Polícia

Espancamentos, banho em represa gelada e fezes no carro: os castigos a policiais de elite no Brasil

Quatro policiais fardados se aproximam de uma represa em uma madrugada de inverno na zona sul de São Paulo. Um deles entrega sua arma e o coldre a um colega e caminha, então, em direção à água.

O jovem soldado da Força Tática (policiamento ostensivo) entra na poluída represa Billings, em meio a garrafas plásticas e lixo flutuando, enquanto bate os dentes de frio. A água já está na altura de sua cintura e a sensação é de que suas pernas adormeceram, mas seus colegas de profissão só ficam satisfeitos após ele mergulhar e voltar encharcado. Com a farda completamente molhada, ele se apresenta ao comandante e trabalha assim durante todo o seu plantão.

Conhecido como “pagar banho”, esse é um dos castigos aplicados com maior frequência nos batalhões e pelotões de elite das polícias civil e militar do Brasil, como a Tropa de Choque paulista e o Bope no Rio. Ocorre quando policiais cometem erros classificados como leves, como passar uma coordenada ou código errado à tropa por rádio ou olhar para uma mulher durante patrulha na rua.

Há uma variedade de outras punições físicas aplicadas definidas pelos próprios policiais. Uma delas é conhecida como “chá de manta” – uma espécie de corredor polonês com chutes, socos e golpes de toalhas molhadas nas costas. Os policiais também são castigados com séries exaustivas de flexões no verão, sem direito a água, e até mordidas nas nádegas enquanto são imobilizados por colegas de profissão.

A BBC News Brasil entrevistou mais de 20 policiais militares, civis e bombeiros de diversas patentes diferentes, e todos confirmaram a existência desses castigos. A maior parte conta que já sofreu algum tipo de punição física na corporação. Alguns, porém, concordam com a existência desse código paralelo.

GETTY IMAGES. Policiais da Tropa de Choque de São Paulo são obrigados a tomam banho gelado e trabalhar molhados quando cometem erros

Castigos físicos e psicológicos

Em parte das tropas de elite de São Paulo, como o Choque, as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) e as Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), policiais são punidos até mesmo por se apoiarem numa parede após horas de trabalho em pé, de acordo com agentes ouvidos pela reportagem. Também não é permitido que eles busquem abrigo ou usem alguma capa em caso de chuva.

Em alguns setores, há ainda os castigos psicológicos – menos comuns entre os policiais de elite. Segundo o relato de um agente penitenciário, há situações em que cães de rua são colocados dentro dos carros de funcionários que cometeram erros. Presos, os animais urinam, defecam e arranham o interior do veículo.

Além das punições por erros cometidos durante o trabalho, há ainda relatos de abusos nas academias de formação de policiais, enquanto os aspirantes à profissão estão se preparando para exercê-la.

Nesta semana, por exemplo, um soldado da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas) de Goiás teve um brasão de metal cravado no peito após concluir o curso preparatório e se formar no batalhão especial. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de Goiás não comentou o caso até a publicação desta reportagem.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, responsável pela maior parte dos casos ouvidos pela BBC News Brasil para esta reportagem, afirmou que “não admite castigos de quaisquer naturezas, especialmente os físicos”, e que “em eventuais casos, a Corregedoria apura com o máximo rigor e, caso sejam comprovadas irregularidades, os envolvidos respondem a processo administrativo disciplinar e penal, que podem levar a punições ou até mesmo à demissão”.

Questionada por mais de uma semana, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não informou quantas denúncias com esse teor foram recebidas nos últimos anos ou quantos policiais foram punidos por permitir ou participar dessas agressões. A pasta também disse que não seria possível entrevistar o coronel corregedor da Polícia Militar, Marcelino Fernandes, por problemas de agenda.

O ouvidor das polícias de São Paulo, Benedito Domingos Mariano, afirmou que o órgão recebeu duas denúncias de policiais que sofreram trotes agressivos e castigos com banho gelado nos últimos dois anos. Ambas de São José dos Campos, no interior do Estado.

“Eles disseram ser obrigados a tomar banho gelado de manhã, vestir a farda molhada e depois trabalhar. Elas (as denúncias) foram encaminhadas à Corregedoria da PM, que ouviu o comando de policiamento da região, que negou tudo. Nós arquivamos como denúncia não confirmada pelos órgãos apoiadores”, disse.

O ouvidor afirmou ser contra essas agressões e que, a partir dos relatos feitos pela reportagem, vai tratar sobre o assunto com o corregedor.

Ele falou sobre a importância de os policiais denunciarem os abusos, mas pondera que eles sentem medo.

“Eles têm receio de sofrer represálias dentro de suas unidades e de ficarem marcados por fazer esse tipo de denúncia. Agora, se há mais de 20 casos desse tipo como você ouviu, deixa de ser uma questão pontual para ser uma questão geral e que deve ser discutida com o corregedor.”

Pena alternativa

De acordo com policiais militares ouvidos pela reportagem, os castigos funcionam como uma espécie de pena alternativa ao código interno de conduta ética da corporação.

Tais práticas, na opinião deles, viraram um costume irreversível dentro da corporação, uma vez que o policial prefere optar por uma punição física a responder a um processo formal.

Um dos motivos é que, por mais simples que seja, um processo formal pode causar um grande impacto na carreira do policial, já que todas as punições são marcadas no registro funcional – documento que os acompanha durante toda a trajetória militar. No caso de uma futura promoção ou mudança de local de trabalho, esses pontos são decisivos.

GETTY IMAGES. Policiais relatam que preferem sofrer castigos físicos a responder oficialmente por pequenos erros

Um comandante de batalhão explica: “Se o policial trabalha em São Miguel Paulista ou no Grajaú (regiões do extremo leste e sul de São Paulo, respectivamente) e quer ir para uma área nobre como Perdizes ou Higienópolis, ele precisa ter uma pontuação alta. Se ele responder oficialmente por pequenos erros e perder pontos por bobagens, isso vai dificultar muito a vida dele”.

Segundo os agentes, o policial que recebe constantes punições pode sofrer penas tidas como graves, como perder o direito de levar a arma consigo durante a folga, por exemplo. Além de prejudicar a segurança pessoal do agente público, a restrição afetaria o moral do policial, acostumado a portar uma pistola mesmo fora do expediente.

Reflexo nas ruas

Os policiais ouvidos pela reportagem contam que os castigos físicos se tornam parte do cotidiano desde as academias.

Estudantes da Academia de Polícia do Barro Branco de São Paulo relatam que há uma grande pressão psicológica para que o aluno desista de se formar durante os três anos de curso.

Uma aluna afirmou que algumas falhas, como deixar de bater continência a um oficial, deixar de engraxar o coturno ou não passar a roupa corretamente pode levar a penas graves, como detenção durante um fim de semana – o único período em que os estudantes podem voltar para casa.

Esse tipo de prática é aprovada por parte dos oficiais. Um deles, que já comandou um pelotão de Força Tática na zona sul de São Paulo, defende as penas físicas, por exemplo.

“Quando eu estive à frente de um pelotão de Força Tática, eu sabia que isso acontecia e tinha consciência de que era algo para o crescimento do policial. E acho estranho que isso cause sofrimento porque ninguém é obrigado a passar por isso. O banho é uma escolha do próprio policial e quase um gracejo para ele não sofrer as punições formais”, disse um policial militar que hoje atua na zona oeste de São Paulo e pediu para não ser identificado.

Na visão dele, o banho é um reconhecimento do próprio policial de que ele cometeu um erro que poderia ter colocado em risco a vida de seus companheiros. Ele diz que o castigo serve como reflexão. Mesmo em um posto de comando, ele mesmo relata que já “pagou banho” na frente dos outros policiais.

“Certa vez, eu errei em um treinamento e nem precisei falar nada, fui direto para a cachoeira. Não é nenhum demérito, mesmo sendo comandante de pelotão ou de companhia. Se isso for usado para o crescimento, eu acho viável e enaltecedor. Mas se for usado para diminuir e humilhar, não. O cara paga banho e mostra para toda a equipe que tinha consciência da falha e que não fará de novo”, relata.

Por outro lado, Elisandro Lotin, presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra) e membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, classifica essas técnicas como uma herança do regime militar.

Instrutor de técnicas policiais da SWAT diz que técnicas de treinamento com agressão só devem ser usadas em caso de guerra (Divulgação)

“É uma lógica de submissão, humilhação e tortura que não faz sentido. Se você treinar um policial de forma bruta, é claro que ele vai externar isso em alguém. Como você quer que os policiais respeitem os direitos humanos se eles não têm os direitos humanos deles respeitados?”, questiona.

Segundo ele, que também é especialista em ciências criminais, algumas polícias treinam novos soldados com tapas no rosto e fazem racionamento de comida. Em alguns casos, PMs são obrigados a raspar a cabeça e comer um alimento militar conhecido como catanho – uma refeição instantânea com farinha de mandioca, pedaços de pão e carne armazenada em um saco plástico.

Policiais militares entrevistados pela BBC News Brasil questionaram a atuação de instituições de defesa dos direitos humanos para coibir as agressões dentro dos batalhões e academias de elite do país.

Membro do Movimento Nacional dos Direitos Humanos e conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves disse que o órgão precisa receber os relatos para ter um ponto de partida para denunciá-los.

“Nosso papel é denunciar violações de direitos humanos em qualquer situação. Nós fazemos visitas em presídios e batalhões com base em relatos, mesmo que sejam anônimos. O problema é que nesses setores militares eles conseguem descobrir quem as fez e isso acaba inibindo os policiais”, afirmou.

Alves defende que a desmilitarização das polícias brasileiras “acabaria com o ambiente de brutalidade e opressão nos batalhões”.

Ele afirma que os casos de agressões são comuns e que há três anos denunciou um caso de recrutas que eram obrigados a fazer flexões no asfalto quente.

Na época, os alunos da Escola de Formação de Soldados de Registro, no interior de São Paulo, sofreram queimaduras graves nas palmas das mãos – as bolhas causadas pelos exercícios deixaram as mãos deles em carne viva.

Como policiais são treinados em outros países?

Instrutor de treinamento da Swat (unidade de polícia especializada dos EUA) há 18 anos, Marcos do Val diz que os treinamentos e punições físicas e psicológicas só devem ser usados para preparar soldados para guerras.

“O aprendizado por meio da violência foi desenvolvido nas duas guerras mundiais porque é o modo mais fácil de treinar o maior número possível de pessoas em pouco tempo. Isso porque a absorção é mais rápida quando há dor. Na guerra, o soldado também vive outra realidade, onde ele vai passar fome, sede e pode até ser um prisioneiro de guerra. Um policial não precisa disso”, explica.

Do Val afirma que os castigos físicos e psicológicos são vistos como ultrapassados tanto nos Estados Unidos quanto em outros países da Europa onde ele dá palestras de segurança, como França, Portugal e Itália. Segundo avalia, as técnicas com uso da violência estão com os dias contados também no Brasil.

Ele explica que o tempo de treinamento dos policiais deve ser usado para desenvolver a tática, citando como exemplo os policiais americanos, que fazem treinos físicos e técnicos de forma intercalada, como corrida, tiro, flexões e análise de cenários de crimes.

Marcos do Val afirma que, nos EUA, cada policial recebe uma avaliação individual em cada exercício. A intenção é conciliar os treinos físicos e técnicos e apontar quais pontos podem melhorar. Nenhuma punição física é tolerada.

“A formação policial no Brasil viveu um retrocesso gigantesco depois do lançamento do filme Tropa de Elite, que fortaleceu a cultura de comer no chão e levar tapa na cara.”

“Pode demorar dez ou cem anos, mas isso vai acabar porque é uma técnica que não evolui e não deve mais ter espaço. Falo inclusive para meus alunos anteciparem isso e as polícias federal e civil já estão seguindo bem esse caminho”, afirma.

BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Concordo. Eles não são obrigados a participarem do processo, vai quem está preparado e se garante! Parabéns ao ato, na Elite fica os fortes

  2. Quem faz isso é comandante frustrado, queria alçar vôos mais altos na vida, não consegue por falta de capacidade, aí só resta ser revoltado e explorar seus subordinados.

  3. Pronto, era só o que faltava, agora vão querer que combatentes sejam formados somente fazendo leitura de manuais. Os treinamentos são o mais próximo possível da realidade, é assim que se formam guerreiros para enfrentar bandidos.

    1. Fazendo a leitura de manuais e treinando, porém sem se submeter a sádicos de plantão, que se escondem atrás do RD e a ameaça de desligamento, para satisfazer suas bestialidades e frustrações. Todos esses militares sádicos são uns incompetentes e vivem de bajular os superiores e humilhar seus subalternos.

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Geral

Criminosos trocam tiros com policiais federais em área do Aeroporto de Guarulhos; veja o vídeo

Um grupo de criminosos armados com fuzis trocou tiros com agentes da Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (31), nas proximidades do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Os suspeitos tentavam invadir a área aeroportuária para introduzir uma carga de drogas, mas foram interceptados por policiais federais

Após o confronto armado, o bando abandonou os entorpecentes no local e fugiu para uma área de mata nos arredores do aeroporto. Até o momento, nenhum deles foi capturado.

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Geral

Empresa parceira de Lulinha ganhou R$ 86 milhões em contratos do Governo Federal

Foto: Reprodução

A 3Structure It LTDA, empresa para a qual o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria feito lobby para prospectar negócios junto à administração pública, segundo a Polícia Federal (PF), fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões.

Os acordos têm como objeto a contratação de soluções de tecnologia da informação. De acordo com o colunista do Metrópoles, Tácio Lorran, ao menos cinco deles foram fechados após realização de processo licitatório. O comunicador revelou que as informações foram levantadas por elejunto ao Portal da Transparência, Comprasnet e Diário Oficial da União (DOU).

A 3Structure It foi criada em 2019 e mantém sede em Florianópolis. O primeiro contrato foi fechado com o Centro Integrado de Telemática do Exército em novembro de 2022. O instrumento prevê solução de TI e comunicação de backup de forma a expandir a infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército. Inicialmente com valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano.

Todos os outros contratos foram firmados na gestão do presidente Lula (PT). O instrumento de maior valor é com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta celebrou contrato para adquirir solução para sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. O valor acumulado ultrapassa os R$ 42 milhões.

A 3Structure It mantém ainda um outro contrato com o Ministério do Desenvolvimento, dessa vez de R$ 19,3 milhões. O documento assinado em abril deste ano prevê a contratação de nova solução de backup em substituição à solução atualmente implantada no ministério.

Já o Instituto Nacional de Educação de Surdos, que é vinculado ao Ministério da Educação, tem contrato de quase R$ 178 mil e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) tem firmado contrato de cerca de R$ 2,5 milhões.

Em outubro de 2024, a 3Structure It também assinou um contrato com a Telebrás, estatal ligada ao Ministério das Comunicações. O valor não foi divulgado.

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Brasil

Tráfico de influência: ministro Mendonça autoriza 2º inquérito contra Lulinha

Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, na tarde desta sexta-feira (31/7), a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva. O fato tem relação com as investigações da Polícia Federal (PF) sobre a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi revelada pelo O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

O novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.

A empresa teria buscado negócios na Dataprev, companhia de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos. A investigação suspeita de que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem em troca de negócios na gestão federal.

A PF ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.

O caso de Lulinha está com Andre Mendonça após sorteio no STF. Como a Polícia Federal não pediu que os novos inquéritos fossem distribuídos ao magistrado, os processos foram submetidos ao sorteio entre os ministros.

Apesar disso, o sistema de distribuição da Corte sorteou novamente Mendonça como relator.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, ressaltou ao Metrópoles que a defesa segue tranquila. No entanto, afirma que não teve acesso a essa nova abertura de investigação.

Metrópoles

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Brasil

Anvisa ordena retirada de paracetamol das farmácias; fabricante diz que testes não indicaram falhas

Foto: Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da distribuição, venda e uso de um lote do Paramol 750 mg (paracetamol) após identificar comprimidos com sinais de possível contaminação por bolor, conhecido popularmente como mofo.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (30) no DOU (Diário Oficial da União) e determina o recolhimento de todas as unidades do lote 114053, da apresentação com 200 comprimidos, fabricada pela Belfar Ltda.

Segundo a Anvisa, foram encontrados comprimidos com sujidades cuja aparência é sugestiva de contaminação por bolor, um tipo de fungo que pode comprometer a qualidade do medicamento.

Lote específico de Paramol foi suspenso pela Anvisa

A medida preventiva vale apenas para o lote 114053 do Paramol 750 mg. De acordo com a Belfar, outros lotes do medicamento e demais produtos fabricados pela empresa não foram afetados pela decisão.

O Paramol é indicado para o tratamento de febre e para o alívio de dores leves a moderadas.

Após ser comunicada sobre a suspensão, a Belfar afirmou que realizou análises em amostras de referência do lote e informou à Anvisa que as contraprovas não apontaram desvios de qualidade.

Em nota, a empresa declarou que mantém diálogo com a agência para esclarecer o caso e que avalia as medidas administrativas cabíveis. A fabricante também afirmou que irá prestar esclarecimentos aos consumidores.

Com informações do portal NDMais

 

 

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Política

‘Está faltando braço da PF’, diz Flávio sobre investigação contra Lulinha

Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 30, que a Polícia Federal carece de estrutura para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma transmissão ao vivo, ele questionou o tratamento dado ao empresário e comparou a situação com a hipótese de um filho de Jair Bolsonaro ser suspeito de corrupção.

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 30, que falta estrutura na Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em transmissão em seu canal no YouTube, o parlamentar questionou o tratamento dado ao empresário.

“Está faltando braço, faltando gente para esse pequeno grupo da Polícia Federal do Lula investigar o filho do presidente da República”, disse Flávio. “Vocês já imaginavam se o filho do presidente Jair Bolsonaro fosse suspeito de receber dinheiro desviado de aposentados?”

A declaração ocorreu horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizar a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no governo federal. Flávio, no entanto, não comentou diretamente a decisão do ministro.

O pedido para a abertura do inquérito partiu da Polícia Federal e foi distribuído ao ministro André Mendonça. Os investigadores apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para a comercialização de Cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde.

No fim de 2025, quando surgiram as primeiras suspeitas que envolvem o seu filho, Lula afirmou que as autoridades deveriam apurar eventuais responsabilidades. “Ninguém ficará livre. Se a polícia encontrar meu filho metido nisso, a Justiça o investigará”, declarou na ocasião.

Flávio afirmou que na próxima quinta-feira, 6, fará uma live para confirmar os palanques do PL nos Estados, incluindo os apoios de partidos aliados. Segundo o senador, a iniciativa visa a reduzir a confusão entre os eleitores sobre as alianças partidárias para este ano.

Revista Oeste

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Eleições 2026

‘Ex-pardo’, ACM Neto se declara branco quatro anos após perder eleição em 2022

Foto: Divulgação/União Brasil

Quatro anos depois de informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se considerava pardo, o ex-prefeito de Salvador e candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, passou a se declarar branco. A mudança consta no sistema oficial da Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 e reacende uma das principais polêmicas da campanha baiana de 2022.

Na disputa anterior pelo Palácio de Ondina, ACM Neto registrou a sua autodeclaração racial como parda perante o TSE. Pela metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizada também em políticas públicas e estatísticas oficiais, as categorias preta e parda compõem a população negra. A autodeclaração do então candidato provocou críticas de integrantes do movimento negro e de adversários, que o acusaram de oportunismo eleitoral em um estado cuja população é formada por 80,8% de pessoas negras, segundo o Censo de 2022.

A controvérsia ganhou força nos últimos dias da campanha, quando ACM Neto foi questionado sobre o tema durante uma sabatina do Bahia Meio Dia, jornal da TV Globo em Salvador. Na ocasião, perguntou ao entrevistador quem o considerava socialmente branco. Ao ouvir a resposta de que seria “toda a sociedade”, afirmou: “Eu me considero pardo”. Em seguida, ao ser informado de que o IBGE considera pretos e pardos como integrantes da população negra, rebateu: “Então o erro é do IBGE, não é meu. Simplesmente isso.”

A declaração rapidamente extrapolou o debate eleitoral e se transformou em um dos episódios mais lembrados da campanha de 2022. Nas redes sociais, ACM Neto virou alvo de memes que ironizavam sua identificação racial e a tentativa de se apresentar como um “irmão de cor” da maioria da população baiana. Naquele ano, ele acabou derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno.

A mudança na autodeclaração ocorre em um contexto em que o tema passou a receber maior atenção da Justiça Eleitoral. Desde 2014, o TSE registra a raça/cor informada pelos candidatos, permitindo acompanhar alterações ao longo das disputas. Nos últimos anos, o debate ganhou relevância com a ampliação das políticas de ação afirmativa e das cotas para candidaturas negras, levando movimentos sociais e especialistas a questionarem autodeclarações consideradas incompatíveis com a identidade racial publicamente reconhecida dos candidatos.

Patrimônio

Além da alteração na autodeclaração racial, ACM Neto informou ao TSE um crescimento expressivo de seu patrimônio. Segundo os dados registrados pela Justiça Eleitoral, o ex-prefeito declarou possuir 84,9 milhões de reais em bens neste ano, ante 41,7 milhões de reais informados na eleição de 2022.

O aumento de 103,5% corresponde a um acréscimo de 43,2 milhões de reais, impulsionado principalmente por novos investimentos em fundos imobiliários, aplicações financeiras, aportes em empresas, além da inclusão de um apartamento em Barra Grande, na Bahia, e dois veículos.

Veja

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Economia

DEU NÓ: No primeiro mês de Desenrola, endividamento e inadimplência continuaram iguais

Foto: Divulgação

Mesmo depois do lançamento, em maio, do Desenrola Brasil, o programa do governo com condições especiais para renegociação de dívidas, os números gerais de inadimplência e do nível de endividamento das famílias no Brasil pouco mudaram, e continuaram nos mesmos patamares recordes em que estavam.

Em maio, primeiro mês da vigência do programa, pouco mais de um quarto da renda das famílias continuava comprometido com o pagamento de dívidas: essa proporção oscilou de 31,2%, em abril, para 31,1% em maio. Um ano antes, em maio de 2025, era de 30,6%, e, no pico, em janeiro deste ano, bateu 31,4%. Os resultados estão atualizados até maior e fazem parte dos dados do mercado de crédito divulgados na quinta-feira, 30, pelo Banco Central.

O número não leva em consideração as dívidas com financiamento imobiliário. Quando estas entram na conta, as pessoas perdem quase a metade de sua renda: a parcela dos ganhos ocupada pelos empréstimos e financiamentos totais ficou em 49,8% em maio, ante 49,9% em abril.

O programa Desenrola Brasil, que ganhou neste ano uma segunda edição com a sucessão de recordes nos níveis de endividamento da população, foi lançado em 4 de maio pelo presidente Lula. Previsto inicialmente para durar por 90 dias, ele será prorrogado em mais um mês, até 31 de agosto, conforme anunciou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta semana.

Inadimplência alta

O lançamento do programa também mexeu pouco na inadimplência. Ela inclusive aumentou no primeiro mês de Desenrola, tendo subido de 7,4% para 7,6%, de abril para maio, e ficado estável, nos mesmos 7,6%, em junho, de acordo com o Banco Central. É a maior proporção desde pelo menos 2012, quando começa a série, e só em 2012 esse número chegou a bater nos 7%.

A taxa leva em consideração apenas a inadimplência das pessoas físicas e em operações de crédito livre, como empréstimos pessoais, cartão de crédito ou cheque especial, e que são o foco das renegociações permitidas pelo Desenrola. O dado não considera as linhas de financiamento que são reguladas, como o crédito imobiliário e o crédito rural, e que têm taxas de inadimplência mais baixas.

A inadimplência é medida considerando o valor total da carteira de crédito concedidos pelos bancos nessas modalidades que estão com os pagamentos em atraso.

Veja

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Cidades

Governo do Estado informa que fez acordo para pagar hospitais privados que atendem pacientes do SUS no RN, mas cirurgias eletivas continuam suspensas

 Foto: Bruno Vital/G1

O Governo do Estado emitiu uma nota informando que fez um acordo com os hospitais privados e cooperativas médicas para pagar, no dia 7 de agosto, as parcelas em atraso já acordadas, no valor de R$ 5.466.778,89. No dia 10 de agosto, segundo o comunicado, será feito o pagamento da produção mensal, no valor de R$ 12.389.777,16.

Apesar do acordo, as cirurgias eletivas continuam suspensas nos hospitais privados que atendem à rede estadual até a efetivação do pagamento das parcelas em atraso, previsto para o dia 7/08. Até lá, só serão atendidos casos de urgência e emergência.

Leia a nota da Sesap:

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informa que enviou aos hospitais e cooperativas médicas uma planilha atualizada referente aos pagamentos e cumprimento de acordos por parte do Estado do Rio Grande do Norte, pelos procedimentos cirúrgicos e intervencionistas de serviços credenciados em Natal/RN.

No documento encaminhado na quinta-feira (30) e reiterado nesta sexta-feira (31), a Sesap propôs, para o dia 07 de agosto, o pagamento de parcelas já acordadas, no valor total de R$ 5.466.778,89. E para o dia 10 de agosto, o pagamento da produção mensal, no valor de R$ 12.389.777,16.

Também foi pactuado com os prestadores a manutenção dos atendimentos de casos de urgência e emergência até a efetivação dos pagamentos programados, de forma a garantir os segurança à população.

 

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Política

[VÍDEO] “Lula se comporta como se nada tivesse sido descoberto sobre Jaques Wagner”, diz colunista

Imagem: Reprodução/Instagram

Para o colunista Josias de Souza, o presidente Lula adota uma postura de complacência e isolamento estratégico ao minimizar o impacto político do caso que envolve o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master.

Segundo ele, Lula está negligenciando a polêmica envolvendo Jaques Wagner e ex-sócio de Daniel Vorcaro: “acha que isso não vai interferir na eleição”.

Com informações do UOL News

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Política

[VÍDEO] Thabatta faz relato emocionado sobre identificação com Zenaide: “uma admiração que vai além da política”

Imagem: Reprodução

Em um depoimento emocionado, a vereadora Thabatta Pimenta diz que sua admiração pela senadora Zenaide Maia vai muito além da política.

No relato, Thabatta lembra que foi Zenaide quem lhe estendeu a mão e a enxergou quando ninguém enxergava. Ela também destaca a sensibilidade da senadora em vários momentos marcantes da sua vida e cita a identificação entre as duas como mães atípicas.

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