“Golpe dos nudes” causa prejuízo de R$ 90 mil em pelo menos 40 vítimas no RN e em mais sete estados

Foto: ilustrativa/reprodução

A Polícia Civil desarticulou um complexo esquema de extorsão com vítimas de todo o país, envolvendo o chamado “golpe dos nudes”, que operava a partir da Região Metropolitana de Porto Alegre. O prejuízo para as vítimas, em geral homens casados, foi estimado em pelo menos R$ 90 mil somente nos casos já esclarecidos. Houve a identificação até o momento de cerca de 40 homens que foram vítimas em vários estados no período de um ano.

Vítimas no RN e mais seis estados, além do DF

Um levantamento dos agentes apontou a existência de vítimas no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. “A maioria das vítimas são homens casados, com mais de 40 anos de idade e de diversos estados”, enfatizou a delegada Luciane Bertoletti. Já o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), delegado Mario Souza, orientou “que as vítimas, ao se depararem com esse tipo de situação, devem procurar imediatamente a polícia”. O trabalho investigativo terá prosseguimento.

Golpista era apenado do semiaberto e usava tornozeleira eletrônica

Em uma operação realizada entre a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, a equipe da delegada Luciane Bertoletti prendeu um apenado que cumpria pena no regime semiaberto mediante o uso de tornozeleira eletrônica. O detento foi preso preventivamente durante o cumprimento de ordem judicial na residência dele, situada no bairro Primor, em Sapucaia do Sul. Sete celulares e um cartão bancário foram apreendidos na ação. Os telefones serão agora analisados.

As investigações  começaram há dois meses com o objetivo de elucidar a autoria do “golpe do nudes”. Outros envolvidos não são descartados pelos agentes da DP de Esteio. Os policiais civis apuraram que o criminoso escolhia vítimas com base em um perfil e no poder aquisitivo. Ele as extorquia com a ameaça de divulgar conversas e fotos íntimas para parentes, amigos e na internet. Nas chantagens, o apenado se passava por policiais civis, principalmente como delegados.

O golpe

O detento montava falsos perfis e a partir disso atuava em aplicativo como se fosse uma jovem bonita, inclusive com fotos. Para chantagear as vítimas, o apenado mantinha conversas onde insinuava algum interesse ou encontro sempre como se fosse uma mulher. No pretenso relacionamento virtual, os homens enviavam e também solicitavam fotos nuas.

Foto: PC / Divulgação / CP

Depois dessa primeira aproximação, o responsável pelo perfil falso iniciava as ameaças após dizer que a jovem era menor de idade. Ao se passar por policial civil, ele dizia que se não fosse depositada uma determinada quantia uma ocorrência por pedofilia seria registrada e ainda divulgaria para todos os amigos e parentes as informações e fotos da vítima.

 

Correio do Povo