Polícia

Falso PF enganou criminosos e pediu R$ 1 milhão contra operação fake, diz MP

O fiscal da Prefeitura de Dourados (MS) Wellington José Carvalho de Almeida, 37, está preso desde o final de fevereiro. Ele é suspeito de participar de um esquema de contrabando que teria movimentado 1.200 carretas carregadas de cigarros vindos do Paraguai só em 2017.

Wellington, entretanto, não teria usado sua posição como servidor municipal para auxiliar a organização criminosa investigada pela PF (Polícia Federal). Ele, na verdade, fingiu ser policial federal para entrar na quadrilha e receber propinas por informações que ele dizia ter, mas que nunca fizeram sentido.

Isso é o que apontam documentos que basearam o pedido de prisão preventiva do servidor, aos quais o UOL teve acesso. De acordo com a PF e o MPF (Ministério Público Federal), Wellington conseguiu enganar contrabandistas, passou a receber pagamentos periódicos deles e chegou a negociar o pagamento de R$ 1 milhão para parar uma operação inventada por ele.

“Wellington se passava por policial federal de nome Helder/Welder e praticava atos em prol da organização criminosa com essa condição fictícia a fim de auferir vantagens indevidas.” Informação da PF à Justiça Federal no pedido de prisão do servidor.

Para isso, ele postou fotos vestindo uniforme, com armas de brinquedo, e criou até uma série de contas falsas em aplicativos de mensagens para celular. Com elas, ele simulava conversas com delegados e chefes de núcleos de investigação para depois usá-las em negociação de propinas com criminosos. “A fim de ludibriar contrabandistas, Wellington criava conversas falsas entre os policiais fictícios e encaminhava para membros da organização criminosa”, complementou a PF.

O falso PF está agora num presídio de Ponta Porã (MS), mesmo local em que estão detidos alguns membros da quadrilha que ele enganou. Seu advogado, Alberi Rafael Dehn Ramos, disse que ele nega todas as acusações contra ele. Temendo por uma possível retaliação, Ramos já solicitou a transferência de Wellington a outro presídio. Aguarda a autorização da Justiça.

Carro apreendido no pátio de Wellington durante busca e apreensão em Dourados (MS). Crédito: ArteUOL sobre documentos

Gêmeo é policial militar e está preso

Wellington passou a ser investigado pela PF em março do ano passado, quando se envolveu numa briga com policiais rodoviários federais. Na ocasião, ele e seu irmão gêmeo Alisson -que está preso desde setembro por suposta ligação com o esquema de contrabando de cigarros– perceberam que estavam sendo filmados pelos policiais rodoviários à paisana quando chegaram a um posto de gasolina, em Maracaju (MS). Resolveram tirar satisfação se identificando como agentes da PF.

Alisson, que é policial militar em Mato Grosso do Sul, apontou uma arma para os policiais rodoviários. Wellington, passando-se por policial federal, os revistou. Na revista, eles se identificaram como policiais rodoviários. Pediram a Wellington que ele se identificasse também. Wellington não o fez e envolveu-se numa briga com os policiais rodoviários.

A PM (Polícia Militar) interveio. Wellington e Alisson foram revistados e tinham R$ 12 mil em dinheiro, um rádio transmissor e um giroflex (luz que identifica veículo polícial) dentro do carro em que eles estavam. Foram levados à delegacia da PF, mas liberados depois.

Negociação de propinas

Em setembro último, a PF deflagrou a operação Nepsis. A ação mobilizou 280 agentes em cinco estados e teve como objetivo prender membros de um “grande esquema criminoso responsável pelo contrabando de cigarros”, segundo informou a corporação.

Wellington foi preso temporariamente na operação. Ficou cinco dias na cadeia e foi liberado. Seu irmão, Alisson foi preso preventivamente. Permanece detido até hoje.

Agentes da PF estiveram em endereços ligados aos irmãos. Apreenderam um disco rígido. Nele, os agentes encontraram uma série de imagens de conversas na qual Wellington simulava ser policial federal para pedir propina a membros e até chefes da quadrilha investigada.

R$ 10 mil por “ciclo de contrabando”

Numa conversa encontrada pela PF, Wellington fala com Jean Felix de Almeida, o Foca. Segundo a PF, Foca era gerente da organização criminosa formada pelos contrabandistas.

Wellington, se passando pelo agente Welder, diz na conversa que uma operação policial em andamento teria a quadrilha como alvo. Foca estaria para ser preso:

O chefe de Jean, no caso, é Ângelo Guimarães Ballerini, o Alemão. Ele é apontado pela PF como um dos quatro comandantes do grupo de contrabandistas investigado. Após falar com Jean, Wellington é posto em contato com Ângelo e acerta o pagamento de R$ 10 mil por “ciclo de contrabando”, ou seja, um determinado período de remessas de cigarros.

“A conversa acima evidenciou que Wellington, se passando por Welder, ingressou numa lista de pagamento contínua de Alemão recebendo R$ 10 mil por ciclo de contrabando, referentes ao pagamento de Welder e seu suposto chefe”, informou a PF à Justiça Federal.

R$ 1 milhão para parar operação

De acordo com a PF, Wellington, num outro momento, negociou com Alemão a paralisação de uma operação policial fictícia por R$ 1 milhão. Na conversa, Wellington teria se passado por Cosmo, um suposto chefe de investigação da PF, usando um número de telefone diferente. Cosmo é quem teria negociado a propina com Ângelo.

Depois, Ângelo procurou por Welber, mais uma das identidades de Wellington, para continuar a negociação. “Alemão [Ângelo] responde a Wellington informando detalhes da conversa tratada com Cosmo indicando que Cosmo teria solicitado R$ 1 milhão para ‘segurar a operação'”, informou a PF.

“Restou nítido que Wellington, utilizando-se de uma miríade de personagens fictícios, criados estrategicamente para dar ares de veracidade à sua versão, estaria recebendo valores continuamente da organização criminosa chefiada por Ângelo a pretexto de influir em atos investigados.”

Prisão temporária não cessou fraudes

A PF e o MPF informaram ainda à Justiça Federal que, mesmo após ter sido preso temporariamente em setembro, Wellington continuou agindo como falso policial em busca de propinas. A investigação chegou a essa conclusão depois da prisão de Kelvis Fernando Rodrigues, vulgo Cabelo, em outubro, um mês após a soltura de Wellington.

Kelvis é outro suspeito de integrar a quadrilha de contrabandistas. Ele foi detido no Paraguai. No momento de sua prisão, perguntou se agentes que o detiveram conheciam Helder, um agente da PF. O suposto agente teria um recado a dar aos policiais.

Os agentes responderam que não havia Helder trabalhando na PF no Sul do Mato Grosso do Sul. Kelvis, então, disse que Helder era irmão de Alisson, ou seja, Wellington. “Esse fato demonstra que Wellington, mesmo após ter sido preso temporariamente, voltou a se passar indevidamente como policial federal para realizar tratativas com contrabandistas.”

O episódio foi usado como argumento para o pedido de prisão preventiva de Wellington. O pedido foi aceito pela Justiça Federal em 19 de fevereiro. Wellington foi preso dia 26.

Na prisão, policiais federais também apreenderam em endereços ligados a ele um fuzil e uma espingarda de brinquedo. Há suspeita que ele usava os equipamentos para fingir ser policial. Também foram apreendidos dois cheques, um de R$ 11 mil e outro de R$ 45 mil, e um Toyota Corolla.

As investigações sobre Wellington e a quadrilha de contrabandistas prosseguem em sigilo. Por isso, a PF e o MPF não se pronunciam sobre o caso.

Acusados alegam inocência

Alberi Rafael Dehn Ramos, advogado do Wellington, afirmou que não há motivos para prisão preventiva de seu cliente já que ele tinha colaborado com as investigações quando foi preso temporariamente. Reafirmou também que Wellington e Alisson já declararam que não cometeram nenhum crime. “”Como Wellington pode ser acusado de tráfico de influência se nem policial era?”, questionou o advogado.

O advogado José Augusto Marcondes de Moura Junior defende Ângelo Guimarães Ballerini e Kelvis Fernando Rodrigues. Ambos são acusados de corrupção, contrabando e formação de organização criminosa. Os dois também alegam ser inocentes.

Moura Junior, porém, afirmou que tanto Ãngelo quanto Kelvis conhecem Wellington. Segundo o advogado, eles foram ludibriados pelo falso policial e chegaram a pagar valores a ele.

Jean Felix de Almeida também conhece Wellington. Seu advogado, Ali El Kadre, afirmou que seu cliente já prestou serviço de olheiro para contrabandista uma ou duas vezes, mas nunca fez parte de uma organização criminosa. “Ele é um rapaz que vive de aluguel, não tem dinheiro para nada. Nunca foi gerente de nada”, descreveu Kadre.

O advogado também disse que seu cliente conversou com Wellington e tinha convicção de que ele era policial federal. “Meu cliente disse ao delegado que Wellington o abordou usando colete a prova de balas, com arma em punho e giroflex no carro. Como ele poderia duvidar?”.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. Aí vai e prende um cabôco desse, que conseguiu enrolar uma facção criminosa e ainda obter lucro?! A ''inteligênça'' da policia deveria integrá-lo e aprender um pouco. Nos EUA é comum pessoas que cometem delitos com requintes de genialidade, como hackers e golpistas excepcionais, serem aproveitadas para os serviços de investigação.

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Judiciário

VÍDEO: A “ligação” a Bolsonaro que pode fazer Fábio Porchat persona non grata

 

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Entre os motivos para considerar Fábio Porchat persona non grata no Rio de Janeiro (RJ), o projeto aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira (13/5) citou um vídeo em que o humorista finge ligar para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, ele pede para “dar um recado” ao político e depois dispara uma série de xingamentos.

“Oi, boa tarde. [Pode passar ao] Bolsonaro, por favor? É o Fábio Porchat”, diz o humorista, simulando a ligação à equipe do ex-presidente. “Tá dormindo? Gente, mas essa hora? Pode anotar um recado então, por favor? Diz para ele se f*der, tomar no c* dele, ir à m*rda! Isso, assim que ele acordar. Tchau tchau.”

O projeto de lei foi aprovado por quatro votos a dois. Votaram a favor os deputados Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL) – todos membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – e Sarah Poncio (Solidariedade). Os contrários foram de Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD).

Para ser aprovado com vigor de lei, o projeto ainda deverá ser apresentado ao plenário da Alerj. Será necessário que 36 deputados estejam presentes para que a votação ocorra. Para o projeto ser aprovado, a maioria simples (metade mais um) tem de votar a favor.

Metrópoles

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Saúde

Criança é internada em Natal com infecção bacteriana e família associa caso a detergente

Foto: Reprodução

Uma criança de 10 anos está internada na UPA Pajuçara, na Zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Familiares da paciente afirmam que os sintomas de inchaço e coceira começaram na quarta-feira (6), após a menina ter contato com um detergente da marca Ypê pertencente ao lote com numeração final 1.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que, até o momento, não há constatação técnica de ligação entre o quadro clínico e o uso do produto. A causa da infecção permanece sob investigação. A paciente aguarda transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago por meio do sistema de regulação estadual para a realização de exames detalhados.

O relato da família ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar, no dia 7 de maio, o recolhimento e a suspensão da venda de 24 produtos da Química Amparo (Ypê). A medida foi motivada pelo risco de contaminação por microrganismos em lotes específicos terminados em 1.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o caso é acompanhado pela vigilância epidemiológica. A Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (Suvisa) informou que, até esta data, não houve apreensão de produtos dos lotes citados pela Anvisa nos municípios do Rio Grande do Norte. A fiscalização na capital é de responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal.

Em nota, a marca Ypê informou que se reuniu com a Anvisa na terça-feira (12) para apresentar laudos técnicos de microbiologia e medidas implementadas nos processos de fabricação. A empresa solicitou à agência a manutenção do recurso que suspende a interdição dos produtos até que a documentação apresentada seja integralmente analisada. A conclusão da avaliação da Anvisa está prevista para esta sexta-feira (15).

Novo Notícias

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Brasil

Delegada da PF e marido eram “espiões” de Vorcaro na corporação

Foto: Vinicius Schimidt

A delegada da Polícia Federal afastada por suspeita de atuar ilegalmente para a família de Daniel Vorcaro é Valéria Vieira Pereira da Silva.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento preventivo da função pública de delegada e a proibição de deixar o país, além de apreensão do passaporte em 24 horas.

De acordo com as investigações da PF que levaram à sexta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14/5), Valéria tinha papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso chamado “A Turma”, que atuava para os interesses de Vorcaro.

Ela e o marido, o policial federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, são apontados como espécie de “espiões” do banqueiro.

Valéria teria acessado, sem justificativa funcional, o inquérito conduzido pelo Superintendência Regional da PF em São Paulo, embora estivesse lotada, desde 2006, em Minas Gerais. Ela não tinha qualquer atribuição relacionada ao procedimento.

Segundo a PF, após acessar o procedimento, repassou dados para Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que trabalhava para a família Vorcaro. “O conteúdo compartilhado teria sido suficientemente detalhado, permitindo a identificação do objeto da investigação e de pessoas efetivamente visadas”, disse a PF.

A PF não localizou comunicações diretas entre Valéria e Marilson, mas, segundo a corporação, o marido dela teria atuado como intermediador, “reduzindo rastros diretos da participação da delegada”. Há suspeita de violação de sigilo funcional, além de corrupção e organização criminosa.

Metrópoles

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Chuvas

Idoso é salvo por bombeiros após ficar ilhado em rio de Canguaretama

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atuou intensamente durante toda a quarta-feira (13) em diversas ocorrências relacionadas às fortes chuvas registradas no estado.

A ocorrência de maior destaque foi registrada durante a noite, no município de Canguaretama, onde um idoso de 63 anos ficou ilhado após o aumento do nível do rio nas proximidades de viveiros de camarão. A vítima não conseguia sair do local devido à força da água e ao risco de correnteza. A equipe de mergulho do Grupamento de Busca e Salvamento GBSA, realizou a retirada da vítima com segurança. O idoso foi resgatado consciente, sem ferimentos e passa bem.

Além da ocorrência em Canguaretama, o CBMRN também atendeu outras demandas ao longo do dia. No bairro das Rocas, em Natal, equipes acompanharam ações da Defesa Civil em áreas com risco estrutural e possibilidade de deslizamentos. Já no município de Macaíba, os bombeiros deram continuidade às buscas por uma vítima desaparecida em área de rio. Houve ainda atendimento envolvendo um animal em situação de risco na cidade de Montanhas.

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Esporte

Quatro surfistas mirins representam o Rio Grande do Norte em competição em Pernambuco no próximo fim de semana

Foto: Divulgação

O projeto CostaSurf, de Baía Formosa (RN), participará do SurfKids Porto de Galinhas 2026, em competição que ocorrerá no próximo fim de semana, 16 e 17 de maio, em Pernambuco.

Quatro quatro atletas do CostaSurf vão disputar troféus: Gabriel Lisboa, Luís Henrique “Passarinho”, Kalina Andriola e Marcellyne Silva, atual campeã nordestina de surf e destaque da equipe.

Enquanto Marcellyne disputa o evento pelo terceiro ano, os demais atletas viverão a primeira experiência em competição.

O projeto CostaSurf de Baía Formosa utiliza o surf como ferramenta de transformação social, incentivo a disciplina e o desenvolvimento esportivo de crianças e jovens.

Para o professor Hugo Souza, idealizador do projeto, a participação no evento representa mais um passo importante na evolução da equipe: “estamos muito felizes em levar nossos atletas para uma competição tão importante do surf de base. A Marcellyne já chega com experiência e grandes resultados, enquanto os menores vão viver esse momento pela primeira vez. O mais importante é ver essas crianças evoluindo dentro e fora d’água, representando Baía Formosa e o Rio Grande do Norte com muita dedicação.

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Cidades

Bombeiros retomam buscas por jovem desaparecido em Macaíba

Screenshot

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) retomou, nesta quinta-feira (14), as buscas pelo jovem que desapareceu após se afogar no rio Jundiaí, no município de Macaíba.

A ocorrência foi registrada na tarde da quarta (13), quando equipes do CBMRN foram acionadas para atender ao caso. Assim que chegaram ao local, guarda-vidas e mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas, utilizando embarcações e técnicas especializadas de localização de vítimas de afogamento.

De acordo com os bombeiros, os trabalhos seguiram até o início da noite, porém a baixa visibilidade e as condições do ambiente comprometeram a continuidade das operações subaquáticas, sendo necessária a suspensão temporária das buscas.

Na manhã desta quinta, as equipes retornaram ao rio para dar prosseguimento à ocorrência. Os militares seguem empenhados na operação, realizando varreduras na área indicada com apoio de embarcações, equipamentos específicos e mergulhadores especializados.

O CBMRN reforça a importância de atenção redobrada em áreas de rios, açudes e balneários, especialmente durante períodos de maior movimentação, alertando a população para os riscos existentes em locais de banho sem supervisão adequada.

Tribuna do Norte

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Polícia

Nova fase da Compliance Zero prende agente e mira delegada da PF

Screenshot

Foto: Reprodução

A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), avançou sobre integrantes da Polícia Federal que teriam atuado para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro André Mendonça, responsável pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento de uma delegada da PF, que foi alvo de busca e apreensão, e a prisão de um agente da ativa da corporação suspeitos de vazar informações ao grupo de Vorcaro.

Outros dois agentes aposentados da PF foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira.

As investigações revelaram no início do ano que o grupo contratado pelo banqueiro para influenciar as apurações, realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de adversários acessava dados do MPF, da Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

Vorcaro teve acesso antecipado a diligências da investigação, de acordo com registros localizados pela própria PF. O empresário teria inclusive feito anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em curso.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, apontado como o coordenador operacional do grupo denominado “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

O acesso, segundo a investigação, era feito por Mourão por meio da utilização de credenciais funcionais de outras pessoas, o que permitia obter informações protegidas por sigilo institucional.

“A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, escreveu o ministro André Mendonça ao autorizar a mais recente fase da operação sobre o caso.

CNN

Opinião dos leitores

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Política

Vorcaro queria lucrar com filme sobre Bolsonaro

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, pretendia lucrar com a produção do filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo site The Intercept Brasil, o empresário mantinha contrato de financiamento com a produtora ligada ao ex-secretário de Cultura Mario Frias.

De acordo com pessoas ligadas à produção ouvidas pela coluna, o acordo previa retorno financeiro ao empresário com juros e correção monetária, diferentemente de um simples patrocínio institucional.

Segundo a reportagem, o contrato de financiamento do filme teria valor estimado em US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.

A produção Dark Horse é estrelada pelo ator Jim Caviezel e busca retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Ainda segundo o material publicado pelo Intercept, conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro mostram cobranças relacionadas a parcelas atrasadas do contrato de financiamento. Em uma das mensagens divulgadas, Flávio Bolsonaro pede que Daniel Vorcaro dê uma “luz” sobre os pagamentos pendentes ligados ao projeto cinematográfico.

As mensagens também mencionam viagem a Dubai e tratativas pessoais entre os envolvidos, embora o conteúdo divulgado não detalhe integralmente o contexto das conversas.

 

Opinião dos leitores

  1. Flávio falou que tava junto agora e sempre com Vorcaro, APÓS as denúncias do banco master. Acabou a campanha pra ele.

  2. SÓ LEMBRANDO QUE, GRAÇAS A ESSE THE INTERCEPT, É QUE LULA É PRESIDENTE DA REPÚBLICA HOJE. FOI O TAL INTERCEPT QUE DEU INÍCIO AO FIM DA LAVA JATO. É BOM LEMBRAR DISSO.

  3. CPI DO MASTER URGENTE.
    Tudo em torno de Vorcaro TEM e DEVE SER EXPOSTO, independentemente a quem vai expor.
    A quem interessa não revelar todo conteúdo das conversas entre Flávio e Vorcaro?
    Qual a razão da mídia paga e a esquerda não exigir e revelar TODAS as conversas?
    Mais uma coletividade propositadamente para criar narrativas acusatórias?
    Vorcaro financiou os filmes sobre Lula e Temer? Isso é crime?
    Enfim, vão condenar mais um da direita sem apresentar provas conclusivas?

  4. BG, ESTOU ESPERANDO SEU COMENTÁRIO DE MEIO DIA, SOBRE O ÁUDIO DE FLÁVIO BOLSONARO/VORCARO.

  5. A própria matéria confessa: era um acordo com previsão de ‘retorno financeiro, juros e correção monetária’. Ou seja, um investimento privado legítimo, como qualquer outro no mercado de entretenimento. Se o investidor atrasa as parcelas de um contrato de 134 milhões, é natural e obrigatório que haja cobrança para que o projeto não pare.

    Onde está o crime em cobrar o cumprimento de um contrato particular que não usa um centavo de impostos ou Lei Rouanet? Estão tentando criminalizar o lucro e o investimento privado só porque o tema é Bolsonaro. Enquanto isso, o sistema silencia sobre os bilhões públicos que realmente somem em Brasília. É pura narrativa para tentar desgastar quem lidera as intenções de voto!

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Geral

Festival de Quadrilhas São Gonçalo Junino 2026 tem vagas preenchidas em menos de 12 horas

Foto: Divulgação

O Festival São Gonçalo Junino 2026 já é um sucesso antes mesmo de começar. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, informa que todas as vagas para participação no festival foram preenchidas em menos de 12 horas após a abertura das inscrições.

Ao todo, 20 quadrilhas juninas tradicionais e estilizadas do Rio Grande do Norte garantiram participação no evento, demonstrando a força e a grandiosidade do São Gonçalo Junino no calendário cultural potiguar.

O festival contará com premiação total de R$ 66 mil. Na categoria estilizada, os prêmios serão de R$ 22 mil para o primeiro lugar, R$ 16 mil para o segundo e R$ 7 mil para o terceiro colocado. Já na categoria tradicional, a premiação será de R$ 18 mil, R$ 10 mil e R$ 6 mil para os três primeiros lugares, respectivamente.

Foto: Divulgação

O evento será realizado nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Ginásio de Santo Antônio, reunindo tradição, cultura popular e muita animação.

A quadrilha campeã da categoria estilizada também representará o Rio Grande do Norte na final do Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste.

O regulamento completo segue disponível no site oficial da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante:
https://www.saogoncalo.rn.gov.br/arquivos/4777/REGULAMENTO__2026_0000001.pdf

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Polícia

PF faz operação contra venda ilegal de celulares e encontra estoque clandestino em Natal

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal e a Receita Federal encontraram um estoque irregular de produtos terapêuticos e estéticos armazenados sem controle sanitário adequado durante a Operação Ilegal Networks, deflagrada nesta quarta-feira (13), em Natal.

A ação investiga a venda clandestina de eletrônicos e produtos de telefonia no Rio Grande do Norte e cumpriu três mandados de busca e apreensão em salas comerciais utilizadas por uma empresa que atuava como assistência técnica de celulares.

Foto: Divulgação/PF

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, tablets, computadores e acessórios sem comprovação de importação regular. Parte do material estético apreendido estava sem refrigeração adequada e não possuía autorização para comercialização no país.

Segundo a investigação, também foram encontrados insumos utilizados no possível fracionamento e aplicação das substâncias, o que ampliou o foco da apuração para possíveis crimes contra a saúde pública.

Foto: Divulgação/PF

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e contra a saúde pública.

Opinião dos leitores

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