Vista aérea do sítio frequentado pelo ex-presidente Lula em Atibaia, no interior de São Paulo. Imagem: Luis Moura/WPP
Em alegações finais no processo envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a citar o recebimento de envelopes de dinheiro da Odebrecht e disse que foi “capataz” das obras feitas por empreiteiras no imóvel.
O assessor afirmou que apenas cumpriu ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia e que não agiu fora das atribuições de seu cargo. Pimentel pediu à juíza federal Gabriela Hardt absolvição.
As alegações finais são o último capítulo da ação penal, em que os réus entregam suas últimas peças de defesa, antes de serem sentenciados. O ex-presidente é acusado de receber supostas propinas de R$ 1 milhão correspondentes às reformas no imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho de Jacob Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo do petista. Lula nega e afirma ter sido perseguido tanto por Sergio Moro, quando exercia a magistratura, quanto por Gabriela Hardt.
Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato, Pimentel teria ajudado a ocultar as supostas vantagens indevidas da OAS, Odebrecht e Schahin, quando tocou as reformas no sítio.
Em alegações finais, ele afirma que “não participou da ocultação de patrimônio ou valor algum, apenas foi-lhe determinado funcionar como ‘capataz’ na reforma do sítio, ou seja, ver o andamento da obra e informar à primeira-dama”.
Pimentel também confirmou a movimentação de dinheiro em espécie da Odebrecht em meio às necessidades das obras no sítio. “Se o Réu não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores”.
“Enquanto o Ministério Público acredita que o Réu [Rogério Aurélio Pimentel] tenha sido partícipe de um grande plano de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, sendo o responsável pela obra, na verdade este era apenas, e tão somente, o mensageiro das demandas”, sustentam os advogados.
UOL, com Estadão
Parciais e estapafúrdias as suas matérias, nem homem é para aceitar um comentário meu, Bostominon
João, sem colocar lenha na fogueira, a matéria é do Estadão. Veja lá embaixo.
A zumbilândia pira com a notícia que o líder da OrCrim, aquele que eles veneram até hoje, apenas os fez de "idiotas úteis".
Pergunta a esse zumbi o que ele ganhou do PT e descobriremos a razão da defesa.
Não existe petista grátis. Quem defende, ou mamou, ou mama ou quer mamar.
Simples, fácil e repetitivo, a partir de agora o PT vai classificar Rogério Aurélio Pimentel como uma pessoa sem credibilidade, sem qualificação e que está dizendo isso por ser "forçado" a falar.
Mas se ele estivesse dizendo que o ex presidente nunca esteve no sítio, não conhecia o sítio, que o sítio era de amigos, seria elevado ao nível de quase "santo" e da maior credibilidade, homem de valor. Entenderam ou vai ter que desenhar??