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Em reação ao governo, Câmara vai votar na segunda projeto que acelera derrubada de novo decreto sobre IOF


Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Em reação ao governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta quinta-feira que a Casa vai votar na segunda-feira a urgência do projeto que derruba o novo decreto sobre o Imposto de Operações Financeiras (IOF).

“Informo que o Colégio de Líderes se reuniu hoje e decidiu pautar a urgência do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que susta os efeitos do novo decreto do governo que trata de aumento do IOF. Conforme tenho dito nos últimos dias, o clima na Câmara não é favorável para o aumento de impostos com objetivo arrecadatório para resolver nossos problemas fiscais”, escreveu Motta nas redes sociais, após uma reunião com os líderes da Câmara.

Na noite de quinta-feira, o governo publicou um decreto “recalibrando” os valores do IOF, após a reação provocada pela norma anterior, e uma Medida Provisória (MP) com medidas de compensação às mudanças no tributo. Apesar de uma reunião no domingo entre Haddad, Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e líderes na base, parlamentares do Centrão e da oposição aumentaram a pressão durante a semana contra as medidas.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), disse que ainda busca um acordo, apesar do clima na Casa:

— Vamos atuar para construir o bom entendimento. Não está pautado o mérito de nada. O novo decreto do governo é importante, sem ele vamos ter que congelar verba.

Medidas do governo

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira a medida provisória (MP) que estabelece uma série de mudanças na tributação de aplicações financeiras, além de elevar a taxação de alguns tipos de empresas.

A MP, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), foi formulada como alternativa ao decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), rechaçado pelo Congresso, que também foi substituído nesta quarta. O recuo em parte do decreto também foi publicado no DOU.

O governo prevê arrecadar R$ 10 bilhões neste ano e R$ 20 bilhões com a mudança.

Títulos incentivados

A medida acaba com a isenção de Imposto de Renda (IR) de títulos incentivados, como LCA e LCI, que, a partir do ano que vem, serão tributados em 5%. A justificativa do governo é que os títulos isentos distorcem o mercado. Dessa forma, para compensar esse incentivo, os juros de outras aplicações sobem.

Além disso, a MP adota uma alíquota uniforme de 17,5% para os demais investimentos no mercado financeiro, incluindo criptomoedas. Atualmente, a tributação é regressiva, de 22,5% a 15%, conforme o tempo que o recurso fica aplicado.

Também estão previstos na MP um aumento do IR sobre a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP), de 15% para 20%, assim como a elevação de 9% para 15% da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) das fintechs. Há ainda o aumento da taxação das bets, de 12% para 18%.

O texto ainda prevê a possibilidade de compensação de ganhos e perdas em todas as operações do mercado financeiro e não só em renda variável, como é hoje. No caso do hedge no exterior, serão aplicadas as mesmas regras das operações em bolsa àquelas realizadas em mercado de balcão. Também haverá um regramento específico para aluguel de ações, com incidência de alíquota de 17,5%.

Após ultimato do Congresso, que ameaçou sustar os efeitos do decreto que elevou o IOF, o novo pacote foi apresentado aos líderes da base aliada no domingo, e validadas por Lula em reunião nesta terça-feira. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já avisou que não há compromisso em aprovar as medidas.

A MP tem vigência de até 120 dias, mas as alterações do IR só valerão para 2026, devido ao princípio de anualidade, enquanto o aumento na CSLL depende de noventena. Depois de 120 dias, se a MP não receber o aval do Congresso, perde a eficácia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou a declaração de Motta.

— É uma fala de prudência. Não estavam lá os 513 parlamentares. Como ele pode tomar uma decisão sem ouvir as bancadas? — considerou. — Agora, qual medida da Fazenda não foi aprovada após negociações? — retrucou.

A medida ainda limitou o prazo do auxílio-doença concedido por análise documental, o chamado Atestmed, a 30 dias. Até então, o prazo máximo era de 180 dias. As medidas englobam ainda a inserção do Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, sujeição à dotação orçamentária da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes de previdência dos servidores públicos e, em relação ao Seguro Defeso, ajustes nos critérios de acesso e sujeição à dotação orçamentária.

A MP foi publicada no mesmo dia em que o Congresso subiu o tom contra a alta de impostos. Com 109 deputados e quatro ministérios no governo Lula, União Brasil e PP anunciaram nesta quarta-feira que vão rejeitar pacote fiscal do ministro Fernando Haddad se não houver corte de gastos. A afirmação foi feita em declaração conjunta dos presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira.

Recuo parcial

Em relação ao IOF, o governo optou por um recuo parcial, alterando os pontos mais polêmicos, o que deve reduzir a arrecadação este ano de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões este ano.

No crédito para empresas, a alíquota fixa voltará a 0,38%, igualando-se novamente à taxa que é cobrada de pessoas físicas. Para operações de risco sacado, só será cobrada a alíquota diária (0,0082%). Antes das mudanças de 22 de maio, não havia incidência de IOF sobre a antecipação de recebíveis aos fornecedores por meio de convênios bancários.

A Fazenda ainda recuou parcialmente na taxação de planos de previdência privada. Agora, somente as aplicações que ultrapassem R$ 600 mil anuais serão tributados, em vez de aportes mensais superiores a R$ 50 mil. Isso deve isentar de tributação 99,2% dos segurados.

Além disso, nas operações de câmbio relativas a regresso de investimentos diretos, a alíquota será zero, e não mais 3,5%. Isso representa uma harmonização com o tratamento de investimentos no mercado financeiro.

Veja as medidas de aumento de arrecadação:

  • Aplicações financeiras no geral, inclusive títulos públicos e criptomoedas: fim da alíquota regressiva, de 22,5% a 15%, e unificação em 17,5%.
  • LCA, LCI, CRI, CRA, LCD: Novas emissões passam a ser tributadas com IR de 5% (eram títulos isentos). Permissão de compensação na Declaração Anual do IR de ganhos e perdas para todas as operações do mercado financeiro, não só na renda variável.
  • Hedge (proteção) no exterior: harmonização das regras aplicadas às operações em Bolsa às transações feitas em mercado de balcão.
  • Aluguel de ações: atualização de regras previstas em lei às práticas de mercado. Os prazos de aplicação dependem de regras de anualidade e noventena.
  • Bets: tributação de 18% (era 12%).
  • CSLL: extinção da faixa de 9%, que era praticada, por exemplo, para fintechs; contribuintes passarão para a alíquota de 15%. Há ainda o percentual de 20%, incidente sobre os grandes bancos.
  • IR sobre JCP: 20% (era 15%).

O que muda no decreto do IOF:

  1. IOF sobre crédito para empresas: alíquota fixa cai de 0,95% para 0,38%.
  2. IOF sobre risco sacado (modalidade de financiamento a fornecedores comum no varejo): extinção da alíquota fixa de 0,95%.
  3. IOF sobre Fundos de Investimento de Direitos Creditórios (FIDCs): estabelece alíquota de 0,38% para aquisição primária de cotas; não afeta o mercado secundário.
  4. IOF sobre câmbio: de 3,5% a zero para retorno de investimento estrangeiro direto.
  5. IOF sobre VGBL: alteração do limite de incidência, de R$ 50 mil/mês para R$ 600 mil/ano.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. 🇧🇷 Motta põe em votação porque já tem um acordo que vai favorecer o desgoverno , impeachment do Moraes e a anistia,ele nem comenta, vai continuar engavetado.🇧🇷

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Cristiane Dantas questiona Governo sobre aposentados ficarem por último no pagamento da folha

Por que aposentados e pensionistas do RN acabam no fim da fila quando o Governo do Estado precisa escalonar o pagamento da folha? O questionamento foi levado pela deputada estadual e candidata à reeleição Cristiane Dantas (PSDB) ao plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (2), acompanhado de um requerimento que cobra explicações formais do Executivo sobre os critérios utilizados para definir quem recebe primeiro.

Cristiane quer saber quais critérios técnicos, administrativos e financeiros determinam a ordem dos pagamentos e por que aposentados e pensionistas vêm recebendo depois dos servidores da ativa. “Se existe dinheiro para começar a pagar a folha, os aposentados e pensionistas não podem ser automaticamente empurrados para o final. Quem dedicou 20, 30, 40 anos ao serviço público merece respeito. As contas não esperam e o remédio não pode esperar”, afirmou.

O requerimento encaminhado ao Governo também pede informações sobre as providências adotadas para impedir que o pagamento posterior de aposentados e pensionistas se torne uma prática recorrente. Cristiane cita ainda o Estatuto da Pessoa Idosa e defende que dificuldades financeiras do Estado não resultem em tratamento desigual justamente para uma parcela da população que depende da aposentadoria para despesas básicas, medicamentos, tratamentos de saúde e, muitas vezes, sustentam toda a família.

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CASO MASTER: Vorcaro admite que mandou agredir e ameaçar adversários e diz que estava “nervoso”

Foto: Fábio Vieira/Estadão

Daniel Vorcaro admitiu, em depoimento à equipe do ministro André Mendonça, do STF, que enviou mensagens ordenando agressões e ameaças contra adversários. O banqueiro alegou, porém, que estava “nervoso”, voltou atrás e que as ordens não foram executadas.

A informação é do Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Vorcaro foi questionado sobre suspeitas de que mantinha um braço armado liderado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.

“Em centenas de milhares de mensagens, tem quatro ou cinco mensagens que tiram, que eu esbravejei”, afirmou. Segundo Vorcaro, nas próprias conversas ele posteriormente manda “esquecer” as ordens.

O banqueiro negou ser violento e acusou a Polícia Federal de construir uma “narrativa” contra ele. “Eu nunca fiz nada contra ninguém”, disse.

Vorcaro também admitiu que pediu a subordinados ajuda para obter informações sigilosas de órgãos de investigação. Ele classificou a conduta como um “erro”.

Ex-funcionários de uma embarcação do banqueiro já haviam relatado à PF que foram procurados e ameaçados por homens que se apresentaram como intermediários de Vorcaro.

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Taveira Júnior amplia bases no RN e recebe novos apoios em Touros e Ipueira

A candidatura à reeleição do deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) ganhou novos apoios em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. Em Touros, no Mato Grande, o ex-prefeito Ney Leite anunciou que passa a caminhar com o parlamentar. Já em Ipueira, declararam apoio o ex-vice-prefeito Duduca Leite, o vereador Itaci Neto e a ex-vice-prefeita Fatota Horácio.

Em Touros, maior colégio eleitoral da região do Mato Grande, a adesão de Ney Leite reforça a presença da candidatura de Taveira Júnior no município. Ex-prefeito entre 2013 e 2016, Ney destacou a atuação do parlamentar na região e a expectativa de ampliar essa parceria.

“É uma grande alegria apoiar um deputado presente no Mato Grande e que vem fortalecer uma série de ações que planejamos para Touros e região. Nossa caminhada será vitoriosa, eu tenho certeza”, disse Ney Leite.

Em Ipueira, Taveira Júnior passa a contar com o apoio de três nomes com atuação política no município: o ex-vice-prefeito Duduca Leite, o vereador Itaci Neto e a ex-vice-prefeita Fatota Horácio. As adesões fortalecem a presença da candidatura no Seridó e ampliam o grupo de lideranças que caminham com o deputado em sua campanha pela reeleição.

Taveira Júnior agradeceu os novos apoios e destacou que a ampliação das bases aumenta também a responsabilidade de representar diferentes municípios na Assembleia Legislativa.

“Receber o apoio de lideranças que conhecem de perto a realidade de seus municípios é muito importante para o nosso projeto. Ney, Duduca, Itaci e Fatota chegam para somar a uma caminhada que cresce a cada dia. Vamos seguir ouvindo as pessoas, conhecendo as necessidades de cada região e trabalhando para transformar essas demandas em ações do nosso mandato”, afirmou Taveira Júnior.

As novas adesões fazem parte do movimento de ampliação da base política de Taveira Júnior, que tem intensificado agendas e articulações em diferentes municípios do Rio Grande do Norte durante a campanha pela reeleição.

 

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PESQUISA PODERDATA/AYA: Flávio tem 45% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (3). O senador tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula.

A diferença de um ponto percentual configura empate técnico dentro da margem de erro, de 1,8 ponto. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 3% não souberam responder.

O resultado mostra uma inversão em relação à pesquisa anterior, divulgada no fim de agosto. Na ocasião, Lula tinha 45% e Flávio, 44%.

Outros cenários

Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44%, ante 42% do ex-governador de Minas Gerais. O mesmo placar é registrado no confronto com Ronaldo Caiado (União): 44% a 42%.

Na disputa contra Renan Santos (Missão), Lula marca 44% e o adversário, 39%.

A pesquisa PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da Federação entre 30 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07561/2026.

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Complexo esportivo com 12 quadras será construído na engorda de Ponta Negra


Foto: Secom Natal

A nova faixa de areia da Praia de Ponta Negra, fruto do aterro hidráulico da engorda, ganhará um complexo com 12 quadras esportivas voltadas para a prática de vôlei de praia, futevôlei e beach tennis. O projeto da Prefeitura do Natal, situado nas proximidades do quiosque 20 e em frente ao hotel Manary, contempla também infraestrutura de iluminação em LED, bancos, telas de proteção e paisagismo.

O investimento estimado é de R$ 232.615,77, com aportes oriundos do Fundo de Urbanização (FURB), sob gestão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). O prazo de execução das obras é de 60 dias após a assinatura da ordem de serviço. Segundo o prefeito Paulinho Freire, a iniciativa fortalece o esporte amador e profissional e fomenta o turismo esportivo na capital potiguar.

O complexo será dividido em três módulos de quatro quadras cada, com áreas de jogo medindo 8 x 16 metros e opções de afastamento de três ou cinco metros em relação às telas de proteção. Conforme o titular da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL), Hermes Câmara, as dimensões oficiais visam credenciar o espaço para sediar campeonatos de nível nacional e internacional.

A execução do projeto integra um esforço conjunto de pastas municipais: a Semurb responde pelo projeto, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) pela iluminação e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra) pela montagem estrutural. A fiscalização e a posterior administração do espaço ficarão a cargo da SEL, que definirá regras de uso, horários e critérios de agendamento após a conclusão das obras.

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Estagnado nas pesquisas, Lula não consegue se beneficiar eleitoralmente da escala 6×1


Foto: Reuters

O governo e a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam forte estagnação política, refletida diretamente nos dados da última pesquisa Quaest. O levantamento aponta o petista empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, além de registrar quedas consistentes de popularidade no Nordeste e perda entre o eleitorado mais jovem. O cenário se complica com o crescimento de Augusto Cury na disputa, reduzindo votos válidos em favor do petista e inviabilizando qualquer perspectiva de vitória já no primeiro turno.

Diante do cenário adverso, a avaliação interna é de que a base governista falha em mobilizar sua principal bandeira de apelo popular: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. Enquanto Flávio Bolsonaro e seu coordenador, o senador Rogério Marinho (PL-RN), atuaram abertamente nos bastidores para atrasar e tentar barrar a tramitação da matéria no Senado, que acabou sendo aprovada nesta quarta-feira (2). Com exceção de aparições pontuais do próprio presidente, parlamentares e ministros evitam unificar o coro nas redes sociais para expor a resistência da oposição aos direitos trabalhistas.

A oposição tenta se beneficiar da crise do STF para atingir Lula, que ficou associado a Alexandre de Moraes e à ala ligada a ele na corte do Supremo. No momento, o presidente está encurralado diante dessa crise e não tem conseguido se beneficiar como esperado da proposta do fim da escala 6×1.

Com informações do Blog de Vera Magalhães / O Globo

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Encontro com amigos de Aize reúne multidão e marca um dos maiores momentos políticos de João Câmara


O encontro com os amigos de Aize foi marcado por uma grande mobilização e entrou para a história política de João Câmara como um dos maiores encontros já realizados no município. O evento reuniu apoiadores, lideranças e integrantes do grupo que acompanha a prefeita Aize, em uma demonstração de força e unidade.

Durante o encontro, Aize fez uma prestação de contas das principais ações realizadas pela gestão e destacou os avanços conquistados em áreas como saúde, educação, assistência social, desenvolvimento, cultura e infraestrutura.

A prefeita também fez questão de agradecer ao time que, segundo ela, tem sido fundamental para transformar os resultados da gestão em ações concretas para a população.“Eu não estou sozinha. Eu tenho vocês. E por trás da gente existe um time trabalhando todos os dias para fazer João Câmara avançar”, destacou Aize.

O encontro também reforçou o clima de mobilização para a campanha e a defesa da continuidade do projeto político que, segundo a prefeita, vem promovendo uma nova realidade para João Câmara.

A grande presença no evento deixou um recado claro: Aize tem grupo, tem força política, tem trabalho e não está sozinha.

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MASSACRE DE ALCAÇUZ: Justiça do RN decide que réus não irão a júri popular


Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que nenhum dos 15 réus acusados pelos homicídios do Massacre de Alcaçuz será julgado pelo Tribunal do Júri. A sentença foi proferida pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRim) e tornada pública após quase uma década do episódio mais sangrento do sistema prisional potiguar.

O colegiado decidiu pela impronúncia dos 15 acusados em relação às 26 ocorrências de homicídio qualificado, por entender que o acervo probatório reunido ao longo do processo não oferece indícios suficientes de autoria para enviá-los ao júri popular. Os réus também foram absolvidos das acusações de dano qualificado e ocultação de cadáveres.

Especialistas jurídicos lembram que a impronúncia não equivale à absolvição definitiva pelas mortes: a medida indica apenas que faltam elementos probatórios materiais nesta fase processual, abrindo margem para que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresente recursos para tentar reverter o entendimento.

Embora tenham escapado do júri popular pelos assassinatos, quatro réus acabaram condenados por integração a organização criminosa. Apontado como líder com função de comando, João Francisco dos Santos, conhecido como “Dão”, recebeu pena de 5 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, além de 15 dias-multa, com agravante pelo uso de armas de fogo. No mesmo dispositivo, Thiago Medeiros Conforte, Jefferson Santos da Silva e Victor Guilherme Cavalcanti de Oliveira foram condenados a 3 anos, 9 meses e 12 dias de prisão. A sentença, contudo, não vinculou a autoria direta de Dão aos homicídios.

O Massacre de Alcaçuz ocorreu em janeiro de 2017 no complexo penitenciário situado em Nísia Floresta, na Grande Natal. A rebelião e o confronto entre facções rivais aconteceu após a invasão do Pavilhão 4 por detentos vindos do Pavilhão 5 do Presídio Rogério Coutinho Madruga e resultou em 26 mortes.

Com informações do Agora RN

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Nominata do PSB avalia abandonar disputa à Câmara por falta de repasses do Fundo Eleitoral


Larissa Rosado, presidente do PSB no Rio Grande do Norte, em entrevista a 96FM. Foto: Acervo / Agora RN

Os oito candidatos do PSB a deputado federal no Rio Grande do Norte avaliam uma desistência coletiva das eleições de 2026. A nominata relata falta de apoio partidário, ausência de estrutura mínima e falta de recursos financeiros, o que inviabiliza a continuidade das campanhas.

A crise veio a público por meio de uma nota conjunta dos postulantes, que alertam que uma retirada em massa esvaziaria a chapa proporcional e dizimaria as chances do partido de eleger representantes para a Câmara dos Deputados.

Até a última terça-feira (1º), nenhum dos nomes havia tido acesso aos recursos do Fundo Eleitoral. O grupo também aponta déficits em frentes básicas, como assistência jurídica e contábil, produção de propaganda e confissão de material gráfico. Nos bastidores, a cúpula partidária tenta viabilizar equipes de marketing e impressos, mas sem garantias de repasses de verbas em dinheiro.

O diretório estadual do PSB é comandado por Larissa Rosado, candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT). Embora a direção nacional tenha acumulado cerca de R$ 152 milhões do Fundo Eleitoral, nenhuma fatia foi direcionada aos candidatos potiguares nesta fase inicial.

O grupo mantém negociações em andamento com as instâncias estadual e federal da sigla, aguardando um desfecho prático antes de oficializar a ruptura. Não há um prazo estipulado para o martelo ser batido.

Com informações do Agora RN

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MULTA DE R$ 40 MILHÕES E 17 TEMAS: PGR assina delação de fundador da Reag que detalha crimes financeiros do Banco Master


Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. Nos depoimentos e materiais entregues, Mansur revelou novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e do Banco Master, além de delatar outros operadores do esquema. Trata-se da primeira colaboração oficializada pela PGR no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa do gestor preferiu não se manifestar.

O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos próximos dias, Mendonça deve conduzir uma audiência para avaliar a espontaneidade da colaboração e os requisitos legais, etapa que antecede a homologação e valida o acordo como meio de prova. A proposta inicial apresentada por Mansur envolvia 17 eixos de investigação e o pagamento de uma multa de R$ 40 milhões.

A efetivação do acordo dificulta as tratativas para uma eventual delação do próprio Daniel Vorcaro. Embora o ex-banqueiro tenha alterado sua equipe jurídica na tentativa de retomar as conversas, investigadores demonstraram desinteresse, avaliando que Mansur forneceu informações mais inéditas e relevantes sobre o fluxo de recursos desviados pelo Master. A gestora Reag gerenciava fundos de investimento utilizados por Vorcaro para drenar dinheiro do sistema financeiro para fins pessoais e para o pagamento de propina.

Com informações do UOL.

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