EXCLUSIVO: Viúva de jipeiro morto fala pela primeira vez e revela que assassino sentia inveja de seu marido

Foto: Reprodução/Facebook

A viúva do jipeiro e supervisor de vendas Fantone Henry Filgueira Maia, 41 anos, assassinado a tiros, no último dia 30, pelo colega Ailton Berto da Silva, 50 anos, durante uma confraternização da entidade Litoral Jeep Clube, na praia de Redinha Nova, no litoral Norte, afirma que jamais perdoará o acusado pelo crime praticado. Acompanhe a entrevista EXCLUSIVA ao Blog do BG.

Para a auxiliar de laboratório Ingrid Iara, 37 anos, ainda é cedo para se recuperar do trauma ocasionado pela tragédia que vitimou seu marido, além de outros dois integrantes do Litoral Jeep Clube. “Fui conseguir dormir nessa sexta-feira. A ficha parece que não quer cair. Por vezes, me pergunto se é verdade o que aconteceu”, desabafou Ingrid, que conviveu por 23 anos com Fatone, seu primeiro namorado, e tem uma filha de 17 anos com ele.

Segundo ela, apesar de ‘Tone’, como era mais chamado pelos familiares e amigos, não ser propriamente o alvo de Ailton naquela noite, o que ele fez é imperdoável. “A festa já estava acabando e a discussão começou. Quando escutei os primeiros disparos, gritei para meu marido correr, mas ele quis apaziguar a situação e resolveu tentar desarmar Ailton, que estava louco. Nesse momento, corri com as crianças para dentro do banheiro. Depois fiquei sabendo que meu marido havia sido atingido. Ele não tem noção do estrago que ele fez na minha vida, na vida da minha filha Maria Gabriela, da família dele e dos amigos”.

De acordo com Ingrid, Ailton Berto andava se sentindo rejeitado pela turma, inclusive por Fantone, que não estava mais presente na vida dele como antes. “Acredito que Ailton invejava muito meu marido, pois ele se achava o bam-bam-bam. Quando sentava à mesa com a gente, era só contando vantagem, que tinha granja, que tinha dinheiro. Ele sempre quis ser o centro das atenções. Só que, de um tempo pra cá, a turma passou a procurar outros locais para se confraternizar, haja vista que ninguém estava mais suportando conviver com a arrogância dele. Além disso, Ailton estava passando por problemas conjugais e acho que isso deve ter pertubado muito a cabeça dele”.

Ingrid ainda se diz bastante revoltada com o assassinato do marido e espera que Ailton pague na justiça. “Ele tirou a vida de um pai de família e trabalhador. Sei que ele já está pagando. Só quero saber o que ele vai esclarecer à polícia, porque não existia qualquer motivo para tamanha crueldade”.

Na tarde da sexta-feira passada, Ailton Berto da Silva se entregou à polícia, na presença de seu advogado, em Goianinha. Ele foi detido mediante cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e permanece preso, onde já prestou os primeiros esclarecimentos do crime a investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O depoimento não foi revelado à imprensa.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio disse:

    Vão se acostumando. Daqui pra frente, com armas, vai ser desse jeito!

  2. ASSIMSEJA disse:

    Foi uma coisa horrorosa , estupida, brutal , imperdoável !já estava mal intencionado, foi armado para uma confraternização pra quê ? Agora infelizmente é lutar para que a justiça dos homens seja feita de maneira exemplar. Deus proteja as famílias das vítimas !

  3. Jozy disse:

    Muito estranho, uma pessoa participar de uma confraternização armado, onde se diziam bons amigos, existia era falsidade entre essas amizades, como dizia minha avó não confie em ninguém.

  4. Flauberto Wagner disse:

    O momento é muito difícil e a dor da família e de nós seus amigos é insuperável, mas a justiça dos homens terá que prevalecer em razão da brutal e inexplicável atitude de alguém que em tempo nenhum ofereceu e deu um mínimo de defesa as vítimas.
    Espero que ele agora preso conta a sua verdade e se existe um verdade frente aos brutais crimes cometidos.
    Clamamos por justiça e esperamos que ele responda severamente pôr toda seus atos de insanidade.

  5. Antonio Turci disse:

    Esse senhor precisa ser severamente julgado. Nada justifica o mal que ele causou a várias pessoas.

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