Judiciário

FOTOS: ‘Época’ exibe dinheiro que seria destinado a Aécio e Temer

ÉPOCA teve acesso à íntegra das fotos que registram a organização e o empacotamento dos R$ 2,4 milhões em cash entregues a mulas do presidente Michel Temer, do senador Aécio Neves e do doleiro Lúcio Funaro(Confira todas as fotos aqui em reportagem na íntegra)

“Quem é que fica andando com 500 mil de um lado para o outro?!”, perguntou, entre nervoso e espantado, o empresário Frederico Pacheco ao lobista Ricardo Saud, da JBS, na tarde do dia 12 de abril deste ano. Fred, como é conhecido o primo do senador Aécio Neves, estava no escritório de Saud, em São Paulo, para apanhar a segunda parcela de R$ 500 mil dos R$ 2 milhões acertados entre o presidente do PSDB e Joesley Batista dias antes. Fred fora designado para a tarefa por Aécio, como registrado em áudio pelo próprio senador: “Um cara que a gente mata antes de fazer delação”. A Polícia Federal monitorava o encontro – uma ação controlada, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Fred estava desconfortável. Não aceitou água nem café. Diante dele, numa mesa da sala de Saud, havia uma mala preta abarrotada de pacotes com notas de R$ 50, amarrados com liguinhas de plástico. Fred parecia verbalizar, um atrás do outro, todos os pensamentos que lhe assaltavam: “Onde eu tô me metendo, cara?”. A mala fora providenciada por Florisvaldo de Oliveira. Ele sempre auxiliava Saud nas entregas de dinheiro e mantinha um pequeno estoque delas à disposição. Para entregas a partir de R$ 500 mil, a mala preta era a mais adequada. Acomodava bem meio milhão de reais, até quase R$ 1 milhão em notas de R$ 50, se observado o método correto de organização de maços. Florisvaldo ajudara a recolher o cash para a propina de Aécio na central da JBS que reunia dinheiro vivo de clientes da empresa, como supermercados e distribuidores de carnes – clientes que giravam bastante dinheiro vivo. Essa central era chamada internamente de “Entrepostos”. Abastecia boa parte dos políticos que, como Aécio, pediam a sua parte em dinheiro vivo.

ÉPOCA reconstituiu a cena por meio de gravações autorizadas pela Justiça (ouça um dos áudios) se de entrevistas reservadas com participantes da ação controlada. Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS. Os cinco pagamentos somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil destinada ao doleiro Lúcio Funaro e, por fim, uma de R$ 500 mil destinada ao presidente Michel Temer – aquela da mala preta com rodinhas, que cruzou velozmente as calçadas de São Paulo graças às mãos marotas de Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” do peemedebista, nas palavras da Procuradoria-Geral da República. A reportagem teve acesso, com exclusividade, a dezenas de imagens das malas, pastas e bolsas de dinheiro da JBS sendo estufadas com notas de R$ 50 e de R$ 100. Algumas poucas já eram públicas e outras estavam reproduzidas, em preto e branco, quase que como borrões, em processos no Supremo. O restante do conjunto, no entanto, permanecia inédito. ÉPOCA publica agora as imagens mais pertinentes. A força da íntegra desse material reside na exposição visceral e abundante do objeto que mobiliza o desejo e os atos dos corruptos, políticos ou não, no Brasil ou fora dele: notas, muitas notas, de dinheiro. Amarelas ou azuis. Em malas ou pastas. Recolhidas por familiares ou assessores. Dois meses após a delação da JBS, após semanas e semanas de discussões jurídicas e políticas sobre a crise que se instalou no Brasil, esse elemento tão primário, tão fundamental, do que define os casos de Temer e de Aécio, ficou convenientemente esquecido.

Fred buscou todas as parcelas de R$ 500 mil de Aécio. Começou no dia 5 de abril, voltou no dia 12, já sob monitoramento da PF, e manteve o cronograma nas semanas seguintes: encontrou Saud, no mesmo local, também nos dias 19 de abril e 3 de maio. Cumpria a tarefa enquanto o Brasil conhecia o teor das delações da Odebrecht; enquanto o país assistia aos depoimentos do executivos da empreiteira, que tanto incriminavam Aécio. “Eu durmo tranquilo”, disse Fred no segundo encontro, logo após racionalizar os crimes que cometia como um ato isolado, que não o definia. “Se eu te contar uma coisa você não vai acreditar: a única pessoa com quem eu tratei em espécie foi você. A única pessoa que pode falar de mim é você”. Saud deixou-o à vontade para desabafar. “Como é que eu não faço? Tenho um compromisso de lealdade com o Aécio”, disse, antes de começar a contar o dinheiro:

– Um, dois, três, quatro, cinco… Ih, fiz a conta errada. Peraí. O que tem em cada pacotinho desses?
– Eu te ajudo a fechar aqui (a mala).
– Cem, duzentos, trezentos…

Naquele mesmo dia, relatórios do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, registram operações com suspeita de lavagem envolvendo empresas e um assessor do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio. Mendherson Souza trabalhava no gabinete do senador e tinha procuração para movimentar contas dele. Já aparecera em outras operações bancárias em cash, com suspeitas de lavagem. Acompanhava o primo de Aécio, como seu ajudante. No mesmo dia, também, Fred telefonou para um conhecido doleiro de São Paulo, de modo a buscar formas de esquentar o dinheiro.

Enquanto conferia os valores e colocava parte dos bolos de dinheiro numa bolsa que levara a São Paulo, o primo de Aécio não parava de falar sobre os riscos aos quais estava submetido. “Amanhã eu vou estar com Aécio na fazenda, em Cláudio, e vou falar que já fiz duas e faltam duas. (Fala como se estivesse se dirigindo a Aécio) ‘Só para você entender: estamos nos cercando de cuidados, mas não é uma operação 100% sem riscos.” Ele bolava maneiras de se proteger. E se fosse parado numa blitz? O que diria? “Pensei em fazer um contrato de compra e venda de uma sala, só para andar com um documento na pasta. ‘Não, acabei de vender uma sala. O cara quis pagar em dinheiro’…” Saud só assentia. Prosseguiu Fred: “O país está num momento esquisito. Se eu tiver que voltar aqui, eu faço uma promissória para você, um mise-en-scène. Mas Deus vai nos proteger”. Antes de sair com a mala, insistiu: “Não tem perigo de filmar aqui? Vocês fazem varredura?”. “Sim, duas vezes por semana. Tranquilo”, disse Saud. A PF registrara tudo.

No terceiro encontro, Fred já estava mais à vontade. Pudera. Apesar do discurso, fora ele, segundo as planilhas de propina da JBS, que buscara R$ 5,3 milhões em cash para Aécio, durante a campanha de 2014. Desta vez, as notas eram de R$ 100 – seis pacotões numa mochila cinza. Após repassar a dinheirama para o assessor de Zezé Perrella, ficou para almoçar com Saud. Traçou uma picanha importada, enquanto falava de política e negócios. Lá pelas tantas, Fred perguntou: “Tem alguma chance de Joesley fazer delação? Se fizer, acaba o Brasil. Tem que inventar outro.” Saud só riu.

No dia seguinte, Florisvaldo teve mais trabalho. Saud precisava entregar R$ 400 mil a Roberta Funaro, irmã do doleiro. Era o mensalinho para manter Funaro, parceiro de negociatas do grupo, em silêncio dentro da prisão. Florisvaldo arrumou uma pasta preta; como as notas eram de R$ 100, seria possível preencher os R$ 400 mil nela. Saud entregou o dinheiro à irmã de Funaro num Corolla. Pediu à filha pequena de Roberta, que acompanhava a empreitada, para esperar num táxi que aguardava as duas: “Deixa o tio conversar com a mãe um pouquinho”. O lobista se sentiu mal com a situação, mas não havia jeito. Era preciso liquidar o assunto. Ele abriu a pasta e pediu que ela contasse o dinheiro. Roberta dispensou. Disse que não era necessário. Agradeceu e embarcou no táxi – e, minutos depois, num Jaguar que a levou para casa.

Uma semana depois, Florisvaldo pôs-se a trabalhar novamente. Mais uma mala preta. Mais R$ 500 mil. Daquela vez, em notas de R$ 50. Era a primeira entrega da semanada acertada entre Saud e Rocha Loures, em troca de um benefício ilegal no CADE a uma empresa da J&F que detinha contrato com a Petrobras. Temer havia delegado a Rocha Loures, em conversa gravada com Joesley, a prerrogativa de “falar sobre tudo”. Durante semanas, sobre tudo falaram, em conversas em mensagens gravadas. Como Joesley já investira, conforme revelou ÉPOCA, quase R$ 22 milhões em Temer ao longo dos anos, todos sabiam o que esperar das tratativas: era corrupção pura. As gravações de conversas entre Saud e Rocha Loures, que antecederam a entrega dos R$ 500 mil, encadeadas nas demais provas, não dão margem à dúvida razoável sobre a razão do pagamento e da própria existência das conversas entre os dois lados. Foi, então, que no começo da noite, após giros por São Paulo, Rocha Loures apanhou a mala – o mesmo tipo de mala ordinária com a qual os outros também receberam dinheiro da JBS – e saiu com ela de uma pizzaria. Carregou-a num passo apertadinho que jamais abandonará os olhos de quem viu a cena.

O crime de corrupção é formal. Pela lei, bastariam os indícios de autoria e materialidade do pedido de propina do presidente, mesmo que indireto, para tipificá-lo na denúncia que viria a ser apresentada pela PGR. Trata-se de uma etapa necessária para investigar o crime – e não condenar, desde já, o acusado. Mas havia mais. Havia pilhas e pilhas de notas de R$ 50, arrumadas com esmero por Saud e Florisvaldo, à espera de Temer e seu “longa manus”. As fotos exibidas agora ilustram a materialidade amarela, cheia de liguinhas, ofertada ao presidente e coletada por seu assessor de confiança. Repita-se: juridicamente, não era necessário provar que Temer, apontado como chefe da organização criminosa do PMDB da Câmara, tivesse embolsado diretamente os pacotes de dinheiro em algum momento entre a entrega no dia 28 de abril e a operação no dia 18 de maio. Como indicam outros casos, Temer, segundo as evidências disponíveis, valia-se de operadores, como o coronel João Baptista Lima, e políticos de confiança, como Eduardo Cunha, para cuidar do dinheiro sujo que lhe era devido.

A farra das malas da JBS encerrou-se no dia 3 de maio. Foi a vez de Fred, o primo de Aécio, apresentar-se para sua derradeira missão. Florisvaldo cumpriu antes a sua: arranjou uma mala preta semelhante à usada nas entregas anteriores. Separou seis bolos de notas de R$ 100, perfazendo pela quarta vez R$ 500 mil. No total, R$ 2 milhões ao presidente do PSDB, em troca da promessa de obstruir a Lava Jato e de obter favores ilegais na Vale, onde detém influência, ao grupo J&F. Usou-se o mesmo método das operações anteriores. O primo de Aécio já parecia se acostumar com o papel de mula. Desempenhou-o com serenidade e competência.

Quando a operação foi deflagrada, as mulas que botavam a mão no dinheiro da JBS foram presas, a pedido da PGR e por autorização de Fachin. Rocha Loures, Fred, o assessor de Perrella, a irmã de Aécio (que também organizara os pagamentos) – todos presos. A irmã de Funaro foi levada a depor. As semanas se passaram, e as solturas, tão criticadas por aqueles que combatem e estudam crimes de colarinho branco, não tardaram. Fachin concedeu prisão domicilir a Rocha Loures – e este conseguiu furar a fila por uma tornozeleira. A primeira turma do Supremo, sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, concedeu domiciliar para os demais envolvidos. O primo de Aécio ganhou domiciliar. A irmã de Aécio ganhou domiciliar. O assessor que ajudou Aécio ganhou domiciliar. Todos estão, hoje, no conforto de suas casas. Não há um investigador experiente que acredite na eficácia da medida; é simplesmente muito fácil comunicar-se com outros investigados e dar ordens a subordinados, de maneira a embaçar as investigações.

Aécio foi afastado por Fachin do exercício do mandato de senador e denunciado pela PGR, mas o Supremo devolveu-o ao cargo – e ainda não analisou a denúncia. Marco Aurélio Mello disse que Aécio tem uma “carreira política elogiável”. Até agora, o Supremo gastou mais tempo debatendo a validade das malas de dinheiro da JBS do que os casos daqueles que as receberam. Temer derrubou a primeira denúncia contra ele, por corrupção passiva, na Câmara. A mala com pilhas de notas de R$ 50 não pareceu um problema à maioria dos deputados.

Época

 

Opinião dos leitores

  1. O mais interessante, é Lula ter sido condenado, e Aecim e o Presidente ilegítimo Temer continuem exercendo suas funções como se nada tivesse acontecido, foi comprovado pagamento de propina para Aecim e foi engavetado, e Temer foi claramente privado as acusações sobre ele e os Deputados foram comprados e votaram contra as investigações, eita Brasil

    1. Na verdade não é "interessante", é muito triste.
      Como dizia parte do texto de Tropa de Elite 2: "…o sistema é F#d@, entrega um braço para sobreviver, mas se reorganiza em torno dos seus próprios interesses".
      O povo, nós, ainda que pessoas de bem, somos a maior fonte de retroalimentação desse sistema corrupto, não nos organizamos e tomamos partido quando não há partido. Não amor a pátria, só mesquinharia.
      Triste.

    2. Tava aqui tentando entender, LULA o inocente operário teve apenas R$ 09 MILHÕES bloqueado em 01 operação financeira. Aécio e Temer que são acusados de receber esse dinheiro, já forem condenados pelos petistas. MAS, se a mala tivesse destino alguém do PT, estariam os petistas EXIGINDO:
      FOTO do petista acusado com o dinheiro em mãos;
      Comprovante de DEPÓSITO do dinheiro na conta do petista;
      Registro em cartório do recebimento do dinheiro.
      Na mesma linha, resta saber: Algo assim existe contra Aécio e Temer?????
      Então Aécio e Temer não tem direito a defesa????
      Aécio e Temer não vão poder colocar 80 testemunhas de defesa?????
      Estamos numa democracia ou na ditadura de Cuba e da Venezuela????

    3. Lulin Condenado e Aecin meu ovo, todos dois são Ladrões e e e e e e #BOLSONARO2018 PRESIDENTE DO BRASIL.

    1. Vá trabalhar omi….passa o dia todo na internet pensando que tá formando opinião…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    2. Nossa que cara antenado na realidade. Vc está se perdendo aqui, se for da área jurídica poderia ir trabalhar na investigação da Lava-jato hahahaha

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Política

URGENTE: PL sai em defesa de Flávio Bolsonaro após fala com Vorcaro sobre filme

O Partido Liberal (PL) divulgou uma nota oficial na noite desta terça-feira (13) saindo em defesa do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Segundo o partido, as explicações apresentadas pelo parlamentar são “claras e consistentes” em relação aos fatos citados.

A manifestação trata de um caso envolvendo a busca de patrocínio privado para a produção de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o PL, não teve qualquer uso de recursos públicos. A sigla reforça que se trata de uma iniciativa exclusivamente privada.

No comunicado, o PL também reafirma confiança e apoio ao senador, destacando “apoio irrestrito” a Flávio Bolsonaro e defendendo sua conduta. O partido ainda cita a necessidade de abertura da CPI do Banco Master, sem detalhar os motivos da solicitação.

Nota Oficial

O Partido Liberal reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras e consistentes.

Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para a produção de um filme igualmente privado, sem qualquer utilização de recursos públicos.

O PL manifesta confiança irrestrita e apoio ao nosso pré-candidato à Presidência da República, certo da correção de sua conduta.

Seguimos firmes e unidos, com responsabilidade e compromisso com a verdade.

CPI do Banco Master já!

Partido Liberal

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Política

Câmara de Natal libera pagamento de passagem via PIX nos ônibus

Foto: Reprodução

A Câmara de Natal aprovou projeto de lei que autoriza o pagamento da tarifa do transporte público por meio de PIX nos ônibus da capital. O Projeto de Lei nº 540/2025, de autoria do vereador Cleiton da Policlínica,  segue para sanção do prefeito Paulinho Freire (União Brasil).

De acordo com o texto aprovado pelos vereadores, as empresas deverão oferecer o sistema de pagamento instantâneo sem cobrança de taxas adicionais sobre o valor da passagem. O serviço deve estar disponível independentemente da instituição financeira usada pelo passageiro, garantindo acesso universal ao pagamento via PIX.

Atualmente, a tarifa do transporte público em Natal custa R$ 5,20. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou por meio do cartão eletrônico da Nubus.

Segundo o autor da proposta, a medida segue uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras, como Florianópolis, São Paulo e Londrina, que também passaram a aceitar pagamentos digitais no transporte público.

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Política

CRISE: gestão Fátima Bezerra atinge 65,6% de desaprovação no RN, aponta Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

A gestão da governadora Fátima Bezerra é desaprovada por 65,6% dos potiguares, segundo pesquisa realizada pela Metadata. O levantamento foi divulgado nesta semana e ouviu 1.550 eleitores em 54 municípios do RN.

De acordo com o estudo, apenas 28,4% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 6% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, abrangendo todas as quatro mesorregiões do RN e 19 setores censitários do estado.

O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026, garantindo a regularidade da divulgação dos dados.

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Política

Styvenson lidera disputa ao Senado com 21,9%; Zenaide tem 15%, diz pesquisa Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

O senador Styvenson Valentim lidera a soma do primeiro e segundo votos para o Senado Federal no RN com 21,9%, segundo pesquisa da Metadata/Grupo Dial divulgada nesta quarta-feira (13). A senadora Zenaide Maia aparece em segundo lugar com 15%, seguida pelo ex-deputado federal Rafael Motta, que marca 12,4%. O levantamento considera a soma dos dois votos para o Senado Federal.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, em 54 municípios do RN, abrangendo todas as mesorregiões do estado.

Além dos três primeiros colocados, aparecem ainda a vereadora Samanda Alves com 4,8% e o coronel Coronel Hélio com 4,7%. O empresário Flávio Rocha registra 3,3%, enquanto Sandro Pimentel soma 2,1% e Rosália Fernandes aparece com 1,9%.

O levantamento também aponta que 15,7% dos entrevistados não votariam em nenhum dos nomes apresentados. Brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 14,1% não souberam ou não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026.

 

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Saúde

DENUNCIA GRAVE: Diretoria Técnica da Unimed Natal pretende reduzir escala de obstetras de plantão no Hospital da Unimed

Foto: Reprodução

O Blog do BG recebeu uma denúncia grave, feita por um médico da Unimed Natal, revelando que a diretoria técnica da cooperativa pretende fazer um corte de gastos na obstetrícia reduzindo de 3 para 2 a escala de médicos de plantão no Hospital da Unimed. De acordo com o profissional, se isso acontecer, a vida de mães e bebês estará em risco.

O profissional explicou que são necessários dois médicos obstetras para atender a um parto. Nessa situação, se a escala de fato for reduzida, a emergência ficará sem médico. A mulher que entrar com uma emergência gestacional, por exemplo, ficará sem atendimento. “Isso é criminoso”, protestou o médico que fez a denúncia.

O objetivo da diretoria técnica, ainda segundo o médico, é economizar R$ 20 mil mensalmente com esse corte. Ele também revelou que, desde a posse da nova diretoria técnica, o valor do plantão da obstetrícia foi reduzido.

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Política

[VÍDEO] URGENTE: Flávio desmente financiamento de Vorcaro para filme de Bolsonaro e diz: “é dinheiro privado”

Imagens: Divulgação/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre mensagens e áudios trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro, citados em reportagem do The Intercept Brasil. Segundo a publicação, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio confirma a existência dos diálogos e diz que se tratava de um “um filho procurando patrocínio privado para um filme”. Ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, não havia acusações públicas contra o banqueiro.

Flávio também afirmou que não houve uso de dinheiro público no projeto.

O senador defendeu que a iniciativa se tratava de um investimento privado e chegou a mencionar a necessidade de uma CPI para investigar o Banco Master, afirmando que o objetivo seria “separar inocentes de bandidos”.

NOTA À IMPRENSA

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

Opinião dos leitores

  1. É muito cara de pau do Rachadinha. A frase da semana (frase de Flavio Bolsonaro pra Vorcaro “Irmão, estou e estarei contigo pra sempre…”

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Política

BASTIDOR: Além de Bolsonaro, Vorcaro teria financiado filmes sobre Lula e Temer

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro também teria financiado produções audiovisuais relacionadas aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Lula (PT), segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A revelação surgiu após repercussão envolvendo um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo apoio financeiro para um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Jardim, pessoas ligadas a Vorcaro afirmam que o empresário teria colocado recursos em duas produções sobre presidentes brasileiros.

Uma delas seria o documentário “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, obra sobre a gestão de Michel Temer dirigida por Bruno Barreto. A outra seria um documentário sobre Lula dirigido pelo cineasta Oliver Stone em 2024.

Segundo a publicação, ainda não há informações sobre as condições em que os recursos teriam sido repassados. O produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro.

 

 

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Polícia

CRISE: Policiais são alvo de busca por vazar dados sigilosos no RN

Foto: Reprodução

A Polícia Civil realizou a operação “Acesso Restrito”, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas a uma investigação sobre fraude milionária no RN. Um policial militar e um policial civil são suspeitos de acessar e compartilhar, de forma irregular, dados protegidos por segredo de Justiça.

De acordo com a investigação, os dados vazados teriam relação com a operação “Pouso Forçado”, realizada em setembro de 2025. Na ocasião, a PC apurava um suposto esquema criminoso envolvendo o desvio de mais de R$ 12,5 milhões em pontos de um programa de milhas ligado a uma instituição financeira pública.

O caso envolve suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

Durante a ação desta quarta-feira (13), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nas cidades de Natal e Macaíba.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao suposto uso irregular de sistemas informatizados e bancos de dados institucionais acessíveis apenas a servidores autorizados. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

Nota oficial

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela administração pública.

A corporação também reafirmou compromisso com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público.

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Geral

Prefeitura do Assú apresenta em Mossoró o São João mais antigo do mundo e celebra 300 anos de história e devoção

Foto: divulgação

Mossoró recebeu, nesta quarta-feira (13), a apresentação oficial do São João de Assú 2026. Em almoço realizado no Requinte Buffet, a Prefeitura de Assú apresentou à imprensa e a convidados mossoroenses a programação do tricentenário da festa dedicada ao padroeiro São João Batista — reconhecida como o São João mais antigo do mundo.

Não foi por acaso que Mossoró foi escolhida para sediar um dos lançamentos. As duas cidades abrigam os maiores festejos juninos do Rio Grande do Norte, e reunir as duas em torno da cultura nordestina é também uma declaração: o São João potiguar não tem fronteiras.

A edição de 2026 do São João de Assú chega com tudo. A festa, que já durava 10 dias, cresce para 12 dias de programação, com novos polos e mais espaço para o público. O Alto de São João Batista, celebração religiosa de forte apelo histórico e espiritual, acontece entre os dias 5 a 7 de junho. O Arraiá do Jegue, um dos eventos mais populares e tradicionais do ciclo junino assuense, também marca presença na programação.

No palco principal, nomes como Matheus & Kauan e Padre Fábio de Melo confirmam que o tricentenário será à altura dos 300 anos de história que a festa carrega.

O prefeito Lula Soares discursou no evento e deixou claro o significado do momento: “Chegar em Mossoró e ser recebido com tanto carinho nos enche de gratidão. Mossoró e Assú têm os maiores São João do Rio Grande do Norte, e este é um momento de união. Assú está completando 300 anos de festa, e nada mais bonito do que as nossas cidades caminharem de mãos dadas para levar a cultura nordestina, a cultura potiguar, para ainda mais lugares — para fora do estado, para o mundo.”

Durante o evento também estiveram presentes a vice-prefeita Isabela Moraes, o padre Ítalo, a paróquia São João Batista, o ex-prefeito Gustavo Soares, o presidente da Câmara de Assú, Júnior do Trapiá, entre demais secretários assuenses.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho: Menos É Mais e Panda
23 de junho: 17h – Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão dos 300 anos), 21h – William Sanfona (Show religioso)
24 de junho: Padre Fábio de Melo (Show religioso)

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Geral

ÁUDIO: Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio pediu dinheiro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

Parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem do Intercept.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

A reportagem do Metrópoles acionou Flávio diretamente e a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Intermediário

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro, teriam atuado como intermediários.

Além de Eduardo e Mário, o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro, também estariam envolvidos nas negociações.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro teria declarado a Zettel que o projeto cinematográfico de Bolsonaro era prioridade absoluta e deu uma ordem sobre os repasses: “Não pode falhar mais”.

Uma semana depois, em 5 de fevereiro, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana“.

Metrópoles com informações de The Intercept

Opinião dos leitores

  1. Sério? Não acredito! Flavinho fez isso?
    Besta somos nós que ficamos brigando por um bando de políticos egoístas que só pensam neles e o povo se acabando.

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