Brasil

‘Fazíamos reuniões, mas não tinha mais clima’, diz ministro da Defesa sobre demissão de comandante do Exército

Foto: Cristiano Mariz

O ministro da Defesa, José Múcio, chamou o general Júlio César de Arruda, então comandante do Exército, para uma reunião no sábado de manhã na pasta. Ao se encontrarem, os dois tiveram uma conversa dura e objetiva. Múcio disse que, apesar de gostar de Arruda, seria preciso dar um novo rumo para a caserna, porque sentia que “não havia um envolvimento absoluto” do militar com o governo. O general se mostrou surpreso com a demissão e, pouco tempo depois, comunicou a situação ao Alto-Comando da Força, sem dar detalhes do motivo da sua saída precoce. O substituto na linha de sucessão por antiguidade, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, responsável pelo Comando Militar do Sudeste, foi indicado para assumir os quartéis. Por que, afinal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fazer uma mudança drástica numa área considerada sensível para o governo?

Houve os acampamentos dos quartéis. Por mais que nos esforçássemos, aquela não era uma situação resolvida. Depois, veio o 8 de janeiro, que criou muito problema. Foi um ato de vândalo misturado com terrorismo com suspeita de incitação ao golpe. Precisamos saber quem são os culpados. Evidentemente, o Exército não estava por trás daquilo, mas precisa punir as pessoas das Forças que estavam envolvidas naquilo e saber quem ajudou a depredar – diz Múcio ao GLOBO.

Lula nunca digeriu o fato de Arruda ter sido contra a prisão imediata das pessoas que invadiram as sedes dos Poderes em 8 de janeiro e estavam alojados em um acampamento em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. O general alegava que havia mulheres e crianças no local que poderiam ser vítimas de um eventual confronto com a Polícia Militar. Essa postura irritou o presidente e ministros do governo, que passaram a pressionar o ministro da Defesa.

Múcio tentou contornar a desconfiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com integrantes das Forças Armadas após o ato. O ministro da Defesa chegou a intermediar encontros de ministros com militares e foi o principal articulador de uma reunião ocorrida na sexta-feira passada no Palácio do Planalto entre o mandatário e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. No encontro, foram discutidos investimentos prioritários em projetos militares. Apesar de o papo ter fluído, a página da crise não foi totalmente virada. A relação continuava estremecida.

O presidente quer investir nas Forças Armadas. Mas ele não perdoou nem vai perdoar a ocupação dos acampamentos em frente ao Exército. Ele quer a apuração absoluta – afirma Múcio.

Ao final da reunião de Lula com militares no Planalto, todos estavam cientes de que seriam tomadas as providências necessárias para punir integrantes das Forças envolvidos no ataque aos Poderes. Até o momento, foram identificados três membros do Exército e um oficial da Marinha e um ex-cabo da Aeronáutica nos atos golpistas. Arruda, no entanto, dava sinais de resistência em responsabilizar gente ligada à caserna, porque queria evitar um “clima de revanchismo“, segundo relatos de pessoas próximas.

Um episódio recente agravou o incômodo de Lula com o ex-comandante do Exército. O general demonstrou contrariedade à ideia de revogar a designação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, para comandar o 1º Batalhão de Ações e Comandos, unidade de Operações Especiais. Cid foi escolhido para o posto em maio do ano passado, mas só assumiria a cadeira em fevereiro. O Planalto já havia indicado que esperava que a nomeação fosse anulada, pois o homem de confiança do ex-presidente está na mira de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF). Arruda, porém, relutava em aceitar essa possibilidade. A pessoas próximas, dizia que decisões administrativas do Exército cabia ao comandante.

Por essas razões, o general era visto como um obstáculo para a pacificação do governo com militares. Antes de ser demitido, ele se preparava para ficar duas semanas afastado do comando do Exército para fazer uma cirurgia eletiva. Essa ausência, segundo integrantes do governo, poderia postergar o processo de investigação de integrantes da Força envolvidos nos atos golpistas e adiar a saída de Arruda. Para se antecipar a essa situação, Múcio decidiu comunicar a demissão.

Eu exauri ao máximo. Demorei para tomar a iniciativa, porque a hora foi agora. Eu precisava me convencer disso – afirma Múcio, acrescentando: – Tentei reconstruir essa relação, porque eu vim para pacificar a relação do governo com as Forças. Senti que não havia clima. Fazíamos reuniões, mas não tinha mais clima.

Arruda enfrentava desconfianças de integrantes do governo e até do Judiciário antes mesmo de ser escolhido por critério de antiguidade para assumir o comando do Exército, em 30 de dezembro. O general era visto como uma pessoa alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Coube ao ministro da Defesa trabalhar para tentar desarmar essa resistência.

Eu fui ao Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal) dizer que me responsabilizava pela escolha. Tenho absoluta certeza que fiz o certo. Arruda é uma pessoa comprometida com o Exército, oficial da Arma de Engenharia, respeitado por todos — afirmou Mucio em entrevista à Globonews em dezembro, logo após ser confirmado no cargo.

Nos últimos dias, Lula vinha sendo aconselhado a se posicionar publicamente como o comandante supremo das Forças Armadas, conforme prevê a Constituição, e deixar claro que os militares estão subordinados a civis. Com a mudança na cúpula do Exército, o presidente espera que haja uma apuração rigorosa de integrantes da caserna envolvidos no ato golpista de 8 de janeiro e que aos quartéis fiquem distantes da política. Essa expectativa foi reforçada no sábado à noite por Lula numa conversa no Palácio do Planalto com o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, substituto de Arruda.

O novo comandante do Exército ficou em evidência nos últimos ao ser publicado um vídeo em que discursa em defesa da democracia e reforçar o papel do Exército como instituição de Estado. “Ser militar é isso: ser profissional, é respeitar a hierarquia e disciplina, é ser coeso, é ser íntegro, é ter espirito de corpo, é defender a pátria, é ter uma instituição de Estado apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito”, disse o general Tomás durante uma cerimônia oficial em São Paulo. “Isso é ser militar, é não ter corrente. Isso não significa que o cara não seja um cidadão, que o cara não possa exercer o seu direito, ter opinião. Ele pode ter, mas ele não pode manifestar”, complementou.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O Ministerio da Defesa tem que acabar com a questão do pessoal que vai para a reserva e volta como TTC é uma vegonha fui Cabo temporario servi 8 anos nas Forças armadas esse pessoal só engana no quartel são os verdadeiros enganadores mamando na teta da instituição vamos largar o osso.

  2. Tem que acabar com o TTC, nas forças armadas cabide de emprego uma vergonha. Terminou o seu tempo de serviço vai descansar e cuidar da familia.

  3. Golpistas canhotos adoram acusar os outros de golpistas , e a canetada de Fachim liberando corrupto condenado em duas instancias e com seus tesoureiros e lideranças todas condenadas e presas circunstancialmentes?E um stf parcial manipulando campanha política, com prisões “preventivas” arbitrárias de deputado federal(presidente do congresso covarde ficou caladinho),jornalistas, blogueiros, cidadão comum?, bloqueios de redes sociais, blogs ,programas de rádios da direita?isso é o qu~e ?. Na maioria decisões monocráticas de um colegiado biônico. A fora o código fonte das urnas eletrônicas que as forças armadas não tiveram “competência” de conseguir. Agora taí vão prestar continência a um corrupto consagrado e condenado !

  4. Numa Democracia o papel do Exército como instituição de Estado é o que norteia o SER MILITAR: “Ser militar é isso: ser profissional, é respeitar a hierarquia e disciplina, é ser coeso, é ser íntegro, é ter espírito de corpo, é defender a pátria, é ser uma instituição de Estado apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando.”

  5. O que comprometeu foi o depoimento do comandante da policia.Foi ap QG do exercito por duas vezes e foi impedido de desmontar o acampamento.As consequências todos conhecem….

  6. Mourão tá conversando besteira..kkkkk
    Passou 4 anos sendo humilhado pelo Bozo e agora quer dá uma de brabo…ponha o rabinho de volta entre as pernas e te recolhe, Mourão…kkkkk

    1. Seu presidente é um condenado por corrupção, vc um imbecil alienado.

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[VÍDEO] Ezequiel publica vídeo desmentindo boatos e reafirmando apoio a Álvaro Dias para o Governo do Estado

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (12) reafirmando seu apoio a Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado.

Na gravação, Ezequiel chamou de “muído político” os boatos que circularam usando uma fala descontextualizada dele durante um ato político no município de Parazinho.

“Ontem estive no município de Parazinho, onde elogiei outro candidato por ser ex-deputado e ter convivido comigo. Mas deixo claro que meu posicionamento é Álvaro 22, governador do Rio Grande do Norte”, enfatizou o presidente da ALRN.

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Matheus Faustino denuncia boicote do União Brasil à sua candidatura e promete expor bastidores da eleição

O candidato a deputado federal Matheus Faustino afirma estar sendo boicotado pelo próprio União Brasil por não apoiar o candidato do partido ao Governo do Estado e por manter uma postura independente nas fiscalizações que vem realizando no interior do Rio Grande do Norte.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Faustino afirma que passou a sofrer retaliações após denunciar prefeituras ligadas ao União Brasil ou a grupos que apoiam Alyson Bezerra, além de apresentar denúncias envolvendo candidatos da própria chapa.

Faustino também questiona a distribuição de recursos dentro da campanha. Segundo ele, enquanto candidatos que considera pouco conhecidos estariam recebendo cifras milionárias em apoio, sua candidatura teria recebido pouco mais de R$ 200 mil.

Para o candidato, a diferença demonstra o preço de manter uma candidatura independente e não se submeter aos interesses das estruturas partidárias.

Mesmo com poucos recursos, Faustino afirma que não vai se intimidar nem abandonar a disputa. A promessa é continuar percorrendo o RN, fiscalizando prefeituras e enfrentando políticos, inclusive aqueles que fazem parte de seu próprio campo político.

“Se o preço da independência é ter menos dinheiro, eu pago. O que não vou fazer é me vender.”

Faustino diz ainda que pretende transformar as dificuldades em combustível para a campanha e fazer história nas eleições do Rio Grande do Norte.

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Carla Dickson reúne mais de 600 lideranças e mostra força política em Natal

A deputada federal Carla Dickson(PL-RN), reuniu na noite de ontem, mais de 600 lideranças de Natal durante encontro realizado no bairro das Quintas. A mobilização demonstrou a força política da parlamentar na capital potiguar e reforçou sua articulação para as eleições de 2026.

O encontro contou com a presença da vice-prefeita de Natal, Joanna Guerra, que representou o candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Em sua fala, Joanna destacou o trabalho desenvolvido por Carla Dickson em favor de Natal durante a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura.

A vice-prefeita ressaltou que Carla foi uma das deputadas que mais destinou recursos de emendas para a capital potiguar, contribuindo para que a administração municipal pudesse viabilizar importantes obras e ações em benefício da população.

Carla Dickson agradeceu a presença das lideranças e aproveitou o momento para prestar contas do trabalho realizado ao longo de seu mandato como deputada federal. Ao falar sobre o futuro, destacou a importância de dar continuidade a esse trabalho na Câmara Federal, especialmente na defesa das famílias atípicas do Rio Grande do Norte.

“Nosso trabalho precisa continuar. Temos muito a fazer por Natal e pelo Rio Grande do Norte, principalmente pelas famílias atípicas, que precisam de uma voz forte e atuante em Brasília”, destacou Carla.

O evento nas Quintas reuniu lideranças de diferentes regiões de Natal e consolidou mais um momento de demonstração de força e articulação política da deputada federal na capital.

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[VÍDEO] “É preciso parar com essa babaquice de fazer superavit e ter controle fiscal”, diz Lula

O presidente Lula (PT) classificou como “babaquice” a cobrança por controle fiscal e superavit durante um comício em Curitiba (PR) neste sábado (11).

“Para gerar emprego, a economia tem que crescer. E para a economia crescer, o governo tem que investir. E para o governo ter que investir, é preciso parar com essa babaquice de que tem que fazer superavit, fazer superavit, de tem que ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juro que nós pagamos, R$ 1 trilhão e 300 milhões de juros. Isso é que é grande. O restante é investimento”, afirmou.

O Brasil vive um cenário de juros elevados e aumento da dívida pública. A Selic está em 14% ao ano, enquanto a dívida bruta chegou a R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB. O endividamento cresceu 10,8 pontos percentuais durante o terceiro mandato de Lula.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] FLAGRA DO BEM: Dança de mãe e filha em hospital viraliza ao celebrar a vitória de adolescente que voltou a andar após doença rara

O que parecia uma simples dança entre mãe e filha em um quarto de hospital ganhou outro significado depois que a história por trás das imagens veio à tona. A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que viu a cena do prédio em frente ao Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre. Há cerca de uma semana, e sem conhecer a história, ela publicou o vídeo com a frase: “Não espere que tudo esteja bem para permitir que a vida aconteça”. Resultado, as imagens viralizaram.

O vídeo mostra Livia Borges, de 14 anos, comemorando a recuperação dos movimentos após enfrentar a Síndrome de Guillain-Barré, uma rara doença autoimune que provoca fraqueza muscular.

Livia depois comentou na postagem e explicou o significado daquele momento: “Sou eu no vídeo, num ato de extrema felicidade de poder voltar a andar e ainda mais, poder dançar”, afirmou. Para ela, a dança representava “uma grande vitória”.

A mãe, Elisiane Marques Lopez, contou que os passos eram um ensaio para a Semana Farroupilha. As duas dançavam a “rancheira”, ritmo tradicional gaúcho. “Entre paredes de hospital, desafios e dias difíceis, nós duas encontramos um jeito de continuar dançando”, disse Elisiane.

Depois que o vídeo viralizou e conheceu a história da família, Lidiane afirmou que passou a enxergar a gravação que fez de outra forma. “Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar”, disse.

Com informações de g1

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Senadores reclamam de ‘silêncio’ de Alcolumbre e querem convocar ministro da Justiça e chefe da PF para prestar esclarecimentos sobre relatórios usados contra Mendonça

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Senadores criticam o que consideram um “silêncio” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o caso Banco Master. Enquanto Alcolumbre evita levar o tema ao plenário, parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) preparam requerimentos para ouvir autoridades.

“Há um silêncio do Alcolumbre e o Senado está fechado até para discursos”, afirmou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A quem interessa o Senado calado nesse momento? Só ao Alcolumbre”, acrescentou.

A CCAI deve analisar no início da semana a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o convite ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os requerimentos foram preparados pelo senador Esperidião Amin (PP).

A ideia dos senadores é pedir que o ministro da Justiça preste esclarecimentos sobre o afastamento e a posterior recondução de Andrei ao comando da PF. Já o diretor-geral deverá ser ouvido sobre a produção de relatórios de inteligência usados pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça.

A movimentação ocorre em um contexto de pressão feita por congressistas para a abertura de um processo de impeachment contra Moraes após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro. Alcolumbre já declarou ser contrário à iniciativa neste momento.

Com informações de Veja

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Fachin marca julgamento de relatório da PF sobre Mendonça para 23 de setembro

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin marcou para 23 de setembro a sessão que vai analisar os relatórios da Polícia Federal envolvendo o ministro André Mendonça. Alexandre de Moraes havia solicitado que seu caso e o de Mendonça fossem analisados conjuntamente na próxima terça-feira (15), mas Fachin rejeitou o pedido.

A investigação envolvendo Mendonça ainda não teve a fase instrução concluída, alegou Fachin ao não marcar a sessão conjunta. O ministro destacou que foram solicitadas manifestações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do próprio Mendonça antes da análise do caso. Fachin afirmou ainda que os dois procedimentos têm objetos distintos e, por isso, podem ser julgados em momentos diferentes.

A disputa entre Moraes e Mendonça começou após Mendonça determinar que a PF identificasse o interlocutor de Daniel Vorcaro em mensagens trocadas antes da prisão do banqueiro. Os investigadores apontaram Moraes como o interlocutor. O documento foi posteriormente tornado público por Mendonça e encaminhado a Fachin.

Após a divulgação, Moraes solicitou documentos da PF que mencionassem ministros do STF. Em resposta, a corporação encaminhou relatórios que questionam a atuação de Mendonça nos casos Banco Master e INSS.

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CASO DARK HORSE: Defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao STF que investigação fosse transferida de Dino para Mendonça

Foto: Fabiano Rocha

A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” fosse transferida do ministro Flávio Dino para André Mendonça.

A defesa diz que houve erro na distribuição do caso para Flávio Dino, que ficou com a investigação por sua relação com emendas parlamentares, suspeita também levantada no financiamento do filme.

A defesa afirma também que a distribuição para Dino criou uma espécie “prevenção artificial”, já que a relação entre os processos seria apenas indireta, não havendo conexões suficientes para justificar que Dino seja o relator da investigação.

Vale lembrar que Flávio Dino foi indicado ao cargo de ministro do STF pelo presidente Lula, enquanto Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos trabalharam como ministros dos respectivos governos antes de chegar aos cargos de ministros da Suprema Corte.

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    1. Dino está querendo fazer pesca probatória. A função dele é investigar emendas e não relação com Vorcaro.

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[VÍDEO] Prefeita de Pau dos Ferros pede namorada em casamento durante show de José Augusto na Finecap

Um pedido de casamento marcou a noite da Finecap (Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar), em Pau dos Ferros. A prefeita da cidade Marianna Almeida surpreendeu a namorada Lunaria Cavalcante durante o show do cantor José Augusto e fez o pedido diante do público na noite de sexta-feira (11), em um ato que representou o enfrentamento ao preconceito e o respeito à diversidade. O momento foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais. Um bilhete escrito por Marianna com o pedido de casamento foi entregue por um drone a Lunaria que disse o “sim”.

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CRISE NO STF: Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto com Mendonça na próxima terça-feira (15)

Fotos: Gustavo Moreno/STF/; Cristiano Mariz/Agência O Globo; Antonio Augusto/STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o pedido de investigação contra André Mendonça será julgado em 23 de setembro. A decisão foi comunicada neste sábado (12), em resposta a uma solicitação de Alexandre de Moraes.

Segundo Fachin, manter os julgamentos em sessões separadas permite o adequado andamento dos trabalhos do STF.

O pedido contra Moraes envolve sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já Mendonça é acusado de usurpação da direção das investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada e direcionamento de apuração contra Moraes.

Moraes havia pedido que o caso contra Mendonça fosse analisado na próxima terça-feira (15), junto com o processo que envolve sua própria atuação. Fachin, porém, afirmou que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução e que o prazo para o ministro apresentar informações termina apenas na segunda-feira (14).

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