A Fecomércio RN e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte (FCDL/RN) divulgaram nota oficial reafirmando posição assumida na reunião desta terça-feira (21) com o Governo do Estado, na qual propuseram que o atual decreto do governo estadual não seja prorrogado como está. Além disso, apontam diversos motivos para a necessidade urgente de que seja traçado um cenário de retomada gradual das atividades socioeconômicas. Confira a íntegra da nota abaixo:
NOTA OFICIAL
Após a participação dos seus presidentes, Marcelo Queiroz e Afrânio Miranda, em reunião ocorrida no final da manhã desta terça-feira, 21, com a governadora Fátima Bezerra, representantes do Governo e outras lideranças empresariais, a Fecomércio RN e a FCDL RN marcaram suas posições e vêm a público externar detalhes da mesma, na nota que se segue.
Diante do cenário de extrema dificuldade que o mundo inteiro atravessa, sempre fomos defensores de que bom senso, equilíbrio e responsabilidade precisam permear qualquer análise dos assuntos envolvidos em toda esta crise (que é de saúde e econômica) e, principalmente, eventuais tomadas de decisões.
Ainda dentro desta linha, passados 30 dias desde o primeiro Decreto Estadual determinando o isolamento social no Rio Grande do Norte (editado em 20 de março de 2020) e considerando a interligação inevitável entre este isolamento e a atividade econômica geradora de ocupação e renda, identificamos a necessidade urgente de traçarmos um cenário de retomada gradual das atividades socioeconômicas. Entendemos ser esta a única como forma de evitarmos que o sofrimento do nosso povo seja prolongado além do estritamente necessário.
Tal entendimento toma por base a análise de números e indicadores variados levantados por nossa equipe técnica entre os quais destacamos:
– Desde o dia 12 de março, quando foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no RN, e o dia 19 de abril, tivemos no Estado um total de 561 pessoas infectadas, com 27 óbitos. Estes números nos permitem dizer, entre outras coisas, que tivemos uma média de 14 novos casos por dia; que estamos com uma taxa de infecção de nossa população de 0,0164%; e que temos uma taxa de mortalidade de 4,81% dos infectados. Todos estes indicadores estão bastante abaixo das médias nacional e, sobretudo, daquelas registradas nos países onde o vírus foi mais devastador.
– Tínhamos no estado, em 19 de abril de 2020, cerca de 22% dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 ocupados. Isto quer dizer que há 78% de vacância destes leitos. Há, ainda temos outras 75 novas vagas sendo implantadas nos próximos dias, o que fará com este nível de ocupação fique na casa dos 12,7%. Tal nível de ocupação nos dá uma situação bastante positiva, sobretudo se considerarmos que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cenário de tranquilidade em relação à disponibilidade de UTIs pode ser assim definido quando países, estados ou municípios têm, disponível, mais de 50% de sua capacidade de leitos de tratamento intensivo.
– O setor de Comércio e Serviços (responsável por cerca de 65% do ICMS recolhido no estado), vem sofrendo fortemente com a obrigatoriedade de fechamento daqueles segmentos considerados não essenciais e com a queda de vendas provocada pela imposição às pessoas de que permaneçam em casa. Para se ter uma ideia do problema, temos registro de quedas de até 92% no faturamento de segmentos que estão fechados (caso do segmento de turismo e transportes) e de até 49% mesmo entre os que estão abertos (situação dos postos de gasolina).
– Além disso, estão hoje fechados, em virtude do novo Decreto Estadual, publicado no dia 8 de abril de 2020, algo em torno de 46 mil estabelecimentos comerciais (considerando apenas e tão somente o comércio varejista) que estão entre os segmentos que não se enquadram como essenciais. Juntos, estes estabelecimentos empregam mais de 54 mil potiguares, direta e formalmente, e pagam cerca de R$ 67 milhões em salários. Números portentosos que têm um peso considerável no equilíbrio econômico de nosso estado, em vários aspectos.
Levando de tudo isso em conta e considerando que o atual decreto estadual, que impõe o isolamento social e determina o fechamento de lojas, expira-se nesta quinta-feira, 23 de abril, propomos que ele NÃO SEJA PRORROGADO COMO ESTÁ e que possamos começar a flexibilizar o isolamento tomando como ponto de partida a retomada da possibilidade de que os estabelecimentos comerciais possam voltar a funcionar, desde que não utilizem sistema de ar condicionado central, conforme já era possível nos dezenove primeiros dias de isolamento.
FECOMÉRCIO RN
FCDL RN

Governadora atenda esses empresários !!! Deixe esta invenção da REDE GLOBO de lado, esses coitados precisam trabalhar e muito.!! abra tudo, deixe ver !! Só quem morre é pobre. outra coisa um mercado que não aguenta passar 60 dias sem faturar, se não quebra, precisa ser no minimo repensado. Se os Governos Federal e Estadual não podem sustentar a população por 60 Dias sem produzir, tem alguma coisa fora do compasso. Então libere…. para alguns empresários essa doença NÃO EXISTE. Os 45.000 pessoas que morreram nos EUA é invenção da REDE GLOBO e do PT junto com o time do CORÍNTIAS de CAICÓ para tirar o SS BOLSONARO.
Vc já ouviu falar em meio-termoo?
Não. Não podemos nos dar ao luxo de ficar esse tempo sem produzir. Nem os EUA podem . O que diabo vc tem na cabeça? Quem deve repensar isso? Um monte de burocrata?
Excelente colocação dos representantes do segmento de comércio e serviços, é fato a longa convivência com a COVID-19, vamos enfrentar o vírus até a chegada da vacina, é necessário definir um isolamento sustentável e encontrar a intercessão entre saúde e economia.
Ao meu ver, é interessante sim o retorno do comercio, porém não agora. Estamos vendo um aumento nos casos de COVID-19 no rio grande do Norte e principalmente em Natal, o ideal seria prorrogar por no mínimo mais 15 dias, se o RN está com esse número baixo de casos é pq está de quarentena e com poucas pessoas nas ruas. Não adianta comercio aberto e se tiver cliente vivo para comprar.
A competência pertence aos Municípios. Por que essa submissão ao governo do Estado??