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Em carta aberta, Sinduscon-RN alerta para impactos e pede cautela ao Senado antes de votar fim da escala 6×1

Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN | Foto: reprodução

O presidente do Sindicato da Indústria da Constrção Civil do RN (Sinduscon-RN) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sérgio Henrique Andrade de Azevedo, encaminhou uma carta aberta aos senadores da República pedindo cautela na discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

Azevedo alerta para possíveis impactos sobre renda, empregos, custos das empresas, produtividade e setores com jornadas específicas, como a construção civil.

“Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?”, questiona o presidente do Sinduscon-RN, que também defende a negociação coletiva e um debate mais amplo sobre produtividade antes da redução da jornada.

Leia a íntegra abaixo:

Natal/RN, 28 de agosto de 2026.

CARTA ABERTA AOS SENADORES DA REPÚBLICA

Antes de decidir pelo trabalhador, é preciso ouvi-lo.

Senhor Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Senadores do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Zenaide Maia,

Senhora e Senhores Senadores,

A discussão sobre melhores condições de trabalho e qualidade de vida é legítima e necessária. Mas uma alteração constitucional com tamanho impacto sobre trabalhadores, empresas, emprego, produtividade e renda não pode ser decidida sem uma análise profunda de suas consequências.

A proposta de redução da jornada e alteração da escala de trabalho parte de uma intenção que pode parecer simples. Como advertiu H. L. Mencken, para todo problema complexo há sempre uma solução simples, plausível — e completamente errada.

A realidade brasileira não é simples. Comércio, indústria, construção, saúde, turismo, infraestrutura, energia, agronegócio e serviços possuem características completamente diferentes.

Não é razoável imaginar que uma mesma solução seja adequada a todas essas realidades.

Na construção pesada e nas grandes obras de infraestrutura, milhares de trabalhadores permanecem mobilizados longe de suas cidades e de suas famílias por semanas ou meses.

Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?

Para muitos deles, pode fazer muito mais sentido trabalhar mais durante o período em que estão mobilizados, aumentar sua renda e concentrar o descanso para quando puderem efetivamente retornar para casa. Qual é o benefício de impor mais tempo ocioso a quem está a milhares de quilômetros da própria família?

Há ainda outra questão que precisa ser enfrentada com transparência: manter o salário-base não significa necessariamente manter a renda total do trabalhador. Em muitas atividades, menos horas trabalhadas tendem a implicar menor remuneração, porque reduzem a produção e, com ela, as parcelas variáveis, os prêmios e outras oportunidades legítimas de ganho.

Quem calculou esse impacto sobre a renda efetivamente levada para casa, sobre o custo das empresas e sobre a capacidade de contratação? Na construção civil, aumentos relevantes no custo do trabalho impactam o custo das obras, da infraestrutura e da habitação.

No final, alguém paga essa conta.

Pode ser a empresa, reduzindo investimentos e contratações. Pode ser o consumidor, pagando mais caro. Pode ser o trabalhador, perdendo renda ou oportunidades. E pode ser toda a sociedade, com menor produtividade, mais informalidade e menor crescimento econômico.

Queremos melhorar a vida de quem trabalha. Mas precisamos fazer isso aumentando produtividade, qualificação, renda e oportunidades, e não simplesmente reduzindo, por determinação constitucional, o número de horas disponíveis para produzir.

Por isso, fazemos um apelo ao Senado Federal:

Decisões constitucionais desta magnitude não deveriam ser tomadas em janelas curtas de calendário legislativo.

Não votem uma mudança dessa dimensão de forma apressada.

Ouçam os trabalhadores e ouçam quem emprega.

Avaliem os impactos econômicos e sociais e as particularidades de cada atividade.

Preservem e valorizem a negociação coletiva.

Antes de discutir redução da jornada de trabalho, o Brasil precisa enfrentar a questão que há anos limita nosso desenvolvimento: a baixa produtividade.

Países não se tornam mais produtivos porque trabalham menos. Tornam-se capazes de trabalhar menos porque se tornaram mais produtivos. Essa ordem importa.

Não podemos escolher apenas a parte agradável da equação e ignorar quem pagará a conta.

Senadores, essa decisão terá consequências por décadas. Façam o debate que a importância do tema exige.

Antes de decidir pelo trabalhador, ouçam o trabalhador.

Antes de aumentar o custo de contratar, ouçam quem gera emprego.

Antes de reduzir a jornada, discutam como aumentar a produtividade.

E, antes de mudar a Constituição, avaliem as consequências para o Brasil.

Atenciosamente,

Sérgio Henrique Andrade de Azevedo
Presidente do Sinduscon RN
Vice-Presidente CBIC

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Justiça dos EUA emite ordem de prisão contra o ex-ditador cubano Raúl Castro

Foto: Sven Creutzmann

O ex-ditador cubano Raúl Castro, de 95 anos, é alvo de um mandado de prisão emitido pela Justiça dos Estados Unidos. O procurador-geral do estado, James Uthmeier, anunciou nesta segunda-feira (19) acusações de conspiração para cometer homicídio em primeiro grau.

O caso está relacionado à derrubada de duas aeronaves da organização Irmãos ao Resgate, em 24 de fevereiro de 1996, em águas internacionais. O ataque matou três cidadãos americanos e um residente nos Estados Unidos.

Segundo a denúncia, agentes da inteligência cubana infiltrados na organização repassaram informações sobre os voos ao governo de Cuba. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa e primeiro vice-presidente do país, e teria desempenhado papel decisivo na autorização do ataque.

Uthmeier afirmou que as provas indicam a existência de uma conspiração e declarou que o mandado pode restringir a mobilidade do ex-líder cubano, inclusive em viagens ao exterior para tratamentos médicos.

Na época, o governo cubano acusou a organização de realizar operações secretas contra o regime. Os Estados Unidos afirmaram que as aeronaves estavam desarmadas e que os voluntários não representavam ameaça.

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[VÍDEO] “NADA ME ABALA”: Casal bebe e conversa em bar em meio a atos violentos e protestos em Paris

Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra um casal bebendo e conversando tranquilamente em um bar próximo ao Arco do Triunfo, em Paris, enquanto a capital francesa enfrenta uma onda de protestos e episódios de violência.

As manifestações começaram com protestos estudantis e ganharam adesão de sindicatos e grupos insatisfeitos com o custo de vida e o preço dos combustíveis. Nos últimos dias, os atos se intensificaram, com registros de saques e incêndios. No sábado (17), 2.400 pessoas foram detidas.

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PT lidera ranking de partidos que mais devem à União, com R$ 24,5 milhões

Foto: Partido dos Trabalhadores

O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acumula R$ 24,5 milhões em dívidas com a União e lidera o ranking de débitos partidários. Os dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) foram consultados pela Coluna do Estadão.

O PSDB aparece em segundo lugar, com R$ 14 milhões em pendências, seguido pelo PRD, com R$ 6,5 milhões, e pelo PDT, com R$ 5 milhões. O PL, do senador Flávio Bolsonaro, ocupa a sexta posição, com R$ 3 milhões.

Segundo o levantamento, cerca de R$ 16,5 milhões da dívida do PT, o equivalente a 70% do total, são débitos previdenciários. O diretório estadual do Rio Grande do Sul concentra a maior pendência, com R$ 15 milhões.

Oito diretórios petistas estão entre as 50 maiores dívidas individuais: os estaduais do Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará e Espírito Santo, além dos municipais de São Paulo, Natal, Guarulhos e Brejões (BA).

Já o PL tem dois diretórios na lista: o estadual do Pará, com aproximadamente R$ 2,1 milhões, e o municipal de Cascavel (PR), com R$ 600 mil.

Procurados, PT e PL não responderam. O PSDB contestou as cobranças, alegando que seus diretórios têm autonomia administrativa e financeira. A sigla também afirma que os débitos atribuídos ao diretório nacional estão prescritos e considera indevida a cobrança.

Com informações da Coluna do Estadão

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[VÍDEO] “Mentiroso é você, mentirosos são seus ministros”, diz Luchsinger a Lula após debate na Band

A lobista Roberta Luchsinger voltou a criticar o presidente Lula (PT) em vídeo publicado no Instagram neste domingo (18). Após o debate da Band, ela acusou o petista de mentir sobre a relação dela com o governo.

“Lula, estou acompanhando o debate e você está me chamando de mentirosa. Eu não sou a mentirosa aqui, não. Mentiroso é você, mentirosos são seus ministros que estão mentindo sobre a relação comigo e com seu filho. Mentirosos são pessoas que você diz serem da sua confiança. Eu não”, afirmou Roberta.

“Eu sou uma mulher sozinha tentando provar a verdade. Estou enfrentando 3 inquéritos da Polícia Federal, tive busca e apreensão. Estou colaborando com a Justiça do jeito que me é pedido. Então, você não vai me chamar de mentirosa”, completou.

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QUASE 100 VEZES MAIS CARO: Lula usa relógio avaliado em R$ 42.000; e Flávio, de R$ 449, em debate na Band

Foto: Reprodução/Band

Os relógios usados por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no debate da Band, realizado no domingo (18), chamaram a atenção pela diferença de preços. O relógio usado pelo petista custa quase 100 vezes mais que o modelo que estava no pulso de Flávio.

O presidente Lula usou um Omega Constellation, modelo de ouro e aço semelhante ao vendido no site oficial da marca por 7.400 euros, cerca de R$ 42.000.

Já o senador Flávio Bolsonaro usou um Casio da linha G-Shock. Um modelo semelhante ao do candidato custa R$ 449.

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PESQUISA FUTURA: Flávio tem 50,4% dos votos válidos, Lula tem 49,6%

Foto: Reprodução/CNN

Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta segunda-feira (19).

Nos votos válidos, Flávio soma 50,4%, contra 49,6% de Lula, uma vantagem de 0,8 ponto percentual.

Considerando os votos totais, o senador registra 48,3% das intenções de voto, enquanto o petista tem 47,5%. Outros 2,4% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 1,9% não soube responder ou está indeciso.

A pesquisa Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores de 16 a 17 de outubro de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06715/2026.

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‘Bloco 22’ vai reunir apoiadores de Flávio Bolsonaro na quarta-feira (21) em Natal

Apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vão se reunir nesta quarta-feira (21), em Natal, durante o evento denominado “Bloco 22”.

A concentração está marcada para as 18h22, no restaurante Casa do Goiamum, na avenida Rodrigues Alves, no bairro de Petrópolis.

De acordo com a programação do evento, o encontro seguirá até o Largo do Atheneu, também em Petrópolis.

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PESQUISA DATATRENDS: Flávio Bolsonaro tem 51,5% dos votos válidos, contra 48,5% de Lula

Imagem: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,5% dos votos válidos, contra 48,5% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, de acordo com a pesquisa nacional do Instituto DataTrends realizada entre os dias 15 e 17 de outubro e divulgada nesta segunda-feira (19).

Nos votos totais, Flávio registra 49% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46%. Brancos e nulos somam 4%, e 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu.

O levantamento também aponta que 52% desaprovam o governo Lula, enquanto 46% aprovam a gestão.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 15 e 17 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04454/2026.

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Marcola, do PCC, aceita dar entrevista de dentro de presídio, mas direção barra por risco à segurança

Arte: Metrópoles

O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, concordou em conceder uma entrevista de dentro da Penitenciária Federal de Brasília, mas a direção da unidade se posicionou contra a realização da conversa por considerar que haveria riscos à segurança e à ordem pública.

Segundo o Metrópoles, Marcola foi consultado pela administração do presídio após um jornalista solicitar autorização para entrevistá-lo presencialmente ou por videoconferência. Em documento obtido pelo veículo, a direção confirmou que o detento aceitou o pedido, mas apontou “grave risco à ordem pública e à segurança institucional”.

A administração penitenciária argumentou que a posição de Marcola como liderança do PCC poderia comprometer a segurança da unidade. Ele está preso em Brasília desde janeiro de 2023, após uma passagem anterior pela capital federal entre março de 2019 e março de 2022.

Até hoje, integrantes do PCC custodiados em presídios federais não concederam entrevistas. Já membros da facção rival, o Comando Vermelho (CV), participaram de conversas com jornalistas. Fernandinho Beira-Mar concedeu três entrevistas, enquanto Marcinho VP participou de uma.

Com informações do Metrópoles

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Imprensa internacional classifica debate entre Lula e Flávio como “caótico” e destaca troca de ataques

Foto: Reprodução/Band

O primeiro debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na TV Bandeirantes, teve repercussão negativa na imprensa internacional. Jornais estrangeiros classificaram o confronto como tenso e caótico, destacando a troca de acusações, os ataques pessoais e a falta de propostas.

Segundo o Metrópoles, o jornal francês Le Monde avaliou que o encontro refletiu a polarização da campanha eleitoral brasileira. A publicação destacou as acusações de corrupção e as referências a controvérsias envolvendo familiares dos candidatos, que acabaram deixando as propostas de governo em segundo plano.

O espanhol El País também ressaltou o tom agressivo do debate e o tumulto registrado no encerramento, quando apoiadores dos dois candidatos trocaram gritos e a apresentadora precisou intervir para restabelecer a ordem.

Entre os principais momentos de confronto estiveram acusações envolvendo o Banco Master, investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e familiares dos candidatos. Lula questionou Flávio sobre um pedido de R$ 134 milhões atribuído ao senador em conversas sobre o filme Dark Horse, enquanto Flávio cobrou explicações sobre suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A postura dos candidatos também chamou atenção. O El País observou que Flávio buscou aparecer no enquadramento das câmeras enquanto Lula falava, provocando reclamações da equipe petista.

Apesar dos embates, os candidatos discutiram segurança pública e economia. Flávio criticou o custo de vida e defendeu medidas mais rígidas contra o crime organizado, enquanto Lula apresentou ações de seu governo e questionou propostas econômicas do adversário.

Os dois candidatos têm um último debate previsto para sexta-feira (23), na TV Globo, antes do 2º turno das eleições, marcado para domingo (25).

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. O bom foi Lula desafiando Flávio pra quebrar sigilos. Desde quando Lula usou telefone? Desde quando Lula deixou de usar laranjas pra movimentar seu dinheiro?

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