Imagem: Alexandre Santos
Em busca da independência financeira, o estudante de Direito Gabriel Velloso, 24, decidiu trocar o ar-condicionado do escritório pelo sol escaldante na orla da Barra, em Salvador. Era Carnaval de 2016, e ele estava sem estágio em em sua área. Pegou R$ 3.000 emprestados no banco e criou o gelaroska, um geladinho feito com vodca no lugar de água.
Também conhecido como gelinho, sacolé, dindim e chup-chup, o geladinho é um picolé artesanal servido dentro de pequenos sacos plásticos.
O retorno veio em quatro meses, segundo ele, que prefere não divulgar faturamento nem lucro mensais. Velloso afirma que o ponto alto do negócio ocorre nos feriados e fins de semana de verão, quando dá para faturar até R$ 900 por dia.
“Depende muito do mês. Num dia bom, vendemos de 70 a 140 unidades. Reinvisto a maior parte do lucro na própria empresa.”
Além de vender na praia, como ambulante, o empreendedor também faz entrega em domicílio e encomendas para festas. “As pessoas compram mais por encomendas do que na praia”, diz. Os preços dos geladinhos variam de R$ 2 a R$ 12.
O jovem atua como MEI (Microempreendedor Individual) e conta com três promotores de vendas e três auxiliares de produção. Velloso estuda à noite na Universidade Federal da Bahia. Fará o 6º semestre neste ano. Ele trabalha com o gelaroska das 10h30 às 17h.
Para este verão, lançou dois produtos: o gelachamp, à base de espumante (com morango, chocolate e coco) e servido numa taça personalizada, e o gelasotero, sem álcool (à base de água ou leite, no caso do sabor de coco).
Ideia veio das redes sociais
Velloso diz que fazia ações promocionais desde os 18 anos, mas que, em 2016, não conseguiu nenhum tipo de trabalho.
“Precisava arranjar alguma coisa para ganhar dinheiro. Pesquisando nas redes sociais, vi que viralizavam postagens de produtos associados a sorvete com bebida alcoólica, como o sorvete com cerveja. Pensei: por que não associar um sorvete com uma vodca? Foi aí que nasceu o gelaroska.”
Antes de chegar à fórmula final, ele diz ter testado seis receitas, sempre ouvindo a opinião de outras pessoas quanto ao sabor do produto.
Pôs uma caixa térmica a tiracolo e saiu para vender o produto em meio aos foliões que se divertiam atrás do trio elétrico. A namorada, a administradora Aline Borges, 29, o ajuda desde o início da empreitada.
Passada a folia, diz que não tinha nem conseguido recuperar os R$ 3.000 do empréstimo. “Mas resolvi continuar, porque o ‘feedback’ dos clientes foi muito interessante. Fiz todo o investimento de maquinário para produzir algo mais profissional.”
Ele comprou seladoras, impressora, máquina de corte, freezer e bobinas de plástico e fez cursos como o de marketing digital.
O geladinho é embalado em duas “capinhas”, seladas nas pontas. O rótulo informa os ingredientes, data de vencimento e teor alcoólico (6%). Toda a produção é artesanal e feita na casa de Velloso, seguindo as normas da Vigilância Sanitária, diz.

Geladinho à base de espumante sai por R$ 12
Os geladinhos são vendidos em dois tamanhos. A versão “shot”, de 80 ml, está disponível para compra a partir de dez unidades. A versão convencional é de 160 ml.
Os gelaroskas têm sabores de coco, cajá e umbu e custam R$ 2 (80 ml) ou R$ 5 (160 ml). Os sabores “premium” são mousse de maracujá, de morango ou de chocolate. Custam R$ 3 (80 ml) e R$ 8 (160 ml).
As entregas em domicílio são feitas a partir de dez unidades, e os preços são diferentes: R$ 4 (frutas) e R$ 6 (premium, de 160 ml).
Já o gelachamp sai por R$ 12 (cada). A partir de dez unidades, fica por R$ 10. As duas versões acompanham uma taça de brinde. O gelasotero é vendido a R$ 3,50 (frutas) e R$ 4 (de mousse). Para o gelaroska, Velloso diz usar vodca Orloff. O gelacahmp é feito com espumante Chandon, diz ele.
Os preços são semelhantes aos de outras marcas de geladinhos vendidas na região, como Êba! Delícia… e Caipilé Carioca Bahia. O empreendedor aceita pagamento em dinheiro, débito, crédito ou depósito antecipado.
Velloso também oferece seu produto para revendedores. Segundo ele, não há uma carteira fixa. Há revendedores esporádicos, que compram por conta própria. Não são consignados. A quantidade mínima para revenda é de R$ 400 em produtos.
“Mas o grande objetivo para 2018 é inserir nossa marca em bares, restaurantes, cantinas e lojas que queiram revender por meio de consignação. Ou até mesmo comprando uma quantidade mínima, pelo preço de revenda, e comercializando pelo preço de tabela”, declara.
Negócios sazonais têm prós e contras, diz especialista
Produtos essencialmente de verão (sazonais) tendem a experimentar picos na alta estação e queda brusca nos períodos mais frios, declara Diógenes Silva, analista do Sebrae-BA. “Em Salvador, cidade que é quente na maior parte do tempo, esse tipo de problema é um pouco menor, o que, porém, não deixa de existir.”
Ele recomenda colocar no papel quais os períodos de maior e menor venda, fazer um planejamento estratégico e criar um plano B para os períodos de baixa.
Onde encontrar: Gelaroska – https://www.facebook.com/gelaroska
UOL
Que legal. Parabéns!
Uma diretora aposentada já dizia, se não faz, reclama, se faz reclama! Esse nossa Brasil, vai ter que caminhar muito! Mais vai chegar lá! Parabéns pelo empreendimento!
Hummm
Inveja mata, viu pessoal ????
Como assim o produto de 80ml custa 1/3 do que tem o dobro do tamanho? Ou essa praga dessa conta está errada ou está recebendo ajuda do governo.
Gelaros(ca)ka, tem gente que gosta, vá se lascá.
MEI com 3 ajudantes de produção e 3 promotores de vendas??
O cara é estudante de direito e faz uma barbaridade dessas (infringir a lei)….
MEI só pode ter 1 empregado.
Depois vem reclamar da legislação quando os empregados vão a procura dos "direitos" na justiça e ganham.
Melhor deixá-los no desemprego, né? Por mim, sendo maior e capaz valeria o escrito.
Proteção só contra periculosidade, insalubridade e excesso de jornada.
O Brasil precisa deixar de ser uma criancinha protegida pelo papaizinho Vargas
e começar a agir como adulto.
Netto, não é bem assim, paizinho Vargas.
Todas as pessoas merecem ser bem remuneradas por seu trabalho.
Tu também gosta de ter teu trabalho valorizado e bem pago.
Se todos têm boa renda o país inteiro ganha.
Agora, estar no topo da pirâmide e querer que o outro se contente com a exploração é ser hipócrita.
Eu quero um Brasil soberano, não um país-fazenda de boi e soja pra estadosunidenses e chineses ficarem ricos, à base da miséria do meu povo.
Pelo visto, esse Plinio vai "infartar" no final do ano..
Tomara!
Conheço muitas pessoas que ficam melhores seres humanos depois de infarto e AVC
Como é o nome do produto ????? Gela Rosca ????? Vareide !!!!!
Tem que ter bem destacado a orientação de uso, pois caso contrário muita gente se confundirá e fará uso errado do produto.
Que absurdo é esse, trabalhando para garantir o sustento? Não aprendeu não, o PT passou 13 anos ensinando como deve ser a vida: receber do governo sem produzir nada!
Não perca seu tempo jovem, o PT quer voltar ao poder e transformar o Brasil numa Venezuela ou Cuba.
Eles estão arrependido de morte por não ter colocado censura na imprensa.
Eles estão arrependido de morte por não ter dominado completamente a PF e o MPF.
Eles não tiveram tempo suficiente para falir a petrobrás, precisavam de mias um tempinho e agora, mantendo as mentiras de sempre e de ontem, culpam o atual governo pelos 13 anos que eles destruíram as finanças públicas, se apropriaram dos órgãos públicos como se fossem proprietários, deixaram 13 milhões de desempregados e dizem ter a fórmula para acabar com o desemprego, repetindo a mentira dita desde 1994.
Trabalhe não jovem, siga a linha do PT, espere que o governo dê seu sustento, dando igualdade social como ocorre em Cuba e Venezuela, onde todos recebem meio salário e não tem emprego, todos estão igualmente jogados na miséria.
Muita inocência acreditar que em Cuba ou Venezuela exista igualdade.
Quem é do partido vive nababescamente.
Gente dê Deus. Vocês tornam uma reportagem em guerra política? Críticas? Se tudo isso for verdade e não um Fake News como tantos, deixa o rapaz trabalhar. Parem de criticar tudo que vêem. O nome do produto, o tipo de empresa, o valor, aff até política meteram no meio. Esse mundo já deu mesmo.
Plínio. Em Cuba todo mundo tem educação de qualidade, ninguém passa fome, exporta-se mão-de-obra qualificada.
E é um país bloqueado e menor que o estado de Santa Catarina. Imagina se fosse livre, que exemplo social seria!
Ou você é muito rico, escravagista, ou é um pobre proletário masoquista, que não pensa no que diz.
Pare de assistir a Globo, que faz mal para a capacidade de raciocínio próprio das pessoas. Afinal, a missão deles é vender o Brasil pros EUA e passar férias em Bali, às custas do teu corpo ao sol.