Diversos

‘Existem gays na PM, e muitos’, diz soldado ameaçado por policiais após beijar rapaz no Metrô de SP

Há quase quatro anos, Leandro Prior teve de responder a um questionário para entrar na Polícia Militar (PM) de São Paulo que perguntava sua opinião a respeito do “homossexualismo”. Disse ter respondido que “não achava nada” até porque também é “homossexual”.

Aprovado, trabalha desde então no 13º Batalhão da PM, na capital paulista. Ele atua na Força Tática por meio do Programa Vizinhança Solidária na Cracolândia, área da região central de São Paulo conhecida pelo tráfico e consumo de drogas ao ar livre.

Nesse período, Prior se lembra de ter sido vítima de preconceito por conta de sua orientação sexual uma única vez diretamente e, nas outras, de forma velada.

“Houve um caso onde apontaram o dedo. Foi dito que ‘com ele eu não trabalho’. Foi direto, curto e grosso. E a pessoa disse: ‘você sabe por que’. […] Os outros casos são velados, mas esse foi o único caso mais direto antes desse caso do vídeo”, conta ao G1 o PM.

“O caso do vídeo” a que se refere o soldado é o que foi feito por celular sem sua autorização. As imagens mostram o policial fardado beijando na boca outro homem, em trajes civis, no Metrô de São Paulo. Nada anormal para uma capital que todo ano tem uma das maiores paradas gays do mundo e desenvolve campanhas contra a discriminação por gênero e orientação sexual.

Mas quem filmou Prior dando um “selinho” em seu amigo não entendeu assim. Naquela ocasião, o policial havia deixado o trabalho, mas aparecia fardado dentro de um vagão da Linha 3-Vermelha do Metrô, o que chamou a atenção do desconhecido que gravou a cena.

Segundo Prior, até a corporação informa que não há regulamento que proíba manifestações de afeto fora do ambiente profissional. “Acredito que não seja proibido pelo artigo 104 da I-24 PM, onde ela permite atos de afeto fora da administração, área de administração militar”, diz o soldado de 27 anos.

O G1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para comentar o caso de Prior e aguarda retorno.

Vídeo viralizou

Além de filmar o beijo que Prior deu no rapaz para se despedir, o responsável pela gravação resolveu compartilhar o vídeo, primeiramente num grupo fechado de policiais no aplicativo de celular WhatsApp. Logo depois a filmagem viralizou, mudando a vida de Prior a partir de junho.

“Não faço ideia [de quem gravou o vídeo], mas quero saber”, diz Prior, que não percebeu a gravação e busca a punição de quem a compartilhou. “Se tivesse percebido, eu mesmo teria tirado o celular da pessoa. Estou me sentindo assim… Como é que eu posso te dizer? Ainda um pouco aéreo, um pouco baqueado porque tomou uma repercussão muito grande”.

Da esquerda para a direita: vídeo com beijo de soldado beijando homem no Metrô de SP viralizou e gerou ofensas nas redes sociais, como a do lado, postada por um policial da Rota (Foto: Arquivo/Reprodução/Redes Sociais)

Ameaça de morte

A cada compartilhamento nas redes sociais, Prior recebia um xingamento, uma ofensa e até ameaças de morte acompanhando o vídeo.

“Aqui não aceitamos um policial fardado em pleno Metrô beijando um homem na boca. Desgraçado, desonra para minha corporação. Esse tinha que morrer na pedrada! Canalha safado! Se alguém não gostar desse comentário, f* você também!”, é uma mensagem postada na página do Facebook de um policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM.

Declarações como essa levaram Prior a acionar a Polícia Civil e a Polícia Militar para tomarem providências criminais e administrativas contra policiais que o estão ameaçando. Os casos são acompanhados pelo advogado de Prior, José Beraldo, membro do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro, e o ouvidor da Polícia, Benedito Domingos Mariano.

“Eu tenho diversos prints, e 90% a 95% das pessoas que fazem comentário de ódio em todas as redes sociais contra a minha pessoa e a minha vida são vindas de policiais militares”, informa Prior.

Mesmo figurando como vítima de homofobia, o soldado terá de responder a um procedimento administrativo também na corporação. Segundo a PM, a atitude de Prior no Metrô não obedeceu a regras de segurança exigidas pela corporação. Ele teria deixado o coldre da arma aberto. Sua arma foi recolhida.

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Tratamento médico

Alegando motivos de saúde, Prior pediu afastamento da PM para se tratar. Chegou a ser internado numa clínica psiquiátrica e vem tomando remédios contra pânico. Teria de voltar ao trabalho nesta quarta-feira (11), mas disse não ter condições de voltar as atividades ainda.

“Pela pressão, porque as pessoas não imaginam a dimensão que tomam os problemas. Era uma coisa pequena, tomou uma proporção muito grande. Você, do nada, começa a receber ameaças de todos os âmbitos. Eu acredito que, psicologicamente, ainda não esteja apto a retornar”, diz ele, que teria conseguido mais um mês de licença médica.

Na entrevista ao G1, Prior contou que teve de responder a um questionário sobre o que achava do “homossexualismo”. Segundo o ativista LGBTI Agripino Magalhães, que após o episódio passou a acompanhar o soldado e dar assessoramento a ele, o nome apropriado seria “homossexualidade”.

O “homossexualismo” alude a um período em que o termo representava o que então era considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1990, a OMS retirou o item da sua lista internacional de doenças.

“Recordo-me que disse que eu não achava nada [quando perguntado sobre o que achava do ‘homossexualismo’]. A condição sexual do indivíduo não iria interferir no atendimento de ocorrência da minha parte”, diz Prior. “Completei: não vejo problema algum, afinal também sou [homossexual]”.

Soldado Leandro Prior observa busto em miniatura durante entrevista (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Gays na PM

Prior, que em novembro completará quatro anos como policial militar, diz hoje sem medo: “Sim. Existem gays na PM e muitos”.

“Existem lésbicas, existem gays, existem trans. Continuam trabalhando e devem permanecer. Não é critério de diminuição dos índices criminais a condição sexual. Como qualquer outro lugar de chefia e direção de qualquer outra empresa ou corporação.”

Segundo ele, porém, a sociedade não tem tanto conhecimento da existência de gays na PM porque eles mesmo se escondem. “Existe um enorme preconceito na Polícia Militar contra gays”, diz Prior sobre outros policiais que usam de preconceito velado dentro da corporação contra homossexuais. “Um bom exemplo são perseguições feitas por outros PMs contra subordinados.”

Prior, que diz ter entrado na PM por “vocação”, se inspirou no pai, também policial militar, mas que cortou relações com o filho pelo fato de ele ser gay.

O soldado também lamentou o fato de o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), ter criticado neste mês a sua atitude de beijar um amigo no Metrô.

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu entendo que deu um certo constrangimento [à corporação]. A Polícia Militar tem as suas regras próprias”, chegou a falar França sobre o episódio envolvendo soldado. “Ninguém quer com isso fazer nenhum tipo de punição, mas é preciso ver que a farda, como eu disse, é uma extensão do estado, e a farda tem que ser respeitada. Eu não vejo significado em você usar coldre, farda, e ficar fazendo gestos de amor expresso em público, seja com homem ou com mulher”, completou França.
O soldado relata a existência de oficiais e comandantes homossexuais na PM paulista.

“Eu acredito que o posicionamento do governador, ele não seja este tão somente. Ele é o chefe máximo da polícia e das polícias. Eu acredito que ele tenha um coração mais humano”, disse Prior sobre a fala de França.

Vítima de homofobia

As únicas certezas que Prior tem são de que foi “vítima de homofobia, sim” e “o preconceito não está na corporação, mas na pessoa”.

“Não compensa se esconder, dê a cara a tapa. Se esconder é pior. Você vai receber ameaças se se esconder, sofrer ameaças se colocar a cara ao sol. Coloque a cara a tapa, dê a cara a tapa, enfrente, lute. Porque, se você não lutar, você já perdeu”.

Existem também PMs que estão apoiando Prior. “Muito apoio dos policiais da minha companhia, do meu batalhão. Agradeço imensamente a todos que manifestam esse apoio nas redes sociais”, diz. “Pretendo e vou continuar na Polícia Militar”.

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

G1

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasileiros se aposentam, em média, aos 57 anos, idade abaixo da mínima imposta pela Reforma da Previdência

Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo

Sete anos após a Reforma da Previdência, que estabeleceu idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, a idade média de concessão das aposentadorias no Brasil ainda é de 56,7 anos, segundo estudo do especialista Rogério Nagamine divulgado pelo jornal O Globo.

O levantamento mostra que aposentadorias concedidas a pessoas com menos de 60 anos custaram R$ 145,4 bilhões aos cofres públicos entre 2023 e 2024. Apenas trabalhadores urbanos e rurais nessa faixa etária receberam R$ 115 bilhões em benefícios no período. Militares e servidores federais também contribuíram para elevar os gastos.

A principal razão para a média continuar abaixo da idade mínima são as regras de transição criadas na reforma de 2019, além dos regimes especiais para militares, trabalhadores rurais e algumas categorias profissionais.

Pressão sobre as contas públicas

Segundo Nagamine, essas aposentadorias ampliam a pressão sobre as contas públicas em um país que envelhece rapidamente. O pesquisador observa que quem se aposenta atualmente aos 60 tem expectativa de viver até pouco mais de 80 anos, o que, para ele, torna insustentável o sistema previdenciário do país, já deficitário em R$ 436,8 bilhões (R$ 317 bilhões só do INSS), diferença entre a arrecadação com contribuições e o gasto com benefícios.

Especialistas afirmam que, apesar dos avanços da reforma, a convergência para as idades mínimas será lenta e defendem uma nova discussão sobre o sistema previdenciário a partir de 2027 para garantir sua sustentabilidade no longo prazo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governador de Santa Catarina acusa Lula de xenofobia e decide acionar a PGR

Foto: Divulgação e Brenno Carvalho

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou que acionará a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposta xenofobia. A representação será protocolada na segunda-feira (29).

Durante visita a Itajaí, na sexta-feira (26), Lula criticou a tentativa de extinguir as cotas raciais nas universidades catarinenses, medida considerada inconstitucional pelo STF.

“Não pode permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não pode permitir, não pode permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas do senso de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. A gente é um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual”, afirmou o presidente.

Na sequência, Lula também declarou: “Não tem um cara que é branco e é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. A gente não pode. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância.”

Para Jorginho, a fala insinua que os catarinenses são racistas e ultrapassa os limites do debate político.

“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, declarou o governador de SC.

A Secretaria de Comunicação da Presidência não se manifestou sobre o caso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

QUEM ESTÁ POR TRÁS? Páginas ‘fantasmas’ do Instagram e Facebook gastaram mais de R$ 1 milhão em dois meses para atacar Flávio Bolsonaro e Tarcísio

Imagem: reprodução/O Globo

Sete páginas no Facebook e Instagram, com menos de 400 seguidores cada e sem identificação dos responsáveis, investiram mais de R$ 1,1 milhão em apenas dois meses para impulsionar conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Com nomes como Radar do Planalto, Dossier Brasil 24h e O Contra-Fluxo, as páginas movimentaram centenas de milhares de reais em anúncios, apesar da baixa quantidade de seguidores. Elas compartilhavam registros semelhantes na Meta, sites criados em sequência e contatos com DDD 41, do Paraná, indicando possível ligação entre os perfis.

Três páginas criadas em maio saíram do ar após impulsionarem mais de mil publicações. Em junho, outras quatro perfis semelhantes assumiram a campanha e já gastaram R$ 247 mil, sendo R$ 135 mil apenas entre os dias 17 e 23 de junho — segundo maior volume de impulsionamento no período, atrás apenas do governo federal.

Anúncios driblavam algoritmo da Meta

Levantamento feito elo jornal ‘O Globo’ aponta que as páginas adotaram estratégias semelhantes para driblar os algoritmos da Meta, distribuindo os recursos em centenas de pequenos anúncios e usando legendas genéricas para dificultar a identificação de conteúdo político.

Os anúncios atacavam principalmente Flávio Bolsonaro, utilizando vídeos com acusações baseadas em reportagens jornalísticas e grande alcance nas redes. Após serem retiradas do ar, novas páginas com o mesmo padrão passaram a divulgar conteúdos contra Flávio, Tarcísio e outros nomes da direita, além de impulsionar conteúdos favoráveis ao presidente Lula e ao ex-ministro Fernando Haddad (PT).

O que diz a Meta

A Meta informou que aplica regras para anúncios políticos, promove transparência e colabora com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Especialistas afirmam que esse tipo de estratégia pode desequilibrar o debate público, dificultar a identificação dos responsáveis e ampliar o alcance de conteúdos potencialmente enganosos, ainda que não configure propaganda eleitoral antecipada.

Perfis com impulsionamento

Todas as páginas usaram as mesmas táticas para driblar as restrições dos algoritmos, como legendas neutras, e pulverizaram a distribuição de recursos.

1. Radar do Planalto

  • Enviou informações para a Meta: 22 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 7 de maio

  • Última publicação impulsionada: 3 de junho a 4 de junho

  • Gasto total: 373,8 mil

2. Dossier Brasil 24h

  • Enviou informações para a Meta: 22 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 8 de maio

  • Última publicação impulsionada: 2 de junho a 11 de junho

  • Gasto total: 296,5 mil

3. O Contra-Fluxo

  • Enviou informações para a Meta: 23 de abril

  • Primeira publicação impulsionada: 25 de abril a 30 de abril

  • Última publicação impulsionada: 1 de junho a 4 de junho

  • Gasto total: 220,1 mil

4. Panorama Brasil

  • Enviou informações para a Meta: 3 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 10 de junho a 13 de junho

  • Última publicação impulsionada: 18 de junho

  • Gasto total: 78,3 mil

5. Olho no Erro

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 10 de junho a 14 de junho

  • Última publicação impulsionada: 25 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 65,9 mil

6. Contra a Maré

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 9 de junho a 14 de junho

  • Última publicação impulsionada: 25 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 54,1 mil

7. Lente Escura

  • Enviou informações para a Meta: 8 de junho

  • Primeira publicação impulsionada: 11 de junho a 15 de junho

  • Última publicação impulsionada: 26 de junho (Ativa)

  • Gasto total: 48,9 mil

Opinião dos leitores

  1. QUERO VER QUEM VAI ENTRAR NA LISTA DO XANDÃO. OU SEJA, NO INQUÉRITO DO FIM DO MUNDO. TÁ AÍ O FAMOSO GABINETE DO ÓDIO. “ACUSE-OS DO QUE VOCÊ FAZ, CHAME-OS DE QUEM VOCÊ É”.
    QUEM DISSO USA, DISSO CUIDA.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

‘NÃO POLARIZADOS’: Eleitores que não rejeitam Lula, nem Flávio somam 27%, são voláteis e se guiam por pautas concretas, diz pesquisa Genial/Quaest

Foto: reprodução/O Globo

A parcela do eleitorado que não se identifica como antipetista nem antibolsonarista representa 27% dos brasileiros e pode ser decisiva na disputa presidencial de 2026. Segundo recortes inéditos da pesquisa Genial/Quaest, esse grupo é mais volátil, tende a decidir o voto com base em temas concretos, como economia, emprego e custo de vida, e não por alinhamento ideológico.

De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os ‘não polarizados’ respondem mais aos resultados percebidos do governo do que a discursos políticos, disse ao jornal ‘O Globo’. Por isso, o comportamento desta parcela do eleitorado pode mudar conforme o cenário econômico e político.

Imagem: reprodução/O Globo

A série histórica da pesquisa mostra que esse grupo oscilou entre 24% e 29% desde fevereiro e está em 27% em junho. No mesmo levantamento, 31% dos entrevistados se declararam antibolsonaristas, 29% antipetistas e 10% disseram rejeitar tanto o PT quanto o bolsonarismo. Outros 3% não souberam responder.

Quem são os ‘não polarizados’? 

Segundo a Quaest, os eleitores não polarizados são mais numerosos entre pessoas de menor renda e entre aqueles que se definem como independentes, sem identificação com a direita ou a esquerda. Atualmente, esse segmento demonstra maior aprovação ao governo Lula (51%) do que desaprovação (40%), mas o instituto ressalta que esse apoio não é consolidado e pode mudar conforme a conjuntura.

Na avaliação da pesquisa, a soma dos 27% de eleitores não polarizados com os 10% que rejeitam tanto o petismo quanto o bolsonarismo forma um universo de 37% do eleitorado considerado o mais disputado na corrida presidencial.

Opinião dos leitores

  1. Sou polarizado sim, onde a esquerda estiver estarei contra, pois a esquerda é o que tem de pior na política.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TARIFAÇO: Exportações do RN para os EUA caem 60,8% entre janeiro e maio de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado

Foto: Divulgação/Fiern

As exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos caíram 60,8% entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da plataforma Comex Stat, a queda representa US$ 38,2 milhões a menos em vendas ao mercado norte-americano.

No período, o RN exportou US$ 24,7 milhões para os Estados Unidos, o equivalente a 5,1% das exportações totais do estado. Apenas em maio, o recuo foi de 87,2%, com redução de US$ 26,1 milhões em relação ao mesmo mês de 2025.

A retração ocorre cerca de dez meses após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Apesar de a tarifa inicial de 50% ter sido revogada e substituída por uma taxa global de 10%, setores produtivos afirmam que os efeitos da crise comercial ainda impactam a economia potiguar.

Setor de pescados é o mais afetado

Os segmentos mais afetados são o de pescado, cujas exportações caíram 63,5% nos cinco primeiros meses de 2026, e o de açúcares e melaços, que registrou retração de 45% no mesmo período. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o estado busca ampliar mercados internacionais e adota medidas de incentivo para reduzir os impactos sobre os exportadores.

Com informações de Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Endireita RN reúne lideranças do Seridó e fortalece projeto de Álvaro Dias para o Governo do Estado

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou na tarde deste sábado da edição do Endireita RN realizada em sua cidade natal, Caicó. O encontro reuniu uma multidão de moradores, lideranças políticas e representantes de diversos municípios do Seridó, reforçando o apoio da região ao projeto de Álvaro para o Governo do Estado.

Durante o evento, Álvaro destacou a importância de realizar o encontro em Caicó, onde iniciou sua trajetória política, e reafirmou o compromisso de construir um plano de governo ouvindo a população de todas as regiões do Rio Grande do Norte.

“Meus amigos de Caicó e de toda a região do Seridó, não havia lugar mais significativo para realizar este encontro do que a nossa terra. Foi aqui que tudo começou. Lembro da minha infância percorrendo as ruas de Caicó, estudando no Colégio Diocesano Seridoense, e da minha primeira campanha para deputado estadual, caminhando ao lado do povo seridoense.

Quero agradecer aos prefeitos, vereadores, lideranças e a todos que acreditam neste projeto. Vamos buscar novas indústrias para Caicó e para o Seridó, lutar pela Adutora do Seridó para garantir a independência hídrica da nossa região e continuar ouvindo a população para construir um governo que atenda às necessidades do povo.

Caicó precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e retomar o caminho do desenvolvimento. Tenho convicção de que esse novo momento vai acontecer com muito trabalho e com Álvaro Dias no Governo do Rio Grande do Norte.”

O encontro contou com a presença do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; da pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; do senador Rogério Marinho; do deputado federal General Girão; do pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio; do ex-prefeito de Caicó e pré-candidato a deputado estadual, Bibi Costa; do pré-candidato a deputado federal Coronel Brilhante; dos deputados estaduais Gustavo Carvalho e Adjuto Dias; além de vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas de toda a região.

Também participaram os prefeitos Rogério Couro Fino (Jardim de Piranhas), Silvana de Lalá (Jardim do Seridó), Horison José (Bodó), Aníbal Pereira (São João do Sabugi), Acácio Brito (Serra Negra do Norte), Iranildo Aciole (Lagoa Nova), Professor Amarildo (Ouro Branco), Fernandinho (Acari) e Dra. Tatiana (Santana do Seridó), Ademir (Ipueira), Chilon Batista (Timbaúba dos Bastista), além dos ex-prefeitos Serginho, Hudson Pereira, Robson de Araújo (Batata), Roberto Germano, de Caicó, Zé Lins (Currais Novos) e Luciano Lopes (Jucurutu), Serginho e Alysson (Serra Negra) e Ricardo, vice-prefeito de São José do Seridó.

Com ampla participação popular e de lideranças de todo o Seridó, o Endireita RN reafirmou a força do movimento na região e o compromisso de construir, ao lado da população, um projeto voltado à reconstrução e ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Gastos da Secom do governo Lula com propaganda até junho de 2026 chegam a quase R$ 180 milhões

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Palácio do Planalto gastou R$ 178 milhões com publicidade entre 1º de janeiro e 15 de junho de 2026, segundo dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Com isso, os gastos do governo Lula com propaganda desde o início do terceiro mandato chegaram a R$ 954,5 milhões.

Os investimentos da Secom foram de R$ 175,9 milhões em 2023, R$ 234,9 milhões em 2024, R$ 365,7 milhões em 2025 e R$ 178 milhões em 2026, até 15 de junho.

Os valores consideram apenas os gastos da Secom da Presidência e não incluem despesas com publicidade de ministérios, estatais e empresas de economia mista.

Grupos de mídia que receberam publicidade da Secom em 2026 (jan. a jun. de 2026)

  1. Grupo Globo — R$ 33,0 milhões
  2. Google Brasil — R$ 23,0 milhões
  3. Facebook/Meta — R$ 18,6 milhões
  4. Grupo Record — R$ 13,4 milhões
  5. SBT/SBT News — R$ 5,9 milhões
  6. Kwai Brasil — R$ 4,6 milhões
  7. Amazon/Prime Video — R$ 4,3 milhões
  8. JCDecaux — R$ 3,7 milhões
  9. ESPN/Disney+ — R$ 2,6 milhões
  10. Netflix — R$ 2,3 milhões
  11. Uber — R$ 2,0 milhões
  12. Eletromidia — R$ 1,9 milhão
  13. Grupo Jovem Pan — R$ 1,4 milhão
  14. CazéTV — R$ 1,3 milhão
  15. Max — R$ 1,2 milhão
  16. Grupo UOL/Folha — R$ 1,1 milhão
  17. Grupo Metrópoles — R$ 1,1 milhão

As campanhas publicitárias divulgaram 49 temas e tiveram 1.454 anúncios veiculados em TV, rádio, jornais, revistas, internet e plataformas de streaming.

Temas com as campanhas mais caras em 2026:

  • fim de ano de 2025 – R$ 36 milhões;
  • balanço do governo e panoramas nos Estados – R$ 32 milhões;
  • ações de oportunidade (também chamada de always on –é um gasto para manter campanhas ativas) – R$ 28 milhões;
  • isenção do Imposto de Renda – R$ 17 milhões;
  • governo presente nos Estados – R$ 12 milhões.

Nota da Secom:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.

 “Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.

 “A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.

 “Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Propaganda eleitoral disfarçada, na cara dura mesmo. E o MP dormindo em berço esplêndido.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões de publicidade em 3,5 anos do governo Lula; valor é mais que o dobro do destinado à Record, segunda da lista

Foto: reprodução/montagem/Metrópoles

O Grupo Globo recebeu R$ 267,1 milhões em publicidade da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) durante três anos e meio do atual mandato de Lula na Presidência. O valor representa 25,6% dos R$ 954,5 milhões gastos pelo Palácio do Planalto com campanhas publicitárias no período.

A Globo foi a empresa que mais recebeu recursos, com um valor 118% superior ao destinado ao Grupo Record, o segundo que mais recebeu recursos com R$ 122,6 milhões. Em seguida aparecem a Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), com R$ 85,9 milhões, e o Google Brasil, com R$ 80,9 milhões.

O levantamento também motivou uma ação do PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido alega que o governo ultrapassou o limite legal de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 e pede a suspensão das campanhas publicitárias federais. O caso será analisado pelo ministro André Mendonça.

Grupos que mais receberam dinheiro da Secom do governo Lula com publicidade (jan/2023 a jun/2026)

  1. Grupo Globo — R$ 267,1 milhões
  2. Grupo Record — R$ 122,6 milhões
  3. Facebook (Meta) — R$ 85,9 milhões
  4. Google Brasil — R$ 80,9 milhões
  5. SBT/SBT News — R$ 68,7 milhões
  6. Grupo Bandeirantes — R$ 49,8 milhões
  7. Kwai — R$ 26,3 milhões
  8. TikTok — R$ 13,6 milhões
  9. RedeTV! — R$ 11,3 milhões
  10. Grupo Folha/UOL — R$ 9,4 milhões
  11. X (Twitter) — R$ 6,9 milhões
  12. Amazon/Prime Video — R$ 6,1 milhões
  13. CNN Brasil/Itatiaia — R$ 6,1 milhões
  14. Grupo Jovem Pan — R$ 4,4 milhões
  15. Grupo Metrópoles — R$ 4,4 milhões
  16. LinkedIn — R$ 4,1 milhões
  17. EBC — R$ 4,0 milhões
  18. JCDecaux — R$ 3,7 milhões
  19. Carta Capital — R$ 3,7 milhões
  20. Canal Rural — R$ 3,4 milhões
  21. Terra — R$ 3,4 milhões
  22. Uber — R$ 2,9 milhões
  23. Netflix — R$ 2,9 milhões
  24. Max — R$ 2,7 milhões
  25. Grupo Massa — R$ 2,7 milhões
  26. Terra Viva — R$ 2,7 milhões
  27. TV Cultura — R$ 2,6 milhões
  28. Veja/Abril — R$ 2,6 milhões
  29. Brasil 247 — R$ 2,6 milhões
  30. Pinterest — R$ 2,6 milhões

Os dados consideram apenas os gastos da Secom da Presidência e não incluem despesas de ministérios, estatais e empresas de economia mista, como a Petrobras.

Nota da Secom:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.

 “Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.

 “A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.

 “Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Defesa Civil de Natal registra mais de 140 mm de chuva no bairro Pajuçara entre sábado e domingo (28); média na capital potiguar foi de 84,3 mm

Imagem: reprodução/Via Certa Natal

A Defesa Civil de Natal registrou volumes expressivos de chuva entre o sábado (27) e a madrugada deste domingo (28), com destaque para o bairro de Pajuçara, na Zona Norte, que acumulou 148 milímetros até as 4h, o maior índice da capital no período.

De acordo com os dados da rede de pluviômetros da Semurb/Geoma, outros bairros de Natal também tiveram altos volumes de chuva, como Salinas (Gamboa), com 127,4 mm, Tirol, com 112,2 mm, Sarney, também com 112,2 mm, e Nossa Senhora de Nazaré, com 76,4 mm.

A média registrada pelos equipamentos em operação foi de 84,3 mm.

Os volumes registrados são os seguintes (em ordem descrescente):

  • Pajuçara (Guarda Municipal): 148,0 mm
  • Salinas (Gamboa): 127,4 mm
  • Tirol (Exército): 112,2 mm
  • Sarney: 112,2 mm
  • Nossa Senhora de Nazaré: 76,4 mm
  • Parque da Cidade: 54,2 mm
  • Ponta Negra: 48,6 mm
  • Neópolis: 44,4 mm
  • Guarapes: 35,2 mm

A capital potiguar permanece sob Aviso Amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Inmet. Segundo a Defesa Civil, a previsão é de continuidade das chuvas durante a manhã deste domingo, com redução gradual ao longo do dia e períodos de céu aberto. A Defesa Civil informou que segue monitorando as condições meteorológicas e os volumes de chuva registrados em Natal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lulinha teria atuado na Fictor e facilitado aproximação com o governo no caso Banco Master, diz reportagem; defesa nega

Foto: Reprodução

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltou ao centro das atenções após reportagem da Folha de S.Paulo apontar uma suposta atuação dele junto ao grupo empresarial Fictor e em articulações para aproximação com integrantes do governo federal, no contexto das apurações envolvendo o caso Banco Master.

Segundo a publicação, a relação entre Lulinha e o grupo empresarial teria se intensificado ao longo de 2024. Nesse período, ele teria atuado de forma consultiva e em funções relacionadas a interlocução institucional com a empresa.

Ainda de acordo com a reportagem, essa suposta atuação envolveria a facilitação de contatos da Fictor com membros do governo federal. O jornal também relata que ele mantinha uma presença discreta, com baixa exposição pública, embora tenha sido visto em ambientes ligados à companhia.

O texto cita ainda que essa aproximação teria ocorrido em meio a movimentações que envolveram o empresário Luiz Phillippe Rubini, incluindo sua indicação ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como “Conselhão”, órgão consultivo vinculado à Presidência da República.

Em novembro de 2025, a Fictor anunciou uma tentativa de aquisição do Banco Master. Posteriormente, o grupo passou a enfrentar dificuldades financeiras e entrou em processo de recuperação judicial, com passivo superior a R$ 4,2 bilhões. O caso também passou a ser mencionado em investigações em andamento relacionadas a suspeitas no setor bancário.

A defesa de Lulinha, representada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Guilherme Suguimori, nega qualquer vínculo profissional com a Fictor ou atuação junto ao governo federal. Em nota, os advogados afirmam que ele apenas conhece o empresário citado na reportagem e que não houve contrato, consultoria ou intermediação de interesses.

Opinião dos leitores

  1. Alguém tem um áudio do Lulinha pedindo dinheiro ao Vorcaro?
    Não?
    Mas tem um áudio do Flávio.

    1. A comunicação aí é cabulosa, não deixa rastros. Se deixar, tem quem esconda.

  2. Bandido é bandido, mané é mané. É assim que somos vistos por essa quadrilha de PTralhas, sob o comando de LULADRAO.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *