
Foto: Reuters
Era abril de 2009 quando o então presidente do Flamengo, Márcio Braga, soltou a frase fatídica em uma entrevista na sede do clube: “Acabou o dinheiro”. Sua declaração era uma referência aos gastos insustentáveis com atletas dos esportes olímpicos. Mas poderia refletir tranquilamente a realidade dos cofres vazios do futebol.
A afirmação virou meme e símbolo de um clube incapaz de se sustentar com as próprias forças. Um cenário construído por seguidas administrações ruinosas aos cofres rubro-negros.
O tempo passou e, em novembro de 2019, o Fla entrará em campo diante do River Plate para enfrentar sua primeira final de Libertadores desde de 1981. Não é um resultado nem de longe isola.
A final de hoje (23), às 17h, no Monumental de Lima, pode significar não apenas o sonhado bicampeonato da Libertadores para o Rubro-negro, mas também a redenção para um clube que se reconstruiu nos últimos anos e pode coroar o saneamento financeiro com a glória em campo.
O renascimento do gigante teve início em 2013, quando o presidente Eduardo Bandeira de Mello e seu grupo assumiram o comando de um clube que beirava os R$ 800 milhões em dívidas. A reestruturação veio, mas a potência demonstrada fora das quatro linhas ainda não se traduziu em grandes conquistas.
Uol
O Flamengo é dos Cariocas.