
Ela foi a explosão do carnaval baiano nas décadas de 1990 e 2000. Não à toa recebeu o apelido de “Furacão Baiano”.
O Blog do BG entrevistou com exclusividade a cantora Márcia Freire, que estará em Natal na próxima terça-feira (6) para mais um showzaço no palco do Bloco Se Parar Eu Caio.
Nesse bate papo ela fala do passado, do presente e também do futuro da sua carreira que coleciona enormes sucessos que estouraram no Brasil inteiro.
Você já puxou trios de Norte a Sul e já foi o maior destaque do Carnaval de Salvador. O que representa o carnaval para você?
Fui um dos destaques do carnaval de Salvador. São muitos artistas. Carnaval representa o começo da minha carreira, representa muita coisa. Eu vim do carnaval. Desde pequena já via os trios, achava muito mágico e queria estar ali em cima do trio elétrico. Carnaval faz parte da minha música e da minha vida. Foi ali que aprendi tudo.
Você puxou bloco também no nosso Carnatal por muitos anos. O que achou da experiência?
Puxei muitos anos o bloco Caju com Sal. Somos um dos pioneiros do Carnatal. Conhecemos pessoas, criamos amizades. O Caju com Sal foi algo maravilhoso. Sua música, seu hino. Bloco lotado. Cantar o hino do bloco com os camarotes lotados. O Caju com Sal ainda faz parte da minha vida, de lembranças. Tanto que no Se Parar Eu Caio tem muita gente do Caju com Sal.
Quando cheguei em Natal, a cidade abraçou nosso trabalho. Quando a gente começou o bloco Caju. Bloco lotado, era tanta gente que precisaram aumentar mais a corda para caber todos os foliões. Tenho amigos aqui. Natal representa muita coisa para mim. Me sinto em casa. A gente tem essa de se sentir parte da cidade. Essa relação com as pessoas.
Como você vê esses projetos como o do Bloco Se Parar Eu Caio que resgatam carnaval de rua?
Carnaval de rua é um resgate cultural. Desde pequena lembro das famosas marchinhas. É o carnaval de verdade. É essa festa onde agrega todo mundo na rua. Muito importante culturalmente para a cidade. O bloco Se Parar eu Caio tem essa relação e valores culturais na rua.
E tocar em Natal, qual o sentimento que vem em sua mente?
Tenho uma história enorme com Natal. Tenho muitos amigos queridos, muitos fãs. Foram mais de 10 anos puxando bloco no Carnatal, ja são três anos no bloco Se Parar Eu Caio e o público é quem dá as cartas. E esse público é maravilhoso. Toco meus maiores sucessos da minha trajetória. E isso é muito bacana porque muitos têm memórias afetivas, choram ali, me emociona também. Em Natal, a gente canta em casa.
Quais são as músicas que mais marcaram a sua carreira?
Tenho uma trajetória muito grande com as músicas que mais marcaram minha carreira. “Vermelho”, por exemplo, foi o momento que saí da banda Cheiro de Amor e não sabia o que seria dali em diante. Com o lançamento, a música estoura. E foi muito marcante para mim. “Minha Doce Obsessão”, “Auê”, dentre tantas outras compõem a minha trajetória e o meu repertório.
E qual é aquela música que jamais sairia do repertório?
Acho que “Doce Obsessão” não sairia nunca do meu repertório. Espero todos cantando essa, e várias outras canções que foram sucesso, na próxima terça, no Bloco Se Parar Eu Caio. Beijos a todos e até lá.
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