Saúde

Em depoimento à PF, Pazuello muda versão do governo e diz que só foi alertado às vésperas do colapso em Manaus

Em depoimento à Polícia Federal obtido pelo Estadão, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou a versão do governo e disse que não soube do colapso no fornecimento de oxigênio a Manaus (AM) no dia 8 de janeiro, diferentemente do que a Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o general, essa data foi inserida por engano em uma manifestação oficial do governo em outro processo do STF, em que partidos buscam garantir a vacinação da população brasileira contra a covid-19. A fala também contradiz o que o próprio Pazuello havia declarado à imprensa no mês passado.

Pazuello prestou depoimento no dia 4 de fevereiro no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, em Brasília, no âmbito do inquérito sigiloso do Supremo que apura se o ministro foi omisso no enfrentamento da pandemia em Manaus. O teor do depoimento, assim como o inquérito, está sob sigilo. Após a conclusão das investigações, caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se denuncia ou não o titular da Saúde.

O depoimento de Pazuello contrasta com uma manifestação assinada pelo ministro-chefe da AGU, José Levi, que afirmou que o Ministério da Saúde ficou sabendo da “crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus” no dia 8 de janeiro, a partir de um e-mail enviado pela White Martins, fabricante do insumo.

No depoimento à PF, Pazuello afirma que “o documento mencionado nunca foi entregue oficialmente ao Ministério da Saúde, bem como a empresa nunca realizou contatos informais com representantes do Ministério”. O general ainda afirma que um aviso da White Martins do dia 8 é citado em manifestação do governo ao Supremo por “equívoco” de um funcionário do Ministério da Saúde.

“E o equívoco se deu em virtude do prazo exíguo de 48 horas para apresentação da resposta junto ao STF”, informou Pazuello no depoimento. “O documento chegou ao conhecimento do Ministério da Saúde via Secretário da Saúde do Estado do Amazonas quando da busca de elementos para apresentação de resposta ao Supremo Tribunal Federal por intermédio da AGU na ADPF 756 (uma ação movida por cinco partidos da oposição para que Bolsonaro fosse obrigado a adquirir imunização contra covid-19)”, completa o ministro.

A fala de Pazuello à PF, no entanto, contradiz o discurso do próprio ministro, feito em entrevista à imprensa no dia 18 de janeiro. Naquela ocasião, ele afirmou que soube por meio da própria White Martins, no dia 8, sobre a falta do insumo. “Nós tomamos conhecimento de que a White Martins chegou no seu próprio limite quando ela nos informou. Ou seja, se nós tivéssemos tido essa informação, por menor que seja, ou se nós fizemos imediatamente quando nós soubemos. Nós só soubemos no dia 8 de janeiro. Quando nós chegamos lá, no dia 4, o problema não era oxigênio”, disse o ministro à época.

No depoimento sigiloso, Pazuello reconhece que recebeu pedido do governo Amazonas de envio de 150 cilindros no dia 8 e que o Centro de Operações de Emergência (COE, do Ministério Saúde) avisou, em 9 de janeiro, sobre “colapso dos Hospitais e falta da rede de oxigênio”. O general afirma, porém, que “não houve qualquer tipo de menção ao iminente colapso de fornecimento de oxigênio na cidade de Manaus-AM” até aquele momento, segundo registra o depoimento. O ministro disse à PF que apenas na noite do dia 10 o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), relatou “um problema de abastecimento de oxigênio”. O general afirma que, a partir desta data, o Ministério da Saúde passou a centralizar ações para entrega do insumo ao Estado, com a criação de um centro de controle com participação do governo local, Comando Conjunto Amazônia e agências envolvidas no combate à pandemia.

“A partir do dia 12 uma série de medidas passaram a ser adotadas pelo CICC (Centro Integrado de Coordenação e Controle), coordenado pelo Ministério da Saúde, Justamente para evitar a falta de oxigênio”, registra o depoimento de Pazuello. “Em decorrência da urgência e emergência da situação, o declarante por meio do CICC acabou por assumir questões da infraestrutura logística no tocante ao fornecimento do oxigênio, indo além das atribuições previstas para o Ministério da Saúde”, ainda informou Pazuello à PF.

O depoimento não aponta uma data exata em que Pazuello soube do colapso da entrega de oxigênio. O ministro, porém, afirma em 11 de janeiro convocou uma reunião com secretários de municípios e do Amazonas “com o objetivo de atender a abrangência da falta de oxigênio e demais óbices no atendimento de saúde”.

O inquérito aberto pelo STF pode levar a uma condenação do general da ativa e até mesmo, em última análise, à sua perda de posto e patente pelo Superior Tribunal Militar (STM). Em outras palavras, na visão de especialistas ouvidos pelo Estadão, o oficial do Exército coloca em risco sua carreira militar por atos como agente político.

‘Não era possível prever crescimento’

Pazuello também cita que tomou o protagonismo das ações “justamente para evitar a falta de oxigênio” e que, a partir do dia 12 de janeiro, mudou a estratégia de fornecimento do insumo, passando a requisitar usinas geradoras e concentradores. “Nesse contexto, o oxigênio da White Martins ficaria como backup”, disse o general à PF.

“E aberta a palavra ao declarante disse que o Ministério da Saúde procurou ao máximo envidar esforços para evitar o agravamento da situação no Estado do Amazonas, independentemente do dia da semana ou da hora; que o Ministério da Saúde utilizou todos o meios disponíveis para apresentar uma resposta à pandemia diante da nova cepa identificada no Estado do Amazonas; que o Ministério da Saúde fez e continuará fazendo tudo o que puder para combater o coronavírus”, registra o depoimento.

O ministro disse à PF que “não era possível se prever o crescimento que ocorreu em janeiro” pela covid-19 no começo de 2021, apesar de todos os alertas de especialistas sobre os riscos de aglomerações e festas de fim de ano. “E nas três semanas seguintes (ao fim de 2020) a subida foi vertiginosa, sem possibilidade de previsão estatística anterior, considerando o histórico do semestre”, afirmou o general à PF.

Pazuello declarou ainda que no fim de dezembro “tomou conhecimento” do aumento de casos e internações em hospitais, “inclusive por fontes pessoais”. Ele disse aos investigadores que reuniu a sua equipe em 28 de dezembro para tratar da situação do Amazonas e suspendeu as férias do primeiro escalão do ministério. Segundo o ministro, uma equipe da Saúde foi enviada a Manaus no dia 4 de janeiro e verificou deficiências na rede de saúde do Estado e da capital.

À PF, o general declarou que a sua equipe voltou no dia 5, à noite e, em reuniões nos dias seguintes, com a presença de Wilson Lima, “não houve qualquer menção sobre a falta de oxigênio na cidade de Manaus, por parte do Governador do Estado”.

O ministro também citou a identificação recente da cepa P.1, a variante brasileira da covid-19. Em declaração à imprensa feita na quinta-feira, 25, o general apontou a mutação como um dos fatores para a explosão de casos da covid-19, mas voltou a ignorar o efeito das aglomerações.

O colapso no Amazonas foi precedido pela queda do isolamento da população. O governo do Amazonas chegou a recuar, em dezembro, de restrições ao funcionamento do comércio, após protestos. Estas manifestações foram apoiadas pelo presidente Bolsonaro. “Sei que a vida não tem preço. Mas não precisa ficar com esse pavor todo”, disse o presidente em 28 de dezembro à imprensa. “Vi que o povo em Manaus ignorou o decreto do governador do Amazonas”, completou.

No depoimento, Pazuello cita reunião no dia 11 com gestores locais, mas não há registro de fala do ministro à PF sobre menção que ele fez à falta de oxigênio. O ministro, que viveu e tem família em Manaus, citou neste dia um caso próximo, mas minimizou o colapso. “Quando cheguei na minha casa, ontem, estava a minha cunhada… o irmão (dela) não tinha oxigênio nem para passar o dia. Acho que chega amanhã. O que você vai fazer? Nada. Então, vamos com calma. Calma com suas reivindicações pessoais”, disse ele.

O depoimento também não registra que Pazuello e sua equipe, nesta ida à Manaus, pressionaram pelo uso de medicamentos sem eficácia para a covid-19, como a hidroxicloroquina.

 

Manifestação.

A White Martins disse à reportagem que informou o governo do Amazonas no dia 8 sobre o “aumento abrupto e exponencial da demanda” por oxigênio. A empresa diz ainda que no dia 10 foi convidada por Pazuello para uma reunião sobre o tema, realizada na data seguinte. A AGU, por sua vez, informou que “não comenta sobre processos em curso na respectiva atuação judicial e extrajudicial”.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que Pazuello só soube do colapso no dia 11 de janeiro. Segundo a pasta, no dia 8 o general apenas recebeu e atendeu pedido de envio de cilindros de oxigênio.

Confira abaixo a íntegra da nota do ministério:

“O Ministério da Saúde esclarece que o ministro Eduardo Pazuello teve conhecimento do colapso de oxigênio apenas no dia 11 de janeiro. No dia 08 de janeiro, o ministro recebeu uma ligação do secretário estadual de saúde do Amazonas solicitando apoio no transporte de cilindros de oxigênio, sem mencionar nenhum colapso.

Ainda em 08 de janeiro, os cilindros foram transportados de Belém para Manaus.

No domingo à noite, 10, Pazuello desembarcou em Manaus e se reuniu com o governador do estado e secretário de saúde do Amazonas.

Na segunda-feira, 11, pela manhã, o ministro da Saúde se reuniu com representantes da White Martins onde surgiu a informação de que a empresa estava com dificuldades logísticas para garantir o abastecimento de oxigênio. A partir deste dia, a pasta passou a realizar uma série de ações para viabilizar a chegada dos cilindros de oxigênio em Manaus.

O Ministério da Saúde mobilizou equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e de companhias aéreas para levar cilindros de oxigênio líquido e gasoso de diversas partes do país ao estado do Amazonas. Os Ministérios da Saúde e da Defesa enviaram ao Amazonas 700 cilindros de oxigênio e 5 mil metros cúbicos de oxigênio líquido para mitigar os impactos da falta de oxigênio hospitalar no Amazonas.

Além disso, o Amazonas já conta com 30 usinas geradoras de oxigênio medicinal instaladas em hospitais da capital e do interior. Somados, os equipamentos têm capacidade diária de produção do gás de 15,5 mil metros cúbicos. A força-tarefa para abastecer o estado com oxigênio é coordenada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com o governo do Amazonas e prefeituras.

São 74 usinas e miniusinas programadas para serem instaladas no Amazonas. Das 30 já em operação, 16 estão em Manaus, sendo três na rede privada. As outras 14 estão no interior, nos municípios de Itacoatiara (3), Parintins (2), Maués (2), Manacapuru (1), Tabatinga (1), Tefé (1), Coari (1), Autazes (1), Nova Olinda do Norte (1) e Humaitá (1).

Há também 15 usinas em trânsito. Cinco delas, fruto de doação da União BR, chegaram em Manaus na última terça-feira (16/2) e serão encaminhadas pelo Ministério da Saúde e Marinha do Brasil para os municípios de Codajás, Tapauá, Apuí, Urucará e Santo Antônio do Içá. Estão em processo de aquisição mais 29 usinas.”

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Mudou a versão, foi? Por que? Se enganou na primeira? Interessante! Pazu está aprendendo direitinho com Bozo. E ainda quer ser respeitado? Impossível.

  2. A desonestidade e falta de palavra do Bozó é marca registrada desse governo e está fazendo escola.

  3. Se muda é pq mentiu em alguma versão.
    Vergonha é a palavra mais branda que tenho pra expressar o que sinto dos representantes do Exercito Brasileiro que fazem parte desse governo das trevas!

  4. O interessante é que o governador e prefeitos, responsáveis direito pelo controle da pandemia não foram chamados por ninguém para prestarem depoimentos de duas ações.
    É uma caça constante em qualquer atitude que o governo faça como nunca foi visto antes no país.
    Se fizessem isso no governo corrupto e omisso do PT a nação estaria em uma situação mais confortável.

  5. Ah, esse governo eh especialista em mudar ou criar narrativas. E como diz q música: "o oposto do que disse antes…"

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Geral

Lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil ao negociar empréstimo da prefeitura de Goiânia com Tesouro Nacional

Quesede Ayres envia comprovantes de pagamento a Roberta Luchsinger feitos por Eduardo "DP", da ConstruserviceQuesede paga Roberta com dinheiro da Construservice | Foto: MetrópolesMensagem com comprovante bancário enviada por Quesede Ayres a Roberta Luchsinger em 04 de setembro de 2024Quesede informa Roberta de pagamento em 4 de setembro de 2024 | Foto: Metrópoles

Mensagens e comprovantes bancários obtidos pelo Metrópoles mostram que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em pagamentos realizados entre agosto e setembro de 2024, período em que atuava nas tratativas para um empréstimo de R$ 710 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Banco do Brasil. As contas para onde o dinheiro foi pararam foram indicadas por Roberta, mostram mensagens de celular obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Parte dos valores foi paga por empresas ligadas ao empresário Eduardo “DP” Barros, que mantinha contratos com a prefeitura. Os pagamentos foram feitos a contas indicadas pela própria Roberta.

As mensagens mostram que, antes da autorização do empréstimo, Roberta mantinha contato com o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e chegou a intermediar uma tentativa de reunião dele com o então prefeito Rogério Cruz. O Tesouro e a Fazenda afirmam que a operação seguiu critérios técnicos e o trâmite normal.

Roberta Luchsinger e o então secretário do Tesouro Nacional acertam reunião com o prefeito de Goiânia Rogério CruzRoberta e Ceron acertam reunião com Rogério Cruz | Foto: Metrópoles

Roberta agradece a Ceron por despacho do empréstimoRoberta agradece a Ceron: “Você é o máximo” | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger fala com Quesede Ayres em 21 de agosto de 2024Roberta pede que pagamentos a agência de turismo sejam identificados | Foto: Metrópoles

Roberta Lucshinger diz que despacho de empréstimo pode ser avisado ao prefeito Rogério CruzRoberta diz para avisar a Cruz que aval de empréstimo sai segunda | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger diz que prefeito tem que "desenrolar", e Quesede Ayres paga R$ 50 milRoberta diz que prefeito tem que “desenrolar”; Quesede paga R$ 50 mil | Foto: Metrópoles

Em 30 de agosto de 2024, Roberta antecipou a Quesede Ayres, então secretário-executivo da Saúde de Goiânia, que o aval seria publicado. Naquele mesmo dia, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a operação, posteriormente publicada no Diário Oficial.

Entre 21 de agosto e 4 de setembro, comprovantes mostram quatro pagamentos que totalizaram R$ 570 mil. As mensagens também indicam outros repasses, inclusive em dinheiro vivo, mas não foi possível determinar a origem ou a finalidade de todos os valores.

Haddad afirmou, por meio de sua assessoria, que o empréstimo seguiu o trâmite normal e cumpriu os requisitos técnicos. A Fazenda também declarou que a operação respeitou as regras fiscais. Roberta, Quesede Ayres, Eduardo “DP” Barros e outros citados na reportagem não apresentaram esclarecimentos ao Metrópoles.

Com informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles

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[VÍDEO] Lula ataca Flamengo e Corinthians, e Janja tenta fazer ele parar

Durante um comício realizado neste sábado (26), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar a proibição das bets e criticou clubes de futebol que são patrocinados por empresas do setor. Enquanto falava, a primeira-dama Janja apareceu atrás do presidente e fez sinal de “não” com o dedo, tentando chamar sua atenção, mas foi ignorada pelo presidente que seguiu falando sobre o tema.

“Hoje os times de futebol, liderado pelo Flamengo e pelo Corinthians e por todos times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Haddad, presta atenção. Que time você torce? Haddad é são paulino. É importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bets”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Omi, Lula tá fazendo de tudo pra ganhar a eleição, só um cego não vê, são atitudes eleitoreira, enquanto isso o país desce de Ladeira abaixo, estamos quase uma Venezuela, já estão nos chamando de Brazuela, muito triste, só se vê piora.

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Álvaro Dias reúne multidões com a Caravana 22 em Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu

A Caravana 22 percorreu sete municípios neste sábado (26), em uma intensa agenda de mobilizações pela Grande Natal. Ao longo do dia, Álvaro Dias (PL) passou por Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu, em carreatas, passeatas e atos que reuniram multidões ao longo do percurso.

Em Macaíba, Álvaro foi recebido pelo candidato a deputado estadual Gabriel Ribeiro, pela ex-prefeita Odiléia, pelas vereadoras Clarissa Matias e Luciana de Netinho, pelo vereador Igor Targino, pelo ex-vice-prefeito Netinho França e pelo ex-prefeito Luizinho. A passagem da Caravana 22 reuniu apoiadores e percorreu as ruas do município.

Em Parnamirim, Álvaro foi recebido pela vice-prefeita Kátia Pires, pelo ex-prefeito Taveira, pelo deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior e pelo vereador Michael Diniz. A mobilização contou ainda com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio; do deputado federal e candidato à reeleição General Girão; dos candidatos a deputado estadual Coronel Azevedo, Anne Lagartixa, Gabriela Fagundes, Daniele Prado, Pastora Jois e Gabriel César; do ex-deputado estadual Marciano Júnior; além do comunicador Salatiel de Souza.

Em Monte Alegre, Álvaro participou, ao lado da candidata a deputada federal Nina Souza, de uma grande passeata pelas ruas do município, reunindo uma multidão ao longo do percurso. O ato contou ainda com a presença de lideranças políticas e apoiadores.

Na sequência, a Caravana 22 seguiu para São José de Mipibu, onde a programação do sábado terminou com um grande comício em praça pública. Álvaro foi recebido pelo ex-vice-governador Fábio Dantas, pela deputada estadual Cristiane Dantas, pelo prefeito Zé Figueiredo, pelo vice-prefeito Bruno Dantas e pelo ex-prefeito Arlindo Dantas, além de vereadores e lideranças locais. O comício também contou com a presença do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e da candidata a deputada federal Nina Souza, reunindo uma multidão no encerramento da agenda.

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Oito pesquisas em cinco dias: Zenaide dispara, aparece reeleita em todas e abre até 18 pontos sobre a terceira

Foto: Divulgação

Oito pesquisas divulgadas entre terça-feira (22) e sábado (26) colocaram a senadora Zenaide (PSD) entre os dois nomes eleitos para o Senado. A reeleição é apontada com sobra já que a vantagem sobre a terceira posição chega a praticamente 18 pontos.

No levantamento do Instituto Pitágoras, Zenaide aparece com 45,6%, contra 27,7% de Samanda, uma diferença de 17,9 pontos. Na pesquisa Exatus, são 31,95%, contra 16,20% de Samanda, vantagem de 15,75 pontos.

A Media mostra Zenaide com 27,5%, contra 14,9% de Coronel Hélio, o terceiro colocado do levantamento, diferença de 12,6 pontos. Na Seta, ela registra 20,2%, contra 10,5% de Samanda, abrindo 9,7 pontos.

Também aparecem com Zenaide reeleita a Data Capital, a Metadata, a Quaest e a Item. Na Metadata, ela chegou a 15,62% e ampliou a vantagem sobre a terceira colocada para 4,82 pontos. Na Quaest, cresceu de 10% para 12%.

Os oito levantamentos foram realizados por diferentes institutos e têm metodologias e períodos de coleta distintos. Considerados em conjunto, os resultados mostram Zenaide repetidamente reeleita e bem à frente da terceira posição, que se altera nos oito levantamentos.

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FAKE NEWS: Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 mensagens com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/X

George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.

A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.

A informação falsa resgatava um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação, posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

Ao Poder360, George Marques afirmou não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma postagem não significa concordar com ela.

A Secom informou que as manifestações ocorreram em perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.

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CASO MASTER: Mensagens obtidas pela PF mostram como Vorcaro aprimorou método usado para influenciar autoridades

Foto: Reprodução

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, organizando festas, hospedagens, viagens de jatinho e outras benesses para autoridades. Segundo O Globo, especialistas avaliam que o banqueiro aprimorou uma estratégia de aproximação com diferentes espaços institucionais na tentativa de ampliar sua influência e obter vantagens.

Em um evento em Londres, autoridades foram reunidas para degustação de uísque Macallan e charutos. Uma foto revelou a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não comentou o caso. A pessoas próximas, Gonet afirma que a imagem não demonstra intimidade com Vorcaro.

As mensagens também mostram Vorcaro cuidando de detalhes de hospedagens e orientando funcionários sobre o atendimento a autoridades. Em conversas sobre a estadia do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, e seu grupo durante o carnaval de 2025, o banqueiro discutiu a distribuição das acomodações. O ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem fez pedidos a ele.

A PF aponta ainda que Vorcaro utilizava serviços da Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo como aeronaves, barcos, carros esportivos e mansões, para distribuir agrados e buscar aproximação com autoridades. Entre os bens operados pela empresa estava o jatinho utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em uma viagem ao Rio.

Em uma das mensagens, Vorcaro orientou uma funcionária: “Não deixe de atender Barci”. O banqueiro mantinha contrato de R$ 130 milhões com o escritório da advogada. A banca afirmou que utilizou serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que as contratações seguem critérios operacionais, sem vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores.

Outras conversas mostram Vorcaro determinando uma “experiência completa” e “ultra VIP” para uma comitiva de Moraes e outros nove convidados em um hotel de luxo em Campos do Jordão, incluindo cantor, cavalos e seguranças.

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam uma zona de difícil delimitação entre questões éticas e situações que podem configurar corrupção, dependendo das circunstâncias e da existência de eventual contrapartida.

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RETA FINAL: A uma semana do 1º turno, Lula e Flávio Bolsonaro concentram esforços nos indecisos

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha presidencial entra na última semana antes do primeiro turno com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando esforços para conquistar eleitores indecisos, preservar os votos já obtidos e ampliar a mobilização de suas bases, analisa a Veja.

Com o acirramento da disputa entre os dois principais candidatos, cada declaração, agenda e movimento passa a ser pensado pelas campanhas para os últimos dias. A estratégia envolve reforçar os discursos apresentados ao longo da eleição e direcionar a comunicação para segmentos considerados determinantes para o resultado.

Nas redes sociais e nos atos de campanha, a polarização continua como uma das características centrais da disputa. Nesta fase, as equipes também buscam evitar que episódios negativos ganhem espaço e dominem a agenda às vésperas da votação.

Lula chega à semana final buscando manter a coalizão construída durante a campanha e ampliar o alcance de sua candidatura. Flávio Bolsonaro aposta na mobilização de sua base eleitoral e do campo político identificado com sua candidatura.

Com as urnas a poucos dias de distância, as campanhas entram em uma corrida para consolidar votos, alcançar os indecisos e intensificar a comunicação com o eleitor. Os últimos dias também serão usados para apresentar propostas e responder aos adversários antes do primeiro turno.

Opinião dos leitores

  1. Eu vou votar em LULADRAO, pois quero que ele continue a roubar e aumentar um pouco mais a corrupção no país, e libere a monjaro para o povo emagrecer, pois ficou gordo de comer picanha. LULADRAO tamu cum vose. Kkkkkk

  2. Indecisos não entreguem o nosso Brasil ao autoritarismo americano de Trump e companhia.
    Lembrem os bolsonaristas são antipatrioticos.

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CANETAS EMAGRECEDORAS: Anvisa investiga 13 suspeitas de doença que pode causar perda permanente da visão

Foto: Getty Images

A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia), uma lesão rara no nervo óptico que pode provocar perda permanente da visão, em pacientes que usavam medicamentos indicados para diabetes e obesidade.

Segundo levantamento do g1, os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro. São 12 notificações relacionadas à semaglutida e uma à tirzepatida. A Anvisa ressalta que os casos ainda são considerados suspeitos e que a presença do medicamento e da doença na mesma notificação não comprova relação de causa e efeito.

A Noia ocorre quando pequenos vasos que irrigam o nervo óptico ficam obstruídos. A visão de um dos olhos pode piorar repentinamente e, em muitos casos, não há recuperação completa.

Um estudo publicado na JAMA Ophthalmology, com mais de 1,6 mil prontuários, observou risco de quatro a sete vezes maior da doença entre pacientes que receberam semaglutida em comparação com usuários de outras medicações. Os próprios pesquisadores, porém, afirmaram que os dados não permitem estabelecer relação de causa e efeito, inclusive porque parte dos pacientes apresentava doenças como diabetes.

Desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a Noia consta nas bulas dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara.

Além das 13 suspeitas, o painel da Anvisa reúne 74 registros de outras complicações visuais entre usuários dessas canetas. A queixa mais frequente é visão turva, com 37 registros, seguida de comprometimento visual, com 29.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os dados disponíveis até agora não justificam a suspensão do tratamento de pacientes com indicação médica. Sociedades médicas recomendam, no entanto, que pessoas que já tiveram a doença ou apresentem perda súbita ou recente da visão suspendam o medicamento.

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BETS: Empresas preparam ação no STF contra proibição e pressionam Congresso para mudar medida de Lula

Presidente Lula e ministros anunciam o fim das bets (Foto: Edilson Dantas/O Globo)

Empresas de apostas já articulam uma reação à medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as bets no país. Segundo O Globo, a estratégia envolve uma ofensiva no STF e negociações no Congresso, onde a expectativa é que o texto só seja discutido após o primeiro turno das eleições.

Representantes de cerca de 180 empresas legalizadas e associações se reuniram virtualmente na sexta-feira (25) e decidiram atuar em conjunto no Supremo. O setor pretende questionar a constitucionalidade da medida e argumentar que há insegurança jurídica para empresas que operavam sob regulamentação.

As bets também avaliam sustentar que a MP não poderia derrubar credenciamentos estaduais. As empresas esperam apresentar um recurso ao STF até terça-feira e cogitam fazer o pedido dentro de ações que já tramitam na Corte.

No Congresso, parlamentares ouvidos pelo jornal preveem mudanças no texto, mas indicam que a discussão ficará para depois das eleições. A MP tem efeito imediato, porém precisa ser aprovada por deputados e senadores para continuar em vigor.

Além da retomada das operações, o setor reclama da ausência de prazo de transição e da não devolução dos R$ 30 milhões pagos pelas outorgas com validade de cinco anos. As empresas também estudam buscar ressarcimento futuramente.

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Disputa entre Lula e Flávio chega à última semana mais apertada que em 2022

Fotos: Reprodução Metrópoles

A disputa pela Presidência chega à última semana antes do primeiro turno com uma diferença menor entre os dois primeiros colocados do que a registrada no mesmo período da eleição de 2022.

No Datafolha divulgado em 24 de setembro, Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença é de quatro pontos percentuais, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Na Quaest, divulgada no dia 21, Lula tem 37% e Flávio, 33%, também com quatro pontos de diferença e margem de dois pontos.

Há quatro anos, o cenário era diferente. No Datafolha de 22 de setembro de 2022, Lula tinha 47% contra 33% de Jair Bolsonaro, vantagem de 14 pontos. Na Quaest daquele período, o petista marcava 44% e Bolsonaro, 34%, diferença de dez pontos.

Apesar das vantagens maiores apontadas pelas pesquisas às vésperas da votação de 2022, o resultado do primeiro turno terminou mais próximo: Lula recebeu 48,43% dos votos, contra 43,20% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de cinco pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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