Polícia

Em editorial na Folha, Moro diz que ​não há ‘licença para matar’ em projetos de lei anticrime

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, escreveu um editorial no caderno de Opinião, do jornal Folha de S. Paulo desde domindo (17). Nele, ele fala sobre os casos de corrupção que foram descobertos nos últimos anos, do aumento dos crimes violentos, da importância do projeto anticrime enviado para o Congresso Nacional e, nesse tema, ele afirma que não há licença para matar.

O Blog reproduz na íntegra o editorial do ex-juiz federal.

O projeto de lei anticrime

Nos últimos anos, foi descoberto um sistema de corrupção que afetou a integridade da maior estatal brasileira, a Petrobras, e outras parcelas da administração pública, servindo ao enriquecimento ilícito de agentes públicos inescrupulosos e distorcendo o processo eleitoral.

No mesmo período, organizações criminosas armadas, algumas delas sediadas em presídios, tornaram-se cada vez mais fortes. Em janeiro deste ano, algumas dessas organizações sentiram-se à vontade para perpetrar atos de características terroristas, como a tentativa de explodir viadutos no estado do Ceará.

Os números de crimes violentos cresceram significativamente nos últimos anos. Embora as estatísticas ainda não sejam totalmente confiáveis, atingiu-se, em 2016, a marca histórica negativa de 62.517 homicídios.

Foi, nesse cenário, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública um projeto de lei anticrime com medidas pontuais contra a corrupção, crimes violentos e crime organizado. No encaminhamento ao Congresso, o projeto foi desdobrado em três. Não importa, todos eles contarão com os esforços para aprovação.

Os projetos não esgotam as políticas públicas do ministério contra a criminalidade. Ações executivas vigorosas estão sendo concomitantemente tomadas, como o isolamento eficaz de lideranças criminosas em presídios federais após 12 anos de omissões, como a utilização eficaz da Força Nacional de Segurança Pública ou da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para debelar crises pontuais de segurança ou como a reestruturação das forças-tarefas policiais da Lava Jato.

Outros planos e ações estão em andamento para melhorar o controle de fronteiras, diminuir a violência em regiões de elevada criminalidade, reforçar o controle sobre desvios policiais e aprimorar o combate à lavagem de dinheiro.

Apesar disso, os projetos de lei são importantes, pois avançam o quadro legislativo contra a criminalidade mais grave.

Os projetos aumentam o tempo real de prisão para condenados por crimes graves, como homicídios, corrupção e roubo armado, e impedem a soltura prematura de criminosos profissionais e de membros de organizações criminosas violentas. No último caso, aliás, o recado legal é claro, enquanto o condenado se mantiver vinculado à organização criminosa, ele não recebe benefícios durante o cumprimento da pena, ou seja, ele não é colocado na rua prematuramente para voltar a delinquir, pois, o que é óbvio, não está pronto para voltar ao convívio social aquele que permanece faccionado.

Optou-se, segundo modelo da legislação antimáfia italiana, nominar expressamente algumas das organizações criminosas conhecidas. Novamente, uma mensagem clara, seus membros são foras da lei e sofrerão as sanções decorrentes desta condição.

Os projetos não descuidam de inteligência e de mecanismos de investigação. Ampliam o Banco Nacional de Perfis Genéticos, permitindo que o DNA seja melhor utilizado como uma moderna impressão digital. O banco brasileiro atualmente tem cerca de 20 mil perfis, enquanto os do Reino Unido e Estados Unidos têm cerca de 6 milhões e 13 milhões, respectivamente. Criam o Banco de Perfis Balísticos, uma espécie de impressão digital de armas de fogo, e, pasmem, o que até hoje não se tem, criam um Banco Nacional de impressões digitais.

Essas medidas devem elevar a taxa de resolução de crimes graves, especialmente de crimes violentos. O Banco de Perfis Genéticos ainda desestimula a reincidência, pois colhe-se o registro de DNA do condenado e, se ele voltar a delinquir, poderá ser facilmente descoberto por qualquer vestígio deixado no local do crime.

Os projetos regulam a escuta ambiental e autorizam de forma clara que agentes policiais disfarçados possam interagir com organizações criminosas para colher provas de crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Não é coisa de cinema, são meios de investigação modernos utilizados com eficácia em outros países.

Ao contrário do que afirmaram erroneamente alguns críticos, não há nos projetos qualquer “licença para matar” para policiais, mas apenas a descrição de situações de legítima defesa já admitidas pela prática, como a atuação policial para prevenir agressão a pessoa mantida refém.

Também melhor regulam a questão do excesso em legítima defesa, reconhecendo que quem reage a uma agressão injusta pode exceder-se, como ocorreu em caso notório no qual cunhado de famosa artista foi injustamente acusado de homicídio após reagir a injusta agressão contra a sua esposa e irmã.

Também preveem uma separação clara entre crime eleitoral e crime comum e uma melhor criminalização do caixa dois em campanha eleitoral, esta última necessária diante da gravidade da prática e a insuficiência da lei atual para coibi-la.

Como se não bastasse, os projetos tratam de questões importantes para destravar a aplicação da lei penal, como execução da condenação em segunda instância, a execução imediata dos vereditos dos Tribunais do Júri, o que é efetivo contra homicídios e feminicídios, e também introduzem mecanismos de solução negociada no processo penal, com a previsão de acordos entre acusação e defesa, o que permitirá a resolução mais rápida e menos custosa de acusações contra criminosos confessos.

Quanto aos acordos, para evitar erros judiciários, atribui-se ao juiz um papel maior para avaliação da proporcionalidade das penas acordadas e a responsabilidade de verificar se há um mínimo de provas a ampará-los.

É, permito-me dizer, um projeto vigoroso contra a criminalidade mais grave, corrupção, crimes violentos e crime organizado. Não há dúvida de que a criminalidade é fenômeno complexo e que deve ser enfrentada com medidas não só penais. Ações sociais e econômicas também são necessárias. Mas tirar criminosos perigosos de circulação, com investigações, processos e punições efetivas e rápidas, faz também diferença. O senso comum não está errado no ponto.

Não me recordo, com todo o respeito, de projeto semelhante dos governos anteriores, especialmente contra a corrupção, pois alguns preferiram ignorar que ela existia.

Por exemplo, nenhum governo anterior defendeu explicitamente a execução de condenações criminais após a segunda instância, medida fundamental para acabar com a impunidade dos processos sem fim, tenham eles por objeto crimes violentos, praticados por organizações criminosas ou de corrupção.

Há muitas prioridades na agenda governamental, como a nova Previdência, mas segurança pública e justiça também são importantes. O tempo está passando. Os alertas evidenciados pelo crescimento da criminalidade grave não devem ser ignorados. Se o passado nos ensina algo, é que os problemas não desaparecem se os ignorarmos.

Há possibilidade de aprovação, vários parlamentares já sinalizaram receptividade e podem eles contribuir com os projetos, assim como a população, devidamente informada sobre o seu conteúdo. De todo modo, a apresentação dos projetos já revela os princípios e os valores que o ministério e o governo defendem e sustentarão.

Sergio Fernando Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública, ex-juiz federal e mestre e doutor em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná)

Opinião/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Rapaz, pense numa turma prá postar bobagem. Esses esquerdopatas devem tá recebendo dinheiro prá ficar o tempo todo escrevendo porcaria por aqui. E nem sequer sabem ler e interpretar um texto. Ou então agem mesmo de má fé, e ficam a postar o que sabem ser mentiras, o que acho mais provável, considerando o caráter dessa gente. É uma tristeza.

  2. Os 16% de bolsominios q votaram em troca de poder ter um 38 ficam loucos com essa declaração de Moro. Kkkkkk

  3. Por ora, no Brasil, só há licença para matar policiais e cidadãos inocentes, pois a proteção que foi construída pelos Direitos Humanos, dos manos, na era PT, está difícil d ser superada!!!

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Economia

IPTU COM ATÉ 20% OFF: Prefeitura de Parnamirim premia quem paga em dia

Foto: Divulgação

Contribuintes de Parnamirim que mantêm as contas em dia podem garantir até 20% de desconto no IPTU 2026 pagando em cota única até o último dia útil de janeiro. A medida da gestão da prefeita Nilda Cruz aposta no incentivo à adimplência e coloca dinheiro de volta no bolso de quem cumpre a lei.

Para ter o desconto máximo, é preciso estar regular com a Fazenda Municipal, manter o cadastro do imóvel atualizado e emitir o DAM no site da Prefeitura. O documento reúne o IPTU com desconto, além da taxa do lixo (TCRL) e da contribuição da iluminação pública (CIP) — tudo num boleto só, sem complicação.

Quem tem pendência ainda pode se regularizar até dois dias úteis antes do fim de janeiro e solicitar o DAM com desconto na Semut. Já quem perder o prazo do desconto maior ainda consegue 10% abatimento pagando até 10 de abril — alternativa para não cair na mordida cheia do imposto.

Se não pagar até 30 de janeiro, o contribuinte receberá o carnê pelos Correios, com opções de pagamento à vista com 10%, à vista sem desconto ou parcelado. Os boletos também ficam disponíveis no Portal do Contribuinte e pelo WhatsApp (84) 98847-6271 — transparência e acesso fácil, como o pagador espera.

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Política

VÍDEO: “Fátima desrespeita municípios e afunda o próprio governo”, diz Gustavo Carvalho após veto

Imagens: Divulgação

O deputado estadual Gustavo Carvalho subiu o tom contra a governadora Fátima Bezerra após o veto integral ao Projeto de Lei nº 632/2025, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. A proposta, de sua autoria, garantia repasses automáticos de ICMS, IPVA e Fundeb às prefeituras. “Hoje acordei indignado e surpreso com o veto feito pela governadora a uma lei que transfere diretamente aos municípios recursos que são deles”, disparou.

Segundo o parlamentar, o projeto buscava corrigir atrasos históricos e dar previsibilidade financeira às cidades, sem criar despesas extras para o Estado. “Ora, isso é uma demonstração clara de que a governadora do PT não respeita o povo nem os municípios do RN”, afirmou.

O texto previa repasses diários do IPVA, transferências semanais do ICMS e mais transparência na divisão do Fundeb, dinheiro que mantém escolas e serviços básicos.

Gustavo também criticou o que chamou de afronta direta ao Legislativo. “Essa sugestão de lei foi dada por mim, acatada pela Casa e aprovada por unanimidade. Ao vetar, ela não desrespeita só os municípios, desrespeita também a Assembleia Legislativa e seus 24 deputados”, declarou. “Foi uma decisão contra todos”.

Para o deputado, o veto simboliza o desgaste final da gestão petista. “É lamentável dizer isso. O fim do governo é triste, é caótico. Agora, com essa medida, governadora, além do desrespeito, a senhora conclui o governo botando a tampa no fundo da chaleira”, afirmou.

O Executivo alega invasão de competência, mas a palavra final agora volta à Assembleia, que poderá derrubar o veto.

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Judiciário

STF transforma 8 de janeiro em linha de produção de condenações e já passa de 800 réus punidos

Foto: Divulgação/STF

Três anos após o 8 de janeiro de 2023, o STF já condenou mais de 800 pessoas pelos atos classificados como “trama golpista”. Os dados são do gabinete do ministro Alexandre de Moraes e consideram decisões tomadas até dezembro de 2025, com números que ainda podem aumentar.

Após os atos em Brasília, a PGR apresentou 1.734 ações penais ao STF, dividindo os acusados entre incitadores, executores e cinco núcleos que, segundo a acusação, teriam sustentado a tentativa de permanência de Jair Bolsonaro no poder após a eleição de Lula. As acusações vão de golpe de Estado a dano ao patrimônio público, em processos concentrados na Primeira Turma da Corte.

Nos quatro principais núcleos julgados, 29 réus foram condenados à prisão e apenas dois acabaram absolvidos por falta de provas: o general Estevam Theófilo e o delegado da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira. Até agora, apenas o Núcleo 1 — que inclui Bolsonaro e outros sete réus — teve as condenações efetivamente executadas; os demais ainda recorrem.

Ao todo, foram 21 sessões de julgamento em quatro meses, com decisões que reforçam o protagonismo do STF no pós-8 de janeiro. O Núcleo 5, que inclui Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo e residente nos Estados Unidos, segue sem data para julgamento, mostrando que a novela judicial ainda está longe do fim.

Quem são os condenados

Núcleo 1 – data da condenação: 11 de setembro de 2025

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e três meses
Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato à vice na chapa de 2022: 26 anos;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: 19 anos;
Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada.

Núcleo 2 – data da condenação: 16 de dezembro de 2025

Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;
Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;
Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão;
Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex- presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e seis meses de prisão.

Núcleo 3 – data da condenação: 18 de dezembro de 2025

Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão;
Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros , tenente-coronel: 17 anos de prisão;
Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão;
Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão;
Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel: 3 anos e cinco meses de prisão;
Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel: um ano e onze meses de prisão.

Núcleo 4 – data da condenação: 21 de outubro de 2025

Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército: 17 anos de prisão;
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército: 15 anos e seis meses de prisão;
Marcelo Araújo Bormevet, policial federal: 14 anos e seis meses de prisão;
Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército: 14 anos de prisão;
Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;
Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército: 13 anos e seis meses;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal: 7 anos e seis meses de prisão.

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Política

PL Antifacção apavora Lula e Planalto tenta tirar Derrite do jogo

Foto: Reprodução

O governo Lula já se movimenta nos bastidores para tentar frear mudanças no PL Antifacção, projeto que endurece o combate ao crime organizado e volta à Câmara após o recesso. O motivo do incômodo tem nome e sobrenome: Guilherme Derrite, relator da proposta e aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Assessores do Ministério da Justiça admitem que Derrite está insatisfeito com o texto aprovado pelo Senado e pretende mexer no projeto. Traduzindo: o deputado quer reforçar o enfrentamento às facções, algo que deixa o Planalto em alerta máximo. Por isso, o governo já articula uma força-tarefa para tentar retirar a relatoria das mãos do parlamentar.

A leitura no Palácio do Planalto é clara: se Derrite continuar no comando do texto, a oposição pode avançar numa legislação mais dura contra o crime organizado. A reação petista deve repetir o velho roteiro — acusar a direita de “enfraquecer a Polícia Federal” e até de “proteger facções”, enquanto o governo posa de salvador da pátria.

Outra cartada prevista é ainda mais conhecida: colar o projeto a aliados de Jair Bolsonaro e espalhar o discurso de que haveria risco de interferência estrangeira no Brasil. Tudo para desviar o foco do essencial — o medo do governo Lula de perder o controle da narrativa sobre segurança pública, tema em que a esquerda historicamente patina.

Opinião dos leitores

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Política

TCU acende alerta contra indicação política de petista e teme ministro sem preparo técnico

Foto: Divulgação

Nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU), o clima é de preocupação com a escolha do próximo ministro que será indicado pela Câmara dos Deputados para a vaga de Aroldo Cedraz. Ministros e técnicos da Corte defendem que o futuro nome tenha experiência real no controle de contas públicas, para evitar desgaste institucional em um momento de forte pressão sobre o TCU.

O temor aumentou após a repercussão das decisões envolvendo o Banco Master e o desgaste público do último indicado pela Câmara. Mesmo assim, o presidente da Casa, Hugo Motta, avisou aliados que pretende cumprir acordo com o PT para indicar o deputado Odair Cunha (PT), o que acendeu ainda mais o sinal de alerta dentro da Corte.

O Centrão, porém, já avisou que não reconhece acordo algum e quer entrar no jogo. Entre os nomes ventilados estão deputados influentes como Danilo Forte (União), Pedro Paulo e Hugo Leal (PSD), além de Elmar Nascimento (União), todos com peso político e apetite pela vaga.

TCU dentro do olho do furacão

Enquanto isso, o TCU vive um verdadeiro “furacão”. O ministro Jhonatan de Jesus, último indicado pela Câmara, virou alvo de críticas por relatar as ações do Banco Central no caso Banco Master.

Diante da pressão, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, saiu em defesa do colega e afirmou que a investigação segue dentro da legalidade. Nos corredores da Corte, porém, o recado é claro: indicação política sem preparo técnico virou risco institucional.

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Política

Lulinha diz que “não sabia de nada” sobre encomenda do Careca do INSS em seu apartamento

Foto: Reprodução/Redes sociais

Após vir à tona que o Careca do INSS mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado por Lulinha, em Moema, bairro nobre de São Paulo, o filho do presidente Lula correu para negar qualquer envolvimento. Por meio de advogado, ele afirmou que desconhece completamente a entrega e ressaltou que não era o destinatário do material.

Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, em outubro de 2024 o lobista orientou um funcionário a entregar um “medicamento” no endereço do imóvel, indicando como destinatária Renata Moreira, esposa de Lulinha. O apartamento pertence formalmente a Jonas Suassuna, ex-sócio do filho de Lula e personagem antigo de investigações que cercaram o petista.

A negativa ocorre enquanto a PF apura se Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS, apontado como operador de um esquema milionário de fraudes na Previdência. A investigação identificou transferências de R$ 1,5 milhão para uma empresária amiga do casal, com referência a dinheiro destinado ao “filho do rapaz”, além de menções ao nome de Lulinha em dados apreendidos.

A defesa fala em “esforço pirotécnico” para envolver o filho do presidente e garante que não há negócios entre eles. A própria PF informou ao STF que, até agora, não encontrou prova direta contra Lulinha — mas o fato é que o nome da família Lula voltou ao centro de uma investigação pesada, justamente no escândalo que sangrou aposentados do INSS.

Opinião dos leitores

  1. Tal pai, tal filho, a mesma resposta do bandido Loola…bandido é bandido, mané e mané

    1. Quando o seu ladrão de estimação caiu no banheiro foi o maior avoso foi para o melhor hospital do país o seu ladrão porque não foi para o SUS de ambulância da SAMU o infeliz e questão humanitária será que não dá pra perceber seu imbecil.

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Saúde

Encomenda do Careca do INSS chega a apartamento de Lulinha e reacende suspeitas da PF

Foto: Montagem

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em Moema, área nobre de São Paulo. A ordem foi dada em outubro de 2024 e indicava como destinatária Renata Moreira, esposa do filho do presidente Lula, conforme informações do Metrópoles.

O imóvel fica na rua Juriti e pertence formalmente a Jonas Suassuna, ex-sócio de Lulinha e velho conhecido da Lava Jato. Foi Suassuna quem comprou o apartamento ainda em 2009, e Lulinha mora no local há mais de uma década. A PF apura se a entrega tem ligação com o esquema bilionário de fraudes no INSS, comandado, segundo a investigação, pelo Careca do INSS.

A suspeita central é ainda mais grave: investigadores analisam se Lulinha atua como sócio oculto do lobista. O nome do filho de Lula aparece em materiais apreendidos após quebras de sigilo, além de registros de viagens juntos e transferências milionárias ligadas a pessoas próximas ao casal. Um dos repasses, de R$ 1,5 milhão, teria sido justificado como dinheiro para “o filho do rapaz”.

Por meio do advogado Marco Aurélio de Carvalho, Lulinha afirmou desconhecer a encomenda e negou qualquer relação com o Careca do INSS. A defesa fala em “esforço pirotécnico” para envolvê-lo no caso. Mesmo assim, a PF já comunicou o STF sobre as conexões encontradas, reacendendo fantasmas antigos que voltam a rondar o núcleo familiar do presidente Lula.

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Geral

Bandigalado comanda Festival Rock Imperial e promete noite histórica no Porto Brasil

Foto: Divulgação

A Bandigalado Rock Natal será a atração principal do Festival Rock Imperial, a já tradicional festa de rock do verão de Pirangi, que vai acontecer no próximo sábado (10), no espaço de eventos do Villa Imperial, no Porto Brasil, a partir das 17 horas.

Irão se apresentar três bandas: Old Bolds (17 horas), General Mustang (18h30) e a Bandigalado (20 horas). A entrada, como ocorre todos os anos, é mediante convite em lista, por parte de algum condômino do PB.

A Bandigalado é uma banda de rock natalense composta por sete integrantes: Alexandre Azevedo (vocal), Lucien Dantas (bateria), André Macedo (baixo), Cláudio Macedo (guitarra base), Silvério Neto (guitarra solo), Misael Queiroz (guitarra solo) e Pedro Ratts (teclado).

A banda foi fundada em 2011 por Alexandre, Lucien, André e Cláudio, amigos de infância e fãs de rock, para se divertirem e confraternizarem com amigos e familiares próximos. Profissionais liberais e sem qualquer experiência com música, os fundadores tiveram que estudar e desenvolver suas habilidades em cada instrumento, para poder se apresentar entre amigos.

Hoje a Bandigalado se apresenta em diversos eventos privados e, mais recentemente, se apresentou no badalado Fest Bossa & Jazz, em agosto de 2025, na famosa praia de Pipa, o que rendeu à banda um novo convite para se apresentar na Paraíba, em novembro, na edição do Fest Bossa & Jazz em Bananeiras.

O nome da banda vem do famoso termo “galado”, apelido jocoso com o qual os natalenses chamavam os militares americanos que aqui estiveram na época da Segunda Guerra, quando frequentavam as festas em seus trajes de gala e conquistavam os corações das moças natalenses.

Bandigalado é rock, amizade e som de excelente qualidade. Contatos para shows com Alexandre Azevedo pelo (84) 99461-2027.

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Brasil

Cerco ao TCP: polícia fecha áreas dominadas por ladrões de cargas e carros de luxo

Foto: Divulgação/PCERJ

Uma megaoperação das polícias Militar e Civil tomou conta, nesta quinta-feira (8), das comunidades de Senador Camará e Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O alvo é o Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa investigada por roubos de cargas e veículos de alto padrão, crimes que alimentam o caixa do crime organizado.

Ao todo, cerca de 520 agentes participam da ação, sendo 410 policiais militares e 110 civis, com cerco estratégico para reduzir riscos à população. O objetivo é sufocar a logística do crime, atingir o dinheiro das quadrilhas e retomar áreas onde o Estado perdeu espaço para facções armadas.

Pela PM, atuam unidades do 2º Comando de Policiamento de Área, com destaque para o 14º BPM, além de tropas do Comando de Operações Especiais, incluindo o Bope, conhecido por ações de alto risco. Já a Polícia Civil entra com equipes da 34ª DP (Bangu), da CORE, da Inteligência e da Polícia Especializada.

O aparato é de guerra: 11 veículos blindados e até ambulância blindada, pronta para socorro emergencial. A operação reforça um recado claro em meio ao avanço da criminalidade no país: sem enfrentamento firme, facções seguem mandando.

 

Opinião dos leitores

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Mundo

Trump age com pulso firme: EUA assumem controle do petróleo e ficam na Venezuela “por anos”

Foto: Reprodução

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos vão ficar por muito tempo na Venezuela, com presença política e estratégia econômica voltadas ao controle do petróleo — o ativo mais valioso do país sul-americano. A declaração foi dada em entrevista ao New York Times, quando questionado se a intervenção teria prazo curto: “Eu diria que muito mais tempo”, afirmou.

Trump detalhou que o governo interino venezuelano, agora alinhado com os EUA, está cooperando com Washington e que o plano inclui usar o petróleo venezuelano para reconstruir o país “de forma muito lucrativa”, baixando preços e gerando receita para os próprios venezuelanos e para os americanos.

Parte dessa estratégia já começou: Trump anunciou que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano serão enviados para os EUA e vendidos a preço de mercado, com o controle financeiro da operação sob comando americano para garantir que os fundos “beneficiem o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

Autoridades do governo Trump também afirmam que os EUA vão controlar indefinidamente a comercialização desse petróleo e decidir como usar os recursos, abrindo espaço para empresas americanas investirem na recuperação da produção.

Essa ação coloca os Estados Unidos como protagonistas na reconstrução e redirecionamento da indústria energética venezuelana — um golpe estratégico que frustra regimes de esquerda e assegura liderança americana na região.

Opinião dos leitores

  1. O chavismo estatizou várias áras do ramo do petróleo, ‘nacionalizou’ a energia, fertiizantes, siderurgia, comunicações, até supermercados e hoteis para entregar a partidários, meteu todo o tipo de controle na economia (câmbio, contratos de trabalho, alugéis), exproriou terras e imóveis. O que poderia ter dado errado, né? Só porque mais de sete milhões de pessoas deram no pé de lá.

  2. Ainda tem idiota que acredita nessa conversa ? O objetivo sempre foi esse: se apropriar do Petróleo e deixar o povo Venezuelano na miséria sem a única riqueza natural que existe na Venezuela que é o Petróleo. Não ficará pedra sobre pedra.

    1. Pode até ter sido o petróleo, mas quantos anos o povo venezuelano já está na miséria, sem EUA metendo o dedo lá? Esquerda no poder é sinônimo de miséria.

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