Saúde

FOTOS: ‘Fiquei paraplégica devido a um piercing’, conta jovem do DF

Foto: Arquivo pessoal (via BBC)

No início de julho do ano passado, Layane Dias comemorava o estágio que acabara de conquistar e planejava uma viagem em família no mês seguinte. Para a jovem, na época com 20 anos, era o início de uma nova fase.

Ela afirma que jamais imaginaria que estava prestes a passar pelo período que considera o mais complicado de sua vida.

Dias antes de iniciar o estágio, Layane começou a sentir dores frequentes pelo corpo. Para ter forças para trabalhar, a jovem teve de recorrer a medicamentos. No entanto, cada vez mais debilitada, teve de abandonar o estágio.

O quadro de saúde dela foi piorando até que, semanas depois, a estudante perdeu os movimentos da perna. A situação tornou-se ainda mais difícil e a jovem deixou de sentir parte do próprio corpo. “Dos seios para baixo, não conseguia sentir mais nada”, diz à BBC News Brasil.

Segundo Layane, o neurocirurgião que a acompanhou apontou que a bactéria Staphylococcus aureus — que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea — entrou no organismo da jovem por meio de uma infecção no nariz e a deixou paraplégica.

“O médico me perguntou se eu tive alguma espinha na região do nariz ou algo assim, porque essa bactéria, comumente, é desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei que havia colocado um piercing no lado esquerdo do nariz, no mês anterior”, relata a jovem.

“Quando contei isso, ele me disse: o piercing foi a entrada da bactéria em seu corpo. Ouvir isso me deixou em choque”, conta.

O piercing

Um dos primeiros sintomas da infecção sofrida por Layane Dias foi uma ‘bola vermelha’ no nariz — Foto: Arquivo pessoal (via BBC)

Layane sempre se considerou uma jovem vaidosa. Além de estudante de Recursos Humanos, também fazia alguns trabalhos como modelo fotográfica.

Ela revela que sempre gostou de piercings. “Já tinha colocado na parte direita do nariz por três vezes”, comenta. Em junho passado, a estudante mudou o lado do piercing. “Foi a primeira vez em que coloquei na parte esquerda do nariz. Também foi a primeira vez em que saiu sangue durante o procedimento para colocar o piercing.”

No início de julho, segundo Layane, surgiu uma bola vermelha na ponta do nariz, semelhante a uma espinha. “Eu achava que era apenas uma espinha, mas ela me causou febre. Como pensei que não fosse nada relevante, cuidei em casa mesmo, com pomadas. Em uma semana, ela sumiu.”

A dermatologista Alessandra Romiti ressalta que as complicações decorrentes do piercing, comumente, acontecem apenas na área do corpo em que o objeto é colocado. “Há casos como inflamações ou infecções locais. Por isso, é fundamental que o estabelecimento obedeça às normas de higiene adequadas. O material utilizado tem que estar esterilizado, o piercing tem que estar limpo e a pele precisa ser muito bem higienizada”, diz.

“Depois, o paciente precisa manter o lugar limpo para evitar o risco de haver qualquer tipo de contaminação”, acrescenta. Segundo a médica, complicações graves são consideradas extremamente raras.

Na sexta-feira que antecedeu o início do estágio da estudante, ela foi a uma festa com as amigas, em Brasília, onde mora. “Dançamos muito. Foi uma noite muito legal”, relata. No dia seguinte, a jovem acordou com intensa dor nas costas. “Não dei muita atenção, porque achei que fosse uma dor muscular normal, por conta da noite anterior.”

“Tomei um remédio, mas a dor não passou. Continuou intensa. No dia seguinte, um domingo, as dores continuaram e estavam ainda mais fortes. A minha mãe me levou a uma farmácia, onde tomei um coquetel de injeções e a dor sumiu. Fiquei aliviada”, narra.

Na segunda-feira, ela iniciou o estágio. “Fui muito animada, mas no período da noite as dores voltaram. Tomei medicamentos e elas diminuíram. Na terça, a situação foi igual. Na quarta, as dores ficaram ainda mais fortes”, diz. As dores eram nas costas e no pescoço.

Como as dores não cessavam, a jovem foi ao médico. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada. O médico me disse que não havia nada nas minhas costas. Mas mesmo assim, aquelas dores não passavam de jeito nenhum.”

A estudante conta que na quinta-feira foi a um posto de saúde, após o estágio, e foi avaliada por uma médica. “Ela me atendeu e disse que os músculos das minhas costas estavam inchados. Ela fez uma massagem em mim, me passou uma injeção e voltei pra casa. Consegui dormir.”

Na manhã seguinte, a jovem passou a sentir que as pernas estavam enfraquecidas. “Tive que tomar banho com a ajuda da minha mãe”, diz. Naquele dia, ela foi com a mãe em uma igreja. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

A paraplegia

Ainda naquela sexta-feira, Layane foi carregada às pressas ao hospital. “O médico pediu exames de sangue e de urina. Eu já não conseguia fazer minhas necessidades e tive de colocar uma sonda. Quando saiu o resultado do exame, apontou que eu estava com uma infecção no sangue.”

“O médico começou a furar a minha perna e eu, realmente, não estava sentindo nada. Como era um caso grave, fui transferida para o Instituto Hospital de Base, aqui em Brasília”, relata.

Ela narra que as dores se intensificaram. “Os médicos não conseguiam ter um diagnóstico exato. Suspeitaram de câncer ou síndrome de Guillain-Barré”, diz.

Na madrugada daquele domingo, 22 de julho, ela se recorda que as dores ficaram insuportáveis. “Eu estava deitada em uma maca, sem me mexer, cheia de furos, tomando soro e várias medicações. Minha mãe estava sentada em uma cadeira ao lado. Eu pedi pra ela: ‘desculpa, mas aplica alguma coisa, porque eu preciso morrer. Não aguento mais’. E a minha mãe respondeu que não aplicaria nada, porque eu iria aguentar aquilo tudo”, relembra.

“Para aliviar as dores, começaram a me dar morfina por um período. Isso me alucinava muito e um médico pediu para suspender”, conta.

Layane passou por uma ressonância magnética, que apontou que havia 500 mililitros de pus comprimindo três vértebras da medula espinhal dela. Ela teve de passar por uma cirurgia de urgência, para a retirada do líquido.

Responsável pela cirurgia da jovem, o neurocirurgião Oswaldo Ribeiro Marquez explica que, apesar de raro, é possível que um piercing deixe uma pessoa paraplégica. “Essa situação pode acontecer quando há alguma complicação em decorrência do piercing”, pontua o profissional, que afirma nunca ter visto situação parecida desde que iniciou a carreira na medicina, há cerca de 15 anos.

Segundo o médico, as complicações com o piercing ocorrem quando o objeto abre caminho para infecções. “A disseminação de qualquer infecção cutânea costuma ser hematogênica – quando é transmitida pela corrente sanguínea. Por exemplo, se a bactéria está na ponta do nariz, ela pode evoluir, pegar o nariz inteiro, cair na corrente sanguínea e parar em outro canto do corpo”, esclarece.

“A paciente fez um procedimento cutâneo, que gerou uma infecção, que pode ter feito a disseminação da bactéria para a corrente sanguínea. Como ela não tinha infecção na coluna anteriormente, é muito provável que tenha sido causada por uma bactéria que estava em seu sangue”, acrescenta.

Marquez avalia que é “bem provável e plausível” que Layane tenha ficado paraplégica em decorrência do piercing. Porém, ressalta que somente estudos genéticos podem garantir que a paraplegia da jovem foi motivada unicamente por complicações oriundas da inserção do objeto no nariz.

‘Espero que ele se preocupe mais com os clientes’

A cirurgia de Layane teve o objetivo de retirar o pus que comprimia a medula da jovem. “Esse procedimento evitou a progressão da paraplegia, que poderia subir. O pus poderia causar uma infecção que poderia até levar à morte. Com a retirada do líquido, a medula dela foi descomprimida e evitou que o quadro da paciente piorasse”, explica Marquez.

“O procedimento foi um sucesso. Voltei para a Unidade de Tratamento Intensivo de recuperação e estava tudo tranquilo. Já não sentia mais aquela dor insuportável”, comenta Layane.

A estudante conta que somente depois do procedimento cirúrgico descobriu sobre a causa dos problemas de saúde que a afetaram. “O médico que me acompanhou desde o início me explicou sobre a bactéria e como o piercing pode ter me afetado. Isso tudo foi desenvolvido por uma perfuração errada. Por isso sangrou quando coloquei o piercing. Outro fator que complicou foi a má higienização do objeto”, diz.

A estudante não planeja tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. “Eu optei por não falar sobre ele, porque isso não me fará voltar a andar. Espero que a minha situação faça com que ele se preocupe mais com a saúde dos clientes a partir de agora”, declara a jovem, que revela que já havia colocado um piercing com o mesmo profissional anteriormente. “No de antes, não tive nenhum problema.”

A vida na cadeira de rodas

Por dois meses, Layane permaneceu internada para se recuperar. No hospital, soube que é incerta a possibilidade de voltar a andar. “Dois dias depois da cirurgia, o médico me disse que eu continuaria sem sentir as minhas pernas”, relata. Hoje, ela faz acompanhamento com uma psicóloga e sessões de fisioterapia.

A descoberta de que permaneceria na cadeira de rodas foi um dos momentos mais difíceis para a jovem. “Eu fiquei arrasada. A princípio, foi uma situação muito triste”, conta.

Para Marquez, há possibilidade de Layane retomar os movimentos das pernas. Porém, segundo o neurocirurgião, ainda é prematuro fazer uma avaliação. “A medicina tem avançado nesse aspecto e há estudos que apontam sobre essa possibilidade. Por isso, não podemos negar que ela retomará os movimentos das pernas, assim como não podemos garantir isso”, pondera.

Apesar do choque inicial, Layane aprendeu a lidar com a atual fase da vida. “Conheci outros jovens cadeirantes e vi que posso ser feliz assim. Hoje faço exercícios e até jogo basquete e handebol”, conta.

Em setembro, ela voltou para casa, onde vive com a mãe e a avó. “Minha vida se tornou completamente diferente. Mas fiquei feliz, porque já não estava no hospital. Consegui ver todos os amigos que não puderam ir ao hospital. Recebi muitas visitas e isso me fez muito bem.”

Um dos momentos mais importantes para a jovem, na nova fase da vida, foi o aniversário, em novembro. “Comecei a organizar a festa, mas dois dias antes, quase desisti, porque pensei que não me sentiria bonita para a comemoração”, relembra.

“Essa festa foi muito importante para mim. Depois de quase desistir dela, decidi comemorar, apesar de tudo. Na data, consegui me sentir linda pela primeira vez, depois de tudo o que aconteceu. Recuperei a minha autoestima. Foi um dia muito feliz.”

No fim de janeiro, Layane relatou a sua história em seu perfil no Instagram. “Foi a primeira vez em que contei abertamente que um piercing me deixou paraplégica”, diz. Ela publicou as fotos que tirou desde a data em que colocou o objeto.

“Eu registrei tudo, porque minha mãe enviava aquelas imagens para a minha avó”, explica. A publicação da jovem viralizou e ela conseguiu mais de 20 mil seguidores em poucos dias. “Muitas pessoas ficaram assustadas com a minha história e vieram me procurar para prestar solidariedade.”

Ela ressalta que não quer que sua história desestimule as pessoas que queiram colocar um piercing. “O que quero é que tenham mais cuidado. As pessoas precisam conhecer muito bem o local onde vão fazer. Além disso, os profissionais precisam ser extremamente cuidadosos e ter muito cuidado na higienização dos itens”, diz.

G1, com BBC

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Geral

Vetos ao PL da Dosimetria podem beneficiar cerca de 150 presos do 8 de janeiro

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

A Associação das Vítimas e Familiares do 8 de Janeiro (Asaf) estima que cerca de 150 presos pelos atos de 8 de janeiro podem ser beneficiados caso o Congresso derrube os vetos ao PL da Dosimetria na próxima semana.

Segundo a entidade, a nova lei pode permitir a progressão para o regime aberto, dependendo da interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) em cada caso.

Dados do STF, atualizados até dezembro, apontam 638 condenados: 279 por crimes graves e 359 por delitos menos graves. Do total, 141 estão em regime fechado — sendo 29 em prisão preventiva, 112 definitiva e 44 em domiciliar.

A Asaf afirma que os números podem ter mudado desde então, com novas prisões e progressões de regime.

A eventual derrubada dos vetos não terá efeito automático. Após a publicação da lei, caberá ao STF analisar individualmente os pedidos de revisão das penas.

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Geral

Banco Central alerta para superendividamento e cita “problema crescente”; relatório mostra quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Banco Central classificou, nesta segunda-feira (13/4) o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento ​de renda cada vez maior das famílias ​com cartões de crédito.

Dados do Relatório de Cidadania Financeira, divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a dimensão do desafio para a economia.

Esse cenário de superendividamento tende a se agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação financeira das famílias.

“O impacto psicológico das dívidas na vida das pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares”, diz o BC.

Na avaliação da autoridade monetária, o quadro reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência, especialmente entre as faixas de menor renda.

O BC também destaca que o problema vai além do volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.

Com informações de Metrópoles

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Geral

Reservatórios do RN acumulam 42,8% da capacidade total

Foto: Paulo Cezar Filho/Igarn

Os reservatórios do Rio Grande do Norte estão com 42,82% da capacidade total, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do RN. O volume atual é de 2,21 bilhões de m³, abaixo dos 58,68% registrados em abril de 2025 e dos 70,31% em 2024.

O maior manancial do estado, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, está com 41,69% (989,3 milhões de m³). A barragem de Oiticica tem 44,86%.

Entre os melhores níveis estão o açude Santa Cruz do Apodi (59,01%), Umari (51,87%) e Poço Branco (59,24%).

Alguns reservatórios estão cheios, como os açudes Campo Grande, Encanto, Marcelino Vieira e Tesoura.

Por outro lado, há situação crítica em mananciais como Itans e Passagem das Traíras, que estão secos. Outros níveis baixos incluem Sabugi (5,82%), Dourado (5,33%), Esguicho (7,7%) e Jesus Maria José (1,76%).

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Geral

Alexandre Ramagem é preso pelo Serviço de Imigração dos EUA, diz PF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deputado federal cassado Alexandre Ramagem foi preso, nesta segunda-feira (13/4), pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Metrópoles com a Polícia Federal.

Ramagem está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025. A fuga ocorreu em meio ao julgamento dele no núcleo 1 da trama golpista, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão.

Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. O consulado norte-americano não tem prazo para responder ao pedido brasileiro.

Cassado pelo Congresso Nacional, Alexandre Ramagem foi eleito deputado federal em 2022. Antes disso, dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no período entre julho de 2019 e março de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Investigadores da PF descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR). A investigação apurou que, após chegar a Roraima, ele seguiu de carro e cruzou a fronteira – onde apenas um rio separa os dois países.

A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condená-lo. Com isso, o magistrado decretou a prisão de Ramagem.

Já na Guiana, Ramagem embarcou para Miami (EUA). Há registro da chegada dele em 11 de setembro no país norte-americano. Ele chegou em território norte-americano sozinho, mas passou a viver no país acompanhado da esposa e dos filhos.

Metrópoles

Opinião dos leitores

    1. Enquanto isso os Bandidos Mentirosos e Ladrões todos soltos! Viva os PTralhas.

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EMPARN: Chuvas atingem todas as regiões do RN; Agreste apresentou os maiores volumes

Foto: Hudson Helder

A EMPARN registrou chuvas em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Norte ao longo do último fim de semana. A tendência é de continuidade das precipitações nos próximos dias, de acordo com a Unidade Instrumental de Meteorologia do órgão.

Segundo o mapa de previsão disponível no site da EMPARN, o estado deverá permanecer com céu parcialmente nublado e ocorrência de chuvas em todas as regiões pelo menos até o próximo sábado (18). A região do Alto Oeste apresenta previsão de chuvas mais intensas, acompanhadas de trovoadas, especialmente nesta terça-feira (14).

De acordo com a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, na Região Metropolitana de Natal as chuvas ocorreram com poucos impactos. Na capital, foram registrados cerca de 34 mm na Cidade Alta, sem ocorrências. Já em Extremoz, o volume de aproximadamente 57 mm provocou alagamentos pontuais em ruas dos bairros Moinho, Costa das Dunas e Parque das Flores, com resposta rápida do município por meio de bombeamento. Não houve registro de ocorrências graves nem necessidade de acionamento da Defesa Civil para suporte adicional.

Nos municípios de São Gonçalo do Amarante (56 mm), Macaíba (36 mm) e Parnamirim (50 mm em estação local e 71 mm pela EMPARN), também não foram registradas ocorrências. Ceará-Mirim não informou dados no período.

CHUVAS NAS REGIÕES

A região Agreste apresentou os maiores volumes, com acumulados variando entre 80 e 90 milímetros. Na capital, Natal registrou 98,4 mm entre a última sexta-feira (10) e esta segunda-feira (13), dentro do esperado para o período chuvoso.

Entre as 7h do domingo (12) e as 7h da segunda-feira (13), o boletim pluviométrico apontou volumes expressivos em diversas localidades. Na Região Metropolitana, o destaque foi Parnamirim, com 91,7 mm em medição manual e 71 mm em estação automática. Também foram registrados acumulados relevantes em São Gonçalo do Amarante (56,4 mm) e Taipu (51,4 mm).

No Agreste Potiguar, os maiores índices ocorreram em Santo Antônio (46 mm), Bento Fernandes (40 mm) e Sítio Novo (40 mm). Já na região Central, destacaram-se São José do Seridó (90 mm), Caiçara do Norte (69,6 mm) e Jardim de Angicos (61,2 mm).

No Oeste Potiguar, os maiores acumulados foram registrados em Pendências (90,2 mm), São Rafael (82 mm) e Apodi (78,5 mm). Municípios como Upanema e Pau dos Ferros também apresentaram volumes significativos.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

Segundo o gerente do Núcleo de Meteorologia da EMPARN, Gilmar Bristot, o volume de chuvas está dentro da normalidade para esta época do ano.

“Estamos em um dos meses que mais chove no ano aqui no estado. As chuvas deverão continuar porque a Zona de Convergência, sistema meteorológico responsável pelas precipitações, deve permanecer atuando sobre a região”, destacou.

O meteorologista também explica que as condições oceânicas seguem favoráveis. “O Oceano Atlântico está com temperaturas acima de 29 graus próximo ao litoral, o que intensifica a injeção de umidade no setor leste. Essa umidade é transportada para o interior pelos ventos, favorecendo a formação de instabilidades e chuvas de intensidade moderada a forte, como observado no final de semana”, afirmou.

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Geral

Trump publica e depois apaga imagem com roupa semelhante à de Jesus após críticas ao papa Leão XIV

Foto: DonaldTrump na Truth Social

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na plataforma Truth Social uma imagem que possivelmente foi gerada por inteligência artificial em que ele se veste de maneira semelhante a Jesus.

A postagem foi feita no domingo (12) e estava disponível até a manhã desta segunda-feira (13). Porém, a publicação ficou indisponível na tarde desta segunda, indicando que pode ter sido excluída.

Na imagem é possível ver também a bandeira dos Estados Unidos, uma águia, que é símbolo do país, e a Estátua da Liberdade. Há também militares, caças e uma enfermeira.

Mais cedo no mesmo dia, o líder americano publicou um texto atacando o papa Leão XIV, o chamando de “fraco no combate e péssimo em política externa”.

“Não quero um papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para o nosso país”, declarou o presidente na Truth Social.

“Leão deveria se comportar como papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”, acrescentou.

O papa Leão XIV respondeu aos comentários do líder americano nesta segunda-feira (13), afirmando que não teme a administração Trump.

“Não tenho medo nem da administração Trump nem de falar abertamente sobre a mensagem do evangelho”, falou o pontífice aos jornalistas no avião, acrescentando que “essa é a mensagem que o mundo precisa ouvir hoje”.

As declarações foram feitas a bordo do voo papal para Argel, onde o primeiro papa americano inicia uma viagem de 10 dias por quatro países africanos. Leão XIV também afirmou que continuará a se manifestar contra a guerra.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vá atrás de punir a pedofilia na igreja e pare de falar bosta…Eles imundos vivem levando política p/dentro da igreja…querem definir em quem o povo deve votar p/ajudar seu parceiros de ideologia…

  2. Típica manifestação da direita. Se achar um Deus imortal. O castigo desse vai ser grande igual ao que se achava um Deus aqui no Brasil e hoje está preso.

  3. É o Deus da guerra – aquele que adora somente a destruição e escravização de outros povos!

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Geral

RN registra 113 colisões de veículos contra postes da rede elétrica no primeiro trimestre de 2026

Carro derruba dois postes em acidente na avenida Salgado Filho, em Natal — Foto: Brunno Rocha/Inter TV CabugiCarro derruba dois postes em acidente na avenida Salgado Filho, em Natal — Foto: Brunno Rocha/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte registrou 113 colisões de veículos contra postes entre janeiro e março, segundo a Neoenergia Cosern. As ocorrências afetaram mais de 119 mil pessoas, com interrupções no fornecimento de energia em várias regiões.

Até 12 de abril, mais três casos foram contabilizados. O mais recente ocorreu na Avenida Hermes da Fonseca, no Tirol, em Natal, deixando 1.886 clientes sem energia. Cerca de 72% tiveram o serviço restabelecido rapidamente, e o restante ao longo da madrugada.

No dia 8 de abril, dois acidentes foram registrados: um em Neópolis, que afetou 3.438 unidades consumidoras (com 88% normalizadas em cerca de uma hora), e outro em Nova Parnamirim, com impacto em 100 unidades, resolvido no mesmo dia.

A distribuidora reforça que investe em tecnologia e campanhas, mas destaca a importância da responsabilidade no trânsito para evitar esse tipo de ocorrência.

Em casos de acidentes com postes, a orientação é permanecer no veículo, evitar contato com cabos e manter distância mínima de 10 metros. O atendimento pode ser acionado pelo 116 ou pelo Corpo de Bombeiros, no 193.

 

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Geral

Governo Lula demite presidente do INSS por fila de requerimentos pendentes e anuncia substituta


Foto: Agência Senado e Presidência da República

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva demitiu o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, após 11 meses no cargo. A decisão ocorre em meio ao aumento da fila de benefícios, que chegou a cerca de 2,7 milhões de pedidos em março.

A saída foi anunciada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, com quem Waller tinha divergências, especialmente sobre a gestão da fila.

Para o lugar, foi nomeada Ana Cristina Viana Silveira, técnica de carreira do instituto desde 2003 e ex-presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social.

Apesar de leve redução recente — de 3,1 milhões para 2,7 milhões —, o volume de pedidos segue elevado, com cerca de 61 mil novas solicitações por dia. Nos bastidores, o governo avalia que o ritmo de melhora é insuficiente e teme impacto político em ano eleitoral.

Waller havia assumido o cargo após a crise provocada por investigações de fraudes em descontos indevidos em aposentadorias, que somam até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Mesmo com medidas para acelerar análises, como ampliação do uso de processos digitais, a fila continuou pressionando a gestão.

A expectativa do governo é que a nova direção consiga destravar a concessão de benefícios e reduzir de forma mais consistente o tempo de espera.

Opinião dos leitores

  1. Todos são incompetentes, tem que demitir todo mundo e contratar uma empresa privada, quero ver não funcionar.

  2. Sim, sei. Agora está se preocupando com os aposentados, a roubalheira foi grande e tem filhinho envolvido. Cadeia nestes ladrões.

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Política

Zema diz detestar políticos e que o diabo mandou o PT a Minas

Foto: Reprodução

O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 2ª feira (13.abr.2026) que “detesta políticos” e disse que “o diabo mandou o PT a Minas”. A declaração foi dada durante reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.

Segundo Zema, sua entrada na política foi por “ironia do destino”. “Eu que sempre detestei política durante toda a minha vida, me tornei governador de Minas e agora candidato à Presidência da República”, disse. Em seguida, afirmou que passou a rever essa posição depois do problema econômico de 2015 e 2016. “Falei: ‘Tem alguma coisa errada aqui com esse país. Todo mundo avançando e nós aqui andando para trás’”, declarou. “Eu que sempre detestei político. Falei: ‘Eu acho que eu vou precisar mudar um pouco essa visão’”, completou.

Ao criticar o período, Zema citou o ex-governador Fernando Pimentel (PT). “Além do desastre do Brasil do PT, teve o desastre em Minas do PT. O diabo mandou para Minas o Fernando Pimentel, que foi o pior governador da história”, afirmou. O petista comandou o Executivo de Minas Gerais de 2015 a 2018.

Zema listou problemas que atribui à gestão anterior. “Foi uma calamidade pública. Atrasou salários, não pagou 13º, não fez repasses para prefeituras de ICMS e IPVA”, disse. Ele também mencionou o envio de servidores inadimplentes a cadastros de crédito. “Ele descontou o empréstimo consignado dos funcionários e não pagou os bancos, sujando o nome de 240 mil servidores”, afirmou.

O pré-candidato disse que decidiu entrar na política ao observar a situação do Estado. “O mínimo que eu tenho que fazer é estar envolvido nesse problema para mostrar que existe uma alternativa diferente”, declarou.. Segundo ele, a criação do Partido Novo contribuiu para a decisão. “Um partido que quer um Estado menor, que preza pela ficha limpa e pela seriedade”, afirmou.

Zema também defendeu sua gestão em Minas. “Nos 7 anos em que fiquei à frente do Estado, não tivemos nenhum escândalo, nenhuma corrupção relevante”, declarou. Ele afirmou ainda que não nomeou parentes. “Quantos parentes eu levei para trabalhar no Estado? Zero”, disse.

Durante o evento, o pré-candidato falou a empresários sobre sua trajetória no setor privado e defendeu uma atuação mais enxuta do Estado. “Não precisa ser gênio. Só de fazer o certo, as coisas já dão resultado”, afirmou.

Poder360

Opinião dos leitores

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