Mais um mossoroense para os auxiliares de primeira ordem da Governadora Rosalba Ciarlini.
Embora o ato não constitua nenhuma ilegalidade, uma vez que compete a chefe do Executivo a escolha de seu batalhão, o processo de “mossorolização” no qual a administração vem sendo imersa pode pressupor rejeição e indignação por parte dos natalenses.
Com efeito, já se observa jocosos comentários a respeito do tema nos (fechados) círculos políticos – e, claro, nas redes sociais.
A indicação hoje de Yuri Pinto para a presidência da Caern endossa a tendência da governadora de fazer dos auxiliares do País de Mossoró os peões no tabuleiro do xadrez político-administrativo de sua gestão.
A nomeação de Gilberto Jales para a Semarh fez mossoroense o núcleo central da administração. Senão vejamos: o Gabinete Civil é de Anselmo Carvalho, que saiu da pasta da Administração; Planejamento é de Obery Rodrigues; Agricultura e Pesca é do cunhado da governadora, Betinho Rosado; Infraestrutrua é de Kátia Pinto.
É preciso relacionar algumas coisas. Por exemplo, o Governo do Estado vai dispor de mais de R$ 1 bilhão, recursos pedidos em empréstimo ao Bird, e que serão administrados predominantemente pelas pastas de Kátia Pinto e Betinho Rosado.
A escolha desse núcleo mossoroense revela a intenção da governadora de afastar possíveis interferências de outrem na condução e aplicação desses recursos, caso que aconteceria, por exemplo, se a Semarh ainda fosse feudo de Robinson Faria.
Outro nome da cota pessoal da governadora é Isaura Rosado, secretaria extraordinária da Cultura. A lista de mossoroenses poderá se tornar ainda mais expressiva: faltam as nomeações para o Idema e Igarn.
A escolha estritamente pessoal, embora não menos técnica, e sem levar em consideração aliados que a ajudaram a chegar onde chegou, é reprise de um filme que o natalense já viu. E não gostou.

O "separatismo" que você critica acima (no caso dos nordestinos), defende aqui, quando fala dos mossoroenses… Durante anos a fio o Estado foi administrado pelos cidadãos da capital… Algum problema? Alguma crítica? Para mim nenhum(a)… As pessoas nomeiam, pelo menos deveria ser assim, com base na confiança e no conteúdo, não na naturalidade. Agora, se não forem bem, merecem a crítica, mas não pelo fato de serem mossoroenses, ou seridoenses, ou de qualquer outro local. Odioso que a "pseudo elite" natalense assim pense, pois talvez seja exatamente o mesmo que os paulistas, gaúchos e cariocas dela pensem….
Assim como o resto da política nacional, é uma verdadeira cachorrada!