Polícia

Em editorial na Folha, Moro diz que ​não há ‘licença para matar’ em projetos de lei anticrime

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, escreveu um editorial no caderno de Opinião, do jornal Folha de S. Paulo desde domindo (17). Nele, ele fala sobre os casos de corrupção que foram descobertos nos últimos anos, do aumento dos crimes violentos, da importância do projeto anticrime enviado para o Congresso Nacional e, nesse tema, ele afirma que não há licença para matar.

O Blog reproduz na íntegra o editorial do ex-juiz federal.

O projeto de lei anticrime

Nos últimos anos, foi descoberto um sistema de corrupção que afetou a integridade da maior estatal brasileira, a Petrobras, e outras parcelas da administração pública, servindo ao enriquecimento ilícito de agentes públicos inescrupulosos e distorcendo o processo eleitoral.

No mesmo período, organizações criminosas armadas, algumas delas sediadas em presídios, tornaram-se cada vez mais fortes. Em janeiro deste ano, algumas dessas organizações sentiram-se à vontade para perpetrar atos de características terroristas, como a tentativa de explodir viadutos no estado do Ceará.

Os números de crimes violentos cresceram significativamente nos últimos anos. Embora as estatísticas ainda não sejam totalmente confiáveis, atingiu-se, em 2016, a marca histórica negativa de 62.517 homicídios.

Foi, nesse cenário, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública um projeto de lei anticrime com medidas pontuais contra a corrupção, crimes violentos e crime organizado. No encaminhamento ao Congresso, o projeto foi desdobrado em três. Não importa, todos eles contarão com os esforços para aprovação.

Os projetos não esgotam as políticas públicas do ministério contra a criminalidade. Ações executivas vigorosas estão sendo concomitantemente tomadas, como o isolamento eficaz de lideranças criminosas em presídios federais após 12 anos de omissões, como a utilização eficaz da Força Nacional de Segurança Pública ou da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para debelar crises pontuais de segurança ou como a reestruturação das forças-tarefas policiais da Lava Jato.

Outros planos e ações estão em andamento para melhorar o controle de fronteiras, diminuir a violência em regiões de elevada criminalidade, reforçar o controle sobre desvios policiais e aprimorar o combate à lavagem de dinheiro.

Apesar disso, os projetos de lei são importantes, pois avançam o quadro legislativo contra a criminalidade mais grave.

Os projetos aumentam o tempo real de prisão para condenados por crimes graves, como homicídios, corrupção e roubo armado, e impedem a soltura prematura de criminosos profissionais e de membros de organizações criminosas violentas. No último caso, aliás, o recado legal é claro, enquanto o condenado se mantiver vinculado à organização criminosa, ele não recebe benefícios durante o cumprimento da pena, ou seja, ele não é colocado na rua prematuramente para voltar a delinquir, pois, o que é óbvio, não está pronto para voltar ao convívio social aquele que permanece faccionado.

Optou-se, segundo modelo da legislação antimáfia italiana, nominar expressamente algumas das organizações criminosas conhecidas. Novamente, uma mensagem clara, seus membros são foras da lei e sofrerão as sanções decorrentes desta condição.

Os projetos não descuidam de inteligência e de mecanismos de investigação. Ampliam o Banco Nacional de Perfis Genéticos, permitindo que o DNA seja melhor utilizado como uma moderna impressão digital. O banco brasileiro atualmente tem cerca de 20 mil perfis, enquanto os do Reino Unido e Estados Unidos têm cerca de 6 milhões e 13 milhões, respectivamente. Criam o Banco de Perfis Balísticos, uma espécie de impressão digital de armas de fogo, e, pasmem, o que até hoje não se tem, criam um Banco Nacional de impressões digitais.

Essas medidas devem elevar a taxa de resolução de crimes graves, especialmente de crimes violentos. O Banco de Perfis Genéticos ainda desestimula a reincidência, pois colhe-se o registro de DNA do condenado e, se ele voltar a delinquir, poderá ser facilmente descoberto por qualquer vestígio deixado no local do crime.

Os projetos regulam a escuta ambiental e autorizam de forma clara que agentes policiais disfarçados possam interagir com organizações criminosas para colher provas de crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Não é coisa de cinema, são meios de investigação modernos utilizados com eficácia em outros países.

Ao contrário do que afirmaram erroneamente alguns críticos, não há nos projetos qualquer “licença para matar” para policiais, mas apenas a descrição de situações de legítima defesa já admitidas pela prática, como a atuação policial para prevenir agressão a pessoa mantida refém.

Também melhor regulam a questão do excesso em legítima defesa, reconhecendo que quem reage a uma agressão injusta pode exceder-se, como ocorreu em caso notório no qual cunhado de famosa artista foi injustamente acusado de homicídio após reagir a injusta agressão contra a sua esposa e irmã.

Também preveem uma separação clara entre crime eleitoral e crime comum e uma melhor criminalização do caixa dois em campanha eleitoral, esta última necessária diante da gravidade da prática e a insuficiência da lei atual para coibi-la.

Como se não bastasse, os projetos tratam de questões importantes para destravar a aplicação da lei penal, como execução da condenação em segunda instância, a execução imediata dos vereditos dos Tribunais do Júri, o que é efetivo contra homicídios e feminicídios, e também introduzem mecanismos de solução negociada no processo penal, com a previsão de acordos entre acusação e defesa, o que permitirá a resolução mais rápida e menos custosa de acusações contra criminosos confessos.

Quanto aos acordos, para evitar erros judiciários, atribui-se ao juiz um papel maior para avaliação da proporcionalidade das penas acordadas e a responsabilidade de verificar se há um mínimo de provas a ampará-los.

É, permito-me dizer, um projeto vigoroso contra a criminalidade mais grave, corrupção, crimes violentos e crime organizado. Não há dúvida de que a criminalidade é fenômeno complexo e que deve ser enfrentada com medidas não só penais. Ações sociais e econômicas também são necessárias. Mas tirar criminosos perigosos de circulação, com investigações, processos e punições efetivas e rápidas, faz também diferença. O senso comum não está errado no ponto.

Não me recordo, com todo o respeito, de projeto semelhante dos governos anteriores, especialmente contra a corrupção, pois alguns preferiram ignorar que ela existia.

Por exemplo, nenhum governo anterior defendeu explicitamente a execução de condenações criminais após a segunda instância, medida fundamental para acabar com a impunidade dos processos sem fim, tenham eles por objeto crimes violentos, praticados por organizações criminosas ou de corrupção.

Há muitas prioridades na agenda governamental, como a nova Previdência, mas segurança pública e justiça também são importantes. O tempo está passando. Os alertas evidenciados pelo crescimento da criminalidade grave não devem ser ignorados. Se o passado nos ensina algo, é que os problemas não desaparecem se os ignorarmos.

Há possibilidade de aprovação, vários parlamentares já sinalizaram receptividade e podem eles contribuir com os projetos, assim como a população, devidamente informada sobre o seu conteúdo. De todo modo, a apresentação dos projetos já revela os princípios e os valores que o ministério e o governo defendem e sustentarão.

Sergio Fernando Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública, ex-juiz federal e mestre e doutor em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná)

Opinião/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Rapaz, pense numa turma prá postar bobagem. Esses esquerdopatas devem tá recebendo dinheiro prá ficar o tempo todo escrevendo porcaria por aqui. E nem sequer sabem ler e interpretar um texto. Ou então agem mesmo de má fé, e ficam a postar o que sabem ser mentiras, o que acho mais provável, considerando o caráter dessa gente. É uma tristeza.

  2. Os 16% de bolsominios q votaram em troca de poder ter um 38 ficam loucos com essa declaração de Moro. Kkkkkk

  3. Por ora, no Brasil, só há licença para matar policiais e cidadãos inocentes, pois a proteção que foi construída pelos Direitos Humanos, dos manos, na era PT, está difícil d ser superada!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

DNA Fértil anuncia nova sede no Tirol

O DNA Fértil, a maior clínica de reprodução humana do estado, com anos de experiência e sucesso, inicia um novo capítulo da medicina reprodutiva no Rio Grande do Norte. Em breve, a clínica passa a atender em uma nova sede no bairro Tirol, mais ampla, moderna e estrategicamente localizada no coração de Natal.

O novo espaço foi projetado para elevar os padrões de excelência em reprodução humana, reunindo tecnologia de ponta, laboratórios especializados, centro cirúrgico e ambientes pensados para precisão, segurança e conforto em cada etapa do cuidado.

Mais do que uma mudança de endereço, a nova sede consolida o compromisso do DNA Fértil com ciência, ética médica e cuidado integral às famílias — pronta para o presente e preparada para o futuro da saúde reprodutiva.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Manifestantes fazem protesto em frente à 74ª delegacia de Almino Afonso e pedem justiça pela morte de Douglas Rebouças

Em clima de revolta, um grande grupo de pessoas se reuniu na frente da 74ª Delegacia de Polícia, em Almino Afonso, utilizando faixas, com buzinaço e discursos para protestar e pedir justiça pela morte do jovem Douglas Rebouças. Um dos manifestantes que discursava com palavras fortes na ocasião classificou a ação da polícia como ‘uma tocaia, uma operação mal feita’. ‘Vocês vão sofrer o rigor da lei’, fazendo referência aos policiais que estariam envolvidos na operação, disse o homem que discursava aos presentes no protesto.

Familiares e amigos dão versão diferente da Polícia Civil para explicar as circunstâncias na qual Douglas morreu.

De acordo com pessoas ligadas à vítima, o jovem já havia passado por uma blitz da Polícia Militar momentos antes, sendo abordado e liberado, e ao se deparar com uma segunda barreira, desta vez da Polícia Civil no trevo da pista que liga as cidades de Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso, Douglas e o primo teriam se assustado e acelerado a moto. Nesse momento, dois disparos teriam sido efetuados. Douglas foi atingido nas costas, caiu em uma ribanceira e morreu no local. O advogado da família nega que os jovens estivessem armados.

Em nota, a Polícia Civil disse que montou o bloqueio após ser acionada para um homicídio ocorrido no centro de Frutuoso Gomes, com informações de que os suspeitos estariam escondidos em uma área de mata. “Por volta de 1h30 da madrugada deste sábado, duas motocicletas se aproximaram do bloqueio policial. Uma delas obedeceu à ordem de parada, enquanto a outra, conduzida por Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, avançou contra a barreira e efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe“, disse em nota a corporação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Empresas de irmãos e primo de Toffoli tiveram como sócio fundo ligado a suspeitas no caso do Banco Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli, do STF, tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia de fraudes investigadas no caso do Banco Master, segundo documentos analisados pelo jornal Folha de S. Paulo.

O fundo Arleen manteve participações na Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR), e na DGEP Empreendimentos, incorporadora que tinha como sócio um primo de Toffoli. Ambas tinham vínculos com familiares do ministro.

A ligação com o caso Master ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arleen era cotista do RWM Plus, que recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como parte do esquema de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arleen não é alvo direto de investigação.

Todos esses fundos eram administrados pela Reag, empresa investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Procurado, Toffoli não se manifestou sobre possíveis conflitos de interesse. Familiares do ministro, a Reag e o Banco Master também não comentaram.

Com apenas um cotista, o fundo Arleen foi encerrado no fim de 2025. Seu último balanço mostrava investimentos apenas em quatro ativos, incluindo as duas empresas ligadas à família Toffoli e o RWM Plus.

Segundo investigadores, a estrutura de fundos era usada para desviar recursos do Master por meio de empréstimos fictícios e investimentos em ativos sem liquidez, inflando valores de forma artificial.

Toffoli é o relator do inquérito no STF sobre as fraudes do Banco Master. Desde que assumiu o caso, manteve o processo sob sigilo e tomou decisões criticadas por políticos e agentes do mercado, como a convocação de uma acareação com um diretor do Banco Central.

O resort Tayayá Aquaparque, inaugurado em 2008, já teve participação de irmãos e primos do ministro. Em 2017, Toffoli chegou a ser homenageado pela Câmara de Vereadores local por contribuir para o desenvolvimento turístico da cidade.

Documentos da CVM mostram que o Arleen investiu até R$ 20 milhões no Tayayá e mais de R$ 16 milhões na DGEP. Auditoria de 2025 apontou falta de documentos e inconsistências contábeis, e os auditores se recusaram a emitir parecer sobre o fundo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

Relembre a carreira da Titina Medeiros; atriz faleceu neste domingo (11) em Natal

Titina em ‘Cheias de Charme’ (2012), ‘Geração Brasil’ (2014) e em A Lei do Amor’ — Fotos: Estevam Avellar e Alex Carvalho / TV Globo/ARQUIVO

A atriz potiguar Titina Medeiros morreu neste domingo (11), em Natal, vítima de câncer. Ela construiu uma carreira marcada por destaque no teatro, na televisão e no cinema.

Nascida em Currais Novos e criada em Acari, no interior do Rio Grande do Norte, Izabel Cristina de Medeiros — a Titina — integrou grupos teatrais como Casa de Zoé e Candeia, onde também atuou como diretora.

Titina ganhou projeção nacional em 2012, ao interpretar Socorro, a “personal colega” da cantora Chayene, na novela Cheias de Charme. Foi sua estreia nas novelas.

Depois do sucesso em Cheias de Charme, ela participou de outras produções de destaque:

  • Geração Brasil (2014) – Marisa

  • A Lei do Amor (2016) – Ruty Raquel

  • Onde Nascem os Fortes (2018) – Bethânia

  • Mar do Sertão (2022) – Nivalda

  • No Rancho Fundo (2024) – retomou a personagem Nivalda em participação especial

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Banco Central identifica 36 empresas em esquema de desvio de R$ 11,5 bilhões no Banco Master

Foto: Amanda Perobelli/REUTERS

O Banco Central identificou um suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, 36 empresas — muitas de pequeno porte e sem atividade real — e fundos de investimento ligados à gestora Reag. As informações são do Valor Econômico.

Segundo comunicação enviada ao Ministério Público, os recursos vinham de empréstimos fictícios concedidos a essas empresas, que depois aplicavam o dinheiro em fundos como D Mais e Bravo. Esses fundos, por sua vez, investiam em outros fundos da Reag, onde ocorreria o desvio.

O dinheiro tinha como origem depósitos em CDBs feitos por clientes do Banco Master, muitos com garantia do FGC. Após circular por fundos e operações suspeitas, os valores voltavam ao banco como novos CDBs, agora em nome de laranjas.

Um dos principais instrumentos usados no esquema seriam as cártulas do antigo Besc. O fundo High Tower comprava esses papéis por valores baixos e os registrava por preços muito maiores. Um lote adquirido por R$ 850 milhões foi reavaliado para R$ 10,8 bilhões.

Com isso, o fundo informou um retorno anual de 10,5 milhões por cento em 2024, gerando um ganho de R$ 10,5 bilhões em um ano.

A empresa Brain Realty aparece na lista com um empréstimo de R$ 449 milhões. Em média, cada empresa envolvida movimentou cerca de R$ 288 milhões.

O BC também apontou o uso de fundos exclusivos para lavagem de dinheiro, incluindo Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Maia 95 e Anna — alguns citados na Operação Carbono Oculto, que investigou o uso de fundos para ocultar dinheiro do PCC.

Além desse esquema, o Banco Central apura outra fraude envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes do Banco Master para o BRB. Parte dos recursos dessas operações teria sido usada em pedidos de aumento de capital com dinheiro de contas laranja.

O BC pediu à Justiça o bloqueio de R$ 11,5 bilhões para ressarcir credores, como o FGC e fundos de pensão públicos.

A Reag afirmou que seus fundos são regulados, auditados e supervisionados pela CVM e pelo BC.
A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou qualquer ligação com as operações investigadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Morre a atriz potiguar Titina Medeiros, aos 48 anos

Foto: reprodução/Instagram

Morreu neste domingo (11), a atriz potiguar Titina Medeiros, aos 48 anos. A atriz vinha tratando um câncer há pelo menos seis meses. Titina era casada com o também ator César Ferrario.

Titina nasceu em Currais Novos, mas foi criada na cidade vizinha, Acari.  Como atriz se destacou com diversos trabalhos no teatro e em novelas da TV Globo como ‘Cheias de Charme’ em 2012 e mais recentemente na produção ‘No Rancho Fundo’.

Segundo familiares de Titina, o velório da atriz será no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, em horário a ser definido. O sepultamento será na cidade e Acari.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

‘Não haverá mais petróleo ou dinheiro venezuelano para Cuba’, diz Trump

Foto: Joe Raedle/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o regime cubano e criticou a relação de Havana com a Venezuela após a operação militar americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

Trump afirmou nas redes sociais que **“não haverá mais petróleo ou dinheiro” da Venezuela para Cuba, que dependia desses recursos antes da queda de Maduro. Ele sugeriu que o país caribenho “faça um acordo com os EUA antes que seja tarde demais”, sem detalhar termos.

O presidente americano responsabilizou Cuba pelo apoio de agentes de inteligência ao antigo regime venezuelano e disse que a Venezuela agora conta com a proteção dos Estados Unidos, a “maior potência militar do mundo”.

O governo cubano afirmou que 32 de seus militares foram mortos na operação, em que agentes cubanos atuavam ao lado de Maduro.

Especialistas e observadores destacam que Cuba vinha recebendo petóleo venezuelano e apoio financeiro como parte de uma aliança tradicional entre os dois países. Com o fim desse fluxo, a economia cubana, já fragilizada, enfrenta riscos ainda maiores.

A ameaça de Trump intensifica a pressão dos EUA sobre aliados do antigo regime de Maduro e reforça o papel estratégico dos Estados Unidos na região após a ação militar na Venezuela.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Extremoz inova na comunicação e lança série de vídeos “Giro no Verão” destacando belezas do litoral norte

A Prefeitura de Extremoz deu um novo passo na comunicação institucional e lançou a série de vídeos Giro no Verão, um projeto audiovisual que apresenta, de forma leve e envolvente, as belezas naturais, a cultura e as experiências turísticas do litoral norte potiguar.

O primeiro episódio da série teve como cenário a emblemática Genipabu, cartão-postal do município, reconhecida nacionalmente pelas dunas, lagoas, manguezais e pela forte identidade cultural da comunidade local.

O vídeo propõe um verdadeiro passeio sensorial por Genipabu, começando pelo Centro de Artesanato, onde histórias de superação e criatividade ganham vida nas mãos de artesãos que transformam materiais simples em verdadeiras obras de arte. Um dos destaques é o relato emocionante de moradores que encontraram no artesanato uma forma de sustento e valorização da cultura local.

A produção também explora a conexão de Genipabu com a natureza, apresentando o passeio de caiaque pelos manguezais, uma experiência que revela paisagens pouco conhecidas, marcadas pelo silêncio, tranquilidade e preservação ambiental. O roteiro reforça o turismo sustentável e o cuidado com uma área que integra unidade de conservação.

Além das belezas naturais, o Giro no Verão destaca a hospitalidade do povo extremozense, a gastronomia local, os drinks refrescantes que fazem sucesso durante a alta estação e a diversidade de experiências que tornam Genipabu um destino completo — seja para quem busca emoção, descanso ou boa comida.

A proposta da série é valorizar o que Extremoz tem de melhor, fortalecendo o turismo, impulsionando a economia local e aproximando ainda mais a população e os visitantes da identidade cultural do município.

Com linguagem moderna, narrativa envolvente e foco nas potencialidades locais, a nova iniciativa marca uma fase inovadora da comunicação da Prefeitura de Extremoz, apostando no audiovisual como ferramenta estratégica de promoção do município.

O encerramento do primeiro episódio já deixa o convite para a próxima parada: a travessia rumo à Praia de Barra do Rio, que será destaque no próximo capítulo do Giro no Verão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Incêndio atinge vegetação próxima ao Carrefour às margens da BR-101; fogo foi controlado pelos Bombeiros

Um incêndio atingiu a vegetação próxima ao Carrefour, às margens da BR-101, na zona Sul de Natal na manhã deste domingo (10).

O Corpo de Bombeiros foi acionado e já atuou para controlar as chamas que por pouco não atingiram placas de publicidade instaladas na área.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de moqueca vegana de caju; e o prato rede de pescador com polvo e camarões

MOQUECA VEGANA DE CAJU
INGREDIENTES
6 a 8 cajus grandes
1 colher de sopa de manteiga
2 tomates grandes e maduros, sem semente e cortados em cubos médios
1 cebola média picada em ½ lua
1 dente de alho picado
½ pimentão amarelo cortado em tiras
½ pimentão vermelho cortado em tiras
3 colheres de sopa de azeite de oliva
150 ml de leite de coco
1 colher de sopa de azeite de dendê
sal e salsinha picada a gosto
100 ml de água

MODO DE PREPARO
Furar os cajus com um garfo, espremer para retirar o suco e cortá-los em cubos pequenos;
Reservar o suco de dois cajus e juntar com a água;
Esquentar a manteiga numa frigideira e fritar os cajus cortados por 3 minutos, até ficarem meio dourados e reservar;
Esquentar o azeite de oliva numa caçarola, colocar a cebola para fritar até que fique transparente, adicionar o alho e fritar até que fique dourado.
Colocar os pimentões e fritar por 3 minutos, acrescentar o tomate e fritar por 5 minutos, adicionar os cajus e fritar por mais 5 minutos.
Acrescentar sal a gosto e colocar metade da água com o suco dos cajus e ferver por 5 minutos.
Colocar o leite de coco e deixar ferver por mais 3 minutos.
Colocar o azeite de dendê e deixar ferver por 1 a 2 minutos e polvilhar com a salsa picada, tampar a caçarola e apagar o fogo.
Servir em seguida.
Acompanhar com arroz.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 20min

DICA RÁPIDA

REDE DO PESCADOR
INGREDIENTES:
100g ou 2 uni de tentáculos de polvo(cozidos)
30g de cabeça de polvo em rodelas(cozido)
50g de camarão s/ casca
20g rúcula
120g de repolho roxo em tiras
55g de pães em fatias
50ml de vinagre balsâmico
3 tomates cereja partido ao meio
50g de manteiga

MODO DE PREPARO:
Cozinhar os tentáculos de polvo na água com uma cebola e dois dentes de alho até ficarem macios.
Em uma frigideira colocar a manteiga, os tentáculos, o repolho roxo e os anéis de polvo e deixar cozinhar até o repolho amolecer.
Em seguida acrescentar o camarão e o tomate cereja.
Por último acrescentar o vinagre balsâmico e deixar cozinhar por mais 2 minutos, para retirar a acidez.
Aquecer o pão em uma frigideira ou no forno e servir.

Tempo de preparo: 3min
Tempo de cozimento: 6min

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *