Fiéis católicos de Carnaúba dos Dantas, município localizado na região Seridó do Rio Grande do Norte, apresentaram lesões na testa após receberem o sinal da Cruz durante uma missa celebrada na última Quarta-feira de Cinzas (5). As marcas nas testas se assemelham a queimaduras ou reações alérgicas.
Embora não haja um número exato de pessoas afetadas, o padre Rooney Galvão, responsável pela celebração, afirmou que “várias pessoas” lhe relataram o problema.
O incidente ocorreu na Paróquia de São José. Em entrevista o padre explicou que o rito de aplicar as cinzas na testa dos fiéis, como símbolo da Cruz, ocorreu normalmente, como em todos os anos anteriores. No entanto, após a missa, alguns fiéis procuraram o sacerdote para mostrar o que havia acontecido.
“Não percebi nenhum desconforto nas pessoas durante a missa. Concluímos o rito, seguimos com a celebração, e, ao final, na sacristia, algumas pessoas apareceram para mostrar as marcas em suas testas. Algumas com vermelhidão, outras com lesões mais graves. Não foram só uma ou duas pessoas, mas várias. Ficamos preocupados e buscamos entender o que ocorreu com a senhora que preparou as cinzas. Ela é uma ministra da Eucaristia muito devota, que já realiza esse processo há muito tempo. Ela ficou assustada, pois não sabia explicar, pois seguiu o mesmo procedimento de sempre. Portanto, infelizmente, não sabemos a causa do problema”, relatou o padre.
Em entrevista ao G1 RN, um casal contou que sentiu ardência na pele após receber o sinal da Cruz com as cinzas. “Quando entramos na fila, ouvimos algumas pessoas reclamando de uma sensação de queimação na testa, mas não sentimos nada até aquele momento. Depois, começou a arder, e o vento intensificava a sensação de queimadura. Imediatamente, comecei a retirar as cinzas, e ficou a marca. Meu namorado ficou ainda mais queimado, porque ele passou mais tempo que eu”, contou a estudante Sara Heloísa Souza.
Uma jovem de 21 anos, passageira de uma motocicleta, morreu após sofrer ferimentos graves em uma colisão lateral entre o veículo que ela estava e um carro. O acidente aconteceu por volta das 11h30 desta segunda-feira (7), no km 95 da BR-101, em Natal, no sentido Parnamirim-Natal, nas proximidades do conjunto Mirassol.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ambos os veículos trafegavam pela pista central da rodovia. O carro seguia pela faixa da direita, enquanto a moto ocupava a faixa da esquerda.
A análise preliminar dos vestígios e dos danos aponta que o condutor da motocicleta tentou acessar a via marginal em direção ao Conjunto Mirassol sem realizar previamente o deslocamento para a faixa mais à direita. A PRF indiciou que o motociclista pode ter pensado que a motorista do carro faria a mesma conversão, o que provocou a colisão lateral durante a manobra de deslocamento.
O motociclista sofreu apenas lesões leves, mas a passageira de 21 anos foi socorrida com ferimentos graves para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Ela não resistiu aos ferimentos e veio a óbito na unidade de saúde. A motorista do carro saiu ilesa.
A PRF esteve no local para o atendimento da ocorrência e conduziu os procedimentos periciais para esclarecer as circunstâncias do sinistro.
O homem identificado como Aldo Teixeira de Lima, de 24 anos, que agrediu o senador Rogério Marinho (PL) arremessando um ovo contra o seu rosto na tarde desta segunda-feira (7), estava em motociata que partiu da Zona Norte em direção ao Largo do Atheneu, local da manifestação de 7 de setembro onde ocorreu a agressão.
De acordo com informações preliminares, o rapaz seria ligado à esquerda e teria se infiltrado entre os participantes da manifestação. Aldo é natural de São Paulo do Potengi e foi conduzido à delegacia logo após ter agredido o senador.
A delegada Danielle Filgueira explicou na noite desta segunda-feira (7), como aconteceu o ataque ao senador Rogério Marinho (PL), que foi atingido por um ovo arremessado contra o seu rosto durante uma manifestação no Largo do Atheneu, em Natal.
A agressão foi realizada por um rapaz de 24 anos, identificado como Aldo Teixeira de Lima, que foi detido no local e conduzido à delegacia. “Ele foi conduzido, este rapaz de 24 anos, em decorrência desse ataque ao senador. Ele pegou um ovo e atingiu essa região do senador [indicando a nuca] vai responder pelo crime de injúria”, comentou a delegada.
Danielle Filgueira revelou que o caso será investigado para verificar se foi um fato pensado somente por ele ou se trata-se de um ato político. “A investigação ela precisa avançar. O celular dele ficou apreendido para saber se foi um ato isolado, pensado por ele ou se foi um ato político planejado”, disse a delegada.
A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8), aponta uma curva de crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma disparada nas intenções de voto do escritor Augusto Cury (Avante). Ambos aparecem numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de segundo turno para a Presidência da República.
Na disputa direta contra o petista, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula tem 45%. Em outro cenário testado, Augusto Cury atinge 45% e supera o atual presidente, que marca 43%. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os quadros configuram empate técnico.
No primeiro turno, Lula mantém a liderança numérica sobre os principais adversários, mas vê a distância encurtar. O petista permanece com os mesmos 39% da rodada anterior, realizada em 31 de agosto, ao passo que Flávio Bolsonaro cresce dois pontos percentuais e passa de 33% para 35%. Com uma diferença de quatro pontos percentuais, que também se encontra dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
A pesquisa entrevistou 2.002 pessoas de 4 a 7 de setembro de 2026. A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026. O estudo custou R$164.888,89. Foi pago pelo banco BTG Pactual.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato à Presidência da República que possui maior capacidade de atrair votos transferidos de outros postulantes em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7).
O levantamento revela que 59% dos eleitores de Romeu Zema (Novo) migrariam para o senador em uma disputa direta contra o petista. O percentual também é expressivo entre o eleitorado de Renan Santos (Missão), com 58%. A lista segue com os seguidores de Pablo Marçal (47%), atualmente inelegível, e de Augusto Cury (46%).
O menor índice de transferência para Flávio registra-se entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (36%). Mesmo nesse grupo, a preferência supera o apoio a Lula, que atrai 25% dos eleitores do ex-governador de Goiás.
O petista também pontua nas migrações de outros redutos: 24% dos eleitores de Cury declaram voto em Lula no segundo turno. Os menores índices de transferência para o atual presidente ocorrem entre os eleitores de Marçal (19%), Renan Santos (14%) e Zema (4%).
Cenário eleitoral
A nova pesquisa Quaest apontou um empate numérico entre Lula e Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno. Já na disputa de primeiro turno, Lula lidera com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 2 de setembro, o petista pontuava com 37% contra 30% do senador.
Intenções de voto no primeiro turno:
Lula (PT): 36% (37% em 2 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 29% (30% em 2 de setembro)
Augusto Cury (Avante): 8%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Brancos e nulos: 8%
A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-01720/2026.
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 50% do eleitorado, enquanto a aprovação recuou para 43%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Outros 7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em 2 de setembro, a desaprovação subiu dois pontos percentuais (passando de 48% para 50%), e a aprovação caiu na mesma proporção (de 45% para 43%). Como as variações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, a distância entre os dois índices se ampliou de três para sete pontos, desfazendo o cenário de empate técnico anterior.
Resumo da aprovação:
Desaprovam: 50% (ante 48% em 2 de setembro)
Aprovam: 43% (ante 45%)
Não sabem/não responderam: 7% (estável)
No detalhamento sobre a qualidade da administração — que classifica o governo entre ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo —, a avaliação negativa (soma de ruim e péssimo) passou de 37% para 38%. Já a avaliação positiva (ótimo e bom) oscilou de 35% para 34%, enquanto os que consideram a gestão regular mantiveram-se em 25%.
Avaliação da gestão:
Negativa: 38% (eram 37%)
Positiva: 34% (eram 35%)
Regular: 25% (eram 25%)
Não sabem/não responderam: 3% (estável)
Percepção da economia
O cenário econômico permaneceu estável em relação à pesquisa anterior. Para 49% dos eleitores, a situação do país piorou nos últimos 12 meses. Outros 29% avaliam que permaneceu inalterada, e 19% apontam melhora.
A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-01720/2026.
A preocupação com a corrupção no Brasil cresceu seis pontos percentuais e alcançou 20% do eleitorado, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O salto coincide com a escalada da crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada pelo pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra seu colega André Mendonça. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Com esse avanço, a corrupção igualou-se à economia (19%) como a segunda maior preocupação dos brasileiros. O tema que lidera o ranking continua sendo a violência, que se manteve estável em 31%.
A crise no STF ganhou novos contornos na semana passada com a revelação de mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedia orientações a Moraes dias antes de ser preso. A decisão de Mendonça, relator do caso, de levantar o sigilo sobre as conversas aprofundou o atrito na Corte e motivou o pedido de investigação por parte de Moraes.
Impacto por grupos e regiões
O crescimento na percepção da corrupção foi geral, mas ganhou destaque em redutos específicos: na direita não bolsonarista, por exemplo, subiu de 21% para 28%, já na direita bolsonarista teve um salto de 10 pontos percentuais, subindo de 18% para 28%.
Entre os lulistas, o crescimento na percepção de corrupção subiu de 5% para 12%, enquanto entre os eleitores de esquerda não lulistas, o salto percentual foi de 8% para 14%. Já entre os eleitores considerados independentes, o crescimento foi de 16% para 20%.
Geograficamente, a Região Sul registrou a maior alta, passando de 16% para 28%. No Nordeste, o índice foi de 7% para 17%. No Sudeste (de 17% para 21%) e no agrupamento Centro-Oeste/Norte (de 15% para 17%), as variações ficaram dentro da margem de erro local.
Aprovação do governo e cenário eleitoral
Os índices de aprovação e rejeição do governo federal mantiveram-se estáveis dentro da margem de erro. Atualmente, Lula é aprovado por 43% dos eleitores e desaprovado por 50%. Em agosto, a gestão registrava 48% de aprovação e 47% de desaprovação.
Na corrida presidencial, o primeiro turno projetado mostra Lula na liderança com 36%, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Augusto Cury (Avante) aparece com 8%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, há um empate técnico inédito desde março de 2026, com ambos marcando 41%. A distância entre os dois candidatos vinha diminuindo progressivamente nas últimas semanas, tendo sido de oito pontos em 26 de julho (45% a 37%).
Nos demais cenários de segundo turno testados pela Quaest:
Lula (41%) x Ronaldo Caiado (38%) (Brancos/nulos: 17%; Indecisos: 4%)
Lula (39%) x Augusto Cury (35%) (Brancos/nulos: 21%)
Lula (44%) x Romeu Zema (33%)
Lula (42%) x Renan Santos (37%)
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. O nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-01720/2026.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança, de 95%.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, chamou ministros da Corte para conversas nesta semana sobre a crise no tribunal. Os encontros devem ocorrer nos próximos dias, sem que esteja definido se Fachin reunirá o grupo ou falará individualmente com os colegas.
Quem conversou com Fachin relata que ele gostaria de tomar uma decisão sobre a situação de Alexandre de Moraes, mas vem sendo alertado de que nenhuma medida avançará sem o consenso dos integrantes do tribunal.
Se houver, por exemplo, uma proposta para que Moraes se afaste até que o caso seja analisado, o grupo mais próximo ao ministro deverá cobrar reciprocidade em relação a André Mendonça. Moraes acusa o relator do caso Master de agir com parcialidade e de direcionar as investigações para atingi-lo, avançando o inquérito de forma ilegal.
A maior preocupação entre ministros do Supremo hoje é a possibilidade de Fachin convocar uma reunião do plenário para tratar da crise. “Se fizer isso, a reunião começa, mas não termina”, resume um ministro, numa referência ao grau de tensão entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, que se enfrentariam diante das câmeras.
Há ainda um componente que torna o encontro mais delicado: Moraes e Mendonça sentam lado a lado no plenário, seguindo a ordem de antiguidade na Corte. Os dois já tiveram um confronto que, por pouco, não chegou às vias de fato. Uma saída seria levar o assunto ao plenário virtual, onde os ministros apresentam seus votos eletronicamente, sem a necessidade de se reunirem presencialmente.
As manifestações de 7 de Setembro eram vistas como um ponto de tensão entre ministros do Supremo caso conseguissem reunir uma massa expressiva de pessoas sem coloração partidária.
Não foi o que ocorreu. A direita se apropriou do discurso contra a Corte, o que reduz o impacto da pressão sobre os ministros. A avaliação é que o efeito seria diferente se a insatisfação com o Supremo tivesse se mostrado uma agenda mais ampla do eleitorado, e não identificada com um campo político.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, articula um acordo interno para tentar reduzir a crise que divide a Corte. A proposta prevê que o ministro André Mendonça deixe as relatorias dos casos Banco Master e fraudes no INSS, enquanto Fachin assumiria os dois processos.
A ideia seria evitar um novo sorteio das relatorias e diminuir a tensão entre os grupos ligados a Mendonça e Alexandre de Moraes. Mendonça, porém, resiste à mudança.
Segundo a CNN Brasil, nenhum dos dois grupos recebeu bem a proposta, mas Fachin avalia que ambos terão de fazer concessões para construir uma saída para a crise.
O presidente do STF também pretende encerrar o inquérito das fake news, atualmente relatado por Moraes. A investigação foi instaurada pela Presidência da Corte, o que daria a Fachin competência para determinar seu encerramento.
A estratégia ainda inclui a possibilidade de Fachin assumir eventuais investigações contra ministros do STF, caso o plenário decida pela abertura de procedimentos.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados numericamente em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). Mas o que chama atenção é a queda de Lula e o crescimento de Flávio em relação ao levantamento publicado no mês de julho pelo mesmo instituto de pesquisa.
Em julho, Lula tinha 45% contra 37% de Flávio, uma vantagem de oito pontos percentuais. Agora, essa diferença desapareceu. Os dois têm 41% das intenções de voto, segundo o resultado da pesquisa revelado hoje.
O resultado mostra que o desgaste de Flávio com o caso Dark Horse foi superado. Além disso, a nova rodada da Quaest ainda não reflete totalmente o impacto sobre as intenções de voto após a repercussão das mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e a abertura de investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Encomendado pela Globo, o levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.
Essa marca é uma bênção!