Cultura

Exposição “Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa” está confirmada para segundo semestre de 2015

Série Viagens Câmara Cascudo na Ã-frica, em 1963, pesquisando para sua obra História da Alimentação no Brasil. Foto Acervo do Instituto LudovicusMostra inédita e interativa sobre o universo cascudiano ocupará um dos mais importantes centros culturais da América Latina, durante quatro meses, com estimativa de 100 mil visitantes

O projeto é realizado em parceria entre a Casa da Ribeira (RN) e Instituto Ludovicus – Casa de Câmara Cascudo (RN), através do apoio integral da família do folclorista, intelectual e etnógrafo potiguar e especialistas em sua obra

Evento deu a largada com recursos parcialmente captados através da Lei Federal de Incentivo a Cultura – Lei Rouanet, e entre os primeiros patrocinadores estão a empresa paranaense O Boticário e a cearense Marquise, além de parceiros importantes como a chef Ana Luíza Trajano, Secretaria de Cultura de São Paulo/ Museu da Língua Portuguesa, Academia Paulista de Letras, Academia NorteRiograndense de Letras, Global Editora e Expomus

Ele traduziu a memória coletiva do povo brasileiro. Da história da alimentação aos nossos gestos e costumes, através de obras fundamentais como o “Dicionário do Folclore Brasileiro” e “História da Alimentação no Brasil”, o etnógrafo, pesquisador, folclorista e escritor norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo (30/12/1898 — 30/07/1986) deixou um rico legado que permanece ainda pouco conhecido, explorado e vivenciado pelas novas gerações. Esse universo cascudiano tão amplo e inesgotável, capaz de encantar intelectuais, estudiosos e leitores mundo a fora, ganhará uma experiência única este ano, para todo o público. Está confirmada, a partir do segundo semestre, a realização da mostra inédita “Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa”, em São Paulo.

Em mais de 600 m² de área, o setor de exposições deste que é um dos maiores centros culturais da América Latina será o endereço para quem quiser vivenciar esta experiência de navegar pelo mundo de Câmara Cascudo, com todas as suas viagens sensoriais – cores, texturas, movimentos e sons da cultura popular brasileira, compreendendo a importância e a contemporaneidade de seus conhecimentos. A mostra sobre Câmara Cascudo seguirá o mesmo conceito de outras exposições já realizadas no local, como as de Jorge Amado, Clarice Lispector e Fernando Pessoa.

Capitaneado pela Casa da Ribeira (RN) e Instituto Ludovicus – Casa de Câmara Cascudo, ambas as entidades do Rio Grande do Norte, o projeto tem curadoria colaborativa da família do intelectual potiguar, dos produtores da Casa da Ribeira, da Expomus, empresa especializada em realizar projetos museológicos no porte de “Guerra e Paz de Portinari”, e da chef Luiza Trajano, além de consultoria de especialistas na obra do pesquisador.

Devido a amplitude de sua obra, a mostra ganhou um plus a mais: ficará em cartaz durante quatro meses, até final de dezembro de 2015. “Ficamos surpresos com o espaço que o museu dará a este acontecimento. Será uma das mais extensas já realizadas no local”, destacou o produtor Gustavo Wanderley, responsável pelo desenvolvimento de produção e coordenação de curadoria. A expectativa de visitação é em torno de 100 mil visitantes e 40 mil educandos.

Patrocinadores de peso e novos parceiros

Aprovado pela Lei Federal de Incentivo a Cultura – Lei Rouanet com orçamento total de R$ 1,5 milhão, “Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa” já deu a largada com a captação dos primeiros patrocinadores nacionais, a empresa paranaense O Boticário e o cearense Grupo Marquise. Além dos patrocínios, a exposição já conta com outros parceiros envolvidos, como a Secretaria de Cultura de São Paulo, Academia Paulista de Letras e Global Editora (responsável pela publicação das obras de Cascudo).

Os produtores esperam fechar as últimas cotas de patrocínio até os meses de junho e setembro, respeitando os prazos previstos na Lei Rouanet. Por enquanto, nenhuma empresa potiguar fechou patrocínio, mas os produtores estão otimistas com a receptividade de algumas já visitadas, como o grupo Riachuelo. A equipe já participou de reuniões com as secretarias de Turismo e de Cultura, com a senadora Fátima Bezerra (PT) e com a vereadora Júlia Arruda (PSB). Com esta parlamentar, foi discutida a possibilidade de integrar a mostra à pasta do Turismo. “Uma exposição que prevê 100 mil visitantes é uma forma de vender Natal como destino de turismo cultural de grande relevância”, diz o produtor além da visibilidade que as mídias darão a exposição, a exemplo das Organizações Globo que é fundadora do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

Trancender os livros: uma mostra interativa e pulsante

Trata-se de uma mostra diferenciada, que transcende a mera exposição estática de acervo de livros e objetos pessoais. Esse é o perfil que deve nortear a exposição “Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa”. Com uso de tecnologia e muita interatividade, a mostra trará experiências que valorizem essa diversidade registrada por Câmara Cascudo, os saberes, os sentires e suas práticas.

“A exposição contempla pontos de toque que extrapolam o universo literário, como a cultura popular, a gastronomia e o idioma. Cascudo revelou ‘brasis’ invisíveis aos brasileiros, e é imperativo mostrar isso às novas gerações”, reforçou Gustavo Wanderley. “Queremos que as pessoas percebam a contemporaneidade de sua obra”.

O recorte curatorial foi definido a partir de cinco módulos: Em “O Tempo e Eu” será abordado o autor e o homem Cascudo, e abrange a sua biografia, compreendendo o período de 1898 a 1986, com ênfase para sua produção intelectual, ficcional ou não, sua extensa rede de amizades (incluindo as correspondências com grandes intelectuais como Mário de Andrade) e as viagens de estudos que empreendeu pela África e Europa.

O segundo módulo é “Dança, Brasil”, que compreende os autos e as festas populares do Brasil. O terceiro tema é “Todo trabalho do homem é para sua boca”, que explora a gastronomia e a alimentação a partir do magistral estudo História da Alimentação no Brasil” obra que busca de nossas origens alimentares.

Depois segue com o módulo “A Literatura Oral e a Voz do Gesto”, que trata da literatura oral, o conto, a lenda, as adivinhações e provérbios, cantos, orações e frases-feitas que o povo se apropriou. O gesto surge como precursor da linguagem em todos os recantos do mundo. Por fim “A Religião no Povo”, que abordará o sincretismo brasileiro a partir do sentimento da religiosidade popular manifestado através de bênçãos, promessas, santos tradicionais, orações, pragas, profecias, superstições, amuletos, entre outros objetos de estudo do folclorista.

Entusiasta e pesquisadora da gastronomia genuína brasileira, a chef Ana Luíza Trajano foi uma das primeiras parceiras a se integrar ao projeto Câmara Cascudo no MLP”. Proprietária do restaurante Brasil a Gosto, ela conta que o livro “História da Alimentação no Brasil” sempre foi base de sua pesquisa em cozinha brasileira. “Foi a partir deste livro de Câmara Cascudo e minhas viagens pelo Brasil que consegui informações para resgatar nossa cultura culinária. Exaltar sua obra em uma exposição no Museu da língua portuguesa, é a melhor maneira de popularizar suas histórias e disseminar a nossa gastronomia como patrimônio cultural brasileiro”, declarou a chef.

Imersão na Casa de Câmara Cascudo e o início da execução

Nos dias 14 e 15 de maio (quinta e sexta-feira passadas), os coordenadores da mostra Gustavo Wanderley e o arquiteto Edson Silva participaram, junto com Daliana Cascudo e parte da família do folclorista, de uma imersão no museu-residência do mestre, o Instituto Ludovicus. Na ocasião foi realizada a pesquisa fotográfica e documental, complementada com bate-papos para exercitar a memória de cada um. Também foram selecionados o material em vídeo de alta resolução com entrevistas e cenas gravadas com Cascudo, que fazem parte do acervo do Instituto. O encontro servirá como ajuda na definição dos limites da linha curatorial.

Para Daliana Cascudo, neta e atual presidente do Ludovicus, a exposição é a realização de um antigo sonho da família. “Após testemunharmos a presença de Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Cora Coralina, Jorge Amado, Clarice Lispector, Oswald de Andrade, contemporâneos Cascudianos, no Museu, sentíamos que faltava alguém num dos melhores museus da América do Sul”, destaca.

Após a primeira imersão e definida a linha curatorial da exposição, o projeto entra na fase de execução. “Para quem tinha como objeto de estudo o “povo brasileiro em sua normalidade” se faz mais do que necessário que este mesmo povo conheça sua obra e se reconheça nela. Nossa intenção é aproximar Cascudo, vivo e atual, do grande público e torná-lo conhecido como ele merece. E ao falar de Cascudo, mostramos também o Rio Grande do Norte que ele tanto amou e de onde nunca quis sair, definindo-se como um ‘provinciano incurável’.

Em termos materiais, a casa construída em 1900 não “viajará” para São Paulo, mas suas memórias e objetos serão todos recriados e mostrados para o mundo. “O custo com o seguro de objetos museológicos é muito alto e, no nosso caso, ultrapassa as cifras da exposição, então não cogitamos levar para São Paulo acervo de grande valor financeiro”, contou Wanderley. Segundo ele, muita coisa será recriada pela cenografia ou a partir dos recursos tecnológicos previstos no orçamento.

Com experiência em projetos e plantas para exposições no Brasil, o arquiteto Edson Silva entende que o mais importante será transpor esse universo de Câmara Cascudo para o plano da experiência, com um conteúdo sempre contextualizado. Um exemplo dessa interatividade é fazer o público se sentir como se estivesse na sala do mestre, manipulando sua inseparável máquina de escrever e relendo as cartas projetadas em uma resma gigante. Ou ainda ouvindo sua voz original enquanto confere o objeto de estudo em tempo real.

Números previstos e itinerância

A exposição sobre Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa (SP) tem expectativa de receber 100 mil visitantes em quatro meses (de setembro a dezembro de 2015). Entre o público-alvo e as ações previstas está a participação de 40 mil educandos do projeto educativo e 40 mil livretos para aplicação nesta área de formação, além de impressos em formato de cordel. Serão ocupados 492 metros quadrados para a exposição, englobando cinco módulos, com 70 profissionais envolvidos. Estão previstos desdobramentos da exposição após a permanência no Museu da Língua Portuguesa, com possibilidade de estabelecer itinerários no Brasil (RN e outros) e também no exterior, a exemplo da Fundação Gulbenkian em Lisboa.

Doação sem ônus para o patrocinador: Conheça o Artigo 18 da Lei Rouanet

Gustavo Wanderley e Edson Silva destacam a importância de se investir em projetos incentivados pela Lei Rouanet, sobretudo nesta modalidade artística enquadrada no Artigo 18, como é o caso das exposições. O patrocinador interessado poderá deduzir 100% do valor investido, em forma de doação, sem ônus financeiro para a empresa patrocinadora. Ou seja, dentro do limite de 4% para pessoa jurídica e 6% do IR para pessoa física, o patrocinador fará apenas o repasse, sem contrapartida financeira para ele. “O sistema é simples e rápido, por isso é importante destacar esse diferencial no caso da mostra de Cascudo”, enfatizam os produtores.

O museu da Língua Portuguesa

O Museu da Língua Portuguesa abriu suas portas ao público no dia 21 de março de 2006. Localizado no histórico edifício Estação da Luz, o museu tem como diferencial ser interativo, com seu conteúdo dedicado à língua portuguesa. Foi concebido pela Secretaria da Cultura paulista em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, tendo um investimento de cerca de 37 milhões de reais.

O objetivo da instituição é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna.

De sua inauguração até o final de 2012, mais de 2,9 milhões de pessoas já visitaram o espaço, consolidando-o como um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul.

Os produtores

Gustavo Wanderley é um dos sócios-fundadores da Casa da Ribeira, ocupando atualmente a função de Diretor de planejamento e projetos da Casa da Ribeira. É Especialista em Gestão Cultural e Inovação em Serviços, curador e desenvolve projetos sociais e culturais desde 1999. Neste projeto, desenvolve o desenho de produção e a coordenação de curadoria.

Edson Silva é arquiteto e produtor cultural. Desenvolve há mais de 15 anos projetos de equipamentos culturais e desenho de exposições. Edson é diretor de relações com investidores da Casa da Ribeira e, no projeto Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa, está responsável pela coordenação expográfica.

Conheça o projeto de Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa

http://issuu.com/camaracascudo

www.casadaribeira.com.br

Escritório em São Paulo

Av São Luís, 187, sala 28

2º piso – Galeria Metrópole

São Paulo

Espaço Cultural em Natal

Casa da Ribeira

Av Frei Miguelinho, 52, Ribeira

Natal – RN

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Diversos

Abertura do Carnaval de Natal reúne mais de 10 mil pessoas no Largo do Atheneu

Foto: Alex Régis

O Carnaval de Natal oficialmente começou. Mais de 10 mil pessoas estiveram presentes para acompanhar os shows que marcaram a abertura dos festejos carnavalescos na capital potiguar nesta quinta-feira (12), com a realização do tradicional Baile de Máscaras. O momento também contou com a entrega da chave da cidade ao Rei e à Rainha do Carnaval, realizado pelo prefeito Paulinho Freire, no Largo do Atheneu, no polo Petrópolis, na zona Leste da cidade.

A programação continua nesta sexta-feira (13) segue até quarta-feira de cinzas, espalhada em diversos pontos de Natal. De acordo com Paulinho Freire, o objetivo é colocar a cidade entre os maiores destinos de eventos do Brasil. “Preparamos um carnaval grandioso. Queremos Natal entre os maiores destinos de eventos do Brasil. E, mais do que isso, queremos um período de folia tranquilo, divertido e que gere economia e renda para quem mais precisa”, disse.

Oficialmente representantes simbólicos da festa, o Rei Momo Ottis Ferreira e a Rainha Lorenna Bulhões comentaram a expectativa para os próximos dias. “Trago a experiência do reinado do ano passado, mas ainda com o friozinho na barriga para abrilhantar essa festa maravilhosa de novo”, conta Ottis. “A ideia é levar alegria e emoção a todos os polos da cidade”, afirmou a bailarina Lorenna.

 

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Geral

Câmara da Argentina aprova redução da idade mínima para punição, para 14 anos

Foto: Martin Zabala

Um dia após aprovar com folga o projeto de reforma trabalhista no Senado, o governo de Javier Milei resolveu testar novamente sua força no Legislativo, desta vez na Câmara, e aprovou um novo regime penal na Argentina que reduz a idade de responsabilidade penal de 16 para 14 anos.

O projeto aprovado nesta quinta-feira (12), com 149 votos favoráveis e 100 contrários, ainda precisa passar pelo aval dos senadores.

A fotografia captura o interior de uma grande sala de reuniões, possivelmente um parlamento ou assembleia, com várias pessoas reunidas, sugerindo uma sessão importante. A composição da cena é dominada pela forma circular da sala, com as cadeiras e mesas dispostas em semicírculos concêntricos, direcionando o olhar para o centro. As pessoas estão sentadas, algumas parecem estar a interagir, enquanto outras observam. A câmara está posicionada num ponto elevado, oferecendo uma vista ampla da sala, capturando a interação e a dinâmica do grupo, indicando um momento institucional.

A discussão não é nova, mas ganhou força em meio a um debate sobre segurança e violência juvenil, influenciado pelo caso do adolescente Jeremías Monzón, que foi assassinado por outros menores em Santa Fé. O crime renovou a pressão para que o governo levasse a proposta a discussão.

O adolescente, de 15 anos, foi morto a punhaladas em dezembro do ano passado, tendo sido filmado pelos outros três jovens.

No início do ano passado, Milei também cobrou a renúncia do governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, após a morte de uma criança que foi arrastada após o carro de sua mãe ser roubado por dois menores.

A medida era uma das propostas de campanha do presidente, em 2023, e o governo contava com o apoio de aliados tradicionais como PRO (do ex-presidente Mauricio Macri), UCR e MID, além do apoio parcial de grupos independentes, como Províncias Unidas e Renovação Federal, o que permitiu alcançar a maioria confortável.

A coligação oposicionista União pela Pátria (peronismo), foi majoritariamente contrária à reforma penal, ainda que parte do bloco Frente Renovador tenha apoiado a nova idade mínima para a imputabilidade. Parte do peronismo argumentou que a questão deve ser tratada em um contexto mais amplo de reforma do Código Penal.

Folha de S. Paulo

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Saúde

Sesap descarta surto de “superfungo” em hospital de Natal

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) negou a ocorrência de surto de Candida auris, conhecido como “superfungo”, no Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da Polícia Militar, em Natal. A pasta também descartou bloqueio ou fechamento de leitos, após circulação de informações sobre possível contaminação em equipamentos da unidade.

Segundo a Sesap, o fungo foi detectado apenas na grade da cama e na cadeira usadas por um paciente já diagnosticado, que permanece internado em isolamento. A secretaria destacou que não há outros casos confirmados no hospital e que o quadro clínico do paciente, que trata uma condição cardíaca, está estável, sem sintomas relacionados à infecção fúngica.

O diagnóstico do paciente foi confirmado em 5 de fevereiro pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), após suspeita inicial registrada em 20 de janeiro. Testes de genotipagem realizados em São Paulo confirmaram o tipo do fungo, e o caso segue sob acompanhamento do Ministério da Saúde. Não há novos registros em investigação no Rio Grande do Norte.

A Candida auris é um fungo emergente, raro no Brasil, mas capaz de provocar infecções graves, principalmente em pacientes hospitalizados por longos períodos ou internados em unidades de terapia intensiva. O controle de casos exige isolamento do paciente e higienização rigorosa de equipamentos e superfícies hospitalares.

A Sesap reforçou que a identificação limitada do fungo não caracteriza surto e que todas as medidas de prevenção e monitoramento estão sendo rigorosamente aplicadas na unidade.

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Geral

“Arca de Noé” de Lula: presidente embarca para Ásia com 10 ministros e mais de 300 empresários em missão por IA e mercados

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na segunda-feira (17) para uma viagem de oito dias à Ásia levando uma comitiva robusta: pelo menos 10 ministros e 315 empresários brasileiros. O roteiro inclui Índia e Coreia do Sul, com foco em inteligência artificial, abertura de mercados e fortalecimento de parcerias comerciais, enquanto o governo tenta ampliar espaço do Brasil em setores estratégicos.

Entre os ministros confirmados estão Carlos Fávaro, Alexandre Padilha, Mauro Vieira, Paulo Teixeira, Esther Dweck, Frederico Siqueira e Luciana Santos. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também integra a delegação. Já os presidentes do Senado e da Câmara foram convidados, mas não participarão da agenda internacional.

Na Índia, Lula participa de uma cúpula global sobre inteligência artificial, evento que marca a primeira presença de um presidente brasileiro em um encontro internacional de alto nível sobre o tema. Além disso, a comitiva deve participar de fóruns empresariais, inaugurar escritório da ApexBrasil e reforçar negociações comerciais, incluindo avanços no acordo Mercosul-Índia e parcerias no setor aeroespacial.

A viagem termina na Coreia do Sul, onde o objetivo central é abrir o mercado para a carne bovina brasileira e atrair investimentos industriais e tecnológicos. Os países devem assinar um plano de ação até 2029, enquanto o governo tenta ampliar o comércio bilateral e reduzir impactos de restrições recentes impostas por grandes compradores internacionais.

Com informações do Poder360

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Geral

‘Climão’ nos bastidores: como o STF negou a suspeição de Toffoli, mas o convenceu a deixar o caso Master

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A discussão que levou ontem à saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, após uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF), foi marcada na quinta-feira por momentos de tensão. Tudo foi decidido em uma reunião a portas fechadas dos atuais dez ministros da Corte.

Segundo ministros ouvidos pelo GLOBO, ao perceber que encontrava resistência em boa parte dos colegas para seguir no caso, Toffoli acabou cedendo e acertou com os pares que aceitava deixar a relatoria “a pedido”. Em contrapartida, os ministros da Corte recusaram evidências de suspeição e afirmaram reconhecer “a plena validade dos atos praticados” pelo magistrado na condução do caso.

A interlocutores, o presidente do Supremo, Edson Fachin, disse estar satisfeito com o desfecho da reunião. Ao deixar o encontro dos ministros, Toffoli só fez questão de dizer aos jornalistas: foi tudo unânime.

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master no STF ontem mesmo. Em sorteio, o ministro André Mendonça foi definido como o novo relator. A saída de Toffoli foi anunciada após uma reunião convocada por Fachin, com os ministros para apresentar um relatório enviado pela Polícia Federal (PF) a respeito dos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento está sob sigilo, mas há menções a Toffoli em mensagens no aparelho.

A reunião, que durou cerca de três horas e foi dividida em duas partes, foi anunciada pelo ministro Edson Fachin após o recebimento de relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, que mencionavam Toffoli.

De acordo com relatos feitos à reportagem, a reunião começou “pesada” e “tensa”, em meio ao agravamento da crise interna provocada pelo envio de informações da Polícia Federal com menções ao nome de Toffoli. O clima era descrito como de “tensão geral” e “climão”, sem um episódio isolado que concentrasse o embate.

Durante a leitura, resistência

No início do encontro, Fachin leu trechos do relatório encaminhado ao Supremo. Em seguida, Toffoli fez uma defesa ponto a ponto, apresentou documentos e buscou rebater as informações que haviam ampliado a pressão sobre sua permanência na relatoria. Depois de sua exposição, os demais ministros passaram a se manifestar.

Segundo esses relatos, Toffoli inicialmente não queria abrir mão do caso. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era a de que as pressões — internas e externas — não cessariam e que a melhor saída institucional para conter o desgaste seria sua saída da relatoria. Alguns ministros defenderam, ainda de acordo com presentes, a necessidade de uma resposta clara à sociedade.

‘Alívio geral’

O ambiente começou a mudar quando o próprio relator indicou que aceitava sair, caso esse fosse o entendimento predominante. O gesto foi interpretado como um “alívio geral” e permitiu a construção de um meio-termo. Ao final, os ministros redigiram conjuntamente a nota que oficializou a saída. Interlocutores afirmam que, diante do cenário, Toffoli “não resistiu” à solução negociada.

Apesar da distensão momentânea, integrantes da Corte admitem que o episódio deixará “sequelas crescentes”, com divisão interna e aumento de desconfianças. A avaliação é que o tribunal retorna a um estágio de menor unidade, semelhante ao período pré-pandemia, quando as divergências entre ministros eram mais expostas.

Ainda de acordo com ministros do STF ouvidos pelo GLOBO, um dos magistrados defendeu que a arguição de suspeição não fosse julgada, pois a Polícia Federal não teria legitimidade para fazer a propositura. O relatório da PF não faz esse pedido diretamente, mas sugere ao presidente do STF que a Corte deveria analisar a questão.

Escalada de tensão em Brasília

A saída de Toffoli marcou um dia de escalada de tensões no caso. Além de ter seu nome citado no celular do ex-banqueiro, o ministro admitiu em nota ser sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, a um fundo do cunhado de Vorcaro.

Toffoli disse que declarou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e afirmou que “nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”. A confirmação, porém, intensificou a cobrança da oposição por uma CPI do Master no Congresso.

Com informações do O Globo

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Geral

VÍDEO: Nikolas Ferreira chama apoiadores às ruas contra Lula e ministros do STF em novo ato na Paulista

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou uma manifestação marcada para 1º de março, às 14h, na avenida Paulista, em São Paulo. Batizado de “Acorda, Brasil”, o protesto tem como alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A mobilização foi anunciada após a relatoria do caso Master sair das mãos de Toffoli e passar para André Mendonça, em meio às discussões sobre supostos vínculos entre integrantes da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nas redes sociais, o parlamentar citou a frase “até mesmo um deus pode sangrar”, do filme “300”, e afirmou que o impeachment provaria que autoridades não seriam “intocáveis”.

Nikolas também pediu que apoiadores organizem atos em outras cidades do país, embora não tenha detalhado locais. O deputado já havia liderado, no fim de janeiro, uma caminhada de 250 quilômetros até Brasília em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, encerrada com manifestação política na capital federal.

Na convocação, o parlamentar criticou decisões do Judiciário e defendeu que o movimento busca “pacificar o país” e combater a corrupção. Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo federal ou do STF sobre a nova mobilização anunciada pelo deputado.

Opinião dos leitores

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Política

Lula proíbe ministros em desfile que o homenageia para evitar desgaste político

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que levará à Sapucaí um enredo em sua homenagem neste domingo (15). A orientação foi repassada após discussões internas no Palácio do Planalto e busca evitar novos questionamentos políticos, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar ações que apontavam propaganda antecipada.

Pelo direcionamento do governo, integrantes da gestão não poderão vincular agendas oficiais ao Carnaval do Rio e, caso queiram assistir ao desfile, deverão arcar com custos próprios. A exceção será a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, que participará do último carro alegórico. A avaliação interna é que a presença maciça de autoridades poderia ampliar críticas e gerar desgaste em pleno cenário eleitoral.

A decisão ocorre apesar do aval do TSE, cuja relatora, Estela Aranha, considerou que barrar previamente a apresentação seria censura a manifestações artísticas. Mesmo assim, aliados defendem cautela e o PT deve orientar também parlamentares a evitarem exposição política direta na avenida, deixando a ala formada majoritariamente por familiares e apoiadores próximos do presidente.

Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola estreante do Grupo Especial aposta na trajetória do petista, que soma seis décadas de vida pública. Nos bastidores, aliados admitem preocupação com possíveis vaias e com a repercussão do desfile, visto por parte do governo como um risco desnecessário em meio à disputa política nacional.

Com informações da Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. É o maior traíra da classe trabalhadora, a maioria dos golpes cometidos por esse bandido, tem como vítimas os trabalhadores…

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Política

Saída de Dias Toffoli amplia pressão e pode colocar Alexandre de Moraes no centro do caso Master

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

A decisão de Edson Fachin de conduzir a redistribuição do caso Master após a saída de Toffoli abriu um novo capítulo dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e aumentou a tensão nos bastidores da Corte. Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já sinalizou que um novo relatório deverá ser enviado ao tribunal reunindo menções ao nome de Moraes nos materiais apreendidos com executivos ligados ao banco.

O documento, ainda em preparação, reúne diálogos encontrados no celular do empresário Daniel Vorcaro, nos quais o ministro aparece citado em conversas que envolveriam troca de mensagens e referências a pagamentos. A expectativa é que o material avance agora sob a relatoria de André Mendonça, o que muda o cenário em relação ao período em que Toffoli comandava o processo.

Outro ponto que voltou ao centro das discussões envolve um contrato milionário atribuído à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, que teria previsto repasses de R$ 130 milhões para atuação institucional em favor do banco. Até o momento, não há confirmação de serviços prestados que correspondam ao valor mencionado, e nem ela nem Moraes apresentaram explicações públicas detalhadas sobre o acordo.

Nos bastidores do STF, a saída de Toffoli é vista como uma mudança estratégica que pode acelerar investigações e reduzir a influência de alianças internas. Moraes teria sido um dos principais defensores do colega durante as discussões internas que antecederam o afastamento da relatoria, mas a nova fase do inquérito amplia o grau de exposição política e jurídica dentro da Corte.

Com o caso nas mãos de um novo relator e a expectativa de novos relatórios da Polícia Federal, integrantes do Supremo avaliam que a crise institucional ainda está longe do fim — e que os próximos movimentos podem redefinir o peso político do escândalo envolvendo o Banco Master.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: Coronel detona crime brutal em tragédia familiar e dispara: “Não é honra ferida, é covardia”

Vídeo: Reprodução/Cultura FM 92,9

Um coronel da polícia fez um forte desabafo público após uma tragédia familiar que chocou o país, envolvendo o assassinato de duas crianças, de 8 e 12 anos, pelo próprio pai. Em tom emocionado e crítico, ele afirmou que o papel de um pai é proteger e jamais transformar os filhos em instrumento de vingança, classificando o crime como “covardia pura” motivada por incapacidade de lidar com o fim de um relacionamento.

Durante o pronunciamento, o oficial alertou para sinais de desequilíbrio emocional que muitas vezes são ignorados por familiares e pessoas próximas. Segundo ele, traição ou separação não justificam violência e devem ser enfrentadas com dignidade, diálogo e reconstrução pessoal, sem colocar vidas inocentes em risco.

O coronel também reforçou a importância das denúncias e do suporte institucional, citando canais como o Disque 100, o Ligue 180 e o atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde, realizado nas Unidades Básicas e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Para ele, a omissão diante de ameaças e comportamentos violentos pode abrir caminho para tragédias irreversíveis.

A fala terminou com um apelo direto à sociedade para que familiares, vizinhos e amigos não ignorem sinais de perigo. “Não é sobre orgulho ou honra, é sobre vidas”, reforçou, defendendo uma postura mais ativa na prevenção da violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes.

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Segurança

VÍDEO: Segurança reage a furto em escola, atira e suspeito morre durante invasão em Nova Parnamirim

 

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Vídeo: Via Certa Natal

Uma tentativa de furto terminou com um homem morto após a reação de um segurança no CEEP Professora Lourdinha Guerra, localizado às margens da Avenida Abel Cabral, em Parnamirim, na Grande Natal. O caso foi registrado na madrugada desta sexta-feira (13) e está sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo informações iniciais, três suspeitos teriam invadido a escola para furtar fios de cobre. O segurança percebeu a movimentação e efetuou um disparo de advertência, que acabou atingindo a perna de um dos homens. Um segundo suspeito fugiu e uma mulher permaneceu no local. Ainda não há confirmação oficial se a morte ocorreu por causa do ferimento ou por outra circunstância, o que será definido pela perícia.

Equipes do Polícia Militar do Rio Grande do Norte realizaram o isolamento da área e conduziram o segurança e a mulher para a delegacia de plantão para prestar depoimento. A arma utilizada foi apreendida e, conforme apurado, estava devidamente licenciada. A expectativa é que o profissional seja liberado após os procedimentos iniciais.

A investigação seguirá com análise de imagens de câmeras de segurança da escola e depoimentos das testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência. A polícia também tenta localizar o terceiro envolvido que conseguiu fugir durante a ação.

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