Diversos

Entidades patronais perdem cerca de 80% do imposto sindical

A reforma trabalhista começa a descortinar efeitos dramáticos para as finanças de entidades sindicais, profundamente afetadas pelo fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical. As organizações patronais são as primeiras a amargar perdas. Números atuais da arrecadação da contribuição mostram que elas tiveram redução de cerca de 80% em 2018 na comparação com o ano passado, considerando as maiores confederações e federações setoriais, além das 20 entidades empresariais que mais arrecadam.

Essas organizações patronais em todo o país recolheram mais de R$ 300 milhões em janeiro de 2018. Em todo o ano passado, o valor global arrecadado somou R$ 1,4 bilhão, o que indica que o buraco no caixa das entidades pode chegar a R$ 1,1 bilhão se os recursos não entrarem ao longo do ano.

Embora a informação disponibilizada pelo Ministério do Trabalho via Lei de Acesso à Informação (LAI) traga períodos distintos para cotejamento, a diferença de R$ 1,1 bilhão representa a perda potencial que as entidades devem sentir em seus orçamentos neste ano. Isso porque o imposto sindical é recolhido em 31 de janeiro. Depois disso, eventuais entradas no caixa são consideradas residuais. Já o recolhimento-base das entidades de trabalhadores é 31 de março.

O derretimento é geral. Pequenos sindicatos e grandes confederações são atingidos pelas novas regras introduzidas pela reforma trabalhista. Chama atenção o enfraquecimento das receitas das federações estaduais de comércio e das indústrias, que são as maiores potências arrecadadoras entre as entidades patronais.

No fechamento de janeiro deste ano, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contabilizou só R$ 2,3 milhões de entrada do imposto sindical contra uma arrecadação de R$ 16,9 milhões ao longo de todo ano de 2017, uma queda de mais de 85%. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, esperava zero e se surpreendeu com o valor.

“O que entrou foi completamente voluntário, não pedimos. Também não contamos com compensação do Sistema S. Fizemos um ajuste, reduzindo custos, para cobrir os 15% que o imposto sindical representava no orçamento”, explica Skaf. Ele admite que isso incluiu renegociação de contratos, junção de departamentos e cortes.

A redução da arrecadação do imposto sindical e de outras receitas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) começou com a recessão econômica de 2014 e 2015. Desde então a entidade vem “reorientando suas despesas”, conta o vice-presidente-executivo Ricardo Maia.

“Não estamos fazendo cortes agora. Ajustes de custos e estrutura já ocorreram nos últimos três anos em todo o Sistema Firjan, decorrentes da redução do emprego no Rio e em consequência da queda na arrecadação da contribuição compulsória sobre folha, nossa outra fonte de receita. Nossa estrutura de atendimento foi reduzida em 30%”, completa ele.

A queda de arrecadação da Firjan do imposto sindical em 31 de janeiro de 2018 na comparação com o ano passado foi de 82,5%, para R$ 1,2 milhão. O dirigente da federação acrescenta que o reforço dessa receita será residual ao longo do ano. “Se ocorrer, não será nada acima de R$ 100 mil de fevereiro a dezembro”, diz Maia.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) admite que sua responsabilidade de representar 1,8 milhão de estabelecimentos comerciais e de serviços paulistas “sofrerá” com a queda de 79,1% da arrecadação do imposto sindical em apenas um ano, de R$ 29,3 milhões em 2017 para R$ 6,1 milhões em 31 de janeiro.

“Estamos revendo planejamento orçamentário para cumprir nossa função com as receitas existentes. Cortes, como de funcionários, redução de representações e trabalhos institucionais, já foram observados e poderão ocorrer para haver o devido ajuste à atual realidade. Entretanto, outras receitas de serviços a serem implementados serão revertidas em favor da [atividade de] representação”, informa Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da Fecomercio-SP.

O dirigente sindical lembra que há dezenas de ações protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o fim da obrigatoriedade de pagamento do imposto sindical por parte de trabalhadores e empresas. “A Fecomercio-SP não entrou no Judiciário contra a reforma trabalhista, mas acompanha as ações que estão tramitando. Também é importante destacar que ainda existe a facultatividade do recolhimento. A tendência de queda se manterá, mas podemos ter ligeira elevação [em relação à maior parte da arrecadação registrada em 31 de janeiro] fundada na consciência do empresariado da necessidade de manutenção do sistema sindical de representação”, acrescenta Dall’Acqua Junior.

Por meio de nota oficial, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) defendeu uma fonte de receita alternativa, mas não detalhou o assunto. “Esperamos que sejam criadas alternativas para substituir a contribuição sindical, preservando as atividades de representação dos sindicatos empresariais.”

Já José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), descarta qualquer possibilidade de reativação de qualquer tipo de taxa similar ao imposto sindical. “De jeito nenhum, fomos uma das primeiras entidades a defender o fim da contribuição obrigatória. Se sindicato é bom e produz resultado, as empresas vão querer ficar nele. Isso [o fim da obrigatoriedade de recolhimento do imposto sindical] é bom para acabar com os sindicatos que não representam nada, que são só burocráticos, do lado empresarial e dos trabalhadores.”

Na passagem de 2017 para 2018, a perda de arrecadação do Sinduscon-SP foi de 91%, passando de R$ 7,6 milhões para pouco mais de R$ 600 mil. Ainda no ano passado, antes mesmo de a reforma trabalhista entrar em vigor, a entidade se reestruturou. Cortou metade dos funcionários da sede e de subsedes, terceirizou departamentos administrativos e está apostando na transformação de empresas filiadas em associadas, que pagam uma mensalidade ao sindicato.

“Temos espaço grande para crescer e ampliar nossas receitas, apesar das perdas. Temos 12 mil empresas filiadas. Desse total, nos últimos meses, já conseguimos convencer 1,2 mil a se associarem”, complementa Ferraz Neto.

Valor

Opinião dos leitores

  1. Essa inocenta lula/Dilma, diz até que foram os governos mais honestos do mundo e q o exemplo no trato com corrupções vai servir de exemplo pro seu governo no RN. Vai ser bom demais!

    1. Acho que na sua ignorância m vc nao viu que se refere a sindicatos patronais, sim, elestambem tem sindicatos. Quero ver qdo vc for demitido de onde quer que seja e se depare com seu chefinho fazendo sua homologação. Caso seja funcionário público, mas 20 anos sem aumento de salários.

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Geral

Extremoz é destaque regional com prêmio de Prefeita Inovadora 2026

A Prefeitura Municipal de Extremoz, por meio da prefeita Jussara Sales, foi destaque ao receber o prêmio de Prefeita Inovadora 2026, pela criação da Clarinha, uma ferramenta de inteligência artificial que vai utilizar a tecnologia de forma estratégica para modernizar a gestão pública e melhorar a vida dos cidadãos.

A iniciativa coloca Extremoz em posição de destaque no cenário regional, consolidando o município como pioneiro na Grande Natal na utilização da inteligência artificial para aproximar a população dos serviços públicos.

Na ocasião, a prefeita Jussara Sales foi representada pelo secretário municipal de Comunicação, Marcos Paulo Crescenso, e pelo criador da Clarinha, Israel Silvestre, que participaram do momento de reconhecimento à inovação na gestão municipal.

O prêmio reforça o compromisso da Prefeitura de Extremoz com a modernização, a eficiência e o desenvolvimento de soluções tecnológicas a serviço da população.

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Agendão

Especialista em Contabilidade Internacional Mayra Chagas destaca Inteligência Fiscal e Expansão para os EUA no ECON Road Summit

Foto: E. Passaia

O Rio Grande do Norte recebe, no dia 09 de novembro de 2026, a abertura oficial do ECON Road Summit 2026, iniciativa itinerante dedicada à educação executiva, internacionalização de marcas e geração de negócios bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. O encontro será realizado a partir das 17h30 no Mangai Lagoa Nova, reunindo empresários, investidores e lideranças institucionais da região. Entre os grandes destaques da programação técnica está a presença confirmada da contadora internacional Mayra Chagas, fundadora e CEO da Flow, referência em reestruturação fiscal de operações consolidadas no mercado norte-americano.

Com vasta atuação na preparação de empresas para escalar, atrair investimento e otimizar margens de lucro, Mayra Chagas trará ao público potiguar uma análise aprofundada sobre como a contabilidade estratégica se tornou a principal ferramenta de alavancagem para companhias que buscam dominar e consolidar presença nos Estados Unidos.

Na edição deste ano do ECON Road Summit, Mayra Chagas apresenta aos empresários locais orientações fundamentais para elevar o nível de maturidade empresarial das operações brasileiras no exterior. Em sua palestra e participação no painel de especialistas, a executiva abordará a transição crítica em que a contabilidade deixa de ser uma mera obrigação tributária de conformidade e passa a gerar inteligência de dados para tomada de decisões.

Segundo a CEO da Flow, um dos principais gargalos enfrentados por empresas com alto faturamento ocorre quando a complexidade operacional cresce, mas a estrutura contábil não acompanha essa evolução. Mayra ressalta que o faturamento isolado não garante a perpetuidade nem o interesse de investidores:

“Uma empresa pode dar lucro, mas não demonstrar capacidade de se manter no longo prazo ou de ser vista como estratégica por um investidor. A contabilidade precisa ir além da declaração de impostos: ela deve refletir a real rentabilidade, o fluxo de caixa e a sustentabilidade do negócio para proteger o valuation na mesa de negociação.” — comenta Mayra Chagas.

Outro pilar de sua atuação no evento será a análise do equilíbrio entre a automação tecnológica e o julgamento humano. Embora a inteligência artificial e softwares de automação confiram velocidade e eficiência operacional à rotina financeira, Mayra Chagas enfatiza que o software não substitui a leitura crítica do cenário, o conhecimento dos planos de expansão do cliente e a avaliação individualizada dos riscos da operação.

SERVIÇO – ECON Road Summit 2026 (Etapa Natal/RN)
Data: 09 de novembro de 2026 (segunda-feira)
Horário: A partir das 17h30
Local: Mangai Lagoa Nova – Natal/RN
Inscrições e Ingressos: Disponíveis via Sympla.
Mais Informações e Programação: https://econbusinesshub.com/ | Redes sociais e YouTube: @econ.businesshub

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Economia

CONTRADIÇÃO: Lula prega “responsabilidade fiscal” para atrair investidores em meio a Selic congelada, juros altos e turbulência nas contas públicas

Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que o Brasil precisa ter responsabilidade fiscal e segurança jurídica para atrair investimentos. A declaração foi feita durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, em meio a questionamentos sobre os rumos da política fiscal do governo.

A reunião ocorreu um dia após o Banco Central interromper o ciclo de ‌cortes de juros e em meio a incertezas sobre ⁠o futuro da equipe econômica e da política fiscal do Governo do PT, o que tem provocado turbulência em indicadores e cobranças de agentes do mercado e economistas.

“Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, declarou Lula. O presidente também afirmou que investidores buscam uma economia organizada e condições que garantam retorno financeiro.

Em outro trecho, o petista reforçou que o país não pode ter uma economia “totalmente desordenada” e defendeu responsabilidade nas parcerias e nos projetos de investimento.

 

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Brasil

[VÍDEO] Padre Júlio Lancellotti denuncia corte de doações a entidades religiosas por motivação política


O padre Júlio Lancellotti gravou um vídeo nas redes sociais para fazer uma denúncia contra empresários que, segundo ele, estão cancelando doações destinadas a creches coordenadas por religiosas e à Missão Belém, em São Paulo, por motivações políticas após o período eleitoral.

No pronunciamento, o religioso classificou o encerramento do apoio financeiro e de suprimentos como “assédio eleitoral” e uma atitude “mesquinha”, afirmando que a ajuda humanitária não deveria depender de posicionamentos partidários ou ideológicos.

Em tom de cobrança direta ao setor empresarial, Júlio Lancellotti citou passagens bíblicas para rebater o corte de verbas e alegou que o socorro aos mais necessitados deve ocorrer independentemente de lados políticos.

O Instituto Mercedário atua junto a população em situação de rua e ajuda a manter as obras sociais do Padre Júlio Lancellotti.

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Geral

Governo do RN atrasa transferências do ICMS e Fundeb e Prefeitura do Natal cobra regularidade nos repasses

Reprodução

A Prefeitura do Natal denunciou nesta quinta-feira (05) a irregularidade dos repasses do Governo do RN aos municípios potiguares. As administrações municipais enfrentam atrasos nas transferências da cota-parte do ICMS e de recursos do Fundeb, além das diferenças identificadas nos valores do IPVA.

Segundo a Prefeitura, essas receitas são fundamentais para o equilíbrio financeiro das cidades e seguem prazos legais de transferência. A falta de previsibilidade pode afetar o pagamento de servidores, fornecedores e a manutenção dos serviços públicos.

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) também alertou para as dificuldades enfrentadas pelas administrações municipais. Em nota divulgada em 1º de novembro, a entidade destacou os impactos das pendências nas transferências estaduais sobre o planejamento financeiro das prefeituras.

A Prefeitura solicitará ao Governo do Estado informações detalhadas sobre os valores arrecadados e transferidos, além de esclarecimentos sobre eventuais pendências.

 

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Geral

Prefeitura do Natal aponta diferença de R$ 34,3 milhões em repasses do IPVA e cobra explicações do Governo do RN

Foto: Joana Lima/Secom Natal

A Prefeitura de Natal identificou uma diferença estimada em R$ 34,3 milhões entre os valores de IPVA informados pelo Governo do RN e os depósitos recebidos pelo município. O levantamento da Secretaria Municipal de Finanças (SEFIN) considera os anos de 2024, 2025 e 2026.

De acordo com os dados, a divergência seria de R$ 2,46 milhões em 2024, R$ 8,10 milhões em 2025 e R$ 23,75 milhões em 2026. Parte do valor deste ano foi estimada, já que os dados estaduais disponíveis abrangem apenas até maio.

Um dos pontos destacados pela Prefeitura ocorreu em julho e agosto de 2026. Enquanto a arrecadação estadual do IPVA cresceu 17%, os repasses para Natal caíram 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo a SEFIN, a capital deveria ter recebido cerca de R$ 29,1 milhões nos dois meses, mas foram depositados R$ 14,3 milhões. A diferença estimada é de R$ 14,85 milhões.

A Prefeitura afirma que comportamento semelhante foi registrado em outros municípios potiguares e solicitará ao Governo do Estado dados detalhados da arrecadação e das transferências, além da conciliação dos valores.

O município também aponta mudanças na frequência dos depósitos. Em 2024, eram registrados, em média, quatro créditos mensais de IPVA. Em 2026, a média caiu para um depósito por mês.

A gestão municipal destaca que os recursos são importantes para o financiamento de serviços públicos, como saúde, educação, limpeza urbana e conservação de ruas.

 

 

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Geral

Cooperativa de transporte prepara paralisação nesta sexta-feira(06) em Parnamirim em protesto por falta de reajuste na tarifa

Reprodução

O transporte interbairros de Parnamirim vai parar nesta sexta-feira (6). O BG confirmou que a cooperativa responsável pelo serviço prepara uma paralisação em protesto contra a decisão da Prefeitura de não conceder o reajuste de 77,2% solicitado pela categoria.

A cooperativa reivindica que a passagem passe de R$ 4,00 para R$ 7,08, enquanto a gestão municipal trabalha com o valor de R$ 5,00.

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Geral

FICA PARA DEPOIS: Ministro da Fazenda diz “não há fórmula mágica” e que medidas fiscais só serão discutidas após retorno de Lula da Turquia

Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que pretende apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propostas de medidas fiscais após o retorno do petista da viagem à Turquia, onde participará da COP 31. Segundo Durigan, as sugestões estão em discussão e buscam melhorar o equilíbrio das contas públicas. O ministro ressaltou, porém, que não existe uma solução simples para o desafio fiscal: “Não há fórmula mágica”.

O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, do ex-ministro Fernando Haddad, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e dos economistas Guido Mantega, Laura Carvalho, Eduardo Moreira e Luciano Coutinho, entre outros integrantes do governo.

A reunião faz parte de uma primeira rodada de consultas de Lula sobre o cenário econômico. A expectativa é que o presidente também converse com economistas de outras correntes e representantes do setor empresarial antes de definir os próximos passos.

Durigan afirmou que levaria propostas e ideias sobre medidas que o governo poderá adotar nas próximas semanas. O ministro, porém, não espera anúncios imediatos. Segundo ele, novas informações devem surgir após o retorno de Lula da viagem à COP 31, na Turquia.

A discussão ocorre em meio à alta do endividamento público. Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo passou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,9% em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões.

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Geral

“Vou levar para o túmulo”, diz Flávio Bolsonaro ao NYT sobre detalhes da fuga; senador afirma que não teve ajuda de “nenhum governo”

Foto: Marta Lavandier/AP Photo/Marta Lavandier

“Como cheguei até aqui, isso vou levar comigo para o túmulo.” Foi assim que o senador Flávio Bolsonaro (PL) respondeu ao The New York Times ao ser questionado sobre os detalhes de sua saída do Brasil e a viagem até os Estados Unidos. Em sua primeira entrevista desde que chegou a Miami, ele afirmou que organizou tudo sozinho e negou ter recebido ajuda de qualquer governo.

A decisão de deixar o país foi tomada espontaneamente com a esposa, na manhã seguinte à derrota nas eleições presidenciais. Ele contou que, ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro, foi informado de que teria 24 horas para entregar os passaportes. O ex-presidente, segundo o senador, teria demonstrado preocupação com o que poderia acontecer e os dois se despediram sem discutir um plano de fuga.

Horas depois, Flávio publicou um vídeo afirmando que entregaria os documentos e que não pretendia deixar o Brasil. Cerca de 42 horas depois, porém, reapareceu em Miami, após uma viagem de aproximadamente 8 mil quilômetros, com passagens pelo Equador e pela Argentina.

O senador afirmou que deixou o país por acreditar que seria preso caso permanecesse no Brasil. Ele responde a investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, mas não foi acusado formalmente de nenhum crime. Flávio também disse considerar o Judiciário politicamente motivado e afirmou que já esperava uma condenação.

Na entrevista de 75 minutos, o parlamentar voltou a contestar o resultado das eleições, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem apresentar provas, classificou a derrota como “matematicamente impossível” e levantou suspeitas de fraude. As alegações foram rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não foram confirmadas por observadores internacionais.

Flávio também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por permitir sua permanência no país, mas negou ter recebido ajuda de autoridades americanas para organizar a viagem. Segundo o relato, o jato que o levou a Miami teria sido providenciado por um funcionário da Casa Branca, e sua entrada nos Estados Unidos teria sido autorizada diretamente por Trump.

O senador afirmou que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça as poucas chances de sucesso. Também planeja apoiar aliados políticos no Brasil e defender pautas como a redução da maioridade penal e a anistia para o pai e os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Flávio, a mulher e as duas filhas poderão permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com um status migratório concedido por razões humanitárias. Ele disse ainda não saber onde a família irá morar e não descartou voltar à política brasileira. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, afirmou.

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Geral

Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro e acumula retração de 4,1% desde maio, diz IBGE

Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

A indústria brasileira acumulou retração de 4,1% entre maio e setembro, após registrar queda de 0,8% na produção no último mês. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa o quarto recuo nos últimos cinco meses.

Na comparação com setembro de 2025, a produção industrial caiu 2,5%. Em agosto, a retração havia sido de 0,6%. O resultado negativo de setembro atingiu três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados.

Entre as atividades, a maior influência negativa veio da produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 4,2%. Também contribuíram para a queda os setores de produtos alimentícios (-1,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).

Na contramão, a indústria extrativa avançou 1,7%, mesma variação registrada pelo setor de produtos químicos. A produção de produtos do fumo teve alta de 20,3%. Com o resultado de setembro, o terceiro trimestre terminou com queda de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.

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