Cultura

Governo Bolsonaro oficializa série de mudanças na Lei Rouanet; entenda

Foto: Reprodução/Twitter

O governo Bolsonaro oficializou, por meio de uma nova Instrução Normativa (IN), uma série de mudanças na Lei Rouanet, cujo regulamento já havia sofrido alterações via portaria em julho de 2021.

As medidas vinham sendo anunciadas desde 1º de janeiro de 2022 pelo secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, em posts no Twitter. De acordo com o secretário de Cultura Mario Frias, a nova IN tem o objetivo de tornar a Lei Rouanet “mais justa e popular”.

“Este é um governo voltado para seu povo”, tuitou Frias, ao publicar uma foto ao lado de Jair Bolsonaro assinando o documento. Horas depois, o secretário usou as redes sociais para postar um vídeo, em tom de deboche, com uma “musiquinha nova para os mamadores da Rouanet”, como ele descreve, e em que diz: “Rouanet eu quero, Rouanet eu quero, na Rouanet eu quero mamar, me dá dinheiro, me dá dinheiro porque senão vou chorar”.

ENTENDA

Redução de 50% no teto
A nova IN estabelece, como já havia sido anunciado anteriormente, redução de 50% no limite para captação de recursos pela lei. Para projetos de “tipicidade normal”, o teto cai de R$ 1 milhão para R$ 500 mil.

Para projetos de “tipicidade singular”, como desfiles festivos, eventos literários, exposições de artes e festivais, o valor fica limitado a R$ 4 milhões.

Para aqueles de “tipicidade específica” — concertos sinfônicos, datas comemorativas nacionais, educativos e ações de capacitação cultural, inclusão da pessoa com deficiência, museus e memória, óperas, projetos de Bienais, projetos de internacionalização da cultura brasileira e teatro musical — o valor máximo fica em R$ 6 milhões.

Inclusão de ‘arte sacra’
Entre as principais mudanças, está a alteração na classificação das áreas culturais contempladas pela Rouanet, com uma divisão que inclui “arte sacra” e “belas artes” como categorias distintas, algo que já havia sido previsto por meio de um decreto publicado em julho de 2021.

Dentro delas, estão subdivisões por setor. Além dessas categorias, os projetos passam a ser divididos tambem em “arte contemporânea”, “audiovisual”, “patrimônio material e imaterial” e “museus e memória”.

Diminuição de cachês em 93%
Outra redução confirmada refere-se aos cachês artísticos. O limite para pagamento com recursos incentivados passa a ser de R$ 3 mil por apresentação, para artista ou modelo solo. A última IN estabelecia o cachê individual máximo em R$ 45 mil.

A nova medida, portanto, representa uma redução de 93,4% nesse valor. Para músicos, o teto fica estabelecido em R$ 3.500, por apresentação. E, para maestros, R$ 15 mil, no caso de orquestras.

Limite para aluguel de teatros
O documento também estabelece o limite de R$ 10 mil para o valor destinado a aluguéis de teatros, espaços e salas de apresentação, salvo teatros públicos e Espaços Públicos. A medida é criticada por produtores, pois impossibilitará grandes e pequenas produções de subirem aos palcos. No Rio de Janeiro, a média do aluguel das salas de espetáculo vai de R$ 14 mil a R$ 18 mil, variando o número de sessões.

Obrigação e proibição para patrocinadores
Nos aportes acima de R$ 1 milhão de reais, o patrocinador ficará obrigado a investir 10% em projetos de proponentes que não obtiveram patrocínio anteriormente, condicionados a projetos de capacitação cultural, acervo museológico público, patrimônios imateriais registrados e patrimônios materiais tombados, e de museus e bibliotecas públicas em regiões com menor potencial de captação.

E mais: o documento proíbe empresas patrocinadoras de aportarem recursos por mais de dois anos consecutivos em projetos de um mesmo proponente, de seus integrantes de conselhos e atos constitutivos, salvo Planos Anuais de Atividades ligados a setores de museus públicos, patrimônio material e imaterial e ações formativas de cultura, sob pena de inabilitação do proponente.

Limites em valor para divulgação
Os custos de divulgação para projetos beneficiados com recursos também foram alterados. Antes, o percentual destinado à divulgação não poderia ultrapassar 30% do valor do projeto de até R$ 300 mil e 20% para os demais projetos.

Agora, os custos de divulgação, incluindo assessorias de comunicação, não poderão ultrapassar: 20%, para projetos de “tipicidade normal”; 10%, para projetos de “tipicidade singular”; 5%, para de “tipicidade epecial”; e 10%, para projetos de “tipicidade específica” até o valor de R$ 500 mil.

Prazo de captação alterado
O prazo máximo de captação, com eventuais prorrogações, passa a ser até 24 meses. Antes, a captação poderia ser realizada em até 36 meses.

Orçamentos fixos
A nova IN decreta a não possibilidade de execução do orçamento com alterações no valores aprovados. Antes, era possível aprovar, desde valores não alterados, o remanejamento entre itens de despesa. Agora, é preciso permanecer com o mesmo orçamento por um ano.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Óô véi macho!!
    Esse é topado.
    E esse rapaz que está a frente, o Mário Frias da conta do recado.
    Vai ser ministro no outro mandato.
    O caba é de confiança e bota pra torar.
    Aqueles que agente pessava que eram artistas, se lascaram.
    Vai trabalhar sangues sugas.

  2. Os artista de de araque, mamadores do dinheiro público se lascaram, Gilberto Gil, Chico Buarque, Chico Cezar, Zé de Abreu e outros sanguessugas, se quiserem dinheiro que vão trabalhar seus vagabundos.
    O homem é bom, o homem é espetacular.
    MITO 2022. Chupa globolixo.

  3. A VAGABUNDAGEM VAI A LOUCURA , PUT… Caetano , sapata Daniela metculry … esses que mamavam no dinheiro público, agora vdi pra realmente PRECISA DO DINHEIRO, o verdadeiro artista INICIANTE

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Judiciário

Nunes Marques é eleito presidente do TSE e afirma que é “uma das maiores honras da minha vida”

Foto: Reprodução

O ministro Nunes Marques foi eleito nesta terça-feira (14) presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em votação realizada na sede da Corte, em Brasília. O vice-presidente será o ministro André Mendonça. A nova gestão ficará responsável pela condução das eleições de outubro, em um cenário marcado pelo avanço do uso de inteligência artificial no processo eleitoral.

A posse de Nunes Marques ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no próximo mês. Em manifestação após a eleição, o ministro agradeceu a confiança dos colegas e destacou a responsabilidade de assumir o comando do tribunal.

“É uma das maiores honras da minha vida presidir o Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou Nunes Marques, segundo declaração feita após a votação.

O vice-presidente eleito, André Mendonça, parabenizou o novo presidente e afirmou que pretende atuar em conjunto na condução do pleito, destacando o trabalho institucional do TSE e das equipes envolvidas no processo eleitoral.

Com a mudança, a ministra Cármen Lúcia deixa a presidência da Corte de forma antecipada. A terceira vaga do Supremo Tribunal Federal no TSE passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que já atuava como substituto na composição do tribunal.

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Política

VÍDEO: Aécio Neves convida Ciro Gomes para disputar a Presidência pelo PSDB em 2026

Imagens: Reprodução/Instagram/Donizete Arruda

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, convidou nesta terça-feira (14) o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, para disputar a Presidência da República pelo partido nas eleições de 2026. A informação foi divulgada durante movimentações políticas da legenda.

Ciro Gomes afirmou, em declaração a jornalistas, que vai avaliar a proposta. Segundo ele, a decisão não será tomada de forma isolada e precisa ser discutida e amadurecida com aliados políticos e sua base de apoio no Ceará.

O ex-governador já disputou a Presidência da República em quatro ocasiões, sendo a última em 2022. Atualmente, ele também é apontado como pré-candidato ao governo do Ceará nas próximas eleições estaduais.

Ciro disse que mantém construção política voltada ao Estado, mas que o convite representa uma convocação que precisa ser analisada com responsabilidade junto ao seu grupo político.

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Política

Câmara de Natal aprova pacote de gratuidade no transporte público e projeto segue para sanção de Paulinho Freire

Foto: Demis Roussos

A Câmara Municipal de Natal aprovou, em segunda discussão nesta terça-feira (14), o projeto de lei que cria um pacote de gratuidades no transporte público da capital. A proposta segue agora para sanção do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), autor da matéria.

O texto prevê gratuidade no transporte para estudantes da rede pública municipal e estadual do ensino fundamental e médio que residam a mais de 500 metros da unidade escolar. A medida faz parte do pacote de mudanças aprovado pelos vereadores em sessão ordinária.

Para estudantes de instituições de ensino em Natal, permanece a meia-passagem, que também será ampliada para feriados, quando todos os usuários poderão pagar tarifa reduzida. O projeto ainda garante gratuidade no transporte em dias de eleição e para candidatos no dia da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Outro ponto do projeto abre a possibilidade de tarifa zero aos domingos e em períodos específicos em regiões estratégicas da cidade, como Alecrim e Cidade Alta. A proposta, segundo o texto, busca incentivar o comércio local, a movimentação econômica e o uso de espaços urbanos.

O projeto também estabelece regras mais rígidas de fiscalização para evitar uso indevido dos benefícios e possíveis fraudes no sistema. Além disso, os vereadores aprovaram em regime de urgência a revisão geral anual dos vencimentos dos servidores efetivos da Câmara Municipal de Natal.

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Política

“URGÊNCIA”: Planalto formaliza envio do PL da escala 6×1 ao Congresso

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Palácio do Planato deve enviar ao Congresso um projeto de lei com pedido de urgência para tratar da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (15), segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles. A medida foi avaliada pelo governo diante da dificuldade de avanço da proposta no Legislativo. A urgência constitucional obriga análise do texto em até 45 dias em cada Casa.

A proposta integra discussões do governo sobre mudanças na jornada de trabalho, que vêm sendo debatidas entre integrantes da equipe federal e parlamentares.

A ação do governo ocorreu logo após um almoço do presidente Lula com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça-feira (14). Conforme a colunista Milena Teixeira, os dois acertaram que o governo enviaria o projeto em regime de urgência.

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Política

CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF e do PGR

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira (14) o relatório final que pedia o indiciamento dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi derrubado por 6 votos a 4.

Segundo informações da própria comissão, o relatório atribuía aos magistrados e ao chefe da PGR supostas condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções. O documento também apontava dificuldades enfrentadas pela CPI durante as investigações, incluindo decisões judiciais que teriam limitado os trabalhos.

Antes da votação, mudanças na composição da CPI geraram reação de parlamentares da oposição, que classificaram as substituições como uma estratégia para barrar o avanço do relatório. As alterações ocorreram pouco antes da análise do parecer.

Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta tinha caráter técnico e que “ninguém está acima da lei”. Mesmo assim, a maioria da comissão optou por rejeitar o texto final apresentado.

Com a decisão, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliar eventuais encaminhamentos futuros. O resultado amplia o embate político em torno da atuação do STF e das investigações sobre crime organizado no país.

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Política

Emílio Odebrecht teria fornecido carne de paca servida por Janja a Lula, diz jornal

Foto: Reprodução

A carne de paca servida no almoço de Páscoa ao presidente Lula teria sido fornecida pelo empresário Emílio Odebrecht, segundo informação publicada pelo jornal O Globo. O prato foi preparado pela primeira-dama, Janja, e divulgado em vídeo nas redes sociais.

De acordo com a reportagem, o empresário — ligado ao setor de construção — costuma presentear o presidente com o animal algumas vezes por ano. Odebrecht também se apresenta como criador de pacas, um mercado considerado restrito no Brasil.

A divulgação do preparo do alimento gerou questionamentos nas redes sociais sobre a origem da carne. No país, a caça de animais silvestres é proibida e configura crime ambiental, com previsão de multa e detenção. Já a comercialização é permitida apenas quando proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama.

Diante da repercussão, a primeira-dama afirmou que a carne utilizada veio de um “produtor legalizado”. Janja citou reportagens sobre a criação regular do animal, mas não informou, naquele momento, quem teria feito o fornecimento. Procurado, o Palácio do Planalto não comentou o caso, segundo o jornal.

Opinião dos leitores

  1. Há 46 anos que Lula engana o povo brasileiro. Vocês já pensaram se fosse Bolsonaro comendo paca??

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Saúde

Natal sediará evento nacional de destaque em oncologia ginecológica

Foto: Divulgação

A capital potiguar será palco de um importante encontro científico voltado a oncologia ginecológica. O Board Review EVA Natal 2026 reunirá especialistas do Brasil para discutir avanços, desafios e novas abordagens no tratamento dos tumores ginecológicos.

Promovido pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), o evento congrega médicos oncologistas que atuam diretamente no diagnóstico, tratamento e pesquisa dessas doenças, fortalecendo a troca de conhecimento e a atualização científica na área.

O encontro será realizado no dia 25 de abril, no Hotel Majestic, em Natal. A coordenação local é da médica oncologista e pesquisadora Sulene Cunha. O evento também contará com a presença da presidente do EVA, Andréa Gadêlha, referência nacional na área.

A programação inclui temas relevantes e atuais, como oncogenética — que analisa a influência da hereditariedade no desenvolvimento do câncer — além de discussões sobre os impactos emocionais e espirituais do diagnóstico oncológico. Outro destaque será o debate sobre fertilidade em pacientes com câncer, um tema cada vez mais presente na prática clínica e nas decisões terapêuticas.

O Board Review EVA Natal 2026 reforça o protagonismo da capital potiguar no cenário médico-científico e amplia o acesso dos profissionais da região às mais recentes discussões na área da oncologia ginecológica.

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Judiciário

VÍDEO: Gilmar diz que relator “esqueceu dos seus colegas milicianos” ao incluir ministros em CPI do Crime Organizado

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou nesta terça-feira (14) o relatório da CPI do Crime Organizado, que propôs o indiciamento de integrantes da Corte. Durante sessão, o ministro afirmou que o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), “esqueceu dos seus colegas milicianos”.

A declaração foi feita na Segunda Turma do STF. Segundo Gilmar, a inclusão do nome dele no relatório causou “curiosidade”. “Quando vi o meu nome inserido nessa tal lista de indiciados, por parte do senador relator, neste caso, eu disse: é curioso. Ele [Alessandro Vieira] se esqueceu dos seus colegas milicianos. Decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus”, afirmou.

O ministro também criticou o foco da comissão. De acordo com ele, a CPI foi criada para investigar o crime organizado, especialmente após confrontos no Rio de Janeiro, mas não avançou sobre facções ou milícias. “Só esse fato narrado já demonstra o quanto nós descemos muito da escala das degradações”, disse.

Ainda segundo Gilmar Mendes, a comissão “não promoveu sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro”. Ele acrescentou: “É chocante. Por isso, causa perplexidade que o relator da CPI, oriundo das fileiras policiais, não tenha dirigido suas apurações para aqueles que, abandonando o dever público, cruzaram para o lado das milícias”.

O ministro Dias Toffoli, também citado no relatório, reagiu durante a sessão. Segundo ele, o documento é “completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual e com um único e nítido sentido de obter votos”. Toffoli ainda classificou o relatório como “aventureiro”, “antidemocrático” e afirmou que se trata de “abuso de poder”.

Opinião dos leitores

  1. 🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢🤮🤢

  2. O Cara falou no envolvimento de políticos com o jogo do bicho, agora vem com essa de miliciano., ele como autoridade, não poderia pedir a prisão desses bandidos? É só uma dúvida.

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Judiciário

CRÍTICA: Toffoli chama relatório de CPI de ‘aventureiro’ e fala em cassação eleitoral de ‘quem ataca instituições’

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF, afirmou nesta terça-feira (14), durante sessão da Segunda Turma, que o relatório final da CPI do Crime Organizado pode ter repercussões eleitorais, incluindo eventual inelegibilidade de envolvidos.

Segundo Toffoli há indícios de uso político do documento. “Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições, para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata, quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos”, declarou.

Ainda de acordo com Toffoli, o relatório apresentado pela comissão é “completamente infundado”, sem base jurídica ou respaldo em fatos, e teria como objetivo influenciar o eleitorado.

Mais cedo, conforme informações divulgadas pela própria CPI, o senador apresentou o relatório final com pedidos de indiciamento de ministros do STF, incluindo Toffoli, Alexandre Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Durante a mesma sessão, segundo o STF, o ministro Gilmar Mendes também criticou o relatório e classificou o indiciamento de magistrados da Corte como um “erro histórico”, apontando possível ausência de base legal.

De acordo com o relatório da CPI, os pedidos de indiciamento se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções, como suspeição em julgamentos e possíveis conflitos de interesse. O documento ainda deverá ser analisado nas instâncias competentes.

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Geral

Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF; processo avança

Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado no STF na tarde desta terça-feira (14). A informação foi divulgada pela CNN. A audiência foi conduzida pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes e durou pouco mais de dois minutos.

De acordo com a emissora, além de Eduardo, a defesa — que está sob responsabilidade da Defensoria Pública da União (DPU) — também não esteve presente no ato.

Segundo informações do processo, Eduardo Bolsonaro é réu por obstrução de Justiça e coação no curso do processo. A denúncia foi recebida pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conforme a PGR, o caso está relacionado a suposta coação contra a Suprema Corte durante a tramitação de ação penal envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, após as eleições de 2022.

Em voto citado no processo, o ministro Alexandre de Moraes apontou, segundo os autos, existência de materialidade e indícios de autoria nas condutas atribuídas ao ex-deputado. A defesa de Eduardo Bolsonaro não havia se manifestado publicamente até a última atualização.

Opinião dos leitores

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