Em capítulo inédito de livro, Eduardo Cunha responsabiliza Temer, Maia e Baleia por impeachment de Dilma

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha lança nos próximos meses o livro “Tchau, Querida”, em que promete revelações bombásticas sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um de seus principais alvos é o ex-presidente Michel Temer. Sem a atuação dele, diz Cunha, “não teria havido impeachment”.

A coluna teve acesso com exclusividade à íntegra da introdução das memórias do ex-parlamentar sobre o período.​ Nela, Cunha critica o livro “A Escolha”, lançado por Temer. Segundo ele, a obra quis “passar a informação de que Michel Temer apenas se beneficiou pelo destino da previsão constitucional de que o vice sucede o titular na Presidência”. Cunha atualmente está detido em prisão domiciliar.

Não, diz Cunha. Segundo ele, Temer “foi sim o militante mais atuante e importante” na derrubada de Dilma Rousseff da presidência. “Ele simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta. Ele fez ‘a escolha’”.

Cunha promete “detalhes inéditos e minuciosos” sobre a batalha de Temer para derrubar Dilma. No livro, ele também mira em dois personagens em destaque no atual cenário político: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Baleia Rossi (PMDB-SP), que disputa o cargo com apoio do próprio Maia. Segundo ele, o atual presidente da Câmara foi articulador e “um dos principais militantes” pelo impeachment, buscando “os holofotes dessa participação”. “Não tinha limites para a sua ambição e vaidade”, segue.

Foi no apartamento de Maia, segundo Cunha, que ocorreram as reuniões cruciais para o afastamento de Dilma. O atual presidente da Câmara queria inclusive ser o relator do impeachment.

Já Baleia Rossi também teria atuado na derrubada da petista. E só não foi ministro de Temer porque respondia a acusações de fraude na merenda escolar de São Paulo. Leia abaixo a íntegra da introdução do livro –a obra ainda não passou por revisão ortográfica.

“Esse livro começa com a história que todos sabem o seu final. no dia 17 de abril de 2016, um domingo, por volta das 23 hrs e 7 minutos, o então deputado Bruno Araújo deu o voto decisivo, de número 342, a favor da abertura do processo de impeachment, em uma votação que terminaria com 367 votos favor da abertura do processo, 137 votos contrários, 7 abstenções, que na prática eram votos contrários a abertura, além de dois ausentes que, também na prática eram votos contrários a abertura do processo de impeachment.

As duas únicas ausências nessa votação, foram as do então deputado do PMDB do Ceará Aníbal Gomes que, para justificar a sua negociação com o governo, se internou para uma cirurgia e a da deputada Clarissa Garotinho do Rio de Janeiro onde, em função de uma negociação de benesses para a prefeitura de Campos, feita pelo seu pai, antecipou uma licença maternidade para o dia 15 de abril, de um filho que nasceria em 20 de maio, 35 dias depois.

O que se pretende com esse livro não é contar a história do final já conhecido, mas sim levar ao leitor todos os fatos que ocorreram para que se chegasse a esse resultado, com informações inéditas, relatados em ordem cronológica e, análise das condições históricas que levaram a esse processo de impeachment.

O relato será fiel aos fatos, descrevendo o papel de cada um nessa trajetória do impeachment e as atuações que alavancaram ou prejudicaram o processo. Relataremos também a participação do então vice presidente Michel Temer, com detalhes inéditos e minuciosos, para demonstrar que o principal beneficiário do processo, foi sim o militante mais atuante e importante. Sem essa sua atuação não teria havido o impeachment. […]”

Confira matéria completa na Folha.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Macena disse:

    Parabéns, Manoel e Lourenço, pelo comentário de vcs. Concordo com o que vcs escreveram. João Macena.

  2. Jivago Pires disse:

    E o PT e/ou seus deputados e senadores, vai mesmo apoiar Baleia ? Será?

  3. Luciano disse:

    Era golpe ! Agora não é mais ! PT, PMDB e DEM, juntos para eleger uma BALEIA depois de brigarem por uma ANTA! o munda dá tantas voltas … kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Natalense disse:

    Política é assim, o Bolsonaro já votou em Lula. Pesquisem.

  5. João disse:

    Até hoje, nada provado contra Dilma (do contrário, teria sido presa).. de lá pra cá, a vida do brasileiro foi só ladeira abaixo… ou melhor, ladeira acima, que o digam a gasolina, os preços dos alimentos, o custo de vida,
    a pobreza, o desemprego, etc…..

    • Manoel disse:

      Você está distorcendo a narrativa da história, a vida dos brasileiros foi ladeira abaixo justamento por culpa de Dilma, foi por isso q ela caiu, ela provocou a maior recessão da história do Brasil, deixou 13 milhões de desempregados, foi cúmplice no maior escândalo de corrupção da história mundial, o petrolão, onde foram desviados mais de 1 trilhão de reais, usados principalmente pra sua reeleição em 2014 na compra de votos, de partidos, de políticos, da imprensa, dinheiro que foi enviado para todas as ditaduras de esquerda do mundo, Cuba, Venezuela, Nicarágua, Angola, etc.

  6. Lourenço disse:

    Os maiores culpados pelo impeachment da Anta foram: as pedaladas fiscais, a imposição de Lula ao PT dela como candidata, os acordos espúrios com o que pior que existia na política Nacional, vide Collor, Sarney, Calheiros, Sérgio Cabral, Temer, Jader Barbalho, o proprio despreparo burrice da mesma, suas péssimas escolhas dos seus ministros., e a falta de articulação do seu partido, que se achava perfeito e dono do Brasil.

  7. Xico disse:

    Vou esperar a turma do Ze gado comentar esse fato.
    Kkkkkkkkkkkkk

  8. João Soares disse:

    Só gente de bem como autores e protagonistas nesses livros. Kkkkkk

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