Política

Enéas Carneiro, ícone da extrema-direita, é ‘herói’ de Bolsonaro

Foto: Paulo Giandália – 21.jul.1998/Folhapress

Visto como autoritário e truculento por muitos, um político se lança à Presidência prometendo restabelecer a ordem no Brasil. Aos berros, acusa PT e PSDB de serem faces da mesma moeda, defende os valores da família tradicional brasileira e questiona os interesses internacionais por trás da demarcação de reservas na Amazônia.

Não estamos falando da movimentação do deputado federal Jair Bolsonaro rumo a 2018, mas sim da candidatura do médico acreano Enéas Carneiro ao Palácio do Planalto, em 1994.

Morto em 2007, Enéas concorria pelo pequeno Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona) e deixou para trás figurões como os governadores Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB). Com 7% dos votos, chegou em terceiro lugar, atrás do petista Luiz Inácio Lula da Silva e do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Vinte e três anos depois, várias bandeiras de Enéas ressurgem na disputa presidencial —agora encampadas por Bolsonaro, que se diz grande admirador do cardiologista acreano e o considera uma de suas maiores influências na política.

O apreço é tanto que, em maio, o deputado e seu filho, Eduardo Bolsonaro, propuseram uma lei para que Enéas seja incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria – lista de personagens que, segundo página do Senado, “protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil” e tiveram seus nomes aprovados em votação no Congresso e que conta atualmente com 41 nomes, entre eles Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro 1º, Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas e Heitor Villa-Lobos.

“Seu valoroso nacionalismo e sua oposição ao comunismo o qualificam como herói da pátria”, justificam pai e filho no Projeto de Lei 7.699.
Em outra frente, o Partido Ecológico Nacional (PEN) – pelo qual Bolsonaro deve disputar a Presidência – anunciou que cogita mudar o nome para Prona em homenagem ao político acreano.

‘HOMEM DO FUTURO’

Bolsonaro costuma dizer que Enéas foi um “homem do futuro” e destacar as posições do médico sobre o nióbio, metal que também ocupa um papel central na plataforma econômica do deputado. O Brasil abriga 98% das reservas conhecidas de nióbio, elemento químico empregado na fabricação de turbinas de avião, tomógrafos e lâmpadas potentes, entre vários outros itens de alta tecnologia.

Foto: Marcus Leoni -08.jun.2017/ Folhapress

Enéas lamentava que o Brasil exportasse nióbio bruto “a preço de banana”, em vez de usá-lo para desenvolver a indústria nacional. Ele dizia que o metal tinha tanto potencial que poderia até lastrear a moeda brasileira.

Bolsonaro compartilha do entusiasmo do acreano e defende que o Brasil tenha um “vale do nióbio” – referência ao Vale do Silício, sede de várias das maiores empresas de alta tecnologia dos EUA.

Direito de imagem Agência Brasil Image caption Pensamento de Bolsonaro e Enéas se une na crítica à demarcação de terras indígenas
O deputado diz que o metal poderia ter peso maior que o agronegócio na economia brasileira —opinião vista como exagerada por especialistas, que, no entanto, reconhecem que o país poderia agregar mais valor ao produto antes de vendê-lo.

Outro ponto que une Enéas e Bolsonaro é a crítica à demarcação de áreas indígenas. Em 2005, quando eram colegas na Câmara dos Deputados, os dois viajaram juntos a Roraima, onde 46% das terras são ocupadas por índios.

Na volta, Enéas afirmou no plenário que os indígenas não precisavam de terras, mas de melhores condições materiais. “A terra dada aos índios é suficiente para eles andarem por ali durante 600 anos e sequer chegarem a conhecer toda a região. Tudo isso está altamente programado por um monstruoso poder alienígena [estrangeiro], que tem interesse nas riquíssimas jazidas que estão no subsolo brasileiro.”

Da mesma forma, Bolsonaro costuma dizer que “onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela”. Em visita recente a Mato Grosso, afirmou que não haverá “um centímetro quadrado demarcado como terra indígena” se virar presidente.

ENÉAS MIL GRAU

“Grande parte dos índios são brasileiros como nós: ele quer ter energia elétrica, televisão, namorar uma loirinha, ter internet.”

As frequentes menções de Bolsonaro a Enéas têm ajudado a popularizar o acreano entre fãs do deputado e grupos de jovens de direita.

No canal Enéas Mil Grau no YouTube, um vídeo expõe as “mitadas mais fodas” do cardiologista. Indagado num programa de TV se acreditava em Deus, ele diz que sim, pois não conseguia “entender um universo tão bem feito no nível macrocósmico e microcósmico sem que haja uma mente prodigiosa por trás”. Uma montagem então exibe o rosto de Enéas com óculos escuros ao som do rap “Turn Down For What”.

No canal Enéas Mil Grau no YouTube, vídeo expõe as ‘mitadas mais fodas’ do cardiologista

Muitas páginas de fãs de Bolsonaro mostram entrevistas e discursos de Enéas, ressaltando seu parentesco ideológico com o ídolo. Em alguns vídeos, o médico é tratado como um visionário ao criticar o megainvestidor húngaro-americano George Soros na campanha presidencial de 2002.

Enéas condenava a participação de Soros na privatização da mineradora Vale (o bilionário comprou 1,25% das ações da empresa) e o criticava por financiar organizações pró-legalização de drogas. Em 2010, o investidor escreveu um artigo no Wall Street Journal em que defendeu substituir políticas de repressão às drogas por campanhas de educação.

Hoje, Soros é um dos maiores alvos de grupos conservadores brasileiros e estrangeiros, vilanizado por financiar causas associadas à esquerda mundo afora, como igualdade de gênero, direitos LGBT e combate ao racismo.

Em outro vídeo, um seguidor de Bolsonaro compara o tratamento recebido pelo deputado ao dado ao acreano. “Estão fazendo com Bolsonaro o mesmo que fizeram com Enéas – desprezado, humilhado e chamado até de louco por muitos.”

Afilhada política de Enéas, a médica sergipana Havanir Nimtz, eleita vereadora e deputada estadual em São Paulo, celebra o ressurgimento do mentor. “Seus ensinamentos estão mostrando à população brasileira, via YouTube, Facebook e outros meios de comunicação, que ele estava certo, e que a solução para o Brasil é administrá-lo com força, capacidade e princípios familiares e religiosos”, ela diz em nota à BBC Brasil.

Hoje sem cargo político e filiada ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Havanir não quis comentar a ascensão de Bolsonaro.

CRÍTICAS À DITADURA

Apesar das convergências entre Enéas e Bolsonaro, há diferenças importantes em seus pensamentos e trajetórias.

Autor da tese de doutorado Meu nome é Enéas!, bordão usado pelo cardiologista em suas propagandas eleitorais, o historiador e pesquisador da PUC do Rio Grande do Sul Odilon Caldeira Neto diz que os dois políticos se aproximam pelo discurso nacionalista e pela “tentativa de criar uma forma autoritária e conservadora de estruturar a nação brasileira.”

Ele aponta, porém, que Enéas discordava de Bolsonaro em relação à ditadura militar. Em entrevista ao programa Roda Viva, em 1994, o médico criticou o regime por asfixiar a imprensa e por “esquecer uma coisa fundamental: a formação do cidadão, o investimento no homem”. No manifesto de fundação do Prona, de 1989, o partido diz que a ditadura “não foi um período de felicidade para o povo brasileiro”.

Já Bolsonaro “tenta se colocar como um herdeiro do regime militar”, segundo o historiador. O deputado costuma dizer que os militares livraram o país do comunismo e deram mais segurança e liberdade aos brasileiros.

Cofundador do Prona e candidato a vice na chapa liderada por Enéas em 1989, o médico Lenine Madeira de Souza rejeita a associação com Bolsonaro.

“O doutor Enéas era uma pessoa altamente preparada, cheia de valores. Não se compara com um indivíduo que se coloca dentro de um contexto de direita, tentando pegar os mais desavisados como se fosse uma solução – solução que naturalmente deixaria o país numa situação muito pior”, diz Souza.

Procurado pela BBC Brasil por email e telefone, Bolsonaro não respondeu aos pedidos de entrevista sobre a influência de Enéas em sua carreira.

Dois grupos disputam o posto de herdeiros do Prona. Ex-assessora de Enéas, a advogada Patrícia Lima tenta criar o Partido de Reestruturação da Ordem Nacional. Aliado da advogada, João Vitor Sparan disse à BBC Brasil que o grupo discute com a equipe de Bolsonaro uma fusão ou aliança para 2018.

Outra entidade é liderada pelo teólogo Euclides Netto, ex-membro do Prona e que tenta fundar o Novo Partido da Reedificação da Ordem Nacional. Netto se diz o verdadeiro sucessor de Enéas e condena o diálogo entre Bolsonaro e Patrícia Lima.

AUTORIDADE E ORDEM

Assim como Bolsonaro, Enéas também começou sua carreira nas Forças Armadas —onde, segundo Odilon, “se inicia o processo da construção do apego à autoridade e à ordem” que o marca.

Nascido em 1938 em Rio Branco, capital do Acre, ele se muda aos 20 anos com a mãe viúva para o Rio de Janeiro em busca de uma vaga na Escola de Sargentos do Exército. Odilon diz que o acreano ficou dois anos na instituição, até se formar em primeiro lugar da turma como 3° Sargento Auxiliar de Anestesia.

Em seguida, Enéas entra na Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense e, dois anos depois, inicia a graduação em Física e Matemática.

O acreano atuou como cardiologista por mais de 30 anos e lançou em 1977 o livro O Eletrocardiogama, que se tornou referência entre profissionais da área.

Além de atender em hospitais no Rio, Enéas deu aulas a estudantes de medicina e foi professor de matemática, física, química, biologia e português em cursos pré-vestibular. Entre 1986 e 1988, presidiu a Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro, experiência que o ajudou a atrair colegas para a criação do Prona.

A trajetória acadêmica de Enéas e sua longa carreira como professor contrastam com a formação de Bolsonaro, que cursou a Escola de Educação Física do Exército e fez carreira como paraquedista militar, passando à reserva como capitão.

Segundo Odilon, Enéas “acreditava que só poderia ser uma liderança porque tinha uma formação intelectual e sempre fazia questão de mostrar seu vasto currículo e conhecimento – uma distância muito grande do que promove Bolsonaro, que faz um discurso em defesa da não-intelectualidade”.

A principal crítica de Enéas a Lula era sua baixa escolaridade. “Não consigo entender que se lance um candidado ao cargo mais alto da República e haja aplauso de um grupo a uma pessoa que nunca estudou e se exprime com muita dificuldade”, afirmou.

INTEGRALISMO E FASCISMO

O historiador diz que, após lançar o Prona, Enéas conquistou o apoio de centros de estudos integralistas, movimento nacionalista inspirado no fascismo italiano e que teve como destaque o político e escritor paulista Plínio Salgado (1895-1975).

Enéas rejeitava o rótulo de fascista e dizia que seu único vínculo com o integralismo era a postura nacionalista.

“Sou radicalmente contra a pena de morte, radicalmente contra qualquer forma de discrimação”, afirmou. Em outros momentos, porém, disse que homossexuais eram “um desvio” e pertenciam a um “grupo que, se se generalizasse, representaria a extinção da espécie”.

Segundo Odilon, o médico não via qualquer benefício político em ser associado ao integralismo, mas percebeu que poderia ser vantajoso interagir com o movimento e permitiu que alguns de seus adeptos entrassem no Prona.

Um dos maiores expoentes do integralismo —o médico mineiro Elimar Máximo Damasceno— chegou a se eleger deputado federal pelo partido em 2002. Damasceno foi endossado por apenas 484 eleitores, mas, junto de outros quatro colegas do Prona, foi puxado para a Câmara pelos 1,5 milhão de votos obtidos por Enéas.

Segundo Odilon, embora Enéas fosse visto como folclórico por muitos eleitores, ele incorporava um discurso político com longa trajetória na política brasileira, com raízes não só no fascismo e em outros movimentos autoritários anteriores à Segunda Guerra, mas no Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-1946).

Tanto é assim que, na eleição presidencial de 1955, o integralista Plínio Salgado obteve 8% dos votos – resultado parecido com a votação de Enéas em 1994.

“O regime militar e Enéas representam uma certa continuidade, com algumas modificações, de um longo trajeto desse nacionalismo de direita”, diz o historiador.

ELO COM MILITARES

O mesmo pragmatismo que fez Enéas dialogar com integralistas o estimulou a se aproximar de militares. Na campanha de 1994, Enéas defendeu triplicar o efetivo das Forças Armadas.

Quatro anos depois, em outro aceno ao setor, propôs que o Brasil desenvolvesse armas nucleares “não para jogar a bomba em ninguém, mas sim para evitar que alguém jogue a bomba aqui”.

Mais tarde, após se eleger deputado, tornou-se um dos principais críticos ao desarmamento da população civil, tema caro à atual “bancada da bala”.

Odilon diz que, apesar das convergências, o médico divergia dos militares na forma de encarar o comunismo. “De fato, em diversos momentos Enéas Carneiro elogiava a filosofia marxista, ainda que criticasse sobretudo a burocracia e o controle dos meios de produção e a experiência histórica oriunda da Revolução Soviética.”

Certa vez, questionado sobre figuras estrangeiras que admirava, citou Fidel Castro. Depois justificou-se dizendo que o mencionara “pela personalidade forte, pela coragem de enfrentar o monstro [EUA]”, mas que não era socialista e defendia a economia de mercado.

Embora se dissesse pró-capitalismo, Enéas foi radicalmente contrário à privatização de estatais nos anos 1990. Para ele, as vendas lesaram o patrimônio público e deixaram setores econômicos estratégicos nas mãos de “testas de ferro do capital internacional”.

As posições se contrapõem ao discurso atual de Bolsonaro. No início de sua carreira política, o deputado era crítico à privatização de estatais, mas passou a dizer que “quanto mais o Estado se afastar de qualquer atividade econômica, melhor será para o Brasil”.

FUSÃO E LEUCEMIA

Em 2006, a aprovação da cláusula de barreira pelo Congresso ameaçava acabar com o Prona, ao impor restrições a partidos que não recebessem uma votação mínima em boa parte do país. A sigla então se uniu ao Partido Liberal (PL), grupo do então vice-presidente, José Alencar, dando origem ao Partido da República (PR).

Naquele ano, Enéas se reelegeu deputado pelo PR, mas o avanço de uma leucemia debilitava sua saúde. Antes de começar a quimioterapia, resolveu raspar a barba, um de seus símbolos. O médico morreu no ano seguinte, aos 68 anos.

Na pequena comitiva de políticos presentes no velório —entre os quais Bolsonaro, Havanir e o pastor evangélico Édino Fonseca—, chamou a atenção dos jornalistas a presença do então deputado Aldo Rebelo, militante histórico do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

À saída, o comunista disse que Enéas agia conforme suas crenças e era “um homem público de elevada confiabilidade” —sinais de um tempo não tão distante em que a polarização política no país era mais branda.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Falar do finado Eneas Carneiro "HOJE"… é só assistir aos videos dele no youtube. Tirem as suas próprias conclusões com os modelos de "presidenciáveis" que temos Hoje. E ainda o consideravam "insano mental".

  2. Dr. Éneas era um político de valor, texto falou de muitas coisas menos a desgraça o que imprensa fez com a imagem deste homem de valor..
    Ele foi taxado de doido e ridicularizado, claro nunca defendeu os interesses privados, por esta e outras covardias ele não foi eleito presidente do nosso sofrido país, hoje ao meu ver ele sim seria um ótimo presidente, e não esta geração de "donos do Brasil", que simplesmente sucatearam e saquearam nosso país.
    Seus discursos sempre esteve a frente do tempo, previsão de mestre , acredito que não ele tinha conhecimento e era realmente preparado para isto…

    1. quando Enéas disse que estava se comunicando com extra-terrestres, não tive mais dúvida da sua insanidade mental !

  3. Eneas nunca foi direita, quiçá extrema direita. Era a favor do Estatismo. Criticou até sua morte as privatizações. A definição de direita hoje é : falou mal do PT é direita. Pura demagogia.

    1. Não poderia ser diferente, é o estado que manteve o bandido do Henrique Alves no poder por décadas! Votar, definitivamente, não é o nosso forte!

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Geral

Governo Trump recua de acusação sobre Maduro chefiar Cartel de Los Soles; ditador ainda é acusado de conspiração sobre tráfico de drogas

Foto: XNY/Star Max/GC Images

O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Nicolás Maduro chefiava o chamado Cartel de los Soles. A mudança ocorreu após a captura do líder venezuelano por militares americanos em Caracas, no último fim de semana.

A informação foi divulgada pelo The New York Times e confirmada pela CNN Brasil.

Após a prisão, o Departamento de Justiça atualizou a denúncia: Maduro segue acusado de conspiração para o tráfico de drogas, mas os EUA deixaram de tratar o Cartel de los Soles como uma organização criminosa formal comandada por ele.

Na nova versão, os promotores descrevem um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados pelo dinheiro do narcotráfico, envolvendo elites civis e militares venezuelanas.

A acusação anterior, apresentada em 2020, apontava Maduro como líder direto do cartel e afirmava que instituições do Estado — incluindo Forças Armadas, inteligência, Legislativo e Judiciário — teriam sido corrompidas para facilitar o envio de cocaína aos EUA.

No documento atualizado, divulgado em 3 de dezembro, o Departamento de Justiça afirma que Maduro e o ex-presidente Hugo Chávez participaram e protegeram uma estrutura de corrupção na qual agentes públicos se beneficiavam do tráfico. O termo Cartel de los Soles passa a ser usado para definir esse sistema, e não uma organização criminosa estruturada.

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VÍDEO: Manifestantes de esquerda cantam “Tô com Maduro, com Chávez e com Che” em protesto no Brasil

Protestos em apoio ao ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro foram realizados em diferentes cidades do Brasil, com atos em São Paulo na segunda-feira (5) e no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6).

“Não sou Yankee, nem quero ser. Tô com Maduro, com [Hugo] Chávez e com Che [Guevara]”, era um dos gritos entoados pelos manifestantes da UNE, CUT e MST

Os protestos organizadas por sindicatos e movimentos sociais ocorreram em frente ao Consulado dos Estados Unidos e pediram a libertação do ex-presidente venezuelano e criticaram a atuação dos EUA na Venezuela.

Opinião dos leitores

  1. Então morram que vocês se encontrarão com Chê e Hugo Chaves ou entrem nos EUA e peçam pra ficar com Madure.

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Venezuela segue devendo R$ 10 bilhões ao Brasil e não há previsão de pagamento

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A dívida da Venezuela com o Brasil encerrou 2025 em US$ 1,856 bilhão, cerca de R$ 10,1 bilhões, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela CNN. O valor inclui indenizações já pagas pela União e juros de mora acumulados.

A Venezuela está inadimplente desde 2018.

A dívida tem origem no financiamento de obras de infraestrutura na Venezuela no início dos anos 2000, como a expansão do metrô de Caracas, uma ponte sobre o rio Orinoco, a Usina Siderúrgica Nacional e estaleiros.

Os contratos foram cobertos pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE), vinculado ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo que garante pagamentos a exportadores brasileiros.

Segundo o BNDES, todas as parcelas não pagas pela Venezuela foram indenizadas pelo SCE, transferindo o saldo devedor para a União, que passou a ser credora do governo venezuelano.

Sem previsão de pagamento

Em respostas ao Congresso ao longo de 2025, o Ministério da Fazenda informou que não há previsão para quitação da dívida.

Os valores não prescrevem e seguem sendo atualizados conforme os encargos contratuais, enquanto o governo brasileiro mantém esforços de cobrança.

Entre as medidas adotadas estão reuniões técnicas com representantes venezuelanos em agosto e setembro de 2023 e o envio periódico de ofícios de cobrança.

A recuperação do crédito ocorre em meio à crise política e ao colapso econômico da Venezuela, cujo PIB per capita caiu de US$ 12.607 em 2012 para US$ 1.506 em 2020, uma retração de quase 90% em menos de dez anos.

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Bolsonaro teve ‘lesões superficiais cortantes no rosto e no pé’ após cair da cama, aponta laudo da PF exigido por Moraes

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) informou que ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um pequeno corte na região da bochecha após cair da cama na madrugada desta terça-feira (6/1). A informação consta em relatório sobre a avaliação do acidente, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, o Moraes negou que o ex-presidente fosse encaminhado ao hospital DF Star e solicitou o documento à corporação.

“Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”, aponta laudo da PF.

‘Hálux’, citado no laudo, é conhecido popularente como joanete. Ou seja, trata-se da lesão com presença de sangue no pé, citada pelo filho Carlos Bolsonaro durante a visita que fez ao pai nesta terça-feira (6).

A equipe da PF não viu necessidade urgente de hospitalização num primeiro atendimento e, por isso, a defesa apelou ao STF, que negou horas depois.

“Paciente no pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral e bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. Em uso recente de CP AP para tratamento de apneia do sono. Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina), o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, diz o relatório médico.Em sua decisão, na tarde desta terça-feira, Moraes afirmou: Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.

Em seguida, o ministro determinou que:

  • Seja juntado o laudo médico realizado pela Polícia Federal decorrente do atendimento de Bolsonaro;
  • a defesa indique quais os exames entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário. O que foi protocolado em seguida pela defesa.

O que aconteceu com Bolsonaro

Bolsonaro sofreu a queda durante esta madrugada e o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves, e “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, informou a PF.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

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Nomeação de João Campos envolve filho de juiz que barrou investigação contra Prefeitura do Recife

Foto: divulgação/PSB

A história do candidato nomeado pelo prefeito do Recife, João Campos, para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) ganhou um novo capítulo.

Lucas Vieira Silva é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que 46 dias antes da nomeação havia arquivado um pedido de investigação sobre suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de Campos.

O caso ganhou ampla repercussão nacional após a imprensa revelar que o prefeito aceitou nomear Lucas mesmo ele não tendo se inscrito no concurso para disputar uma vaga destinada a PCD.

O juiz Rildo Vieira da Silva foi indicado à Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife menos de um mês antes de decidir pela anulação das invetigações

O juiz Rildo Vieira da Silva foi indicado à Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife menos de um mês antes de decidir pela anulação das invetigações | Reprodução/Diário OficialImagem: reprodução/Diário Oficial

Nomeação de João Campos envolve filho de juiz que barrou investigação - destaque galeria

Trechos da decisão do juiz Rildo Vieira da Silva pela anulação das investigações | Imagem: reprodução

O laudo médico que atesta autismo só foi apresentado três anos depois da prova. Com isso, Lucas saltou da 63ª posição para a 1ª na lista de candidatos com deficiência. O candidato que já havia sido convocado perdeu a vaga para ele.

Oposição defende CPI

A oposição defende a instalação de uma CPI para investigar a coincidência de datas. O juiz arquivou o caso em 4 de novembro. Em 20 de dezembro, o seu filho foi nomeado para o cargo de procurador.

A reportagem da coluna da jornalista Andreza Matais teve acesso à decisão na qual ele arquivou a investigação do Ministério Público de Pernambuco sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas em contratos administrativos da Prefeitura do Recife.

Rildo tomou a decisão um dia após assumir a Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife.

De acordo com o Gaeco, servidores públicos fraudavam licitações para beneficiar empresas responsáveis por obras e serviços de engenharia na capital pernambucana.

“Além da irregularidade da ‘barriga de aluguel’, estratégia criminosa que milita contra a obtenção de contratações mais vantajosas para o ente público, a investigação revelou fundadas suspeitas da prática do ‘sombreamento’ de serviços de engenharia. A hipótese investigada é a de um mesmo serviço de engenharia ter sido pago mais de uma vez”, escreveu o Gaeco de Pernambuco sobre a operação deflagrada em agosto de 2025.

No centro das investigações do Gaeco estão a Associação dos Municípios do Médio São Francisco e o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas (Codarnorte), que possuem contratos com a Prefeitura do Recife. No entanto, o juiz Rildo Vieira da Silva entendeu que não havia irregularidades nesses acordos.

“O fato de a existência de ilícito nos procedimentos licitatórios da Prefeitura de Ipojuca, celebrado com a Associação dos Municípios do Médio São Francisco de Minas Gerais, necessariamente não macula o procedimento licitatório da Prefeitura do Recife. O instituto de adesão à Ata de Registro de Preço, adotado pela Prefeitura do Recife, possui previsão legal (Lei n. 14.133/2021), e o objeto revela-se lícito”, escreveu Rildo na decisão.

A reoportagem da coluna da jornalista Andreza Matais buscou contato com o juiz Rildo Vieira da Silva por meio da assessoria ddo Tribunal de Justiça do Pernambuco, mas não obteve resposta.

Já a Prefeitura do Recife negou irregularidades na nomeação de Lucas, e disse que ” não houve privilégio, favorecimento ou irregularidade, mas sim o cumprimento do dever legal de assegurar tratamento isonômico às pessoas com deficiência, preservando o interesse público e a lisura do concurso”.

Entenda o caso passo a passo

Pouco mais de um mês após o arquivamento das investigações contra a Prefeitura, João Campos nomeou Lucas Vieira Silva para o cargo efetivo de procurador judicial do município, em uma vaga reservada a pessoas com deficiência (PCD).

Lucas também é filho de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas, vinculado ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

Embora tenha se inscrito na ampla concorrência, Lucas solicitou, três anos após o concurso, a mudança de modalidade, depois de ter ficado na 63ª posição. O pedido foi feito à Prefeitura em maio deste ano.

Para justificar a alteração, Lucas apresentou um laudo médico que apontava Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que teria sido confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho.

A mudança foi aceita pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que publicou uma nova homologação em 19 de dezembro, colocando Lucas em primeiro lugar entre os candidatos com deficiência.

No dia 20 de dezembro, o prefeito autorizou a nomeação de Lucas, mas recuou dez dias depois, após o caso ser revelado pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.

Opinião dos leitores

  1. COMEÇOU MUITO BEM 💩💩💩 NÃO É ESSE QUE DIZEM QUE SERÁ O FUTURO SUCESSOR DO LULA? TÁ NO CAMINHO CORRETO, FARÁ UMA BRILHANTE SUCESSÃO. 👺👺

  2. Essa é a justiça brasileira, um lixão. O LOBBY rolando solto e não dá nada. Triste de quem entra na mira dos poderosos.

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Geral

EFEITO TARIFAÇO: exportações do Brasil para os EUA caem 6,6% em 2025

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

As exportações do Brasil para os Estados Unidos diminuíram em 6,6% em 2025, de acordo com os dados da Balança Comercial divulgada nesta terça-feira (6/1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC). No ano, foram exportados US$ 37,7 bilhões ante US$ 40,3 bilhões em 2024.

O dado tem influência da política protecionista do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% contra alguns produtos brasileiros, fazendo com que os custos de exportação cresçam, afetando tanto empresários brasileiros quanto consumidores americanos.

Balança Comercial

As exportações brasileiras tiveram recorde em 2025 e alcançaram US$ 349 bilhões, atingindo o melhor resultado da série histórica desde 1989.

O valor superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior, atingido em 2023. Com relação a 2024, o aumento foi de 3,5%.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit (quando exportações superam importações) de US$ 9,6 bilhões.

Destaques das exportações em dezembro:

Agropecuária: US$ 5,7 bilhões; Indústria Extrativa : US$ 7,8 bilhões;

Indústria de transformação: US$ 17,4 bilhões.

Metrópoles

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Geral

Prisão de Maduro faz alas do PT defenderem investimentos nas Forças Armadas e citam até bomba atômica

Foto: EFE

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos provocou uma reação incomum dentro do Partido dos Trabalhadores. Setores historicamente críticos aos militares passaram a defender o fortalecimento das Forças Armadas, com discussões que chegam a incluir a capacidade nuclear e bombas atômicas.

Nos bastidores do partido, a avaliação é que o Brasil perdeu protagonismo regional e foi ignorado pelo governo Donald Trump, o que reforçaria a necessidade de uma postura de defesa mais robusta.

Uma das alternativas citadas é a ampliação do plano aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê R$ 30 bilhões em investimentos nas Forças Armadas ao longo de seis anos. O mecanismo autoriza gastos de até R$ 5 bilhões por ano fora da meta fiscal.

O debate avançou para temas sensíveis. Setores mais à esquerda passaram a questionar a adesão do Brasil ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado em 1998, sob o argumento de que a renúncia à capacidade nuclear teria enfraquecido a soberania nacional.

Outros integrantes do partido defendem cautela. Eles reconhecem a necessidade de ajustes na política de defesa, mas lembram o histórico de tensão entre governos de esquerda e militares, além da desconfiança ampliada após os atos de 8 de janeiro.

Para esse grupo, qualquer ampliação de investimentos deve estar vinculada a medidas de despolitização das Forças Armadas, como a proposta que obriga militares a irem para a reserva antes de disputar eleições. O tema segue parado no Congresso, sem previsão de avanço em 2026.

Com informações de CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Todo ditador principalmente de esquerda quando se sentem ameaçados de perderem o poder, vão direto para as asas dos militares que há pouco tempo atrás os esculachavam…

  2. Com baixos soldos vai faltar militar pra operar equipamentos. Hoje um Soldado do Exército ganha pouco mais de 2.500,00 um sargento especializado ganha 6 mil brutos. A evasão é grande para outras áreas, inclusive sargentos das Forças Armadas fazendo prova pra Soldado da PM.

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Geral

Moraes nega transferência de Bolsonaro a hospital e exige laudo médico elaborado pela PF

Foto: Evaristo SA / AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6) o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital, após a queda que ele relatou ter sofrido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Na decisão, Moraes afirmou não haver necessidade de remoção urgente e determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela Polícia Federal, além de indicar quais exames considera necessários e se eles podem ser realizados na própria PF.

Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nas redes sociais que o ex-presidente caiu e bateu a cabeça em um móvel da cela. A Polícia Federal afirmou que Bolsonaro recebeu atendimento médico logo após relatar o ocorrido e que foram constatados apenas ferimentos leves, com recomendação de observação, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.

O médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, afirmou à CNN Brasil que o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve.

Opinião dos leitores

  1. Se tivesse roubado, os bandido e os mau-caráter não estava te xingando nas redes sociais.

  2. quantas vezes mais essa família vai inventar artes e estórias pra tirar esse lesado da cadeia? Transfere logo ele pra Papuda, como qualqur criminoso condenado normal…

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[VÍDEO] CENAS FORTES: homem é morto a facadas dentro de academia em Londrina após discussão; autor do crime foi preso no local

 

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Uma discussão entre dois homens terminou em morte e prisão em Londrina, no norte do Paraná, na noite de segunda-feira (5). David Schmidt Prado, de 37 anos, foi morto a facadas por Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30, após um desentendimento iniciado no estacionamento de uma academia na avenida Faria Lima, na zona sul da cidade. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

Segundo testemunhas, a briga começou após Prado deixar a academia e encontrar Santos no estacionamento. O motivo teria sido um relacionamento da vítima com a ex-namorada do agressor. Imagens mostram Santos desferindo as primeiras facadas ainda no local.

Ferido, Prado retornou à academia pedindo socorro e solicitou que a polícia fosse acionada. Santos o perseguiu, pulou a catraca do estabelecimento e atingiu a vítima com mais uma facada no abdômen. Prado tentou fugir para o fundo da academia, mas não resistiu aos ferimentos.

PM que treinava no local deu voz de prisão ao autor das facadas

A agressão foi interrompida por um policial militar que treinava no local e deu voz de prisão ao autor das facadas, que se rendeu e largou a faca. O PM manteve Santos imobilizado até a chegada da polícia e do Samu. Prado sofreu ao menos cinco facadas e morreu dentro da academia.

Santos foi preso em flagrante por homicídio e permaneceu em silêncio no interrogatório. Ele ainda não tem advogado constituído. A academia suspendeu as atividades nesta terça-feira (6) e divulgou nota de solidariedade à família da vítima, destacando a rápida intervenção do policial que estava no local.

Com informações de Veja

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VÍDEO: Brasil trata prisão de Maduro como “sequestro” em discurso na OEA

Durante reunião do Conselho Permanente da OEA nesta terça-feira (6), o embaixador do Brasil, Benoni Belli, classificou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro como um “sequestro” e criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

Segundo Belli, os bombardeios em território venezuelano e a retirada do presidente do país “ultrapassam uma linha inaceitável”, representam uma grave afronta à soberania nacional e criam um precedente perigoso para a comunidade internacional. O diplomata afirmou que o episódio viola a proibição do uso da força, a Carta da ONU e compromissos hemisféricos, além de remeter a períodos de forte interferência externa na América Latina e no Caribe.

O embaixador destacou a importância do direito internacional e das instituições multilaterais para garantir a autodeterminação dos povos e afirmou que a perda desses princípios compromete a independência e a dignidade dos países da região.

Ao concluir, Belli disse que o Brasil defende uma solução política conduzida pelos próprios venezuelanos, sem ingerência externa. A reunião extraordinária da OEA foi convocada para analisar os desdobramentos recentes da crise na Venezuela.

Opinião dos leitores

  1. Esse esquerdiopata deveria se preocupar com os rombos das estatais, o déficit do desgoverno Lules, o roubos dos aposentados do INSS e do banco Master.

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