Diversos

FOTOS: Batman, o Cavaleiro das Trevas, é tese de mestrado de aluno da UFRN

Tema de pesquisa sobre processos midiáticos na UFRN

O Batman é um personagem de ficção que surgiu originalmente em uma revista em quadrinhos americana em 1939. O seu perfil de homem-morcego e herói mascarado que combate o crime na caótica cidade de Gotham City, atrai a atenção e o apreço de milhões de fãs em todo o mundo desde sua criação, tornando ele um dos personagens mais populares da cultura pop.

Recentemente esse herói acabou virando, também, tema de estudo para um aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia (PPgEM) da UFRN. O título do trabalho é Batman: uma luz sobre o Cavaleiro das Trevas – mediações, midiatizações, transmidiatizações. Seu autor é Dickson Tavares, que além de estudante, jornalista e desenhista profissional, é fã do personagem desde criança e viu na pós-graduação uma oportunidade de se debruçar ainda mais sobre o Cavaleiro das Trevas, desta vez, com um olhar acadêmico.

Dickson conta como surgiu a ideia de estudar o Batman: “Eu acompanho o Batman e os demais personagens das histórias em quadrinhos e da cultura pop desde os meus 11 anos. Dentro de minha ingenuidade infantil, tentava compreender como funcionava a existência de diferentes versões do Batman e que mesmo assim se tratavam do mesmo personagem. Tal indagação sempre me acompanhou e no ambiente acadêmico encontrei a oportunidade de revisitar o Batman, com o olhar de pesquisador com mais evidência que com o lado fã”.

O trabalho, que teve orientação do professor e pesquisador do Departamento de Comunicação Social da UFRN, Marcelo Bolshaw, consistiu em examinar processos e conceitos ligados ao campo dos estudos da mídia, tendo o Batman como objeto de análise. A dissertação contemplou, basicamente, três aspectos midiáticos associados ao personagem e seu universo mitológico e narrativo: primeiro, tratou de como elementos socioculturais influenciaram na criação do Batman; também abordou a maneira como o personagem transcendeu as páginas das revistas em quadrinhos para aparecer em outros tipos de mídia; e, por fim, tentou entender como os valores simbólicos do herói são apropriados e utilizados como forma de ativismo social no mundo real.

Tudo isso foi feito com base no estudo de diferentes fontes, como HQ’s, livros, filmes, animações, itens de merchandising, revistas e publicações especializadas, séries, canais no Youtube e páginas no Facebook, tendo como suporte referências acadêmicas. O mestrando realizou a leitura de todo o material e traçou uma linha do tempo para demonstrar a evolução conceitual e visual do Batman relacionando-o com o ambiente midiático, mostrando como o personagem se multiplicou e se transformou com o passar dos anos.

“Foi uma redescoberta. O olhar agora é outro. Na condição de fã, a visão sobre o Batman e todo o seu universo é carregada de muita passionalidade. Ao revirar e revisitar a trajetória de existência do personagem foi um aprendizado sobre as relações entre a mídia, a cultura e a sociedade”, comenta.

Trabalhar com elementos da cultura pop em pesquisas acadêmicas não é algo novo. Existem inúmeros trabalhos de mestrado e doutorado que seguem essa linha. Dickson concorda com o potencial de análise que este nicho cultural possui: “A cultura pop, seus ícones e valores nos cercam e fazem parte de nossa realidade. A engrenagem que cria, propaga, consome e retroalimenta o universo da cultura pop, está intimamente ligada às relações humanas. Tal condição permite o levantamento de inúmeras possibilidades para se estudar a cultura pop e suas nuances sob a ótica das ciências humanas, fundamentadas no ambiente acadêmico”.

O pesquisador, também, revela que tem planos para dar continuidade ao estudo do Batman, desta vez em nível de doutorado. Ele pretende entender mais detalhadamente como funciona a apropriação do personagem pelo público geral e pelos fãs. Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho feito por Dickson Tavares sobre o Batman pode conferir a defesa que acontecerá no auditório do Laboratório de Comunicação (Labcom) da UFRN nesta segunda-feira, 20, às 10h. O evento é aberto ao público.

Com informações da UFRN

Opinião dos leitores

  1. Certamente todos que se dispuseram a criticar o aluno da UFRN tiveram acesso e leram a tese em questão antes de publicarem aqui seus tão implacáveis julgamentos – isso é o mínimo que uma sociedade justa e consciente pode esperar. Parabéns, Dickson! Não só por concluir um mestrado (o que pelo visto causa inveja em quem não opta por estudar), como também pela gentileza e discernimento com que tem respondido a cada um desses comentários.

  2. Dickson, boa noite. Caso veja minha mensagem, gostaria de ter acesso ao seu trabalho, pois estou tentando pesquisar sobre a influência da mídia e da tecnologia em crianças e adolescentes. Se puder me ajudar, tenho certeza que seus estudos formarão um importante referencial.
    Desde já, grato pela atenção.
    Att,
    Felipe Lélis

    1. Olá Felipe Lélis! Tenho muito satisfação em colaborar com seu projeto de pesquisa. Segue o meu e-mail: [email protected]. Aguardo seu contato e muito obrigado!
      Cordialmente,
      Dickson Tavares.

  3. Cada um tem direito de estudar o que quiser, mas usar dinheiro público sem expectativa de retorno para a sociedade é no mínimo falta de bom senso. Espero que pelo menos esse estudo não tenha sido financiado com bolsa.

    1. Olá caro Sem Limite! Agradeço sua observação e o que eu posso de dizer é que a área de conhecimento sobre os estudos da mídia e sobre a cultura pop é um campo recente no universo acadêmico. Em outras instituições de ensino públicas e privadas, outros colegas se debruçam sobre esses temas muito complexos, que o uso de um objeto simples e aparentemente irrelevante para elucidar e tornar mais didática a compreensão pelo público comum as nuances entre a mídia, a cultura e a sociedade. Seu questionamento sobre o uso de recurso público é pertinente, porém lamento que eu tenha, em primeiro momento, decepcionado suas expectativas pela matéria escrita acima. Espero que ao ler o meu trabalho suas observações adquiram o corpo mais fundamentado e se transformem em criticas mais aprofundadas e que certamente, dentro de seu saber e intelecto, possam contribuir para o engrandecimento do conhecimento acadêmico. Caro “Sem Limite”, desejo sucesso em seus projetos e estou a disposição para demais esclarecimentos e futuros debates.

  4. Olá Ceará Mundão, Zé do Pote! Acredito que não sou o único que curte personagens fictícios, haja visto seus nicknames. Agradeço suas contribuições ao debate acadêmico. Espero que em seus estudos ambos obtenham êxito. Quem sabe teremos uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado sobre o Zé do Pote ou o Ceará Mundão. Bons estudos pra vcs!

  5. No Brasil, é empregado muito dinheiro na educação. O problema é que é muito mal empregado. Prioriza-se caríssimas universidades públicas, que muito pouco contribuem prá sociedade, que é quem lhes custeia, por intermédio de uma altíssima carga tributária. E essa universidades públicas viraram cabides de empregos e agências de viagens de luxo, tal o número de "passeios" que patrocinam a seus professores. Prá não falar das greves constantes e infindáveis. Passam meses de greve, recebendo seus salários integralmente, como se trabalhando estivessem, e os alunos que se f… Ai os professores aproveitam prá viajar, curtir longas férias remuneradas pelo contribuinte brasileiro. Essas universidades viraram formadoras de analfabetos funcionais com diplomas de graduação. E a produção científica ó…

    1. Olá Ceará Mundão! Suas questões são relevantes, e compreendo sua revolta. Não sei se você sabe, mas nossa realidade brasileira é repleta de contradições. Na minha modesta condução de vida e de trabalho, assumo a postura de seguir e tocar meus projetos, tentando driblar os desafios e conviver com tais contradições. Creio eu, que por suas palavras, sua experiência acadêmica tenha sido traumática, mas a vida segue. As conquistas dos outros não devem servir de bloqueio ou ofensa para vc ou nós. Pelo contrário, devem servir de inspiração para corremos atrás de nossos objetivos. Desejo sorte em sua vida, e estou disponível para demais esclarecimentos sobre meu trabalho. Bons estudos pra vc!

  6. Quanta ignorância nesses comentários! Queria só ver se alguém​ teria a capacidade de escrever algo que fosse além de suas próprias lamentações. Parabéns, Dickson, pela sua tese!

  7. Esperar o que de uma estrutura perdulária e contraproducente como a universidade pública brasileira?
    Se um dia der na telha de o Ministério Público Federal se sentir "provocado" (quem sabe por alguma arguição extraterrestre?) e resolver se debruçar sobre o tema, fazendo uma verdadeira varredura nos subterrâneos das Universidades e suas ditas fundações de pesquisa, aí sim teremos manchetes explosivas.

    1. Corretíssimo, amigo. Há poucos dias vimos um escândalo estourar na UFPR. Se vasculhar, vamos achar muitos problemas em todas elas. São escoadouros de dinheiro público. Salários altíssimos, custos exorbitantes e pouquíssima produção.

  8. Pelo amor de Deus torar dinheiro púplico com desenhos animados"fã", não sei não, teria barrado isso na hora, pq não fazer sobre a poluição visual na cidade de Natal, seja mais criativo amigo, e cresça, sua época de ser o robim já passou.

    1. Olá Denison! Muito agradecido por suas palavras. Acredito que em seus estudos o entusiasmo é o mesmo. Desejo sucesso em sua carreira acadêmica e espero alcançar o seu nível de sabedoria. Quem sabe com o Doutorado eu consiga. Bons estudos pra vc!

  9. Olá Caio e Renato! Agradeço suas colocações e críticas. Muito bom que os estudos sobre midiatização despertem outras reflexões sobre a educação e a produção científica. Bons estudos para vocês!

  10. Olá José ! Agradeço suas colocações. Espero que seus estudos e pesquisas acadêmicas sejam tão prazeirosas. Encontrar em objetos tão ordinários como ícones da cultura pop para explorar a mecânica dos estudos da mídia, ajudam a explicar e espalhar melhor o conhecimento.

  11. É sim,com o meu e com o seu, a universidade é pública.Agora uma instituição permitir a escolha de um tema que nada ajuda a sociedade.

    1. Olá Adolfo! Tenho a maior satisfação em explicar as etapas do processo de midiatização utilizando o Batman como objeto de estudo. Muito obrigado por suas observações, espero que um dia você encontre um bom tema para desenvolver no ambiente acadêmico.

    1. Verdade Netto! Esse é o nível de estudante que temos nas universidades.

    2. Aí vc se engana. A cara UFRN é bancada com dinheiro público e mestrados tem verba proveniente do MEC… ou seja, a tese de batman e de outros heróis fictícios da ufrn são bancadas com nossos impostos.

    3. Olá Netto! Muito obrigado por suas observações. Creio que os estudos sobre midiatização, por se tratarem de algo mais complexo de se compreender, tornem-se mais palatáveis quando utilizamos elementos e exemplos mais simples para melhorar a compreensão. Espero que nos seus estudos tal recurso metodológico propicie o êxito em seus projetos.

    4. Ok, Dickson,
      Boa sorte. Espero que você e a sociedade consigam tirar proveito
      de seus apontamentos.

    5. Olá João! Agradeço suas colocações. Espero que seus estudos e pesquisas acadêmicas sejam tão prazeirosas. Encontrar em objetos tão ordinários como ícones da cultura pop para explorar a mecânica dos estudos da mídia, ajudam a explicar e espalhar melhor o conhecimento.

    6. Olá Caio e Renato! Agradeço suas colocações e críticas. Muito bom que os estudos sobre midiatização despertem outras reflexões sobre a educação e a produção científica. Bons estudos para vocês!

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Geral

VÍDEO: Enredo pró-Lula mobiliza R$ 9,6 milhões e inclui agendas no Planalto

Vídeo: Reprodução/Instagram

A escola de samba Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos para o desfile deste ano, que teve como tema a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os valores vieram da Prefeitura de Niterói, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do governo federal — por meio da Embratur — e da Riotur, ligada à Prefeitura do Rio.

A informação é da coluna da Andreza Matais, do Metrópoles. O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, também contou com envolvimento direto de integrantes do governo. A primeira-dama Janja da Silva esteve na quadra da escola em duas ocasiões, em outubro de 2025 e fevereiro deste ano. Na última visita, foi acompanhada da ministra Anielle Franco, que divulgou o encontro nas redes sociais ao lado do presidente da agremiação, Wallace Palhares.

Registros oficiais apontam ainda que Palhares foi recebido ao menos duas vezes no Palácio do Planalto, em reuniões com a ministra Gleisi Hoffmann. Também participaram dos encontros André Ceciliano, o deputado Lindbergh Faria e o vereador Anderson Pipico (PT), de Niterói.

Do total repassado à escola, R$ 1 milhão veio da Embratur — mesmo valor destinado às demais integrantes do Grupo Especial. O Governo do Rio aportou R$ 2,5 milhões dentro de contrato de patrocínio com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A Prefeitura de Niterói contribuiu com R$ 4 milhões, enquanto a Riotur repassou R$ 2,15 milhões.

Apesar do investimento e da visibilidade política, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, a menor pontuação do Grupo Especial do carnaval carioca, e acabou rebaixada para a Série Ouro no próximo ano.

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Geral

Pior desempenho em 4 anos: Acadêmicos de Niterói teve nota mais baixa desde 2022

Foto: Reprodução/Instagram

Fundada há apenas 7 anos, a Acadêmicos de Niterói, escola que fez homenagem ao presidente Lula (PT), recebeu a pior nota de um Grupo Especial do Rio desde 2022. Com apenas 264,6 pontos de 270 possíveis, a agremiação ficou em último lugar e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos perdeu pontos em todos os 9 quesitos avaliados pelos jurados. As piores notas foram em fantasia (29) e alegorias e adereços (29,1). O único 10 veio para o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, com dois jurados dando nota máxima.

Antes da apuração, a escola também foi multada em R$ 80 mil por problemas na dispersão do desfile, mas não perdeu pontos. O desafio principal da Acadêmicos de Niterói era evitar o chamado “efeito iô-iô”, quando uma escola sobe para o Grupo Especial e cai no ano seguinte — fenômeno raro, ocorrido apenas cinco vezes nos últimos 25 anos.

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Judiciário

Auditor da Receita admite acesso “acidental” a dados de familiar de ministro do STF e vira alvo da PF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal investiga quatro servidores públicos por supostos acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de familiares. Um deles é o auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes, que prestou depoimento preliminar e afirmou ter acessado, de forma “acidental”, informações ligadas a uma enteada do ministro Gilmar Mendes.

Segundo o próprio auditor, a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar o sigilo fiscal. O caso é apurado em inquérito que investiga acessos sem autorização e fora de qualquer justificativa funcional, o que, em termos simples, significa entrar em dados protegidos sem que o trabalho exigisse isso.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas, está proibido de sair da cidade onde mora e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana. O passaporte também foi apreendido.

Atualmente, o auditor está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025. O salário atual é de R$ 38.261,86, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.

Mansano ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia, com registros frequentes em atos administrativos publicados no Diário Oficial da União desde a década de 1990.

Além dele, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 1981, com salário de R$ 12.778,82; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador, que recebe R$ 11.517,49; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da Receita Federal em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe R$ 11.128,16.

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Política

Planalto minimiza rebaixamento de escola que homenageou Lula e culpa “futebol”

Foto: Clara Radovicz/Riotur

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula no Carnaval de 2026, foi visto com naturalidade por ministros do Planalto. Para auxiliares presidenciais, a queda da escola para a série inferior não teve relação com o samba-enredo, que recebeu duas notas 10, nem indicou qualquer interferência do governo.

No palácio, a avaliação foi prática: comparações com o futebol reforçam a ideia de que times recém-promovidos muitas vezes caem no ano seguinte. O recado dos ministros é claro: não houve abuso financeiro nem irregularidade no desfile.

O Planalto também descartou ataques políticos como causa do rebaixamento. “O que está tendo é um aproveitamento, ou melhor, um oportunismo eleitoral”, disse um ministro, referindo-se à reação da oposição ao presidente.

A Acadêmicos de Niterói havia conquistado a vaga no grupo especial após o Carnaval de 2025 e foi a primeira escola a desfilar em 2026, no domingo, 15 de fevereiro. O resultado final foi 264,6 pontos, a menor nota entre as agremiações. A campeã Viradouro somou 270, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel ficou com 267,4 — apenas três pontos à frente da escola rebaixada.

Opinião dos leitores

  1. A diferença da Acadêmicos de Niterói para a Mocidade foi só “um dedinho”, mas lhe custou o rebaixamento. Kkkkkkkkk…

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Judiciário

Último ato de Toffoli no caso Master: jogada sigilosa que divide processos no STF

Foto: Divulgação/STF

O último movimento de Dias Toffoli no caso Master ocorreu no fim da tarde do dia 11 de fevereiro. No dia seguinte (12), ele entregou a relatoria do processo ao presidente do STF, Edson Fachin. Em despacho sigiloso obtido pelo Metrópoles, Toffoli retirou dois documentos do processo principal e determinou que fossem transformados em novos processos autônomos. Por ser o relator do tema àquela altura, ele se apontou como responsável pelos novos casos “por prevenção”.

O caso Master segue se fragmentando. Assim como esses dois processos, outros desdobramentos do caso já tramitam de forma independente no STF. Ainda não se sabe se todos já passaram para a relatoria do ministro André Mendonça, escolhido como novo responsável pelo caso.

A movimentação de Toffoli mostra como decisões sigilosas podem alterar a dinâmica do Supremo. A fragmentação dos processos impacta prazos e estratégias, mantendo o caso Master sob acompanhamento político e jurídico intenso.

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Política

VÍDEO: Auditores da Receita com medo de STF: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”

Imagens: Reprodução/Instagram/GloboNews

O presidente da Unafisco Nacional, Kléber Cabral, afirmou que o caso envolvendo quatro servidores da Receita Federal, suspeitos de vazamento de informações sobre ministros do STF, expôs fragilidades e provocou intimidação dentro do órgão. Em entrevista ao #Estúdioi da Globo News, ele descreveu o episódio como um “vexame enorme para a administração da Receita”.

Cabral explicou que todos os acessos aos dados geram alertas nos sistemas internos de controle, mas defendeu que as medidas adotadas contra os servidores precisariam ser proporcionais. Segundo ele, a forma como as autoridades agiram teve efeito intimidatório sobre os auditores.

“Há uma mensagem que eu preciso registrar, que é subliminar e que afeta muito os auditores. Esse tipo de medida busca humilhar, constranger e amedrontar. E o pior é que dá certo”, disse Cabral.

Ele destacou que, hoje, poucos se dispõem a investigar autoridades de alto escalão: “Se você for perguntar na Receita, quem topa ir atrás de altas autoridades, você não vai encontrar nenhum. É menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.

O presidente da Unafisco concluiu que o efeito concreto dessa situação é negativo para toda a instituição, minando a coragem dos auditores e deixando claro o risco de represálias ao lidar com figuras políticas de peso.

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Geral

CHORA NÃO, BEBÊ: Rebaixada, escola que exaltou Lula reage nas redes

Foto: Divulgação

A Acadêmicos de Niterói terminou sua estreia no grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro na última colocação e foi rebaixada. A escola, que levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Lula  (PT), se manifestou nas redes sociais nesta quarta-feira (18), afirmando que “a arte não é para os covardes”.

O enredo, intitulado “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, percorreu a trajetória de Lula da infância ao retorno ao Palácio do Planalto. A escola trouxe alas com referências ao PT e também sátiras e críticas a adversários políticos do presidente.

Foto: Reprodução/Instagram/Acadêmicos de Niterói

O samba-enredo reproduziu o grito de guerra do partido, “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, e mencionou em duas passagens o número de urna do PT. Ao final da apuração, a Acadêmicos de Niterói somou 264,6 pontos, ficando em último lugar do grupo especial.

Poucos minutos depois do resultado, a escola também questionou: “Quanto vale entrar para a história?”. O tema da escola de samba levantou debates sobre a possível configuração de ilícito eleitoral. Lula seguiu orientações jurídicas e acompanhou quase todo o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), aparecendo na avenida apenas uma vez.

 

 

Opinião dos leitores

  1. Os deuses mandando seus sinais kkkkk, queda da imagem, queda da escola, só falta cair o representante de satan.

    1. Típico dos bolsonaristas: num fundo sempre esperam isso

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Geral

Arquidiocese do Rio critica desfile que ironizou fé e família em homenagem a Lula

Foto: Reprodução

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro divulgou nota criticando o uso de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em desfiles de Carnaval. Sem citar nomes, o posicionamento foi interpretado como reação direta ao enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula e ironizou a chamada “família conservadora”.

No desfile, a escola apresentou a ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em forma de lata e a imagem de uma família tradicional, em sátira a evangélicos e a grupos conservadores que fazem oposição ao petista. A agremiação afirmou que esses setores atuam contra pautas defendidas por Lula.

Na nota, a Arquidiocese reconhece a cultura popular, mas afirma que manifestações culturais não podem desrespeitar convicções religiosas nem valores que estruturam a vida social. O texto ressalta o papel da fé e da família na sociedade e defende que liberdade de expressão deve caminhar junto com responsabilidade e respeito.

O que diz a Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva.

Reafirmamos nossa proximidade a todas as famílias, acolhendo as diferentes realidades em que se empenham para permanecerem unidas, educar seus filhos no bem e transmitir valores que contribuem para uma sociedade mais justa e fraterna. Quando a família permanece um elemento central e estruturante da vida social, essencial para a convivência e o bem-estar da sociedade.

As religiões, presentes em toda a cidade, desempenham papel particular e relevante na promoção da solidariedade, da educação e do cuidado com os mais vulneráveis. A fé continua ocupando um lugar essencial na vida social, permanecendo viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade.

Ataques ou desrespeito a ela atingem não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.

A alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática.

Cabe lembrar que os eventos culturais possuem regulamentos próprios, que estabelecem limites para manifestações públicas. Esses limites existem não para cercear a liberdade de expressão, mas justamente à luz desse valor fundamental em uma sociedade democrática, garantindo o respeito à posição religiosa das pessoas e à dignidade da família.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo.

O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.

Opinião dos leitores

  1. Conseguiram unir católicos e evangélicos contra o PT…
    .Um verdadeiro tiro no pé! A coisa poderia ter sido pior, se o Lula ou a Janja tivessem desfilado ….

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Política

Bolsonaro ironiza homenagem a Lula na Sapucaí e cutuca o TSE: “Se fosse comigo, já estaria inelegível”

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou com aliados, durante visita recebida na quarta-feira (18), na Papudinha, o desfile de uma escola de samba que homenageou o presidente Lula na Marquês de Sapucaí. A conversa ocorreu com o senador Carlos Portinho (PL-RJ), atual líder do PL no Senado, segundo o Metrópoles.

Segundo relato de Portinho, Bolsonaro afirmou que o tratamento dado pela Justiça Eleitoral seria diferente caso a homenagem tivesse sido feita a ele em um ano eleitoral. Para o ex-presidente, o TSE teria adotado uma postura mais dura se o alvo fosse Bolsonaro. “Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha”, disse Bolsonaro, segundo o senador. A fala faz referência às decisões do TSE que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente.

Lula foi homenageado pela escola Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles do grupo especial. No enredo, Bolsonaro foi retratado como um palhaço e aparece, ao final do desfile, sendo preso — representação que gerou reação da oposição.

Lideranças bolsonaristas, como o senador Flávio Bolsonaro, acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada. Antes do desfile, no entanto, o TSE declarou que a apresentação se enquadra na liberdade de expressão artística, mas ressaltou que o Carnaval não pode servir de pretexto para crimes eleitorais.

Além do Carnaval, Bolsonaro e Portinho também trataram da disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026. O PL discute a sucessão do governador Cláudio Castro, que não pode disputar a reeleição, e a definição das candidaturas ao Senado.

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Política

A CONSERVA DA ESQUERDA AZEDOU: Após exaltar Lula, escola amarga rebaixamento no Carnaval do Rio

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Acadêmicos de Niterói terminou na 12ª colocação no Carnaval do Rio de Janeiro e foi rebaixada nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026). Escola estreante no Grupo Especial, a agremiação levou para a Marquês de Sapucaí um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Com o resultado, a escola voltará a disputar a Série Ouro em 2027.

Antes mesmo da apuração, a Acadêmicos de Niterói já havia sido punida por falhas na dispersão do desfile. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) aplicou multa de R$ 80 mil, sem perda de pontos. A Portela também foi penalizada pelo mesmo motivo. A campeã do Carnaval do Rio em 2026 foi a Viradouro.

O desfile trouxe referências políticas explícitas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado como um palhaço, com alusões à prisão e ao uso de tornozeleira eletrônica, em referência a um episódio ocorrido em novembro de 2025. Já o impeachment de Dilma Rousseff (PT) apareceu logo no início, com a troca simbólica da faixa presidencial para um personagem que representava Michel Temer (MDB), narrativa defendida por Lula e pelo PT como um “golpe”.

Outro ponto que chamou atenção foi a ausência da primeira-dama Janja, que desistiu de desfilar na última hora. Ela seria destaque do último carro alegórico, mas não entrou na avenida para evitar interpretação de campanha eleitoral antecipada. Segundo a jornalista Monique Arruda, Janja chegou a ficar na área de concentração e depois acompanhou o desfile de um camarote ao lado de Lula.

Foto: Reprodução

A escola também levou à avenida uma ala chamada “neoconservadores em conserva”, representando grupos de oposição a Lula, incluindo pessoas do agronegócio, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia gerou reação imediata. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a ala e afirmou ser inadmissível ridicularizar um grupo religioso.

Durante o desfile, integrantes fizeram o gesto do “L de Lula”. A escola afirmou que não houve orientação para evitar o gesto, apesar de informações de que a recomendação teria sido feita previamente. Nos ensaios técnicos, os instrumentos da bateria chegaram a exibir o símbolo. O resultado final colocou um ponto final no desfile politizado: rebaixamento logo na estreia.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns a escola de Niterói. Fez uma justa e bela homenagem ao presidente Lula e conseguiu o principal que foi deixar nosso presidente entre os assuntos mais falados durante e após o Carnaval. Lula reeleito em 2026.

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