagamento da contribuição sindical (Everson Bressan/Futura Press/Folhapress)

Vigente há um ano, a reforma trabalhista ainda não trouxe resultados relevantes em termos de geração ou formalização de empregos. Enquanto especialistas dizem que o tempo é curto para medir seus resultados práticos, uma das consequências da nova legislação já pode ser observada nitidamente: a crise dos sindicatos. Com o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, essas entidades hoje enfrentam dificuldades financeiras sem precedentes, recorrendo à venda do próprio patrimônio e à demissão de funcionários para se manterem.

Antes da mudança, trabalhadores eram obrigados a colaborar anualmente com um dia de salário em benefício do sindicato de sua respectiva categoria. Atualmente, o pagamento é optativo. Segundo dados do Ministério do Trabalho, os valores pagos por meio de imposto sindical caíram cerca de 85% (no acumulado de janeiro a setembro, foram arrecadados 1,9 bilhão de reais, em 2017, e 276 milhões de reais, em 2018). Apesar da queda brusca na receita, o número de sindicatos teve leve alta, de 16.517 no último ano para 16.663 na parcial mais recente.

De um lado, sindicalistas denunciam um “crime”, enquanto apoiadores do fim da arrecadação compulsória se dizem em defesa da “liberdade” do trabalhador. “A legislação eliminou o custeio dos sindicatos, sem nenhuma transição ou verba que substitua, foi um crime. Seguimos dando assistência jurídica gratuitamente, promovemos uma série de atividades coletivas, fazemos negociações que beneficiam tanto associados quanto não associados… e não podemos ter nosso custeio”, expõe Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

O sindicato presidido por Patah é justamente um símbolo do momento delicado: apesar de contar com uma base de mais de 450 mil trabalhadores e quase 80 anos no existência, enfrenta dificuldades para se viabilizar financeiramente e vendeu uma sede na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, por 10,3 milhões de reais no último mês de junho. A venda ocorreu pouco antes de o STF votar a questão do fim do imposto obrigatório, mantendo o padrão de contribuição facultativa. “Estamos nos adaptando à nova ordem, diante desse crime de não haver tempo de transição e toda a demagogia de que ‘nada pode ser obrigatório’. A política veio para cima do movimento sindical”, desabafa.

Deputado combate ‘monopólio’ e quer ‘darwinismo sindical’

Autor do projeto de lei que incluiu o item sobre a contribuição sindical na reforma trabalhista, o deputado federal Paulo Martins (PSC-PR) classifica como “patéticos” os argumentos dos sindicalistas. “Isso é ridículo, que tempo de transição eles pedem? Recebem dinheiro desde 1937, não se prepararam? Não deu tempo? O que eles querem é a manutenção da ‘teta’. Desmamar é mais difícil do que procurar retomar a ‘teta’ para continuar mamando. Querem subterfúgios jurídicos para manter esse regime que era um sustentáculo para aparatos do poder”.

Suplente na legislatura anterior, Martins foi eleito para um novo mandato e prepara projetos relacionados ao tema a serem apresentados já no início de 2019: “primeiro nós acabamos com esse absurdo de imposto compulsório, o trabalhador tem que pagar por aquilo que acha útil, é uma questão de liberdade. O próximo passo é dar fim à unicidade sindical. Essa história de que quando um sindicato recebe autorização de representar uma categoria, não podemos ter outro na mesma área. É assim que o sindicalista vira um ‘rei’, tem o monopólio e quem está descontente não tem opção. Quero que haja concorrência e o trabalhador possa escolher ser representado pelo sindicato que cobrar menos e entregar mais, ou até mesmo nem ter sindicato. Isso é liberdade, é o que chamo de ‘darwinismo sindical’, os melhores sobrevivem”.

Martins diz que as medidas não visam acabar com a representação social, mas sim aprimorá-las. “Acabando com o ‘monopólio’ de alguns, estamos lutando pela liberdade dos próprios sindicatos, e o trabalhador poderá contribuir voluntariamente se for bem representado. Sindicatos são importantes quando de fato lutam por direitos coletivos, mas o problema é quando atuam como braço de um partido. Foi assim com Getúlio Vargas, e por isso mesmo foi criado o imposto sindical. Depois se tornaram braço do `lulopetismo`, se focam na política e prejudicam os trabalhadores”, avalia. “A própria CUT e o Lula defendiam o fim da contribuição sindical no passado, entendiam que com imposto os sindicatos se tornariam aparelhos do governo.”

Sindicatos demitem funcionários e vendem imóveis

Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas nega qualquer contradição no discurso da entidade. “A CUT é sim contra o imposto sindical, nasceu dizendo isso. Mas defendemos que outra forma de contribuição seja discutida com os trabalhadores para que continuem sendo representados. Os sindicatos não conseguem sobreviver apenas com seus associados no Brasil, um país onde trabalhadores são pressionados e podem ser demitidos quando se sindicalizam. Se houvesse autonomia, talvez não precisássemos de outra fonte, mas existe perseguição”, afirma.

Freitas relata uma queda de arrecadação de cerca de 80% da CUT no último ano, o que culminou em um plano de demissão voluntária com a saída de aproximadamente 45% dos funcionários em âmbito nacional. Como medida para levantar recursos, a entidade tenta a venda da sua sede no Brás, centro de São Paulo. No início do ano, houve negociação do terreno com a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo pastor Valdemiro Santiago, que estaria disposta a pagar 40 milhões de reais pelo imóvel.

“Houve essa negociação com a igreja, o que seria bom para as duas partes, mas não se concretizou. Hoje estamos em busca de novos interessados, queremos mudar para um lugar mais barato, não acho que diminuir a estrutura seja um grande problema. O mais grave é não ter recursos para lutar pelos direitos dos trabalhadores, temos todo um custo para contratar advogados, por exemplo. Ou para fazer um comício, que necessita de estrutura de som e demanda gastos com gasolina. Sem arrecadação, perdemos essa condição”, conta o sindicalista.

Organizada de forma similar à CUT e dependente de contribuições dos próprios sindicatos, a Força Sindical viu sua arrecadação despencar de 50,9 milhões de reais, em 2017, para 4,7 milhões de reais, neste ano. O quadro de funcionários caiu de 150, com atuação em todo o Brasil, para 16 – todos em São Paulo. Segundo o secretário-geral da organização, João Carlos Gonçalves, o “Juruna”, a sede, localizada no bairro paulistano da Liberdade, hoje se encontra à venda, seguindo o exemplo do resto da classe.

“Estão criminalizando o poder do trabalhador. O sindicato atende a todos os trabalhadores e suas conquistas beneficiam a todos. A reforma trabalhista se propôs a fortalecer o negociado sobre o legislado, mas quebrou as instituições que representam os trabalhadores na negociação. No momento temos que cortar custos, demitir funcionários e até médicos que atendem nos ambulatórios”, comenta Juruna.

Projeto propõe regulamentar a cobrança assistencial

Vinculado à Força Sindical, o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA) é autor de proposta que regulariza a contribuição negocial, projeto apoiado por grande parte do movimento sindical como uma alternativa à queda de receitas. A finalidade se assemelha ao projeto de lei descrito a Veja pelo deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), ex-ministro do Trabalho na época da aprovação da Reforma Trabalhista.

“A reforma trabalhista não previa alteração na estrutura sindical, mas houve pressão de um clube de parlamentares, pois os sindicatos são a parte do movimento social brasileiro que mais realiza críticas sobre posições políticas. Da forma que ficou, o poder econômico prevalece sobre o equilíbrio das negociações entre patrões e empregados. Os defensores dizem que a reforma trabalhista fortalece os sindicatos, que podem negociar praticamente tudo: jornada de trabalho, férias, PLR… mas como vão fazer isso tudo se a lei impõe limites para que eles se financiem?”, questiona o deputado.

A proposta prevê que seja regularizada a “contribuição negocial”, também denominada como “assistencial”, já estipulada por alguns sindicatos. O valor seria aprovado anualmente, em assembleia à qual todos os trabalhadores de uma categoria seriam convocados, podendo variar a uma cobrança mensal de 0,1% a 1% do salário. No mesmo dia da assembleia, trabalhadores opostos à cobrança aprovada poderiam apresentar uma carta que os isentaria do pagamento. Os ausentes não teriam ferramentas para impedir a taxação, de acordo com o projeto original.

“A contribuição negocial não é impositiva, o trabalhador presente na assembleia pode se opor a pagar, e o valor é votado anualmente de acordo com as conquistas do sindicato. Assim, damos autonomia coletiva e permitimos que os sindicatos se sustentem financeiramente. Deve haver ampla publicização para que os trabalhadores estejam cientes e compareçam às votações, afinal as conquistas da categoria não são apenas dos sindicalizados. Quem se omitir, também deve ter responsabilidades”, pondera Galvão.

Contrário ao projeto, o deputado Paulo Martins (PSC-PR) considera a proposta “um abuso”: “as assembleias não conseguem reunir toda a categoria, é impossível. Com a contribuição negocial elas estabelecem uma pena para quem não estava presente. Qualquer contribuição que você impõe é uma pena, um sacrifício financeiro. Isso é ilegal e certamente os tribunais superiores vão derrubar. De forma nenhuma pode haver algo impositivo, devemos proporcionar liberdade ao trabalhador – decidir se vai querer pagar ou não”.

Entidades buscam reverter quadro com “modernização”

Na visão de Vagner Freitas, da CUT, apenas com pressão popular medidas em prol dos sindicatos poderão ser aprovadas no Congresso Nacional. “Temos um Congresso altamente conservador, dominado pelos empresários, e o próximo será assim também. Sabemos qual é o interesse dos congressistas, que é diferente do dos trabalhadores, mas a pressão vinda de fora pode mudar a opinião deles. A Reforma da Previdência está aí de exemplo: eles querem votar, mas não têm coragem porque o povo é contra. A mesma coisa vale para a questão do financiamento sindical, que só terá eco no Congresso caso os trabalhadores entendam que é uma questão importante para eles, já que apenas os sindicatos lutarão por seus direitos”.

Todos os sindicalistas ouvidos pela reportagem criticam o que chamam de “prática anti-sindical” em andamento no país. “Não podemos aceitar que os trabalhadores desconheçam os sindicatos e o que eles fazem, mas querem que seja assim. Muitas empresas estimulam os funcionários a manterem distância dos sindicatos, como se fossem inimigos. Houve caso de quem pagou ônibus para os trabalhadores irem até o sindicato assinar carta de oposição à contribuição”, relata Ricardo Patah, da UGT.

Diante da crise financeira, as entidades têm se mobilizado para se fortalecer. A própria UGT inicia, ainda em novembro, uma série de reuniões regionais para debater a “reestruturação sindical”, visando atrair novos associados. Eventos como os mutirões de emprego têm sido utilizados para divulgação dos trabalhos sindicais e campanhas de filiação.

Embora não abram detalhes sobre as medidas que adotarão, os sindicatos querem buscar um trabalho conjunto de renovação para sobreviver. “Só com as contribuições normais, não vamos conseguir subsistir. Precisamos de outro tipo de prestação de serviços, temos que nos modernizar. Estamos discutindo algumas modalidades que existem fora do Brasil, mas são questões ainda iniciais e que são temas polêmicos dentro dos próprios sindicatos. O que não podemos é depender desse Congresso conservador e governo fascista, temos que nos solidarizar”, indica o presidente da CUT.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Vida longa ao conterrânio Rogério Marinho. Se ficar provado que é igual a turma da Lava-Jato que seja punido. Algo de bom ajudou a fazer , REFORMA TRABALHISTA ( falta alguns ajustes ) .
    Vou continuar sindicalizado ao Sindicato dos Médicos, espontâniamente. Temos uma ótima diretoria.

  2. Novos tempos. Esse pessoal foi acostumado a não trabalhar e virarem sindicalistas profissionais. Agora acabou a mamata da contribuição sindical e do recebimento imoral da verba petista que através desses mamutes elegiam os mesmos para os diversos cargos públicos. Só para citar alguns exemplos, Lula, Mineiro e Fátima.

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Geral

Moraes proíbe visitas a Bolsonaro pelos próximos 30 dias, além de visitas com “finalidade política” ao ex-presidente até o fim das eleições

Foto: Divulgação/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar, apesar de concluir que ele descumpriu as regras do benefício ao divulgar uma carta com conteúdo político por meio do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada na noite desta sexta-feira (17/7). Moraes acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também apontou violação das restrições impostas ao ex-presidente, mas considerou que o episódio não era suficiente para determinar o retorno ao regime fechado. O documento foi obtido pelo colunista do Metrópoles Reinaldo Azevedo.

Como punição, o ministro suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. Já Flávio continuará proibido de visitar o pai por 90 dias, o que o impede de vê-lo antes das eleições de outubro.

Moraes também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026. As determinações do ministro são:

  • Suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Flávio Bolsonaro permanece proibido de visitar o pai por 90 dias;
  • Proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026;
  • Proibição da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

“Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”, escreveu Moraes.

O ministro afirmou que as justificativas apresentadas pela defesa de que Bolsonaro não sabia da divulgação da carta são contraditórias.

Moraes destacou que Bolsonaro está submetido a restrições desde julho do ano passado e que, em decisão referendada pela Primeira Turma, o Supremo deixou claro que não seria admitida a utilização de “subterfúgios, com a instrumentalização de ‘material pré-fabricado’ por Jair Messias Bolsonaro”.

“Ficou expresso na decisão que tais procedimentos caracterizariam evidente burla à aplicação da medida cautelar e que não seria admitida a utilização de fraudes no descumprimento de ordem judicial”, escreveu. “Apesar disso, naquele momento, houve descumprimento da referida medida cautelar e, consequentemente, foi decretada a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro em 4/8/2025”, ponderou.

Na sequência, o ministro afirmou que as alegações da defesa sobre a divulgação da carta não afastam a “confissão” feita por Flávio ao divulgar o conteúdo. Moraes destacou o trecho em que o senador afirma que se tratava de “um recado muito importante que ele [Bolsonaro] quer dar a toda a nossa nação”.

 

Com informações de Metrópoles

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Política

Congresso Nacional tem recorde de candidatos à reeleição, aponta pesquisa

Foto: Adriano Machado/Reuters

As eleições de 2026 poderão registrar o maior índice de deputados federais e senadores candidatos à reeleição da série histórica acompanhada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Levantamento preliminar aponta que 448 dos 513 integrantes da Câmara dos Deputados pretendem concorrer a um novo mandato, número equivalente a 87,32% da composição atual da Casa.

O estudo foi elaborado a partir de pesquisas, consultas a portais locais, contatos com candidatos e dirigentes partidários e análise dos arranjos políticos em cada estado. Os dados oferecem um panorama antecipado da disputa pela renovação do Congresso Nacional, mas ainda podem mudar até as convenções partidárias, etapa em que as candidaturas serão oficialmente definidas.

O índice projetado para a Câmara é superior ao registrado nas eleições de 2022. Segundo o levantamento, a combinação entre a busca pela manutenção dos mandatos, o acesso a recursos eleitorais, a força das estruturas partidárias e o endurecimento das regras para partidos menores tende a favorecer os parlamentares que já estão no exercício do cargo.

Dos 65 deputados que, até o momento, não aparecem como pré-candidatos à reeleição, parte pretende disputar outros postos. Entre os destinos avaliados estão Senado, governos estaduais, vice-governos, assembleias legislativas e até a vice-presidência da República. Outros decidiram não concorrer a mandato eletivo em 2026.

Cinco parlamentares permanecem indefinidos e 42 deputados são apontados como possíveis candidatos ao Senado. Se parte desse grupo desistir de disputar outros cargos e decidir permanecer na corrida pela Câmara, o total de candidatos à reeleição poderá chegar a 495.

Senado

No Senado Federal, o quadro é diferente porque a renovação ocorre de forma alternada. Em uma eleição, um terço das 81 cadeiras é colocado em disputa. Na eleição seguinte, dois terços são renovados.

Em 2026, serão escolhidos 54 senadores, correspondentes a dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes.

Dos 54 senadores em fim de mandato, 34 sinalizam intenção de disputar a reeleição. O número representa 62,96% das cadeiras que estarão em jogo.

Congresso em Foco

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Futebol

Vencedor da Copa da Fifa 2026 receberá prêmio milionário; saiba valor

Foto: Getty

O vencedor da final da Copa do Mundo que será disputada entre Espanha e Argentina no próximo domingo (19), no estádio MetLife, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, receberá um prêmio de 50 milhões de dólares (R$ 256 milhões).

O campeão levará 8 milhões de dólares (R$ 41 milhões) a mais do que a Argentina faturou pelo título no Catar em 2022, e 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões) a mais do que a seleção espanhola obteve quando conquistou sua única Copa do Mundo, em 2010.

Para o vice-campeão, o prêmio é de 33 milhões de dólares (R$ 169 milhões) para o terceiro colocado, 29 milhões (149 milhões); e para o quarto, 27 milhões (R$ 138 milhões).

A isso é preciso somar os repasses que a federação internacional deu a cada seleção apenas por participar. A Fifa anunciou em 28 de abril, após a reunião do Conselho em Vancouver, no Canadá, um aumento de 15% nas alocações às federações das 48 seleções participantes, até alcançar a marca de 871 milhões de dólares (R$ 4,4 bilhões).

Cada federação recebeu 10 milhões de dólares (R$ 51 milhões) por se classificar, 2,5 milhões de dólares (R$ 12 milhões) para se preparar e uma ajuda para os custos da delegação, além de repasses para ingressos, que no total chegaram a 16 milhões de dólares (R$ 82 milhões).

Os clubes também lucram. São 11 mil euros (R$ 64 milhões) por dia pela liberação de cada jogador à sua seleção, o que, no caso do Atlético de Madrid, com nove finalistas, e do Barcelona, com oito, os transforma nos que mais faturaram com a Copa do Mundo.

Pleno News

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Geral

Bolsonaro passou 36 horas soluçando sem parar, diz boletim médico

Foto: Marcelo Camargo

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, apresentou quadro de soluços contínuos durante aproximadamente 36 horas, segundo boletim médico divulgado pelo seu médico, Brasil Ramos Caiado, nesta sexta-feira (17).

O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há 3 dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço(singulto), de forma continua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas.

Segundo o comunicado, houve a necessidade da aplicação de doses extras de medicações específicas, que surtiram a resposta esperada.

O texto indica que o ex-presidente está estável, porém com efeitos secundários decorrentes da medicação, como instabilidade crônica do equilíbrio corporal e sonolência.

O médico também ressalta que Bolsonaro segue uma dieta rigorosa, faz fisioterapia, pratica exercícios regulares e recebe cuidados preventivos para a redução de quedas e refluxo gastroesofágico. O documento também diz que as outras medicações de uso contínuo seguem de forma inalterada.

Jovem Pan

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Brasil

Professora é presa por fotografar partes íntimas de bebês em creche e mandar para ex-apresentador

Foto: Reprodução

Uma professora de 52 anos foi presa preventivamente na manhã da quinta-feira (16), em Céu Azul, no oeste do Paraná, suspeita de produzir imagens das partes íntimas de bebês durante o expediente em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Segundo a Polícia Civil do Paraná, as fotografias eram enviadas a um empresário de 54 anos, que também foi preso na operação. Até o momento, três crianças foram identificadas como vítimas.

De acordo com o TNOnline, o homem investigado é ex-apresentador de um programa de sorteios exibido em emissoras da região de Cascavel. A identidade da professora não foi divulgada pela polícia. Os dois responderão pelos crimes de produzir e disseminar imagens de nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As investigações apontam que as imagens eram registradas durante as trocas de fraldas dos bebês no berçário da unidade onde a professora trabalhava. O empresário solicitava o envio dos arquivos à mulher, com quem mantinha um relacionamento. A polícia também não descarta a possibilidade de que as crianças tenham sofrido abuso físico. Celulares dos dois suspeitos foram apreendidos e passarão por perícia.

A apuração começou após denúncias de abuso sexual envolvendo o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel. A partir dessas informações, agentes cumpriram mandados de busca na residência dele, em Céu Azul, e na empresa da qual é proprietário, em Cascavel. A análise do material apreendido revelou indícios de outros crimes, desta vez ligados ao município onde a professora atuava.

Na sequência da investigação, um mandado de busca foi cumprido contra a servidora. As provas reunidas levaram a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva dos dois suspeitos, localizados em suas respectivas residências.

Em nota oficial, a Prefeitura de Céu Azul informou que acompanha o caso e classificou a ocorrência como um “fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino”. A administração municipal afirmou que colaborará com as investigações, respeitando o sigilo do processo, a presunção de inocência dos investigados e a identidade das possíveis vítimas.

O município também declarou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis conforme as informações forem oficialmente apresentadas pelas autoridades competentes e reafirmou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, além de repudiar qualquer forma de violência ou violação de direitos.

Com informações do Correio 24h

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Política

Deputada petista destina R$28,3 milhões para ONGs e zero para saúde

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Apesar de contar com R$ 28,3 milhões em emendas parlamentares empenhadas em 2026, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) deixou a saúde pública do Distrito Federal fora da lista de prioridades, sem registrar a destinação de recursos para a área, conforme dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, compilados pelo Diário do Poder.

Entre as maiores destinações está uma emenda de R$ 14,83 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltada à ação “Educação e Trabalho na Saúde”. Apesar da vinculação da fundação à área da saúde, o recurso não foi destinado ao atendimento da rede pública do Distrito Federal, mas a um programa educacional executado pela Fiotec.

Até o momento, apenas R$ 1,745 milhão havia sido liquidado e nenhum valor pago.

Outra das maiores emendas foi destinada ao Fundo Nacional de Cultura, que recebeu R$ 10,43 milhões para financiar dezenas de entidades culturais e associações do Distrito Federal. Entre os beneficiários aparecem organizações como Distrito Drag, Associação Carnavalesca Bloco Afro Obara, institutos culturais, grupos artísticos, associações de moradores e organizações sociais.

O tema ganhou repercussão após uma troca de farpas entre a governadora do DF, Celina Leão (PP), e Erika Kokay.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (17), a governadora declarou que “é muito bonito fazer críticas e narrativas, mas trabalho de verdade, efetividade, não se sustenta só com narrativa”, acrescentando que Erika “colocou zero de real na saúde pública aqui do DF”.

O relatório também registra situações incomuns na execução orçamentária. Em uma das emendas da área cultural consta um favorecido identificado como “Código inexistente no Siafi”, que recebeu R$ 120 mil, valor empenhado, liquidado e pago.

Em outro caso, há uma destinação registrada para “Sem informação”, no valor de R$ 100 mil, que permaneceu sem execução financeira.

Além da cultura, as emendas contemplam ações de promoção dos direitos das mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, economia solidária, esporte e assistência social, por meio de ministérios e organizações da sociedade civil.

Também aparecem repasses para entidades como Casa de Cultura Telar, Instituto Casa da Vila, Instituto Bem Cultural, Instituto Cultural Congo Nya, Associação dos Amigos da Vida, entre outras.

Diário do Poder

 

 

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Política

Flávio diz que proteger mulheres será prioridade e bandeira da direita

Foto: Divulgação / Flickr Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (17) que a proteção às mulheres vítimas de violência deve ser uma das principais bandeiras da direita.

A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, no qual apresentou propostas voltadas ao público feminino para um eventual governo.

Segundo Flávio, uma de suas prioridades será a criação da chamada “Central da Mulher”, plataforma digital voltada à segurança, ao acesso a serviços públicos e à autonomia financeira das brasileiras.

O senador afirmou que a iniciativa pretende ampliar o alcance da tecnologia para atender mulheres em todas as regiões do país.

Durante a apresentação, o parlamentar declarou que “defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é pauta de direita”, ao sustentar que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocupar espaço central em sua proposta de governo.

A fala foi acompanhada da defesa de políticas voltadas à proteção das vítimas e ao combate aos agressores.

Flávio também afirmou que seu plano prevê ampliar o acesso à internet para cerca de 70 milhões de mulheres, com o objetivo de facilitar o acesso a oportunidades de capacitação, serviços públicos, empreendedorismo e geração de renda.

De acordo com o pré-candidato, a transformação digital pode contribuir para aumentar a independência econômica e a inclusão social feminina.

A apresentação integra a agenda de pré-campanha do senador, que tem buscado destacar propostas para diferentes segmentos do eleitorado.

Nas últimas semanas, Flávio Bolsonaro intensificou a divulgação de medidas voltadas à segurança pública, ao desenvolvimento tecnológico e à ampliação de políticas direcionadas às mulheres, temas que pretende incorporar ao seu programa de governo para as eleições de 2026.

Diário do Poder

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Brasil

Padre excomungado diz que denunciou “macumba” dentro da Igreja

Foto: Reprodução

Além de mencionar nominalmente os sacerdotes que enfrentaram investigações criminais ou denúncias de abuso sexual no Distrito Federal, o padre Françoá Costa relatou ter feito denúncias à Arquidiocese de Brasília entre 2022 e 2023 sobre eventos de “macumba” em templos católicos. Segundo o clérigo, os alertas foram feitos por meio de vídeos que, posteriormente, teriam sido apagados a pedido do arcebispo.

O padre revelou que em razão de suas convicções denunciou formalmente eventos que aconteceram dentro de templos católicos do Distrito Federal.

“Porque acredito em todas e em cada uma das verdades católicas, denunciei, nesta arquidiocese, eventos de macumba em templos católicos, seja em uma paróquia de Sobradinho, em setembro de 2022, seja outro realizado dentro da própria Catedral de Brasília, no dia 9 de novembro de 2023”, declarou.

Segundo o relato de Françoá, o episódio na Catedral Metropolitana resultou em uma nota oficial da arquidiocese emitida em 13 de novembro de 2023, a qual ele considerou “conciliadora”. Na ocasião, o vídeo gravado por ele denunciando o ocorrido viralizou rapidamente nas redes sociais.

O padre alega que, logo em seguida, sofreu pressão interna para retirar o conteúdo do ar: “Recebi uma ligação de alguém que falava em nome do senhor arcebispo para que eu retirasse o vídeo, o que, na época, eu fiz, pois talvez eu acreditasse na obediência cega que eles tanto apregoam.”

O histórico de tensões entre o sacerdote e a Arquidiocese de Brasília também envolve o período em que ele atuou como administrador paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus, entre os anos de 2021 e 2024.

Em sua carta, Françoá narra que foi denunciado à cúpula da Igreja após realizar pregações contundentes contra o que chamou de “erros protestantes”. Ele criticou a postura dos superiores, que optaram por repreendê-lo em vez de apoiá-lo publicamente.

“O que fizeram? Em lugar de sustentarem o combate pelo seu sacerdote, um padre que trabalhava na sua arquidiocese, um dos seus bispos auxiliares, Dom Denilson, veio me chamar a atenção, corrigindo-me. Não entendi”, desabafou o religioso.

Metrópoles

 

 

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Geral

Deputada do PL rebate Xuxa Meneghel após ser chamada de nazista por conta de tiara

Foto: Reprodução

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) rebateu um comentário da apresentadora Xuxa Meneghel com um adereço semelhante. Xuxa teria comentado uma publicação de uma foto em que meninas alemãs usavam tiaras com flores.

A postagem faz menção a Zanatta e ao uso do acessório. Xuxa ainda agradeceu à responsável pela publicação: “Parabéns pela coragem e também passar informação para gente”.

Em resposta à provocação da apresentadora, a parlamentar resgatou imagens de Xuxa com tiaras floridas, incluindo recortes de filmes em que Xuxa usava o acessório. “Olha você aqui de flores na cabeça. Nazismo?” Disparou a deputada.

As críticas feitas contra Júlia Zanatta são por conta de uma ligação feita com o uso das tiaras floridas, que se tornaram marca da parlamentar. Opositores relembram que o adereço seria usado por meninas alemãs para se diferenciar de judeus.

No entanto, registros históricos desmontam essa narrativa, ao apontar que as tiaras utilizadas por meninas na época da Segunda Guerra Mundial eram por conta de questões culturais e folclóricas.

 

Portal NDMais

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Brasil

Jovem é preso após tentar furtar moto da PRF para “farmar aura” em João Pessoa

Foto: Divulgação/PRF

Um homem de 19 anos foi preso após tentar furtar uma motocicleta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em João Pessoa (PB), na manhã dessa quinta-feira (16/7). Após a tentativa de furto, o suspeito justificou que cometeu o crime para “farmar aura”, segundo a corporação.

O caso ocorreu durante uma fiscalização de agentes da PRF, nas margens da rodovia federal BR-230, na altura do Km 17, em frente ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

Durante o patrulhamento, um suspeito se aproximou de uma motocicleta da PRF, que foi estacionada um pouco distante da área em que os agentes realizavam a fiscalização. De frente para o veículo policial, o homem começou a mexer na ignição, quando um dos agentes percebeu e ordenou que ele se afastasse de imediato.

Conforme a PRF, o suspeito desobedeceu à ordem e ainda tentou ligar a motocicleta. Como não conseguiu dar partida, ele retirou a chave da ignição e tentou sair correndo com o objeto.

Um outro policial, que estava em operação, impediu a fuga do suspeito, deu voz de prisão e o abordou. Questionado sobre o motivo da tentativa de furto, o suspeito disse que estava “tentando farmar aura”, após ter uma moto que já foi apreendida pela PRF.

“Ele disse que tinha tido uma motocicleta dele já apreendida pela PRF e estava tentando farmar aura. É incrível, mas a gente ainda tem esse tipo de coisa, situação, uma espécie de desafio. O homem foi devidamente preso e encaminhado para responder”, disse o chefe de comunicação da corporação, Francimuller Nascimento.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a Central de Polícia Civil, em João Pessoa. Ele pode responder por tentativa de furto.

Com informações de Metrópoles

 

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