Diversos

Estudo do CNJ revela que prisões brasileiras têm déficit de 210 mil vagas

Estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela que 567.655 pessoas vivem atrás das grades, hoje no Brasil. Como o sistema carcerário só tem capacidade para 357.219 presos, o déficit chega a 210.436 vagas. Portanto, há no país 37% mais presos do que o sistema comporta. A falta de vagas fica mais abissal ao se considerar o número de presos que cumprem pena em casa: 147.937. Segundo o CNJ, essas pessoas não estão na cadeia por falta de vagas no sistema aberto.

— Agora sabemos que o número de pessoas presas é bem maior do que imaginávamos. Contando com os presos domiciliares, são mais de 715 mil. Até hoje, não havia referência aos presos domiciliares, só a quem estava em unidade prisional. Essa é a grande novidade — avaliou o conselheiro Guilherme Calmon, coordenador do levantamento.

Em dezembro de 2012, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) divulgara dados resumidos da população carcerária. Os números consolidados do órgão, referentes a dezembro de 2009, indicavam uma população do sistema penitenciário de 417.112 pessoas e, das delegacias, de 56.514 (total de 473.626 presos). Em 2012, essa população chegava a 548.003.

Com base nos novos dados, o CNJ deverá recomendar aos governos estaduais que reformulem as unidades prisionais e construam novos presídios, para amenizar a superlotação nas cadeias. Em fiscalizações nas penitenciárias, o CNJ tem flagrado a falta de vagas e de respeito aos direitos humanos.

— Se existe um problema de superlotação carcerária hoje, esse problema é maior do que a gente imaginava. Precisamos garantir condições dignas aos presos — afirmou Calmon.

Intitulado “Novo diagnóstico de pessoas presas no Brasil”, o estudo do CNJ mostra que, do total de presos, 41% são provisórios — ainda não foram julgados, mas cumprem pena. O levantamento, concluído segunda-feira, foi elaborado com base em informações repassadas pelos Tribunais de Justiça de todo o país e é um retrato do sistema carcerário de maio deste ano.

Apesar de alarmantes, o número de presos poderia ser maior. Isso porque há no Brasil 373.991 mandados de prisão aguardando cumprimento. São pessoas que deveriam estar presas, mas estão em liberdade porque as autoridades não as encontraram, ou sequer procuraram.

O CNJ mostra que o Brasil ocupa o quarto lugar na lista de países com maior população prisional, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Rússia. Considerando os presos domiciliares, o Brasil sobe para a terceira posição, perdendo apenas para Estados Unidos e China. O órgão também compara o número de presos por habitantes no Brasil com o quadro em outros países. Se aqui temos 358 presos a cada 100 mil habitantes, esse índice é 294 na África do Sul, 212 no México, 149 na Argentina e 78 na Alemanha.

Ainda segundo o CNJ, o estado com maior população carcerária é São Paulo, com 204.946 presos, seguido por Minas Gerais, com 57.498, e Rio de Janeiro, com 35.611. A menor população carcerária está em Roraima, com 1.676 presos. Em Alagoas, eles são 2.531. Faltam vagas nos presídios de todas as unidades da federação. O déficit de vagas é de 90.448 em São Paulo. Em Minas Gerais, faltam 21.400 vagas e em Pernambuco, 21.193. Faltam menos vagas em Roraima (458) e Piauí (460).

Analisando o quadro sob o paradigma de presos provisórios, a situação é mais grave em Sergipe, onde 79% dos 4.666 detentos cumprem pena sem terem sido condenados. Na Bahia, os presos provisórios são 64% do total e no Ceará, 59%. As situações são menos alarmantes em Rondônia (20%) e Acre (27%).

O estado com maior número de presos cumprindo pena em regime domiciliar é São Paulo, com 92.150 pessoas nessa situação. Em seguida, surge Santa Catarina, com 14.472, e Minas Gerais, com 10.954. Na Paraíba, apenas oito presos cumprem pena em casa e no Espírito Santo, 27.

Série histórica elaborada pelo Depen mostra que a população de presos no Brasil cresce a cada ano. Em 2003, eram 308 mil. Em 2004, 336 mil. No ano seguinte, 361 mil. Depois, o número passou para 401 mil. Em 2007, eram 422 mil presos no Brasil. E em 2008, 451 mil. Antes de compilar seus próprios dados, o CNJ usava os números do Depen para planejar suas ações. A principal delas são os mutirões carcerários — visitas feitas por juízes, membros do Ministério Público e advogados aos presídios para detectar eventuais irregularidades. O programa foi criado em 2008, pelo então presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, que também presidia o Supremo Tribunal Federal (STF). De agosto de 2008 a abril de 2014, os mutirões analisaram 474.857 processos e concederam 91.605 benefícios a presos — como a liberdade, o direito ao trabalho externo e a progressão de regime.

O Globo

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Política

VÍDEO: Crise do Banco Master escancara descrédito de instituições e aprofunda desconfiança política, aponta Waack

 

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Vídeo: Reprodução/CNN

A crise provocada pelo escândalo do Banco Master expôs de forma contundente o desgaste da credibilidade de instituições centrais do Estado brasileiro. Órgãos ligados ao sistema político, como o STF e o TCU, já vinham enfrentando desconfiança da sociedade, mas os desdobramentos do caso aceleraram esse processo e ampliaram a percepção de fragilidade institucional.

Até agora, não houve explicação convincente para a atuação do Supremo Tribunal Federal na investigação, especialmente sob sigilo máximo. Também causa estranheza o movimento do Tribunal de Contas da União ao assumir, na prática, o papel de investigar o Banco Central, responsável pela liquidação do banco — igualmente sob total reserva de informações.

O problema, segundo a análise, não está na fiscalização entre instituições, algo previsto em lei, mas na descrença generalizada quanto às motivações reais dessas ações. Cresce a suspeita de que STF e TCU não estejam agindo com a neutralidade esperada de instituições de Estado, mas sim como peças de uma pressão política contra a autoridade monetária.

O resultado é uma sensação difusa de deterioração moral e política. A percepção de que interesses privados conseguiram influenciar estruturas da República aprofunda a ideia de que o país enfrenta um novo patamar de atrevimento institucional, reforçando a impressão de que a corrupção e a falta de pudor atingiram níveis ainda mais alarmantes.

Com informações da CNN

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Geral

VÍDEO: Influenciadores denunciam proposta milionária para atacar Banco Central no caso Master

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

Influenciadores digitais afirmam ter recebido ofertas para participar de uma campanha coordenada nas redes sociais com o objetivo de minar a credibilidade do Banco Central após a liquidação do Banco Master. A revelação foi feita pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, durante o programa GloboNews Mais, a partir de documentos, mensagens e relatos enviados por um vereador do PL de Erechim (RS).

Segundo a apuração, perfis com mais de 1 milhão de seguidores foram procurados por agências digitais oferecendo pagamento milionário para divulgar conteúdos questionando a atuação do Banco Central e exaltando um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontava possível precipitação na liquidação da instituição financeira. O discurso seria padronizado e apresentado como parte de um “gerenciamento de crise” envolvendo interesses políticos e econômicos.

Entre os abordados estão o vereador e influenciador Rony Gabriel e a criadora de conteúdo Juliana Moreira Leite, ambos com cerca de 1,4 milhão de seguidores. Eles relataram que a proposta envolvia a divulgação de uma reportagem do portal Metrópoles e a assinatura de contratos de confidencialidade, com multas que chegariam a R$ 800 mil em caso de vazamento. Nenhum dos dois aceitou participar da ação.

Documentos enviados à imprensa mostram que a campanha era chamada de “Projeto DV”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Após entender o teor da proposta, Rony Gabriel recusou o trabalho e tornou pública a tentativa de cooptação, afirmando que se tratava de uma ação organizada para lançar dúvidas sobre o Banco Central e influenciar a opinião pública de forma coordenada.

Com informações do O Globo

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Política

PF apura se filho de Lula atuou como “sócio oculto” de empresário preso no escândalo do INSS

Foto: Alex Silva/Estadão

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na investigação sobre o esquema milionário de descontos fraudulentos em aposentadorias do INSS. Segundo a PF, há indícios levantados a partir de conversas de terceiros de que o filho do presidente poderia ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, atualmente preso.

De acordo com a representação enviada ao ministro André Mendonça, os investigadores destacam que, até o momento, não há provas de participação direta de Lulinha no esquema. As suspeitas surgem a partir de depoimentos, diálogos extraídos de celulares e movimentações financeiras que indicariam um possível vínculo indireto, intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís e alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto.

Entre os elementos analisados estão relatos de um ex-sócio do Careca do INSS, que afirmou ter ouvido que Lulinha seria sócio em projetos ligados à cannabis medicinal, além de viagens realizadas em conjunto por Fábio Luís e Roberta, inclusive para Brasília e Lisboa. A PF também identificou mensagens em que pagamentos mensais de R$ 300 mil à empresa da empresária seriam associados, de forma indireta, ao “filho do rapaz”, referência interpretada pelos investigadores como possível menção a Lulinha.

Em nota, a defesa de Fábio Luís negou qualquer vínculo com o INSS ou com Antônio Camilo e classificou as citações como “ilações”. A Polícia Federal reforçou que seguirá apurando os fatos com cautela e sem interferência política. O caso reacende a pressão no Congresso, onde um novo pedido de convocação de Lulinha para depor na CPI do INSS deve ser analisado após o recesso parlamentar.

Com informações do Estadão

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Geral

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

Hospital do interior do RN entra na lista das 100 melhores unidades públicas do país

Foto: Cícero Oliveira

Um levantamento nacional inédito colocou o Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz, entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a OPAS/OMS, Instituto Ética Saúde, Conass e Conasems, e avaliou unidades que atendem exclusivamente pelo SUS em todo o país.

O hospital potiguar foi o único representante do Rio Grande do Norte na lista. A partir dessa seleção inicial, os pesquisadores vão refinar os dados para definir os 10 melhores hospitais públicos do Brasil, que serão anunciados em maio, durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil.

De acordo com os organizadores, a escolha levou em conta critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI, tempo médio de internação e produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Segundo o médico sanitarista Renilson Rehem, idealizador do projeto, a lista comprova que o SUS possui centros de excelência espalhados por todas as regiões do país. “A premiação busca valorizar boas práticas de gestão e assistência e estimular a melhoria contínua da qualidade dos serviços públicos de saúde”, destacou.

Com informações da Tribuna do Norte

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Economia

Lula e Haddad temem impacto no mercado e vê risco em atuação do TCU no caso Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm demonstrado preocupação, nos bastidores, com a condução do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo envolvendo a liquidação do Banco Master. No Palácio do Planalto, o receio é que uma eventual reversão da medida gere instabilidade no sistema financeiro, com reflexos diretos no câmbio e na confiança do mercado.

Mesmo em recesso, Lula tratou do tema por telefone com ministros e assessores e avaliou que o TCU pode acabar desgastando a própria imagem ao determinar uma inspeção no Banco Central. Haddad, por sua vez, também acompanhou o caso à distância e, na equipe econômica, há temor de que o Tesouro Nacional seja chamado a absorver prejuízos decorrentes do episódio.

Segundo aliados, o caso levou a uma reaproximação entre Fazenda e Banco Central, em apoio à atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, após um período de tensão provocado por divergências em torno do aumento do IOF. A avaliação interna é de que a liquidação foi uma decisão técnica e necessária para preservar o sistema financeiro.

Na segunda-feira, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus determinou uma inspeção urgente no BC e indicou a possibilidade de reverter efeitos da liquidação do Master, embora tenha descartado, por ora, uma medida cautelar. Paralelamente, a Polícia Federal investiga indícios de fraudes em operações que somam R$ 12,2 bilhões envolvendo o banco e o BRB, negócio que acabou vetado pela autoridade monetária.

Com informações do O Globo

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Geral

Bolsonaro completa 10 horas sem sair da PF após traumatismo craniano

Foto: Reuters/Mateus Bonomi

O ex-presidente Jair Bolsonaro completou, nesta terça-feira (6), ao menos dez horas sem receber atendimento médico fora da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após sofrer um traumatismo craniano. Segundo a equipe médica, ele passou mal durante a madrugada, desmaiou e bateu a cabeça ao cair da cama, episódio que foi tornado público pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

De acordo com Michelle, o ocorrido aconteceu antes das 9h, horário em que estava prevista uma visita ao ex-presidente, mas ele já se encontrava sob cuidados médicos. Médicos solicitaram autorização para transferi-lo ao Hospital DF Star para realização de exames, incluindo imagens, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Até o início da noite, Bolsonaro seguia em jejum, aguardando liberação.

A Polícia Federal confirmou, por meio de sua assessoria, que Bolsonaro não realizou exames de imagem desde o trauma. A negativa judicial manteve o ex-presidente nas dependências da PF, onde ele cumpre pena de 27 anos de prisão após condenação no processo relacionado à suposta trama golpista.

O novo problema de saúde ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta hospitalar. Internado desde 24 de dezembro, ele passou por quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo intervenções relacionadas ao sistema respiratório. Desde o atentado a faca sofrido em 2018, durante a campanha presidencial, o ex-presidente já soma 15 cirurgias na região abdominal.

Com informações da Revista Oeste

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Geral

Governo Trump recua de acusação sobre Maduro chefiar Cartel de Los Soles; ditador ainda é acusado de conspiração sobre tráfico de drogas

Foto: XNY/Star Max/GC Images

O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Nicolás Maduro chefiava o chamado Cartel de los Soles. A mudança ocorreu após a captura do líder venezuelano por militares americanos em Caracas, no último fim de semana.

A informação foi divulgada pelo The New York Times e confirmada pela CNN Brasil.

Após a prisão, o Departamento de Justiça atualizou a denúncia: Maduro segue acusado de conspiração para o tráfico de drogas, mas os EUA deixaram de tratar o Cartel de los Soles como uma organização criminosa formal comandada por ele.

Na nova versão, os promotores descrevem um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados pelo dinheiro do narcotráfico, envolvendo elites civis e militares venezuelanas.

A acusação anterior, apresentada em 2020, apontava Maduro como líder direto do cartel e afirmava que instituições do Estado — incluindo Forças Armadas, inteligência, Legislativo e Judiciário — teriam sido corrompidas para facilitar o envio de cocaína aos EUA.

No documento atualizado, divulgado em 3 de dezembro, o Departamento de Justiça afirma que Maduro e o ex-presidente Hugo Chávez participaram e protegeram uma estrutura de corrupção na qual agentes públicos se beneficiavam do tráfico. O termo Cartel de los Soles passa a ser usado para definir esse sistema, e não uma organização criminosa estruturada.

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Geral

VÍDEO: Manifestantes de esquerda cantam “Tô com Maduro, com Chávez e com Che” em protesto no Brasil

Protestos em apoio ao ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro foram realizados em diferentes cidades do Brasil, com atos em São Paulo na segunda-feira (5) e no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6).

“Não sou Yankee, nem quero ser. Tô com Maduro, com [Hugo] Chávez e com Che [Guevara]”, era um dos gritos entoados pelos manifestantes da UNE, CUT e MST

Os protestos organizadas por sindicatos e movimentos sociais ocorreram em frente ao Consulado dos Estados Unidos e pediram a libertação do ex-presidente venezuelano e criticaram a atuação dos EUA na Venezuela.

Opinião dos leitores

  1. Então morram que vocês se encontrarão com Chê e Hugo Chaves ou entrem nos EUA e peçam pra ficar com Madure.

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Geral

Venezuela segue devendo R$ 10 bilhões ao Brasil e não há previsão de pagamento

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A dívida da Venezuela com o Brasil encerrou 2025 em US$ 1,856 bilhão, cerca de R$ 10,1 bilhões, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela CNN. O valor inclui indenizações já pagas pela União e juros de mora acumulados.

A Venezuela está inadimplente desde 2018.

A dívida tem origem no financiamento de obras de infraestrutura na Venezuela no início dos anos 2000, como a expansão do metrô de Caracas, uma ponte sobre o rio Orinoco, a Usina Siderúrgica Nacional e estaleiros.

Os contratos foram cobertos pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE), vinculado ao Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo que garante pagamentos a exportadores brasileiros.

Segundo o BNDES, todas as parcelas não pagas pela Venezuela foram indenizadas pelo SCE, transferindo o saldo devedor para a União, que passou a ser credora do governo venezuelano.

Sem previsão de pagamento

Em respostas ao Congresso ao longo de 2025, o Ministério da Fazenda informou que não há previsão para quitação da dívida.

Os valores não prescrevem e seguem sendo atualizados conforme os encargos contratuais, enquanto o governo brasileiro mantém esforços de cobrança.

Entre as medidas adotadas estão reuniões técnicas com representantes venezuelanos em agosto e setembro de 2023 e o envio periódico de ofícios de cobrança.

A recuperação do crédito ocorre em meio à crise política e ao colapso econômico da Venezuela, cujo PIB per capita caiu de US$ 12.607 em 2012 para US$ 1.506 em 2020, uma retração de quase 90% em menos de dez anos.

Opinião dos leitores

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