Em mais um capítulo de sua delação premiada , Henrique Constantino, um dos donos da Gol afirmou que as principais companhias aéreasdo Brasil criaram um fundo de R$ 2,5 milhões para repasses de caixa dois a parlamentares em troca de bom relacionamento com o Poder Legislativo. A ideia teria partido do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, que administraria os valores. Tanto as empresas como os políticos citados negam as acusações e classificam as declarações do delator de “inverídicas” .
Segundo Constantino, Sanovicz promoveu uma reunião em 2014 na qual apresentou uma lista de oito parlamentares que seriam beneficiados com os recursos, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do MDB, Romero Jucá (RR), e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI). Constantino não relata, no entanto, se esses valores foram efetivamente pagos.
Segundo a delação, além de Sanovicz e Constantino, também estariam presentes na reunião representantes de três outras companhias aéreas: Marco Antonio Bolonha pela TAM, José Efromovich pela Avianca e José Mario Caprioli, da Azul. Por serem concessionárias de serviços públicos, as companhias aéreas não poderiam fazer doações a campanhas. Isso teria motivado a criação de um fundo e a opção de fazer os repasses via caixa dois. Tanto as empresas como os políticos citados negam as acusações e classificam as declarações do delator de “inverídicas”.
O dono da Gol não deu detalhes sobre a forma de pagamento e disse que essa operação ficou a cargo de Sanovicz, mas citou o uso de contratos fictícios para mascarar os repasses. Constantino não diz se as empresas obtiveram contrapartidas dos parlamentares em troca dos repasses citados.
De acordo com a delação de Constantino, Sanovicz escolheu os parlamentares que seriam beneficiados de acordo com sua representatividade e diversidade partidária. Além de Maia, Jucá e Nogueira, também estavam na lista os então parlamentares Marco Maia (PT-RS), Edinho Araújo (MDB-SP), Vicente Cândido (PT-SP), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Bruno Araújo (PSDB-PE).
ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: Divulgação/Senado
Motivo pelo qual não temos empresas estrangeiras operando em nosso país…
Com certeza, colocassem na cadeia esse travestidos de políticos aí, o país conseguiria ter menos prejuízos com projetos cheios de privilégios e maléficos pra o pais, que são aprovados no congresso, enquanto os de interesse do povo e da nação ficam esquecidos nas gavetas. Eles fazem parte dos ratos do país.