Economia

Governo admite que pode faltar dinheiro para custeio da máquina pública e investimentos em 2027

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou as dívidas judiciais (os chamados precatórios) fora da revisão de gastos programada para a administração federal e admitiu um colapso nas contas públicas já em 2027, primeiro ano do próximo mandato presidencial, se nada for feito.

Os números foram apresentados nesta terça-feira, 15, durante o anúncio de envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 para o Congresso Nacional. É a proposta que define as regras gerais do Orçamento e a meta de equilíbrio entre receitas e despesas que o Poder Executivo deve perseguir.

O cenário apresentado pela equipe econômica prevê que o poder público fique sem dinheiro suficiente para sustentar os investimentos e manter a máquina pública funcionando a partir de 2027, mesmo depois do pacote de corte de gastos aprovado no ano passado.

Governo Lula mantém meta de fechar contas no azul em 2026 e prevê salário mínimo de R$ 1.630

As despesas obrigatórias devem somar R$ 2,39 trilhões em 2026, crescer para R$ 2,53 trilhões em 2027, R$ 2,67 trilhões em 2028 e R$ 2,84 trilhões em 2029, de acordo com os números divulgados.

O espaço para as despesas não obrigatórias, ou seja, para todos os investimentos públicos e custeio da máquina, será de R$ 208,3 bilhões em 2026, cairá para 122,2 bilhões – valor insuficiente para manter os serviços funcionando – em 2027, R$ 59,5 bilhões em 2028 e R$ 8,9 bilhões em 2029.

O valor de gastos não obrigatórios inclui todo o custeio da máquina, parte dos pisos de saúde e educação, os investimentos e ainda as emendas parlamentares, que possuem crescimento carimbado e definido em lei nos próximos anos.

A lei que instituiu o arcabouço fiscal estabelece que o nível mínimo de despesas não obrigatórias necessárias ao funcionamento regular da administração pública é de 75% do valor autorizado. Esse nível é de R$ 170 bilhões, considerando o Orçamento de 2024, o primeiro de funcionamento efetivo da nova regra fiscal. Ou seja, não haveria dinheiro suficiente já em 2027, quando começa o governo de quem for eleito para presidir o País nas próximas eleições.

“A partir de 2027, há um comprometimento que precisa ser endereçado e, neste momento, com as projeções apresentadas, não foi endereçado”, afirmou o secretário de Orçamento Federal, Clayton Luiz Montes, durante a coletiva de imprensa para anunciar o projeto da LDO. “Precisamos discutir novas medidas e vamos discutir novas medidas no encaminhando do PLOA (Orçamento, em agosto deste ano). O valor não comporta todas as necessidades do Poder Executivo.”

Um dos principais fatores que pressionam as contas é o pagamento de precatórios. Como mostrou o Estadão, essa despesa deve somar R$ 115,7 bilhões em 2026 e desafia o governo Lula propor alguma solução para a fatura, que deve voltar integralmente para o limite de gastos do arcabouço e para a meta fiscal a partir de 2027. “Para manter um patamar de despesas discricionárias, evidentemente precisamos aprofundar a revisão de gastos de despesas obrigatórias”, disse o secretário.

Dos R$ 115,7 bilhões em gastos com precatórios em 2026, R$ 55 bilhões ficarão fora do limite e da contabilidade da meta. O valor de sentenças judiciais chegará a 124,3 bilhões em 2027, R$ 132 bilhões em 2028 e R$ 144 bilhões em 2029, segundo as projeções do governo, que não incluiu nenhum gasto fora do teto a partir de 2027.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o pagamento de parte dos precatórios fora dos limites até o ano que vem. O Poder Executivo ainda não anunciou que proposta fará para sustentar o arcabouço fiscal a partir do ano seguinte.

Na revisão de gastos incluída no projeto da LDO, que reúne as medidas de eficiência em andamento, o governo incluiu três programas: o Proagro, os benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo os técnicos da equipe econômica, trata-se de medidas de pente-fino e revisão de cadastros.

É diferente da economia projetada com o pacote de corte de gastos porque corresponde a ações de eficiência nos programas, e não corte e mudança de regras maiores. Em comparação ao anexo da última LDO, houve redução no potencial de econômica na Previdência Social. Com benefícios previdenciários, o governo esperava ter uma economia de R$ 28,6 bilhões em quatro anos e o valor caiu para R$ 16,4 bilhões.

A equipe econômica discutiu a inclusão dos precatórios na revisão, mas a decisão foi deixar o assunto de fora. Possivelmente, as medidas só serão discutidas em 2026, quando o Executivo se debruçará no orçamento do ano seguinte, e devem ficar para depois das eleições presidenciais, de acordo com técnicos ouvidos pela reportagem.

Analistas dizem que o governo muda a regra fiscal depois da eleição ou faz um ajuste forte nos gastos. A alternativa seria o STF prorrogar os pagamentos fora do teto e não é citada pelo governo no momento.

O governo diz que, mesmo fora da revisão, medidas têm sido tomadas para controlar o crescimento das despesas com sentenças judiciais, com a discussão dos assuntos diretamente no Poder Judiciário e a garantia de direitos para que as pessoas não precisem entrar na Justiça para cobrar, por exemplo, o pagamento de benefícios devidos.

“Várias medidas têm sido tomadas pelo governo para enfrentamento de teses. Embora o volume seja grande, não tem uma grande trajetória explosiva”, disse a secretária adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Veiga. “Não necessariamente está dentro das medidas de revisão de gastos porque se trata de um processo muito maior e que de fato está apresentando resultados e impactos nos números.”

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Tínhamos um Presidente decente, trabalhador e um Ministro da Economia dos mais competente. Preferiram fazer o L. Taí o resultado.

  2. Após gastar 5Bi em viagens de luxo, aumentar ministérios, afastar investidores com excesso de impostos e ter o judiciário mais caro do mundo, faz sentido que falte.

  3. Resumindo: tem dinheiro sim, mas é pra nós gastar com outras coisas, se faltar pra população é só aumentar os impostos e fingir que tá tudo bem.

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LUTO NA MPB: Morre Benito di Paula aos 84 anos em São Paulo

Foto: Reprodução

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer havia cerca de um ano. A doença foi a causa da morte.

Um dos nomes conhecidos da música popular brasileira, Benito di Paula construiu uma carreira marcada pela mistura do samba com elementos românticos e pelo uso do piano em suas apresentações.

Ao longo de décadas, conquistou diferentes gerações com seu estilo de interpretação e composições que se tornaram parte do repertório da música brasileira.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio diz que implantar programa para conectar trabalhadores a vagas de emprego pelo celular


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar um programa de mobilidade social para conectar trabalhadores a oportunidades de emprego por meio do celular.

Segundo o candidato, a proposta prevê integrar o governo aos setores de recursos humanos das empresas, permitindo que os brasileiros consultem vagas disponíveis perto de casa, de acordo com sua profissão e qualificação.

Flávio também afirmou que pretende tratar a internet como infraestrutura e ampliar a conectividade em escolas, hospitais e aldeias indígenas.

“Eu vou fazer o maior programa de mobilidade social da história desse Brasil”, declarou.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: “Lula se preocupa mais com direitos dos bandidos do que das vítimas”, diz Flávio


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) criticou o presidente Lula (PT) ao abordar a segurança pública.

“Lula se preocupa mais com direitos dos bandidos do que das vítimas”, afirmou Flávio durante o confronto entre os candidatos à Presidência da República.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio fala em cortar gastos com Janja e Lula o chama de “malandro carioca”


Durante o debate da Band, na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) trocaram acusações ao discutir cortes de gastos públicos. O presidente questionou o adversário sobre onde faria o chamado “tesouraço”.

Flávio respondeu que seria nas “costas” de Lula e acrescentou: “Nos seus privilégios. Nas suas viagens com a Janja. R$ 7 milhões que você já gastou com a Janja”.

Lula negou a acusação e chamou Flávio de “mentiroso contumaz”. “É o malandro carioca, que finge que não finge e mente descaradamente”, afirmou o presidente.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio critica preços altos e promete devolver poder de compra aos brasileiros

Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro criticou o aumento dos preços dos alimentos e afirmou que os R$ 600 do Bolsa Família já não são suficientes para encher o carrinho de compras, como, segundo ele, acontecia no governo de Jair Bolsonaro.

Flávio também prometeu melhorar o poder de compra dos brasileiros, combater o endividamento e ampliar a segurança da população. “Eu quero que você tenha a capacidade de sair da sua dívida que esse governo te colocou”, declarou.

“É assim que eu vou governar, levando prosperidade para o trabalhador brasileiro”, completou.

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[VÍDEO] DEBATE NA BAND: Flávio pergunta “cadê o Lulinha?” e Lula diz que Luchsinger é “problema da PF”


Durante o debate presidencial realizado pela Band na noite deste domingo (18), Flávio Bolsonaro questionou o presidente Lula sobre o paradeiro de seu filho, conhecido como Lulinha. Na resposta, Lula afirmou que Luchsinger é “problema da Polícia

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Flávio diz que usará debate para rebater fake news e diferença de projetos

Foto: Renato Pizzutto/Band

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (18) que usará o debate na Band para rebater fake news e diferença de projetos em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio foi o primeiro a chegar à Band e também falou sobre a expectativa do debate. “A expectativa é a melhor possível. Agora é oportuinidade trazer verdade para a população brasileira. O Brasil escolheu a mudança no primeiro turno e vai escolher no segundo turno também”, diz Flávio Bolsonaro. Minutos depois, foi a vez do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegar a sede da emissora em São Paulo.

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‘Espero que seja uma aula de civilidade’, diz Lula sobre debate com Flávio

Foto: Band/divulgação

Candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que espera ter uma aula de civilidade durante o debate com Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), promovido pelo Grupo Bandeirantes.

“A expectativa é que seja um debate em que a sociedade brasileira tem esclarecimento do que cada candidato propõe para o Brasil. Eu espero que os candidatos, que o debate seja uma aula de civilidade para que a sociedade aprenda, inclusive, a gostar e a respeitar a política”, disse Lula.

“Porque se não for assim, termina não sendo necessário fazer debate. Se for xingatório, se for provocação, a sociedade já está cansada disso. Portanto, vamos ver o que vai acontecer. Eu vim para discutir o Brasil”, acrescentou.

Band

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Ministros do STF adotam cautela no segundo turno e evitam entrar em embate eleitoral

Foto: Antonio Augusto/STF

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) têm evitado novas exposições públicas e conflitos na reta final da eleição presidencial. A estratégia busca reduzir desgastes após a crise envolvendo ministros e o caso Banco Master às vésperas do primeiro turno.

A cautela também aparece diante de divergências recentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, Nunes Marques, e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, entraram em conflito sobre a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).

Após decisões divergentes sobre o canal, o plenário do TSE aprovou, por unanimidade, na quinta-feira (15), uma mudança nas regras para canais digitais de campanha registrados entre os dois turnos. A medida eliminou a exigência de aguardar 48 horas para utilizar esses canais após o registro.

Apesar da repercussão política, o episódio permaneceu restrito ao âmbito da Justiça Eleitoral, sem mobilizar publicamente outros ministros do Supremo em defesa de um dos lados. O STF também não interveio institucionalmente na divergência.

Ministros buscam evitar decisões ou manifestações que ampliem a tensão política ou alimentem questionamentos sobre a imparcialidade do Judiciário durante o segundo turno.

Com informações do blog Quarta Instância, R7

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“Universidade, política do conhecimento e o desenvolvimento sustentável e inclusivo” é tema de palestra do Prof. Dr. Jorge Núñez Jover nesta segunda-feira (19) na UFRN

Foto: Reprodução

O professor titular Jorge Núñez Jover, da Universidade de Havana (UH), em Cuba, ministra nesta segunda-feira (19), às 8h30, a palestra “Universidade, política do conhecimento e o desenvolvimento sustentável e inclusivo”, no Anfiteatro A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A atividade integra o 1º Simpósio de Apoio a Ações de Extensão dos Programas de Pós-Graduação, organizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFRN, por meio do Programa PROEXT-PG.

Doutor em Filosofia e graduado em Química pela Universidade de Havana, Jorge Núñez Jover é presidente da Cátedra de Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (CTS+I) da instituição e coordenou por mais de 15 anos as atividades de pós-graduação da universidade.

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