Cidades

Embate entre Doria e Bolsonaro vai além da vacina e atinge ao menos oito obras em São Paulo

O antagonismo adotado pelo governador João Doria (PSDB) em relação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ultrapassou a retórica inflamada e a já conhecida guerra da vacina e hoje é apontado como um empecilho para ao menos oito projetos do Governo de São Paulo que dependem da administração federal. Segundo o governo paulista, as obras pendentes de realização na capital e no interior somam quase R$ 5,9 bilhões em investimentos, de ponte e duplicação de rodovia a canal e piscinão.

Nos bastidores, aliados de Doria atribuem as dificuldades e os atrasos à má vontade de Bolsonaro com o governador paulista por considerá-lo adversário na corrida pelo Planalto em 2022. De fato, o tucano não esconde sua pretensão presidencial. “O Governo de São Paulo estudou cada um desses projetos. Espero que o calendário eleitoral e as opiniões individuais não prevaleçam sobre os benefícios que eles trarão à população, tampouco sobre os seus impactos na retomada econômica, importante não só para São Paulo, mas para o Brasil”, diz o vice-governador e secretário de governo, Rodrigo Garcia (DEM).

Por outro lado, como mostrou a Folha, uma parceria entre governo federal e estadual conseguiu destravar o projeto do trem expresso de passageiros entre São Paulo e Campinas, uma promessa em discussão há 17 anos. A vacina se tornou o maior símbolo da divergência, com Doria trabalhando pela produção do imunizante enquanto o negacionismo de Bolsonaro impedia ação efetiva do governo federal em prol da vacinação.

A nova fábrica do Instituto Butantan para a produção da Coronavac, inclusive, faz parte da lista de obras atingidas pela discórdia entre São Paulo e Brasília. Segundo o Bandeirantes, o governo federal se comprometeu com o repasse de R$ 63 milhões, que não foi feito. O Ministério da Saúde não respondeu sobre o repasse até a publicação da reportagem.

O valor total da obra, R$ 160 milhões, acabou alcançado por meio de doações de empresas privadas. A construção teve início em novembro passado e tem previsão de ser entregue em outubro deste ano. A nova terá capacidade para produzir 100 milhões de doses da Coronavac por ano. Além da pandemia, o embate direto tem outros palcos, como a Ceagesp e o Complexo Esportivo do Ibirapuera.

O caso da Ceagesp, presidida por um coronel da reserva da PM aliado de Bolsonaro, também é emblemático. Em outubro de 2019, Doria e o governo federal acordaram a concessão do entreposto e sua transferência para outro endereço. A Ceagesp foi incluída no plano de desestatização do governo Bolsonaro, conduzido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Doria assinou um decreto para que o novo endereço tenha acesso a rodovias expressas e duplicadas, enquanto planejou um centro de tecnologia e inovação para o desenvolvimento de startups no endereço atual.

Em dezembro passado, Bolsonaro esteve no local e, em meio à aglomeração de simpatizantes, afirmou que “nenhum rato vai sucatear isso aqui pra privatizar para seus amigos”.

O BNDES respondeu que o projeto está na primeira fase, de formulação do modelo de desestatização, que deve ser concluída no primeiro trimestre deste ano. “Os estudos serão entregues ao PPI [Programa de Parcerias de Investimento do Ministério da Economia] para tomada de decisão sobre continuidade do projeto e qual modelo seguir”, diz em nota. O Ministério da Economia não enviou resposta até a publicação da reportagem.

O Governo de São Paulo também vê interferência direta de Bolsonaro no caso do Complexo Esportivo do Ibirapuera. Doria anunciou no ano passado a concessão do ginásio, que incluirá a construção de uma arena para 20 mil pessoas. O presidente foi procurado por atletas contrários ao projeto, e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão federal, abriu processo para discutir o tombamento do local. Procurado pela Folha, o Iphan não respondeu.

O edital seria publicado em março e a assinatura da concessão estava prevista para junho –as obras levariam cinco anos. De qualquer forma, o processo foi paralisado em dezembro por uma liminar da Justiça de São Paulo que atendeu ao pedido de atletas.

Auxiliares de Doria se dividem sobre os embates com o governo federal. Parte vê exagero do governador no confronto, o que acaba prejudicando a população paulista. Tucanos avaliam que Doria deveria delegar as declarações contra Bolsonaro a algum secretário ou aliado, enquanto manteria as relações com o presidente no nível institucional.

Há aliados do governador, no entanto, que endossam suas investidas contra o presidente –em geral disparadas nas entrevistas à imprensa e elaboradas por ele próprio. Para esses, é impossível deixar sem resposta as ameaças de Bolsonaro à democracia e à vida, sobretudo considerando que São Paulo não é tão dependente da verba federal como outros estados.

Mas foi a falta de recursos federais que travou a construção do Piscinão Jaboticabal, na região metropolitana. O objetivo é armazenar 900 mil m³ de água na divisa entre São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, beneficiando 500 mil pessoas.

A obra de R$ 132 milhões deveria começar em abril deste ano e durar um ano e meio. O consórcio RAC Jaboticabal venceu a licitação, mas a homologação não pode ser feita porque a Caixa Econômica Federal não liberou R$ 100 milhões.

Segundo o governo do estado, houve várias reuniões em que o banco estatal sinalizou que o financiamento seria viabilizado, mas o contrato não foi assinado. À reportagem a Caixa afirmou que não existe obrigação de repasse, pois não há contrato, e que as estratégias de financiamento são iguais para todo o país.

Outro imbróglio é a construção da ponte Santos-Guarujá, que depende do aval do Ministério da Infraestrutura por envolver o Porto de Santos e deve levar ao menos quatro anos. A pasta pediu uma série de alterações no projeto, que foi refeito pelo governo paulista três vezes e teve sua última versão entregue em novembro —após uma série de reuniões desmarcadas pelo governo federal.

O Ministério da Infraestrura afirmou que a ligação entre as duas margens do porto é desejada e que defende “uma solução que atenda às demandas da sociedade e não impeça as operações portuárias atuais e futuras”. A pasta declarou em nota que a última proposta do governo paulista está sendo analisada “juntamente com a alternativa de túnel para definição da solução mais adequada”.

Em situação semelhante, com estudos apresentados e à espera da aprovação do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), está a obra do Canal de Avanhadava na Hidrovia Tiete-Paraná. O prazo de entrega, caso a licitação seja liberada em breve, é 2024. O DNIT informou que o projeto foi analisado, que solicitou correções e aguarda que elas sejam apresentadas pelo Departamento Hidroviário de São Paulo. A previsão de aprovação é até o final de abril.

Somente após articulação política saiu um entendimento entre o governo paulista e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), no fim de janeiro, a respeito do People Mover, monotrilho que ligará a estação da CPTM e o aeroporto de Guarulhos.

A verba para a construção, R$ 175 milhões, será descontada da outorga de concessão paga pela GRU Airport à Anac. Agora, a previsão é que o aval da agência para o emprego dos recursos seja dado na segunda quinzena de março.

O Ministério da Infraestrutura afirmou que o People Mover envolveu um processo de concorrência feito pela GRU Airport, análise da Anac para incorporar o investimento à concessão em andamento sem risco à manutenção dos serviços e teve a participação do Tribunal de Contas da União, de forma que só houve embasamento suficiente a favor da obra no fim de 2020.

A pasta afirmou ainda que a implementação depende da alteração do contrato de concessão, o que está “em fase de negociação”.

Por fim, caiu mal no governo Doria o anúncio do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que duplicaria a rodovia Rio-Santos somente no trecho fluminense. O governo paulista quer duplicar o trecho no estado por meio de concessão e, por isso, pleiteia a autorização do DNIT.

O DNIT afirmou que está fazendo os levantamentos visando a estadualização do trecho paulista, como pedido pelo governo Doria. O Ministério da Infraestrutura afirmou que a escolha de trechos para a duplicação obedecem a estudos sobre geometria e volume de tráfego.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse Agripino calça apertada está muito interessado nos bilhões do governo federal, como na compra do caríssimo placebo da coronavac.
    Joga contra o governo federal e ainda quer prioridade nos investimentos, vamos acordar desgovernador .
    Além do mais não existe só São Paulo como Estado.

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Lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil ao negociar empréstimo da prefeitura de Goiânia com Tesouro Nacional

Quesede Ayres envia comprovantes de pagamento a Roberta Luchsinger feitos por Eduardo "DP", da ConstruserviceQuesede paga Roberta com dinheiro da Construservice | Foto: MetrópolesMensagem com comprovante bancário enviada por Quesede Ayres a Roberta Luchsinger em 04 de setembro de 2024Quesede informa Roberta de pagamento em 4 de setembro de 2024 | Foto: Metrópoles

Mensagens e comprovantes bancários obtidos pelo Metrópoles mostram que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em pagamentos realizados entre agosto e setembro de 2024, período em que atuava nas tratativas para um empréstimo de R$ 710 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Banco do Brasil. As contas para onde o dinheiro foi pararam foram indicadas por Roberta, mostram mensagens de celular obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Parte dos valores foi paga por empresas ligadas ao empresário Eduardo “DP” Barros, que mantinha contratos com a prefeitura. Os pagamentos foram feitos a contas indicadas pela própria Roberta.

As mensagens mostram que, antes da autorização do empréstimo, Roberta mantinha contato com o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e chegou a intermediar uma tentativa de reunião dele com o então prefeito Rogério Cruz. O Tesouro e a Fazenda afirmam que a operação seguiu critérios técnicos e o trâmite normal.

Roberta Luchsinger e o então secretário do Tesouro Nacional acertam reunião com o prefeito de Goiânia Rogério CruzRoberta e Ceron acertam reunião com Rogério Cruz | Foto: Metrópoles

Roberta agradece a Ceron por despacho do empréstimoRoberta agradece a Ceron: “Você é o máximo” | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger fala com Quesede Ayres em 21 de agosto de 2024Roberta pede que pagamentos a agência de turismo sejam identificados | Foto: Metrópoles

Roberta Lucshinger diz que despacho de empréstimo pode ser avisado ao prefeito Rogério CruzRoberta diz para avisar a Cruz que aval de empréstimo sai segunda | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger diz que prefeito tem que "desenrolar", e Quesede Ayres paga R$ 50 milRoberta diz que prefeito tem que “desenrolar”; Quesede paga R$ 50 mil | Foto: Metrópoles

Em 30 de agosto de 2024, Roberta antecipou a Quesede Ayres, então secretário-executivo da Saúde de Goiânia, que o aval seria publicado. Naquele mesmo dia, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a operação, posteriormente publicada no Diário Oficial.

Entre 21 de agosto e 4 de setembro, comprovantes mostram quatro pagamentos que totalizaram R$ 570 mil. As mensagens também indicam outros repasses, inclusive em dinheiro vivo, mas não foi possível determinar a origem ou a finalidade de todos os valores.

Haddad afirmou, por meio de sua assessoria, que o empréstimo seguiu o trâmite normal e cumpriu os requisitos técnicos. A Fazenda também declarou que a operação respeitou as regras fiscais. Roberta, Quesede Ayres, Eduardo “DP” Barros e outros citados na reportagem não apresentaram esclarecimentos ao Metrópoles.

Com informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles

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[VÍDEO] Lula ataca Flamengo e Corinthians, e Janja tenta fazer ele parar

Durante um comício realizado neste sábado (26), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar a proibição das bets e criticou clubes de futebol que são patrocinados por empresas do setor. Enquanto falava, a primeira-dama Janja apareceu atrás do presidente e fez sinal de “não” com o dedo, tentando chamar sua atenção, mas foi ignorada pelo presidente que seguiu falando sobre o tema.

“Hoje os times de futebol, liderado pelo Flamengo e pelo Corinthians e por todos times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Haddad, presta atenção. Que time você torce? Haddad é são paulino. É importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bets”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Omi, Lula tá fazendo de tudo pra ganhar a eleição, só um cego não vê, são atitudes eleitoreira, enquanto isso o país desce de Ladeira abaixo, estamos quase uma Venezuela, já estão nos chamando de Brazuela, muito triste, só se vê piora.

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Álvaro Dias reúne multidões com a Caravana 22 em Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu

A Caravana 22 percorreu sete municípios neste sábado (26), em uma intensa agenda de mobilizações pela Grande Natal. Ao longo do dia, Álvaro Dias (PL) passou por Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu, em carreatas, passeatas e atos que reuniram multidões ao longo do percurso.

Em Macaíba, Álvaro foi recebido pelo candidato a deputado estadual Gabriel Ribeiro, pela ex-prefeita Odiléia, pelas vereadoras Clarissa Matias e Luciana de Netinho, pelo vereador Igor Targino, pelo ex-vice-prefeito Netinho França e pelo ex-prefeito Luizinho. A passagem da Caravana 22 reuniu apoiadores e percorreu as ruas do município.

Em Parnamirim, Álvaro foi recebido pela vice-prefeita Kátia Pires, pelo ex-prefeito Taveira, pelo deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior e pelo vereador Michael Diniz. A mobilização contou ainda com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio; do deputado federal e candidato à reeleição General Girão; dos candidatos a deputado estadual Coronel Azevedo, Anne Lagartixa, Gabriela Fagundes, Daniele Prado, Pastora Jois e Gabriel César; do ex-deputado estadual Marciano Júnior; além do comunicador Salatiel de Souza.

Em Monte Alegre, Álvaro participou, ao lado da candidata a deputada federal Nina Souza, de uma grande passeata pelas ruas do município, reunindo uma multidão ao longo do percurso. O ato contou ainda com a presença de lideranças políticas e apoiadores.

Na sequência, a Caravana 22 seguiu para São José de Mipibu, onde a programação do sábado terminou com um grande comício em praça pública. Álvaro foi recebido pelo ex-vice-governador Fábio Dantas, pela deputada estadual Cristiane Dantas, pelo prefeito Zé Figueiredo, pelo vice-prefeito Bruno Dantas e pelo ex-prefeito Arlindo Dantas, além de vereadores e lideranças locais. O comício também contou com a presença do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e da candidata a deputada federal Nina Souza, reunindo uma multidão no encerramento da agenda.

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Oito pesquisas em cinco dias: Zenaide dispara, aparece reeleita em todas e abre até 18 pontos sobre a terceira

Foto: Divulgação

Oito pesquisas divulgadas entre terça-feira (22) e sábado (26) colocaram a senadora Zenaide (PSD) entre os dois nomes eleitos para o Senado. A reeleição é apontada com sobra já que a vantagem sobre a terceira posição chega a praticamente 18 pontos.

No levantamento do Instituto Pitágoras, Zenaide aparece com 45,6%, contra 27,7% de Samanda, uma diferença de 17,9 pontos. Na pesquisa Exatus, são 31,95%, contra 16,20% de Samanda, vantagem de 15,75 pontos.

A Media mostra Zenaide com 27,5%, contra 14,9% de Coronel Hélio, o terceiro colocado do levantamento, diferença de 12,6 pontos. Na Seta, ela registra 20,2%, contra 10,5% de Samanda, abrindo 9,7 pontos.

Também aparecem com Zenaide reeleita a Data Capital, a Metadata, a Quaest e a Item. Na Metadata, ela chegou a 15,62% e ampliou a vantagem sobre a terceira colocada para 4,82 pontos. Na Quaest, cresceu de 10% para 12%.

Os oito levantamentos foram realizados por diferentes institutos e têm metodologias e períodos de coleta distintos. Considerados em conjunto, os resultados mostram Zenaide repetidamente reeleita e bem à frente da terceira posição, que se altera nos oito levantamentos.

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FAKE NEWS: Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 mensagens com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/X

George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.

A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.

A informação falsa resgatava um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação, posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

Ao Poder360, George Marques afirmou não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma postagem não significa concordar com ela.

A Secom informou que as manifestações ocorreram em perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.

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CASO MASTER: Mensagens obtidas pela PF mostram como Vorcaro aprimorou método usado para influenciar autoridades

Foto: Reprodução

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, organizando festas, hospedagens, viagens de jatinho e outras benesses para autoridades. Segundo O Globo, especialistas avaliam que o banqueiro aprimorou uma estratégia de aproximação com diferentes espaços institucionais na tentativa de ampliar sua influência e obter vantagens.

Em um evento em Londres, autoridades foram reunidas para degustação de uísque Macallan e charutos. Uma foto revelou a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não comentou o caso. A pessoas próximas, Gonet afirma que a imagem não demonstra intimidade com Vorcaro.

As mensagens também mostram Vorcaro cuidando de detalhes de hospedagens e orientando funcionários sobre o atendimento a autoridades. Em conversas sobre a estadia do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, e seu grupo durante o carnaval de 2025, o banqueiro discutiu a distribuição das acomodações. O ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem fez pedidos a ele.

A PF aponta ainda que Vorcaro utilizava serviços da Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo como aeronaves, barcos, carros esportivos e mansões, para distribuir agrados e buscar aproximação com autoridades. Entre os bens operados pela empresa estava o jatinho utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em uma viagem ao Rio.

Em uma das mensagens, Vorcaro orientou uma funcionária: “Não deixe de atender Barci”. O banqueiro mantinha contrato de R$ 130 milhões com o escritório da advogada. A banca afirmou que utilizou serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que as contratações seguem critérios operacionais, sem vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores.

Outras conversas mostram Vorcaro determinando uma “experiência completa” e “ultra VIP” para uma comitiva de Moraes e outros nove convidados em um hotel de luxo em Campos do Jordão, incluindo cantor, cavalos e seguranças.

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam uma zona de difícil delimitação entre questões éticas e situações que podem configurar corrupção, dependendo das circunstâncias e da existência de eventual contrapartida.

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RETA FINAL: A uma semana do 1º turno, Lula e Flávio Bolsonaro concentram esforços nos indecisos

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha presidencial entra na última semana antes do primeiro turno com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando esforços para conquistar eleitores indecisos, preservar os votos já obtidos e ampliar a mobilização de suas bases, analisa a Veja.

Com o acirramento da disputa entre os dois principais candidatos, cada declaração, agenda e movimento passa a ser pensado pelas campanhas para os últimos dias. A estratégia envolve reforçar os discursos apresentados ao longo da eleição e direcionar a comunicação para segmentos considerados determinantes para o resultado.

Nas redes sociais e nos atos de campanha, a polarização continua como uma das características centrais da disputa. Nesta fase, as equipes também buscam evitar que episódios negativos ganhem espaço e dominem a agenda às vésperas da votação.

Lula chega à semana final buscando manter a coalizão construída durante a campanha e ampliar o alcance de sua candidatura. Flávio Bolsonaro aposta na mobilização de sua base eleitoral e do campo político identificado com sua candidatura.

Com as urnas a poucos dias de distância, as campanhas entram em uma corrida para consolidar votos, alcançar os indecisos e intensificar a comunicação com o eleitor. Os últimos dias também serão usados para apresentar propostas e responder aos adversários antes do primeiro turno.

Opinião dos leitores

  1. Eu vou votar em LULADRAO, pois quero que ele continue a roubar e aumentar um pouco mais a corrupção no país, e libere a monjaro para o povo emagrecer, pois ficou gordo de comer picanha. LULADRAO tamu cum vose. Kkkkkk

  2. Indecisos não entreguem o nosso Brasil ao autoritarismo americano de Trump e companhia.
    Lembrem os bolsonaristas são antipatrioticos.

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CANETAS EMAGRECEDORAS: Anvisa investiga 13 suspeitas de doença que pode causar perda permanente da visão

Foto: Getty Images

A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia), uma lesão rara no nervo óptico que pode provocar perda permanente da visão, em pacientes que usavam medicamentos indicados para diabetes e obesidade.

Segundo levantamento do g1, os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro. São 12 notificações relacionadas à semaglutida e uma à tirzepatida. A Anvisa ressalta que os casos ainda são considerados suspeitos e que a presença do medicamento e da doença na mesma notificação não comprova relação de causa e efeito.

A Noia ocorre quando pequenos vasos que irrigam o nervo óptico ficam obstruídos. A visão de um dos olhos pode piorar repentinamente e, em muitos casos, não há recuperação completa.

Um estudo publicado na JAMA Ophthalmology, com mais de 1,6 mil prontuários, observou risco de quatro a sete vezes maior da doença entre pacientes que receberam semaglutida em comparação com usuários de outras medicações. Os próprios pesquisadores, porém, afirmaram que os dados não permitem estabelecer relação de causa e efeito, inclusive porque parte dos pacientes apresentava doenças como diabetes.

Desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a Noia consta nas bulas dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara.

Além das 13 suspeitas, o painel da Anvisa reúne 74 registros de outras complicações visuais entre usuários dessas canetas. A queixa mais frequente é visão turva, com 37 registros, seguida de comprometimento visual, com 29.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os dados disponíveis até agora não justificam a suspensão do tratamento de pacientes com indicação médica. Sociedades médicas recomendam, no entanto, que pessoas que já tiveram a doença ou apresentem perda súbita ou recente da visão suspendam o medicamento.

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BETS: Empresas preparam ação no STF contra proibição e pressionam Congresso para mudar medida de Lula

Presidente Lula e ministros anunciam o fim das bets (Foto: Edilson Dantas/O Globo)

Empresas de apostas já articulam uma reação à medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as bets no país. Segundo O Globo, a estratégia envolve uma ofensiva no STF e negociações no Congresso, onde a expectativa é que o texto só seja discutido após o primeiro turno das eleições.

Representantes de cerca de 180 empresas legalizadas e associações se reuniram virtualmente na sexta-feira (25) e decidiram atuar em conjunto no Supremo. O setor pretende questionar a constitucionalidade da medida e argumentar que há insegurança jurídica para empresas que operavam sob regulamentação.

As bets também avaliam sustentar que a MP não poderia derrubar credenciamentos estaduais. As empresas esperam apresentar um recurso ao STF até terça-feira e cogitam fazer o pedido dentro de ações que já tramitam na Corte.

No Congresso, parlamentares ouvidos pelo jornal preveem mudanças no texto, mas indicam que a discussão ficará para depois das eleições. A MP tem efeito imediato, porém precisa ser aprovada por deputados e senadores para continuar em vigor.

Além da retomada das operações, o setor reclama da ausência de prazo de transição e da não devolução dos R$ 30 milhões pagos pelas outorgas com validade de cinco anos. As empresas também estudam buscar ressarcimento futuramente.

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Disputa entre Lula e Flávio chega à última semana mais apertada que em 2022

Fotos: Reprodução Metrópoles

A disputa pela Presidência chega à última semana antes do primeiro turno com uma diferença menor entre os dois primeiros colocados do que a registrada no mesmo período da eleição de 2022.

No Datafolha divulgado em 24 de setembro, Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença é de quatro pontos percentuais, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Na Quaest, divulgada no dia 21, Lula tem 37% e Flávio, 33%, também com quatro pontos de diferença e margem de dois pontos.

Há quatro anos, o cenário era diferente. No Datafolha de 22 de setembro de 2022, Lula tinha 47% contra 33% de Jair Bolsonaro, vantagem de 14 pontos. Na Quaest daquele período, o petista marcava 44% e Bolsonaro, 34%, diferença de dez pontos.

Apesar das vantagens maiores apontadas pelas pesquisas às vésperas da votação de 2022, o resultado do primeiro turno terminou mais próximo: Lula recebeu 48,43% dos votos, contra 43,20% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de cinco pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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