Judiciário

Ex-governador do RN Fernando Freire tem prisão preventiva substituída por três medidas cautelares, decide ministro do STF, Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), substituiu por medidas cautelares a prisão preventiva decretada contra Fernando Antônio da Câmara Freire, ex-governador do Rio Grande do Norte, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em decorrência da operação que desbaratou o esquema conhecido como “Máfia dos Combustíveis”. A liminar foi deferida no Habeas Corpus (HC) 161608.

Fernando Freire havia tido negado o direito de recorrer em liberdade em razão de ter sido fixado regime fechado para o cumprimento da pena imposta, de 19 anos, 11 meses e 9 dias de reclusão. O juízo da 4ª Vara Criminal de Natal também considerou que ele não comprovou que poderia ser localizado no endereço indicado nos autos e não fez qualquer comunicação sobre seu paradeiro, tendo sido dado como foragido em outro processo.

A defesa do ex-governador buscou a revogação da prisão preventiva junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN), mas a corte estadual negou o habeas corpus. Em seguida, os advogados interpuseram recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ministro daquela corte indeferiu o pedido de liminar.

No habeas corpus ao Supremo, a defesa argumentou que o ex-governador é pessoa idônea, tem bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa, e que jamais esteve na condição de foragido, apenas mudou de endereço, tendo comparecido em juízo a todos os atos processuais requeridos durante a instrução deste processo. Informou que o principal argumento para justificar a prisão para garantia da aplicação da lei penal foi o fato de Freire não ter comparecido a ato processual referente a outro processo, no qual não houve restrição à liberdade, mas somente imposição de medidas cautelares diversas da prisão, definidas como suficientes para resguardar os interesses de aplicação da lei penal.

Em sua decisão, o ministro Gilmar Mendes considerou patente o constrangimento ilegal pelo fato de a justificação processual da prisão preventiva não ter sido baseada em fatos e provas produzidos licitamente no processo. “Mostra-se não razoável impor medida mais gravosa em processo distinto daquele em que houve o suposto ato de não comparecimento. Neste caso concreto, não houve a caracterização do paciente como foragido, ao passo que compareceu aos atos determinados e indicou devidamente o endereço para a sua localização”, observou.

O ministro deferiu liminar por meio da qual substitui a prisão preventiva do ex-governador pelas seguintes medidas cautelares, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP): comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz de origem, para informar e justificar atividades; proibição de manter contato com os demais investigados, por qualquer meio; e proibição de deixar o País, devendo entregar passaporte em até 48 horas.

 

Opinião dos leitores

  1. E bom demais roubar no Brasil,o cara não paga nada e ainda é cheio de regalias.Só no Brasil acontece estas vergonhas. Temos q vira político p roubar que não da em nada.

  2. Tofolli na presidência do supremo e Gilmar comandando a 2a turma, tudo que for de criminosos, corrupto e bandido, serão soltos nesses próximos dias. O Brasil, vai voltar a ser referência no acobertamento a todo e qualquer crime.

  3. Esse sabe de todos os escândalos do Governo Garibaldi. Mas,.por ser Leal, ainda não negociou uma relação premiada.

  4. Data venia, diante da configuração do ato concedido pelo Senhor Ministro Gilmar Mendes, ficou caracterizado que a soltura do ex governador é no momento justa perante outras muitas libertações já ocorridas nos últimos meses, haja vista que os benefíciados foram figurinhas carimbadas do atual quadro político nacional. Outra situação há muito se buscar entender o porquê em determinados momentos no curso dos muitos processos em que o cidadão Fernando Freire responde não trouxe a baila os nomes de outras personalidades da política potiguar que foram também favorecidos e em razão de tal situação, o seu silêncio fúnebre simplesmente lhe creditou a plena culpabilidade de todos os seus atos infracionais.
    Mas há muito tempo lá para as bandas do Café São Luiz, era dito em versos e prosas que o silêncio do mesmo seria reposto com apoios diversos, que pelo visto nunca lhe chegou em abundância e de forma eficaz.
    É de domínio público que não será solto de imediato em função de outros processos aos quais responde, todavia, perante o seu atual quadro penal, transmito os meus votos de felicitação a sua defesa pela conquista.
    Data venia, o seu silêncio lhe custou a privação de sua liberdade e por tabela o seu total esquecimento por parte daqueles que eram para estarem lhe fazendo companhia no xadrez!!

  5. Como sempre as decisões judiciais e opiniões desse escárnio humano é sempre pela impunidade, a favor da corrupção e a favor de ladrões, principalmente os de colarinho branco, e totalmente desfavorável a uma sociedade mais justa e democrática.

  6. Uma pessoa de bem que prejudicou muita gente inocente! esse pais é bom para corrupto!deu trabalho para ser encontrado no Rio de Janeiro e em Brasilia! viva o Brasil.

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Geral

Governo prepara resposta silenciosa para possível nova onda de venezuelanos

Foto: Bruno Kelly/Reuters

O governo brasileiro trabalha de forma reservada na atualização de um plano de contingência para lidar com um possível aumento do fluxo migratório vindo da Venezuela, diante do agravamento da crise política e diplomática no país. A movimentação ocorre após a ofensiva dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro e elevou a tensão regional.

Publicamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota um discurso de cautela e defesa da soberania venezuelana, tentando se posicionar como articulador no Mercosul. Nos bastidores, porém, equipes técnicas discutem cenários há cerca de um mês, prevendo impacto direto nas fronteiras brasileiras, especialmente em Roraima.

A principal base da estratégia segue sendo a Operação Acolhida, criada em 2018, responsável por recepção, abrigo, regularização e interiorização de venezuelanos. Após o ataque dos EUA, cerca de 2 mil militares passaram a atuar diretamente na fronteira, com outros 10 mil espalhados pelo estado, enquanto o governo avalia reforço logístico, ampliação de abrigos e integração com políticas de saúde e assistência social.

Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram que, até outubro de 2025, o Brasil registrou quase 1,9 milhão de entradas migratórias. Os venezuelanos lideram com folga: 68.512 registros na categoria de acolhimento e 7.228 reconhecimentos como refugiados, evidenciando o peso do país vizinho na política migratória brasileira.

Com informações do R7

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Política

Crise na Justiça acelera saída de Lewandowski e abre disputa por nova configuração da pasta

Foto: Robson Alves/MJSP

A saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é tratada como iminente no governo. Fontes apontam que o anúncio oficial deve ocorrer na próxima quinta-feira (8), após o próprio ministro avisar secretários da pasta sobre a decisão. Desde o período do Natal, Lewandowski já vinha sinalizando a auxiliares a intenção de deixar o cargo, apesar das tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mantê-lo.

Enquanto não há definição sobre um substituto, a tendência é que o comando do ministério fique interinamente com o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto. Internamente, a expectativa de saída ganhou força após a avaliação de que não faria sentido Lewandowski aguardar a tramitação da PEC da Segurança Pública, que perdeu seu eixo central no Congresso e foi considerada “desfigurada” por aliados do ministro.

Nos bastidores, secretários afirmam que parte da equipe deve deixar o ministério junto com Lewandowski, embora alguns se disponham a permanecer temporariamente para conduzir a transição até o fim do mês. Há também integrantes da pasta que já planejavam a saída para disputar as eleições deste ano.

Com a mudança no comando, o Planalto avalia uma reformulação ampla da equipe e até o desmembramento do atual ministério, com a criação de um Ministério da Segurança Pública. A dúvida, segundo fontes, é se a nova estrutura será implementada ainda neste momento ou guardada como promessa para a campanha eleitoral.

Com informações da CNN

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Economia

Petróleo venezuelano no radar pressiona Petrobras e acende alerta no Brasil

Foto: Divulgação/Foresea

A possível retomada em larga escala da produção de petróleo na Venezuela, caso se confirme a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve gerar impactos relevantes para o Brasil e para a Petrobras. Dono das maiores reservas de petróleo do mundo, o país vizinho pode voltar a ampliar sua produção após décadas de queda, cenário que tende a aumentar a oferta global e elevar a competição por investimentos no setor de óleo e gás.

Especialistas avaliam que, no médio e longo prazos, uma Venezuela mais ativa no mercado pode pressionar a estatal brasileira, forçando a antecipação de projetos estratégicos, como a exploração da Margem Equatorial. Além disso, o avanço simultâneo de projetos na Guiana e no Suriname cria um ambiente ainda mais competitivo, com mais petróleo disponível e risco de queda nos preços internacionais.

No curto prazo, o reflexo mais imediato é o aumento dos custos logísticos. A instabilidade política e militar na região do Caribe já eleva despesas com frete e seguros, encarecendo o transporte de petróleo e derivados. Esse fator pesa diretamente sobre a Petrobras, que utiliza rotas que passam próximas à Venezuela para exportações e importações.

Para analistas do setor, o novo cenário exige do Brasil mais agilidade regulatória, redução de custos e maior eficiência operacional. A leitura é de que, com a Venezuela se tornando novamente atraente ao capital internacional, a Petrobras precisará reforçar sua competitividade para não perder espaço em um mercado cada vez mais disputado.

Com informações do O Globo

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Geral

MST cogita levar militância à Venezuela e prepara atos em apoio a Maduro após ação dos EUA

Foto: XNY/Star Max/GC Images

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.

Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.

Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.

O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.

Com informações do Metrópoles

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Economia

Apagão de bilhões: RN lidera prejuízo nacional com cortes de energia renovável em 2025

Foto: Junior Santos-Arquivo TN

O Rio Grande do Norte acumulou cerca de R$ 1,69 bilhão em prejuízos com cortes na geração de energia eólica e solar entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, com base em números do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O estado foi o mais afetado do país pelos chamados curtailments, repetindo em novembro o desempenho negativo de outubro e liderando o ranking nacional de perdas no setor de renováveis.

Somente em novembro, o RN perdeu 28,99% de sua capacidade de geração, índice semelhante ao do Ceará (28,81%) e superior ao de Minas Gerais (25,47%). No mês anterior, as perdas potiguares chegaram a 45,99%. No cenário nacional, o prejuízo ultrapassou R$ 6 bilhões em 2025, com o Brasil deixando de aproveitar 20,6% de sua capacidade de geração, sobretudo no setor eólico, responsável por 72% da energia cortada no último mês analisado.

Especialistas apontam que o problema é estrutural e envolve o crescimento acelerado das renováveis, falhas no planejamento da rede de transmissão e descompasso entre oferta e demanda. Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, o curtailment agravou a crise do setor eólico, impactando projetos já em operação. Apesar disso, ele avalia que os leilões de linhas de transmissão e a instalação de compensadores síncronos indicam uma “luz no fim do túnel”, embora a solução definitiva só deva ocorrer a partir de 2029.

Enquanto isso, o setor pressiona por compensações financeiras. A ABEEólica afirma que 2025 foi um dos anos mais difíceis para as renováveis, levando empresas a desistirem de projetos e devolverem outorgas. O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para discutir a compensação dos cortes, amparada por mudanças no marco regulatório do setor elétrico sancionadas no fim do ano passado, que reconhecem a possibilidade de ressarcimento aos geradores prejudicados.

Com informações da Tribuna do Norte

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Política

Lula estuda novo contato com presidente interina da Venezuela em meio à instabilidade

Foto: CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia fazer um novo telefonema à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a posse dela nesta segunda-feira (5). O contato seria uma continuidade da conversa realizada no sábado (3), logo após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e agravou a crise política no país vizinho.

O Palácio do Planalto aguarda os primeiros movimentos de Delcy no comando do governo venezuelano antes de avançar em qualquer gesto diplomático mais concreto. A principal preocupação do governo brasileiro é entender se a nova presidente conseguirá sustentar-se politicamente diante da instabilidade interna e do cenário internacional ainda tenso, embora interlocutores avaliem que, no curto prazo, não há expectativa de novos ataques determinados por Donald Trump.

Auxiliares de Lula afirmam que o novo telefonema é considerado provável, ainda que não esteja oficialmente agendado. A intenção do presidente brasileiro é acompanhar de perto a reorganização do poder em Caracas e manter canais abertos de diálogo, repetindo a postura adotada logo após a prisão de Maduro, quando buscou confirmar informações e avaliar o impacto regional da ofensiva americana.

Nesta segunda-feira, a embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, participou da cerimônia de posse de Delcy Rodríguez na Assembleia Nacional. Durante o ato, a nova presidente interina afirmou assumir o cargo “com dor, mas com honra”, enquanto as Forças Armadas venezuelanas divulgaram nota reconhecendo oficialmente sua autoridade e prometendo garantir a governabilidade, a ordem interna e a preservação da paz no país.

Com informações da CNN

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Geral

Sobrinho de Dilma sobre Nikolas: “Esse chupeta precisa ser cassado”

Foto: Reprodução/Redes Sociais – Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, partiu para o ataque contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após declarações do parlamentar sobre uma possível intervenção estrangeira no Brasil. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (5), o petista classificou a postura de Nikolas como gravíssima e defendeu abertamente a cassação e prisão do deputado.

A reação ocorreu após Nikolas comentar, em entrevista, sobre o cenário internacional envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. Para Pedro Rousseff, o deputado do PL teria ido além do debate político ao sugerir ingerência externa no país. “Pedir intervenção militar estrangeira para tomar o poder é crime contra a soberania nacional”, escreveu o vereador, usando termos ofensivos para se referir ao parlamentar.

Desde a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, Nikolas intensificou publicações ligando o PT ao regime venezuelano. Uma das mais controversas foi uma montagem que simulava a prisão do presidente Lula por militares dos Estados Unidos, o que ampliou a repercussão negativa entre partidos de esquerda.

O episódio já chegou ao campo jurídico. O PSol acionou a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas Ferreira, alegando que suas manifestações atentam contra a ordem democrática e a soberania nacional. O caso aprofunda a polarização política e adiciona um novo capítulo à disputa entre bolsonarismo e PT em pleno início de ano pré-eleitoral.

Com informações do Metrópoles

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Política

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz da América do Sul, diz embaixador

Foto: Reprodução

O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio França Danese, declarou nesta segunda-feira (5) que a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos coloca em risco a paz na América do Sul. Segundo ele, intervenções armadas anteriores no continente já resultaram em mortes, prisões políticas e regimes autoritários.

Danese reforçou que o futuro da Venezuela deve ser decidido apenas pelo povo venezuelano, sem interferência externa, e que a operação norte-americana viola normas do direito internacional. “O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás”, disse o diplomata.

Outros países sul-americanos reagiram: Colômbia e Cuba repudiaram a ação, apontando ameaça à soberania venezuelana e impactos humanitários. A Argentina, em contrapartida, apoiou a operação, chamando o sequestro de Maduro de “passo decisivo contra o narcoterrorismo”.

O alerta brasileiro deixa claro que a região está dividida, com tensões geopolíticas em alta, e evidencia que ações militares externas podem desestabilizar toda a América do Sul.

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Mundo

Coreia do Norte dispara mísseis hipersônicos e treina para “guerra real”

Foto: KCNA via KNS/AFP

A Coreia do Norte realizou seu primeiro lançamento de mísseis balísticos de 2026, incluindo hipersônicos, capazes de manobrar em voo e viajar cinco vezes a velocidade do som. O líder Kim Jong-un afirmou que os testes preparam suas forças nucleares para “uma guerra real” e reforçam a dissuasão do país.

Segundo a agência oficial KCNA, os mísseis atingiram alvos a 1.000 quilômetros no mar do Japão. Pyongyang diz que a operação é resposta à “crise geopolítica e eventos internacionais complexos”, citando indiretamente a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano classificou a ação dos EUA na Venezuela como “criminoso” e “brutal” e reafirmou que seus programas nucleares são necessários para proteger a soberania. Analistas afirmam que os lançamentos enviam uma mensagem clara: Pyongyang possui poder nuclear real — diferente da Venezuela.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou seus testes militares, apesar de tentativas de aproximação com a Coreia do Sul. Kim também estreitou laços com a Rússia, chegando a apoiar Moscou na guerra contra a Ucrânia. Enquanto isso, a tensão internacional aumenta e os mísseis norte-coreanos reforçam o alerta sobre a instabilidade global.

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Política

Vice de Tarcísio dispara: PT é “partido narcoafetivo”

Foto: Divulgação/Governo de SP

O governador em exercício de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), não economizou nas críticas ao PT nesta segunda-feira (5). Durante agenda em Santo Amaro, ele classificou o partido como um “partido narcoafetivo”, ao comentar a situação na Venezuela e o possível fluxo migratório para o Brasil.

Ramuth afirmou que o êxodo de venezuelanos tende a se reverter e que, ao retornar ao país vizinho, as pessoas poderiam finalmente viver em liberdade, diferente do que acontece no Brasil sob um Estado controlado pelo PT. “Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido ‘narcoafetivo’”, disse.

A declaração vem logo após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no último sábado (3), e o comunicado do PT condenando a ação americana, classificando-a como “sequestro” e alertando para supostos riscos à segurança do Brasil por causa da fronteira com a Venezuela.

Enquanto isso, fontes internacionais detalham que a operação dos EUA, chamada Operação Resolução Absoluta, contou com meses de planejamento, réplica do esconderijo de Maduro, atuação da Força Delta e monitoramento da CIA, que garantiu a captura do ditador de forma precisa e rápida. Trump acompanhou tudo ao vivo e chamou a missão de histórica.

 

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