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Em um ano, 231 mil pessoas saíram da linha da pobreza no RN

De 2021 para 2022, 231.002 pessoas saíram da linha da pobreza no Rio Grande do Norte, uma redução de 6,9%. Mas o estado ainda possuía, ano passado, 1.657.982 pessoas vivendo com até R$ 665,02 por mês, o equivalente a 46,2% de sua população. Em 2021, a situação do RN era bem pior: 53,1%, o equivalente a 1.888.984 pessoas, estava em situação de pobreza.

Os números fazem parte do levantamento produzido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), obtido a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), sobre rendimento de todas as fontes do ano de 2022. O estudo detalha as taxas de pobreza e extrema pobreza de cada estado brasileiro nos anos de 2021 e 2022 e traz também a média nacional.

Para calculas as taxas, o estudo considerou as linhas de pobreza e extrema pobreza estabelecidas pelo Banco Mundial, ou seja, US$ 6,85 per capita/dia e US$ 2,15 per capita/dia, respectivamente. Os valores foram convertidos pela Paridade de Poder de Compra (PPC/2017), método alternativo à taxa de câmbio e leva em conta o valor demandado para adquirir a mesma quantidade de bens e serviços no mercado interno de cada nação, em comparação com o mercado norte-americano.

Assim, as referências mensais das linhas de pobreza e extrema pobreza tomadas como limites foram de R$ 665,02 e R$ 208,73, para valores de 2022.

No Brasil, de acordo com do IJSN, 10.4 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza. Em 2021 eram 81.202.951 pessoas vivendo com até R$ 665,02 por mês. Em 2022, esse número caiu para 70.731.457 pessoas.

O diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, o pesquisador e doutor em Geografia Pablo Lira, ressaltou que a pesquisa mostra que a taxa de pobreza brasileira reduziu de 38,2% para 33,0% entre 2021 e 2022. “É preciso salientar que a taxa de 2021 foi a mais elevada dos últimos dez anos. A taxa de pobreza alcançada em 2022 retornou a um patamar próximo ao observado em 2020, que era de 32,7%”, explicou.

Depois dos picos históricos registrados em 2021, as taxas de pobreza e extrema pobreza reduziram em 2022, quando ocorreu a expansão de Programas de Transferência Condicionada de Renda (PTCR). Além disso, foi observada uma melhoria no mercado de trabalho. Esses são alguns dos principais fatores que podem explicar o recuo da pobreza e miséria no País.

“Em 2022, ano eleitoral, o Governo Federal buscava implementar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400,00. Esse valor foi elevado para R$ 600,00 pela atuação do Congresso Nacional, o que contribuiu para diminuir a vulnerabilidade social. Ademais, vários governos estaduais e municipais expandiram PTCRs ao longo dos últimos anos. O Espírito Santo é um exemplo disso. O Estado conta com o Bolsa Capixaba e outros benefícios que complementam os repasses para pessoas inscritas no CadÚnico”, detalhou Lira.

Ele completou apontando que, no plano nacional, foi observada uma melhoria nos indicadores do mercado de trabalho. “Uma evidência disso foi o recuo na taxa de desemprego de 13,2% em 2021 para 9,3% em 2022, segundo informações da PNAD/IBGE”, disse.

Extrema pobreza no RN cai 5,5% de 2021 para 2022

Com relação à extrema pobreza, o RN também registrou redução: em 2021 eram 541.538 pessoas nessa condição, o equivalente a 15,2% da população. Em 2022, esse número foi de 346.623 pessoas, o que equivale a 9,70% dos habitantes do estado. De 2021 para 2022, a quantidade de pessoas nessa condição reduziu 5,5%. Dito de outra forma: de 2021 para 2022, 194.915 pessoas deixaram a condição de extrema pobreza no RN. 

No Brasil, segundo o levantamento, 6,3 milhões de pessoas deixaram essa condição extrema no ano passado. Em 2021 o país registrava um total de 20 milhões de pessoas vivendo com, no máximo, R$ 208,73 por mês. Em 2022, esse quantitativo foi de 13,7 milhões de pessoas. A taxa de extrema pobreza foi de 6,4% nesse último ano.

Pablo Lira explica também que, em 2014, a taxa de miséria alcançou 5,5%, o menor nível da série histórica. Já em 2021, a taxa atingiu o maior patamar dos últimos dez anos, chegando a 9,4% da população brasileira. “A taxa de miséria brasileira mais recente é superior aos valores constatados em países como México (3,1%), por exemplo, segundo as estatísticas do Banco Mundial”, pontuou.

O pesquisador explica que, nos últimos anos, o País retornou ao mapa da fome e a questão histórica da miséria voltou a atormentar a vida dos brasileiros. “É fato que a pobreza e a extrema pobreza reduziram em 2022. Entretanto, ainda há um longo caminho para a reconstrução e a reestruturação de políticas públicas de assistência social efetivas e com caráter de Estado, que perpassem governos. Nesse sentido, será possível consolidar uma tendência de diminuição desses problemas”, argumentou Pablo Lira.

“Considerando os recentes aprimoramentos proporcionados pela retomada do programa Bolsa Família, bem como levando em conta os efeitos do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC-LOAS) e de outras políticas públicas de assistência social nas escalas Federal, Estadual e municipal, a pobreza e a extrema pobreza provavelmente seguirão em tendência de redução em 2023. Uma boa notícia para os brasileiros que acreditam em um País mais próspero, menos desigual e com mais justiça social”, pontuou.

No Nordeste, RN é o estado com menores taxas

O levantamento feito pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) revela um outro dado interessante sobre a pobreza no RN: dos estados nordestinos, a menores taxas de pobreza e de extrema pobreza calculadas em 2022 na região são as do estado potiguar. Com relação à pobreza, o Maranhão é o que aparece com pior índice: 58,9% da população vive nessa condição. É do mesmo estado o pior índice de extrema pobreza do Nordeste: 15,9%.

A título de comparação, a Paraíba, estado vizinho e semelhante em população ao Rio Grande do Norte tem taxa de pobreza de 56,6%. Isso significa que mais da metade da população daquele estado vivia em 2022 com até R$ 665,02 por mês. Na extrema pobreza, a taxa paraibana é de 11,8%.

No Brasil, nove estados tinham em 2022 a maioria de sua população composta por pessoas em situação de pobreza.

Além da Paraíba, estavam na lista Maranhão (58,9%), Amazonas (56,7%), Alagoas (56,2%), Ceará (53,4%), Pernambuco (53,2%), Acre (52,9%), Bahia (51,6%) e Piauí (50,4%).

Além desses, outros seis estados, incluindo o RN,  computaram taxas de pobreza acima da média nacional (33,0%): Amapá (49,4%), Pará (49,1%), Sergipe (47,9%), Roraima (46,8%) e Tocantins (35,8%). Todos localizados nas regiões Nordeste e Norte. O estudo aponta ainda que as menores taxas foram contabilizadas no Rio Grande do Sul (18,2%), Distrito Federal (17,3%) e Santa Catarina (13,9%).

Quatorze estados apresentaram taxas de extrema pobreza superiores à média do País (6,4%). As mais elevadas foram constatadas no Maranhão (15,9%), Acre (14,7%) e Alagoas (14,1%), índices acima dos valores observados em nações, como o Senegal (9,3%) e Honduras (12,7%), que enfrentam problemas sociais históricos.

A extrema pobreza se mostrou menor no Mato Grosso do Sul (2,8%), Distrito Federal (2,0%) e Santa Catarina (1,9%), contextos semelhantes aos de países como Peru (2,9%) e Sérvia (1,6%), porém mantendo certo distanciamento no espaço social de nações desenvolvidas como Estados Unidos (0,2%), Dinamarca (0,2%) e Noruega (0,2%).

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) é uma autarquia governamental vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Governo do Estado do Espírito Santo. Com 47 anos de história, o IJSN é uma instituição de pesquisa que desenvolve estudos sociais, econômicos e territoriais, conjugando métodos científicos tradicionais, sofisticados e inovadores.

Novo Notícias 

 

Opinião dos leitores

  1. O governo federal e o estadual estão se esforçando muito para o índice passar dos 50%. E acho que vão atingir a meta e depois vão dobrar a meta.

  2. Mas no governo de Lula todo mundo não tinha ficado rico?
    Como que ainda havia 40% de pessoas na pobreza?
    Com Lula o bolsa família era 190 reais com Bolsonaro passou para 600 reais.
    Ou seja, melhor com Bolsonaro.
    Aí o cara diz que agora houve aperfeiçoamento do programa.
    Se dependesse de Lula o bolsa família continuaria 190 reais…

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Flávio Bolsonaro culpa Lula por tarifas e diz que buscará diálogo com a China para evitar alta de taxas sobre carne brasileira

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende procurar a embaixada da China para tentar reverter as tarifas aplicadas às exportações brasileiras de carne bovina. Durante uma transmissão ao vivo, ele voltou a responsabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas dificuldades nas negociações comerciais internacionais.

Segundo o senador, a carne brasileira já paga tarifa de 12% para entrar no mercado chinês, e os embarques que ultrapassarem a cota anual passarão a ser taxados em mais 55%.

“A gente está falando de 67% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou.

Flávio também criticou o governo brasileiro pelas restrições impostas pela União Europeia às proteínas de origem animal produzidas no país.

“O Brasil pode nem exportar mais algumas proteínas para a Europa, porque o Brasil não atendeu algumas exigências sanitárias por parte da Europa, um protocolo que o Brasil não seguiu, quer dizer, incompetência mesmo”, disse.

Ao comentar as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que entram em vigor na próxima quarta-feira (15), o senador afirmou que tentou convencer autoridades americanas a rever a medida e voltou a atribuir a responsabilidade ao governo federal.

“Não adianta colocar tarifa em cima da gente, isso é culpa do Lula, ele que abrace esse problema. Eu fui lá com a força política para tentar que o tarifaço por parte do governo americano não acontecesse. Não sei se vou conseguir, mas fico com a consciência tranquila de que fiz a minha parte”, declarou.

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TSE reúne nesta semana plataformas, redes sociais e institutos de pesquisa para alinhar regras antes das eleições

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em meio à proximidade das eleições deste ano, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, vai se reunir com representantes de plataformas e institutos de pesquisa nesta semana.

O foco do ministro estará na preparação das eleições, na definição de critérios institucionais e no combate à desinformação:

14 de julho: Reunião com representantes dos principais institutos de pesquisas eleitorais. O encontro vai debater metodologias e fixar parâmetros de transparência após impasses recentes sobre a neutralidade de levantamentos divulgados ao público.

16 de julho: Audiência com representantes das principais plataformas de tecnologia e redes sociais para alinhar as regras de moderação, impulsionamento e combate a conteúdos falsos durante a campanha.

Institutos de pesquisa

Nunes Marques tem comentado com interlocutores que a discussão sobre o formato das pesquisas eleitorais não é um debate sobre liberdade de expressão, mas sim sobre o cumprimento de regras técnicas da Corte.

Em junho, o ministro determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O objetivo final é um só: evitar que as sondagens virem um ringue na disputa eleitoral.

Redes sociais

Em relação às plataformas, o objetivo principal do encontro é revisar as diretrizes de moderação de conteúdo, avaliar os canais de denúncia rápida e garantir o cumprimento das resoluções vigentes que restringem a propagação de conteúdos enganosos que possam comprometer a integridade do pleito.

Em junho, a Corte criou uma comissão permanente para o acompanhamento e a organização do uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na Justiça Eleitoral.

Com informações de R7

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NATAL: Prefeitura retoma obras na Av. Jerônimo Câmara e comunica mudanças no trânsito

A Prefeitura de Natal informou que as obras na Avenida Jerônimo Câmara entram em uma nova etapa a partir das 8h desta segunda-feira (13), com mudanças no trânsito.

Segundo o comunicado, no trecho entre as avenidas Jaguarari e Potiguares, apenas a faixa exclusiva para ônibus permanecerá liberada. As demais faixas serão interditadas para a realização dos serviços de fresagem e regularização do pavimento.

Agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) estarão no local para organizar o tráfego e minimizar os impactos durante a execução das obras.

A orientação é que os motoristas programem o deslocamento com antecedência, utilizem rotas alternativas e respeitem a sinalização.

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Morre o ator Rui Rezende, o lobisomem na novela Roque Santeiro, aos 87 anos

Foto: reprodução/redes sociais

O ator Rui Rezende morreu aos 87 anos neste domingo (12/7). Morador do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, desde 2019, ele estava internado desde 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. A morte foi confirmada pela própria instituição, que não divulgou a causa.

Em nota, o Retiro dos Artistas homenageou o veterano da dramaturgia: “Ao longo de décadas de carreira, Rui emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte e por personagens que permanecerão vivos na memória de gerações”.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Rui Rezende construiu uma trajetória marcante no teatro, no cinema e na televisão. Um de seus personagens mais lembrados foi o professor Astromar Junqueira, que se transformava em lobisomem em Roque Santeiro (1985), uma das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira.

Natural de Araguari (MG), José Pereira Rezende Filho nasceu em 18 de novembro de 1938 e adotou o nome artístico Rui Rezende. O ator também conquistou o público ao interpretar Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), produção da extinta Rede Manchete.

Metrópoles

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ABC vence o Águia de Marabá por 3 a 0 e avança às oitavas da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (12), o Alvinegro venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, na Arena das Dunas, reverteu a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e avançou com placar agregado de 4 a 2.

O primeiro gol do Mais Querido saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Jhosefer e gol contra de Wendell Araújo. Na etapa final, Jhosefer ampliou aos 37 minutos, aproveitando sobra após escanteio, e Wellington Reis fechou a goleada em um contra-ataque comandado por Wallyson.

Nas oitavas de final, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Guaporé-RO e Luverdense-MT. No jogo de ida, o Luverdense venceu por 1 a 0, fora de casa, e decidirá a vaga em casa.

Os jogos das oitavas estão previstos para os dias 17 ou 18 de julho (ida) e 25 ou 26 de julho (volta). A tabela detalhada será divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Opinião dos leitores

  1. Papo pra boi dormir. Só porque Flávio Bolsonaro foi primeiro. Caso, contrário não iria tentar nada. Lula torce por essas tarifas. E os 50% da China? Nem ele nem a mídia fala por que?

  2. Tariflávio foi aos EUA tarifar o Brasil. Lula é a favor do Brasil. O outro é a favor das tarifas.

  3. pode espalhar que isso é culpa da família bolsonaro, os traidores da pátria… e ainda vivem pregando deus patria e familia… quanta falsidade

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

Opinião dos leitores

  1. Segundo os malditos petistas, as pessoas estão comprando comida na Shopee, Temu e SHEIN, por isso essa quebradeira toda!!

  2. Não tem problema, é muito luxo, não precisamos de capitalismo, o negócio é todo mundo comer nos restaurantes populares.
    Para quê ficar dando lucro para empresário, o bom mesmo é o estado tomar conta de todo mundo. Acho que os exemplos devem começar pela turma da esquerda, plano de Saúde o SUS, restaurante popular, escolas públicas, lazer nas praças públicas, sem vigilância privada nos condomínios…..

  3. Com um País desgovernado por essa esquerda corrupta , incompetente e inepta não se poderia esperar nada. Outubro esta chegando e o povo Brasileiro precisar se livrar destes cretinos.

  4. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, geram gastos.

  5. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, gera gastos.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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