Judiciário

Em livro, general Villas Bôas revela que postagens polêmicas na véspera de julgamento de Lula foram escritas com Alto Comando do Exército

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Comandante do Exército nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, o general Eduardo Villas Bôas revelou que postagens polêmicas feitas no Twitter na véspera do julgamento, em 2018, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de habeas corpus do ex-presidente Lula para recorrer da condenação em liberdade, em 2018, foram articuladas e “rascunhadas” em conjunto com o Alto Comando da instituição.

As declarações fazem parte do livro “General Villas Bôas: conversa com o comandante, recém-lançado pela Editora FGV, a partir de depoimentos concedidos pelo general ao longo de cinco dias entre agosto e setembro de 2019.

A entrevista, com mais de 13 horas de duração, foi comandada pelo professor e pesquisador Celso de Castro. Vítima de uma rara doença neuromotora de caráter degenerativo, Villas Bôas hoje respira com ajuda de aparelho e se locomove em cadeira de rodas.

Na véspera do julgamento, Villas Bôas afirmou, no Twitter, que a instituição “julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade”. E que o Exército também defende o “respeito à Constituição, à paz social e à Democracia”, e que a instituição “se mantém atenta às suas missões institucionais”. Na época, a postagem foi interpretada, principalmente no PT, como uma pressão sobre o STF.

No livro, o militar narra que o texto foi redigido por várias mãos na alta cúpula do Exército. “O texto teve um ‘rascunho’ elaborado pelo meu staff e pelos integrantes do Alto Comando residentes em Brasília. No dia seguinte da expedição, remetemos para os comandantes militares de área. Recebidas as sugestões, elaboramos o texto final, o que nos tomou todo expediente, até por volta das 20 horas, momento que liberei para o CComSEx (Setor de comunicação do Exército) para expedição”, descreveu Villas Bôas.

A postagem gerou reação na época. Sem citar diretamente Villas Bôas, o então ministro do STF Celso de Mello disse que um comentário realizado por “altíssima fonte” foi “claramente infringente do princípio da separação de Poderes” e alertou contra “práticas estranhas e lesivas à ortodoxia constitucional”.

O general afirma que o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, não foram avisados da postagem, assim como os chefes da Marinha e da Aeronáutica. Mesmo não sendo alertados, o texto do post não foi rechaçado por Jungmann e Etchegoyen, após a publicação.

Durante a entrevista, o general afirma que duas motivações moveram o Alto Comando do Exército a adotar a ofensiva. Uma delas foi o aumento das demandas por uma intervenção militar em encontros com empresários e pessoas da sociedade civil. Apesar de classificar estes que clamavam por uma ruptura em outra parte do livro como “tresloucados”, ele afirma que agiu daquela forma para conter uma possível convulsão social.

“Externamente, nos preocupavam as consequências do extravasamento da indignação que tomava conta da população. Tínhamos aferição decorrente do aumento das demandas por uma intervenção militar. Era muito mais prudente preveni-la do que, depois, sermos empregados para contê-la. Internamente, agimos em razão da porosidade do nosso público interno, todo ele imerso na sociedade. Portanto, compartilhavam de ansiedade semelhante”, descreve.

No livro, o militar voltou a classificar o episódio como “oportuno”. “Tratava-se de um alerta, muito antes que uma ameaça”, narra em trecho da entrevista. A mesma opinião já havia sido manifestada pelo general em entrevista ao GLOBO, na série “Décadas de Ruptura”.

A postura de Villas Bôas nas redes sociais converge com um projeto pessoal empregado por ele naquela oportunidade para que o “Exército voltasse a ser ouvido com naturalidade”. Com isso, os militares falariam mais com a imprensa, ocupando os espaços de debate. Vários deles, como Villas Bôas, foram para o Twitter. Outros atuavam nos bastidores na tentativa de influenciar a narrativa política.

Ao longo da última década, o general Rêgo Barros, então chefe do Centro de Comunicação do Exército, foi responsável por comandar todo o planejamento para discutir estratégias e atitudes de comunicação, cuja agenda envolvia reuniões diárias.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Deus sabe de todas as coisas.
    Que o Senhor Deus julgue, seja quem for.
    Deus conhece nossas intenções.

  2. Tal "extravasamento da indignação que tomava conta da população" foi criado meticulosamente por meio de uma poderosa organização entre judiciário e mídia, sobretudo a Lava jato comandada por Moro, e a Rede Globo, com a conivência e apoio majoritário do próprio STF.

  3. Pintura de meio fio
    Tirar grama entre pedras de paralelepípedo
    Criação de jacaré ? que no seco anda
    Deixar vencer teste de covid …….

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Em meio à crise, Congresso acumula 84 propostas de mudanças no STF

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O Congresso Nacional tem ao menos 84 PECs em tramitação que propõem mudanças no Supremo Tribunal Federal. São 64 propostas na Câmara dos Deputados e 20 no Senado.

Os textos tratam de temas como idade mínima para ministros, mudanças no processo de indicação, qualificação dos indicados, duração dos mandatos e atribuições do STF. Há ainda propostas sobre inelegibilidade de ministros depois que deixarem o tribunal e alterações na forma de escolha dos integrantes do Supremo.

A discussão ganhou força em meio à crise no STF. Na última semana, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou uma indicação para que a CCJ crie um grupo destinado a analisar propostas de reforma do Judiciário e reunir matérias que já tramitam no Congresso.

A proposta mais recente foi apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e prevê que ministros do STF fiquem inelegíveis por cinco anos após deixarem o cargo. A mais antiga em tramitação é de 2005 e propõe que a escolha dos ministros seja feita pelo Congresso.

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PARALISAÇÃO: Professores da rede estadual cruzam os braços por 24 horas e fazem ato em frente à Governadoria

Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte

Professores da rede estadual do Rio Grande do Norte paralisaram as atividades por 24 horas nesta segunda-feira (21) e realizam um ato em frente à Governadoria, em Natal. A categoria cobra o pagamento de 1/6 de férias, do retroativo do Piso Salarial do Magistério de 2026 e melhorias na estrutura das escolas.

A mobilização foi convocada após o Governo do Estado cancelar pela segunda vez uma reunião da mesa permanente de negociação. O encontro estava inicialmente previsto para 10 de setembro. De acordo com o Sinte-RN, uma nova reunião foi marcada para quarta-feira (23). Com o agendamento, uma das reivindicações que motivaram a paralisação foi atendida, mas a categoria mantém outras cobranças.

A pauta inclui ainda respostas sobre reformas e climatização das unidades escolares. O sindicato espera que o Governo apresente na quarta-feira prazos para atender às reivindicações da campanha salarial.

Com informações da Tribuna do Norte

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NORDESTE: Flávio aposta no RN para reduzir vantagem de Lula e conta com força de Rogério Marinho

Foto: Reprodução/Youtube

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) incluiu o Rio Grande do Norte entre os estados do Nordeste onde espera reduzir a vantagem do presidente Lula (PT) em relação ao resultado das eleições de 2022. Segundo a coluna Radar, da Veja, aliados avaliam que as alianças construídas no Estado podem ajudar o candidato do PL a diminuir a diferença registrada por Jair Bolsonaro há quatro anos.

No RN, a principal aposta é o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial de Flávio. A estratégia também mira Pernambuco e Ceará, enquanto, em Alagoas, a campanha trabalha para ampliar o número de municípios conquistados pelo bolsonarismo.

No Norte, a campanha de Flávio espera avançar no Pará ou no Amazonas. Antes de concentrar os últimos dias do primeiro turno no Sudeste, o candidato ainda prevê agendas em estados considerados estratégicos para tentar ampliar sua votação.

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CRISE NO STF: Fachin revê estratégia de sessões públicas após embates e exposição de divergências entre ministros

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu rever a estratégia de levar ao plenário, em sessões públicas, as divergências internas envolvendo o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes.

A mudança ocorre após a sessão da última terça-feira (15), marcada por discussões entre ministros e encerrada sem uma definição. A avaliação interna é que a tentativa de resolver os conflitos publicamente acabou expondo ainda mais as divisões na Corte.

Fachin já cancelou uma sessão do plenário e adiou o julgamento sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do caso Master. Agora, a tendência é reduzir a exposição pública dos embates enquanto busca entendimento com os ministros sobre os próximos passos.

Com informações de O Globo

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Justiça Eleitoral apreende ‘Pixuleco’ em comitê de General Girão; deputado recorre ao TRE-RN

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou a apreensão do boneco inflável “Pixuleco” que estava instalado em frente ao comitê de campanha dos deputados General Girão (PL) e Coronel Azevedo (PL), na Avenida Senador Salgado Filho, em Natal.

A decisão foi assinada pelo juiz Cleanto Alves Pantaleão Filho, da 3ª Zona Eleitoral de Natal. Segundo o magistrado, o tamanho do boneco produzia efeito visual semelhante ao de um outdoor, o que configuraria propaganda eleitoral irregular. O mandado de busca e apreensão foi cumprido e o “Pixuleco” recolhido.

Girão classificou a medida como “censura” e recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). A defesa argumenta que o boneco não traz nome, número, partido ou pedido de voto e sustenta que se trata de uma sátira política protegida pela liberdade de expressão.

O deputado pediu a suspensão da decisão e a devolução imediata do boneco. O desembargador plantonista Hallison Rêgo, porém, não analisou a liminar por entender que o caso não apresentava urgência para apreciação durante o plantão.

O processo foi distribuído ao desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, que deverá analisar o pedido. A decisão do plantão não entrou no mérito sobre a legalidade da apreensão nem definiu se o “Pixuleco” configura propaganda eleitoral irregular.

Em agosto, o mesmo boneco já havia provocado outro episódio em Natal. Durante uma manifestação na BR-101, agentes da Polícia Federal solicitaram que o “Pixuleco” fosse desinflado. Girão contestou a abordagem e posteriormente acionou o Ministério Público Federal para pedir a apuração de possível abuso de autoridade.

Opinião dos leitores

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PALVER: Em eventual 2º turno, Lula empata com Flávio, Caiado e Zema

Foto: Reprodução

Pesquisa Palver divulgada nesta segunda-feira (21) mostra empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. Flávio aparece numericamente à frente, com 47%, contra 43% de Lula. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Lula também está tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Nos dois cenários, os ex-governadores registram 44%, enquanto o presidente tem 43%.

Já contra Augusto Cury (Avante), Lula marca 43%, ante 35% do adversário. Na disputa com Renan Santos (Missão), o petista também tem 43%, contra 34%.

O instituto ouviu 5 mil eleitores entre 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00860/2026.

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CINEMA: Curta potiguar gravado em Extremoz é premiado em um dos maiores festivais do país

Foto: julia Tolentino

O curta-metragem potiguar “Mariposa”, gravado nas dunas da praia de Santa Rita, em Extremoz, recebeu dois reconhecimentos na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme venceu o Prêmio Zózimo Bulbul de melhor curta e recebeu menção honrosa do júri oficial da Mostra Competitiva Nacional.

Dirigida por Alexandre Américo e Pedro Vitor, a produção estava entre os 12 curtas selecionados para a mostra, que recebeu quase 2 mil inscrições. “Mariposa” fez sua estreia durante o festival, e os vencedores foram anunciados no sábado (19), no Cine Brasília.

O Prêmio Zózimo Bulbul reconhece produções que valorizam narrativas e perspectivas negras no cinema brasileiro. Segundo o júri, o curta se destacou pela inventividade e pela construção de imagens que se afastam de estereótipos relacionados à população negra.

Com 14 minutos e filmado em preto e branco, “Mariposa” aborda memória, religiosidade, natureza e resistência territorial. A obra tem referências na Jurema Sagrada e em ritos e narrativas do Candomblé.

A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo e tem distribuição da Ebó Filmes.

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DESEMPENHO: RN é apenas o 20º em ranking de eficiência da gestão pública entre os estados

Foto: Assecom/RN

O Rio Grande do Norte aparece apenas na 20ª posição no Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), levantamento que mede a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em resultados para a população.

O estudo, desenvolvido pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha, cruza indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças com a receita corrente líquida por habitante. Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo.

O Paraná lidera o ranking, com índice de 0,734, seguido por Ceará (0,665) e São Paulo (0,637). Também aparecem na faixa considerada eficiente Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais.

O levantamento mostra ainda que ter mais dinheiro disponível não significa necessariamente entregar melhores resultados. O Ceará, segundo colocado, tem a menor receita corrente líquida per capita do país, de R$ 4.275, 38% abaixo da média dos estados, de R$ 6.913.

Na outra ponta, Amapá, Acre e Roraima estão nas três últimas posições, apesar de registrarem receitas por habitante acima de R$ 11 mil. O Distrito Federal não foi incluído no levantamento por causa de suas particularidades orçamentárias.

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Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, na sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21).

O processo administrativo disciplinar contra Eduardo havia sido concluído pela PF em julho, com indicação pela demissão. A decisão definitiva, no entanto, dependia do ministro da Justiça.

Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para escrivão. Depois de perder o mandato de deputado federal, em novembro de 2025, ele deveria ter retornado ao cargo no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.

O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época da mudança, afirmou que buscava refúgio por considerar que sofria perseguição política no Brasil. A decisão administrativa também determinou a entrega da carteira funcional e da arma da Polícia Federal.

Com informações do Metrópoles

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[ÁUDIO] “AERO LULA”: Lobista ostentava voos da FAB, acesso ao Planalto e à residência de Lula

Mensagens de WhatsApp da lobista Roberta Luchsinger mostram que ela dizia usar voos da Força Aérea Brasileira (FAB), frequentar o Palácio do Planalto e ter ido à residência do presidente Lula. O conteúdo foi revelado nesta segunda-feira (21) pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles.

Em março de 2023, Luchsinger contou à mãe que havia viajado para Brasília de “aero Lula”. Questionada se seria o avião do presidente, respondeu: “Avião do Lula kkkkk”. Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação confirmam que ela entrou no Palácio do Planalto naquele mês.

Em outro áudio, de novembro de 2023, a lobista afirmou que viajaria “de FAB” e “com o filho do presidente”. Há ainda mensagens nas quais diz estar na “sala do pai do Fábio”, referência usada por ela para falar de Lula, e outras em que afirma ter estado com o presidente e com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

As mensagens contrastam com uma declaração dada por Lula em sabatina à TV Globo, em 27 de agosto. Na ocasião, o presidente afirmou que nunca havia visto ou conversado com Luchsinger e disse que ela nunca esteve próxima dele.

Luchsinger e Lulinha aparecem em investigações que tramitam no STF. Um dos inquéritos apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo também Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Veja as imagens de texto:

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