Cultura

Governo Bolsonaro oficializa série de mudanças na Lei Rouanet; entenda

Foto: Reprodução/Twitter

O governo Bolsonaro oficializou, por meio de uma nova Instrução Normativa (IN), uma série de mudanças na Lei Rouanet, cujo regulamento já havia sofrido alterações via portaria em julho de 2021.

As medidas vinham sendo anunciadas desde 1º de janeiro de 2022 pelo secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, em posts no Twitter. De acordo com o secretário de Cultura Mario Frias, a nova IN tem o objetivo de tornar a Lei Rouanet “mais justa e popular”.

“Este é um governo voltado para seu povo”, tuitou Frias, ao publicar uma foto ao lado de Jair Bolsonaro assinando o documento. Horas depois, o secretário usou as redes sociais para postar um vídeo, em tom de deboche, com uma “musiquinha nova para os mamadores da Rouanet”, como ele descreve, e em que diz: “Rouanet eu quero, Rouanet eu quero, na Rouanet eu quero mamar, me dá dinheiro, me dá dinheiro porque senão vou chorar”.

ENTENDA

Redução de 50% no teto
A nova IN estabelece, como já havia sido anunciado anteriormente, redução de 50% no limite para captação de recursos pela lei. Para projetos de “tipicidade normal”, o teto cai de R$ 1 milhão para R$ 500 mil.

Para projetos de “tipicidade singular”, como desfiles festivos, eventos literários, exposições de artes e festivais, o valor fica limitado a R$ 4 milhões.

Para aqueles de “tipicidade específica” — concertos sinfônicos, datas comemorativas nacionais, educativos e ações de capacitação cultural, inclusão da pessoa com deficiência, museus e memória, óperas, projetos de Bienais, projetos de internacionalização da cultura brasileira e teatro musical — o valor máximo fica em R$ 6 milhões.

Inclusão de ‘arte sacra’
Entre as principais mudanças, está a alteração na classificação das áreas culturais contempladas pela Rouanet, com uma divisão que inclui “arte sacra” e “belas artes” como categorias distintas, algo que já havia sido previsto por meio de um decreto publicado em julho de 2021.

Dentro delas, estão subdivisões por setor. Além dessas categorias, os projetos passam a ser divididos tambem em “arte contemporânea”, “audiovisual”, “patrimônio material e imaterial” e “museus e memória”.

Diminuição de cachês em 93%
Outra redução confirmada refere-se aos cachês artísticos. O limite para pagamento com recursos incentivados passa a ser de R$ 3 mil por apresentação, para artista ou modelo solo. A última IN estabelecia o cachê individual máximo em R$ 45 mil.

A nova medida, portanto, representa uma redução de 93,4% nesse valor. Para músicos, o teto fica estabelecido em R$ 3.500, por apresentação. E, para maestros, R$ 15 mil, no caso de orquestras.

Limite para aluguel de teatros
O documento também estabelece o limite de R$ 10 mil para o valor destinado a aluguéis de teatros, espaços e salas de apresentação, salvo teatros públicos e Espaços Públicos. A medida é criticada por produtores, pois impossibilitará grandes e pequenas produções de subirem aos palcos. No Rio de Janeiro, a média do aluguel das salas de espetáculo vai de R$ 14 mil a R$ 18 mil, variando o número de sessões.

Obrigação e proibição para patrocinadores
Nos aportes acima de R$ 1 milhão de reais, o patrocinador ficará obrigado a investir 10% em projetos de proponentes que não obtiveram patrocínio anteriormente, condicionados a projetos de capacitação cultural, acervo museológico público, patrimônios imateriais registrados e patrimônios materiais tombados, e de museus e bibliotecas públicas em regiões com menor potencial de captação.

E mais: o documento proíbe empresas patrocinadoras de aportarem recursos por mais de dois anos consecutivos em projetos de um mesmo proponente, de seus integrantes de conselhos e atos constitutivos, salvo Planos Anuais de Atividades ligados a setores de museus públicos, patrimônio material e imaterial e ações formativas de cultura, sob pena de inabilitação do proponente.

Limites em valor para divulgação
Os custos de divulgação para projetos beneficiados com recursos também foram alterados. Antes, o percentual destinado à divulgação não poderia ultrapassar 30% do valor do projeto de até R$ 300 mil e 20% para os demais projetos.

Agora, os custos de divulgação, incluindo assessorias de comunicação, não poderão ultrapassar: 20%, para projetos de “tipicidade normal”; 10%, para projetos de “tipicidade singular”; 5%, para de “tipicidade epecial”; e 10%, para projetos de “tipicidade específica” até o valor de R$ 500 mil.

Prazo de captação alterado
O prazo máximo de captação, com eventuais prorrogações, passa a ser até 24 meses. Antes, a captação poderia ser realizada em até 36 meses.

Orçamentos fixos
A nova IN decreta a não possibilidade de execução do orçamento com alterações no valores aprovados. Antes, era possível aprovar, desde valores não alterados, o remanejamento entre itens de despesa. Agora, é preciso permanecer com o mesmo orçamento por um ano.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Óô véi macho!!
    Esse é topado.
    E esse rapaz que está a frente, o Mário Frias da conta do recado.
    Vai ser ministro no outro mandato.
    O caba é de confiança e bota pra torar.
    Aqueles que agente pessava que eram artistas, se lascaram.
    Vai trabalhar sangues sugas.

  2. Os artista de de araque, mamadores do dinheiro público se lascaram, Gilberto Gil, Chico Buarque, Chico Cezar, Zé de Abreu e outros sanguessugas, se quiserem dinheiro que vão trabalhar seus vagabundos.
    O homem é bom, o homem é espetacular.
    MITO 2022. Chupa globolixo.

  3. A VAGABUNDAGEM VAI A LOUCURA , PUT… Caetano , sapata Daniela metculry … esses que mamavam no dinheiro público, agora vdi pra realmente PRECISA DO DINHEIRO, o verdadeiro artista INICIANTE

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Dra. Zenaide segue liderando cenário e reeleita ao Senado em nova pesquisa

Foto: Agência Senado

A senadora Zenaide Maia (PSD) apareceu nesta segunda-feira (1º) como reeleita em mais uma pesquisa de intenção de voto. No levantamento Agorasei/96FM ela chega novamente a liderar o cenário de segundo voto com 13%, à frente de Rafael Motta (9,3%) e Styvenson Valentim (9,2%).

Na soma do primeiro e do segundo voto, a reeleição se confirma com a senadora alcançando 25,3% e Styvenson Valentim 43,2%. Rafael Motta aparece em terceiro, com 17,2% seguido por Coronel Hélio (9,8%) e Samanda Alves (8,9%).

No cenário estimulado de primeiro voto, a senadora também aparece dentro das duas vagas com 12,3% das intenções de voto, se mantendo como eleita junto a Styvenson Valentim com 34%. Rafael Motta registrou 7,9%.

A pesquisa Agorasei/96FM ouviu 1.500 eleitores entre os dias 28 e 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números RN-02699/2026 e BR-05671/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rogério Marinho acusa esquerda de fake news sobre ‘escala 7×0’

Foto: Saulo Cruz / Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), acusou parlamentares alinhados ao governo do presidente Lula (PT) de disseminarem informações falsas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela oposição como alternativa ao debate sobre o fim da escala 6×1.

Nos últimos dias, informou o Diário do Poder, parlamentares governistas publicaram nas redes sociais críticas ao texto, alegando que a proposta poderia retirar direitos trabalhistas e abrir caminho para jornadas sem folgas. Em uma das publicações, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que a PEC acabaria com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pediu que apoiadores da proposta de redução da jornada pressionassem senadores a retirarem assinaturas de apoio ao texto.

Marinho rebateu as críticas e afirmou que a proposta não extingue direitos como 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou descanso semanal remunerado.

Segundo o senador, a PEC mantém o limite constitucional de 44 horas semanais e cria a possibilidade de o trabalhador optar por um regime flexível de contratação, com remuneração e benefícios calculados proporcionalmente às horas trabalhadas.

“O que incomoda os críticos não é a suposta retirada de direitos, porque isso não é verdade. A principal preocupação do PT e seus partidos satélites é outra: a proposta amplia a possibilidade de negociação direta, reduzindo a dependência. O que eles defendem não é o trabalhador, mas sim os sindicatos”, disse Rogério Marinho.

A PEC da oposição conta com 40 assinaturas e já foi protocolada no Senado. A proposta é apresentada como contraponto às iniciativas que defendem mudanças na escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Nas redes sociais, Marinho também criticou esquerdistas e negou que a proposta permita uma jornada de trabalho sem folgas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Anac reduz 40% da fiscalização do setor aéreo após cortes no Orçamento

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O bloqueio de recursos no Orçamento de 2026 começou a impactar diretamente as atividades finalísticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com risco de prejuízos à segurança operacional e ao funcionamento do setor aéreo no país, conforme a autarquia. 40% de todas as ações de fiscalização de seus regulados serão interrompidas imediatamente.

De acordo com comunicado oficial da Anac, noticiou o Metrópoles, as restrições orçamentárias afetam ações centrais da agência, como a fiscalização de empresas aéreas, a certificação de aeronaves e operadores e a qualificação de profissionais da aviação. Essas atividades são consideradas essenciais para garantir padrões de segurança e regularidade no transporte aéreo.

O cenário ocorre em meio a um bloqueio mais amplo de gastos do governo federal. Em maio, a equipe econômica anunciou a contenção de R$ 22,1 bilhões no Orçamento deste ano, como forma de cumprir as regras do arcabouço fiscal e acomodar o aumento de despesas obrigatórias.

Impactos

A limitação de recursos pode levar à redução de inspeções e auditorias, atrasos em processos de certificação e dificuldades na execução de projetos estratégicos da agência. Em momentos anteriores de restrição orçamentária, a Anac chegou a suspender exames teóricos para pilotos e comissários, além de interromper certificações e reduzir fiscalizações.

Essas atividades são consideradas sensíveis porque impactam diretamente a segurança do setor aéreo. A diminuição da frequência de inspeções, por exemplo, pode aumentar o risco de falhas não identificadas em companhias aéreas, aeroportos e oficinas de manutenção.

“A Anac reitera que bloqueios orçamentários que implicam a atuação finalística de agências reguladoras causam prejuízos diretos a toda a sociedade brasileira, além de queda na arrecadação, como no caso da suspensão das ações de certificação. Sem certificação, não há operação de novas aeronaves no mercado de aviação civil brasileiro”, informou em nota.

Orçamento pressionado

O orçamento da Anac já vinha sendo pressionado nos últimos anos. Estimativas internas apontam que os recursos disponíveis não cobrem integralmente as necessidades da agência, o que limita sua capacidade operacional e de expansão.

Mesmo com tentativas de recomposição parcial em períodos anteriores, a agência ainda opera com restrições que afetam desde contratos até deslocamentos de servidores para atividades de fiscalização e certificação.

A Anac alerta que o impacto vai além da gestão interna e pode atingir todo o ecossistema da aviação civil. Isso inclui atrasos na entrada de novas empresas no mercado, entraves à inovação tecnológica e gargalos na formação de mão de obra qualificada.

Além disso, a redução da capacidade de supervisão pode gerar preocupação internacional sobre os padrões de segurança da aviação brasileira, com possíveis reflexos em acordos e operações no exterior.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Futebol

Seleção vai usar três variações de uniforme na fase de grupos da Copa

Foto: Divulgação

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira já sabe quais uniformes utilizará nos compromissos da fase de grupos. A definição foi divulgada pela Fifa nesta segunda-feira (1º) e prevê três combinações diferentes para os primeiros jogos do torneio.

Segundo a CNN, o Brasil abrirá sua participação diante do Marrocos, em 13 de junho, às 19h (de Brasília), em Nova Jersey. Na partida, a equipe comandada por Carlo Ancelotti vestirá a tradicional combinação formada por camisa amarela, calção azul e meias brancas. Os goleiros atuarão com uniforme inteiramente preto. Os marroquinos entrarão em campo com camisa e meias vermelhas, além de calções verdes.

Na segunda rodada, marcada para 19 de junho, na Filadélfia, a Seleção terá uma mudança significativa no visual. Contra o Haiti, os jogadores de linha usarão uniforme totalmente azul, com camisa e calção da mesma cor, complementados por meias pretas. Os goleiros brasileiros vestirão magenta, enquanto os haitianos jogarão com conjunto completamente branco.

Já no terceiro e último compromisso da fase de grupos, diante da Escócia, em 24 de junho, em Miami, o Brasil voltará a utilizar a camisa amarela. Desta vez, porém, o uniforme será composto por calção branco e meias brancas. A principal novidade ficará por conta dos goleiros, que entrarão em campo usando um uniforme integralmente vermelho.

A definição dos trajes acontece no mesmo dia em que a delegação brasileira inicia sua viagem para os Estados Unidos, país que sediará parte da competição ao lado de Canadá e México. A chegada da equipe está prevista para terça-feira (2), quando também será realizado o primeiro treinamento em solo americano.

Antes da estreia no Mundial, a Seleção ainda fará um último teste. O time enfrenta o Egito no dia 6 de junho, em Cleveland, em amistoso preparatório para a competição.

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Gustavo Carvalho protocola PL que permite pagamento via PIX nos ônibus intermunicipais

Imagem: Reprodução/Blog Gustavo Negreiros

O deputado estadual Gustavo Carvalho protocolou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte um Projeto de Lei que visa modernizar o transporte público intermunicipal do estado por meio da adoção de meios eletrônicos de pagamento, como PIX, cartão por aproximação e carteiras digitais.

A proposta tem como objetivo oferecer mais praticidade, agilidade e segurança aos usuários do transporte coletivo, acompanhando uma realidade já presente no dia a dia da maioria dos brasileiros. Atualmente, muitos passageiros ainda dependem exclusivamente de dinheiro em espécie para efetuar o pagamento das passagens, situação que gera transtornos, dificulta o embarque e não acompanha a evolução tecnológica dos meios de pagamento.

Para Gustavo Carvalho, o projeto representa um avanço importante para a modernização dos serviços públicos oferecidos à população potiguar.

“Hoje, o PIX faz parte da rotina dos brasileiros. É utilizado em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, restaurantes e em praticamente todos os setores da economia. Não faz sentido que o transporte intermunicipal ainda permaneça preso a um modelo ultrapassado, que dificulta a vida do cidadão”, destacou o parlamentar.

A proposta também prevê que as empresas operadoras não poderão cobrar taxas adicionais dos passageiros que optarem pelos meios eletrônicos de pagamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Carreiras da AGU receberam R$ 4,5 bilhões acima do teto, diz estudo

Foto: Divulgação

Um relatório da Transparência Brasil e do Movimento Pessoas à Frente divulgado nesta 2ª feira indicou falhas de governança, controle e transparência na gestão dos honorários de sucumbência pagos a integrantes das carreiras jurídicas da AGU (Advocacia-Geral da União).

Segundo o estudo, informa o Poder 360, foram pagos R$ 4,5 bilhões acima do teto constitucional a funcionários ativos e inativos das carreiras jurídicas de janeiro de 2020 a agosto de 2025. No mesmo período, 7.649 beneficiários receberam pagamentos acumulados superiores a R$ 1 milhão em honorários de sucumbência –valores pagos pela parte perdedora de um processo judicial ao advogado da parte vencedora.

O relatório foi divulgado 27 dias depois do anúncio de ampliação dos benefícios da AGU para advogados da União, procuradores federais, procuradores da Fazenda e procuradores do Banco Central. À época, o CCHA (Conselho Curador dos Honorários Advocatícios) informou ao Poder360 que a ampliação havia sido suspensa e que “nem entrou em vigor”.

De acordo com o órgão, “nenhum pagamento foi realizado com base nessas novas coberturas e, por isso, não houve impacto financeiro”.

O levantamento afirma que a distribuição dos recursos ocorre com baixa transparência, problemas de governança no controle interno do governo federal e falta de integração entre sistemas públicos. Para os autores, esse cenário ajuda a explicar como o teto constitucional se tornou “meramente decorativo” para advogados da União.

O relatório indica que nem todos os pagamentos feitos pelo CCHA entram no Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos), ferramenta que centraliza as informações de folha de pagamento dos funcionários.

Segundo o estudo, só o rateio ordinário da cota-parte —parcela mensal regular dos honorários— é registrado no sistema. Outros benefícios criados administrativamente pelo CCHA, como auxílio-saúde complementar, auxílio-alimentação complementar, complementação de férias, rateios extraordinários e pagamentos retroativos, são pagos fora do Siape, diz o relatório.

O levantamento afirma que esses pagamentos são distribuídos sem informação efetiva aos órgãos de controle do governo federal. O relatório também cita resposta do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), segundo a qual lançamentos retroativos no Siape não geram desconto automático de abate-teto, exigindo cálculo manual pela unidade responsável.

O estudo também afirma que a CGU (Controladoria-Geral da União) não exerce fiscalização efetiva sobre esses pagamentos. Segundo o relatório, a Controladoria recebe dados agregados, sem detalhamento suficiente para identificar quanto foi pago a cada beneficiário em cada tipo de verba.

Em resposta ao pedido de informação citado no estudo, a CGU afirmou receber do CCHA/AGU arquivos de remuneração com valores já agregados. Por isso, no Portal da Transparência, aparece um lançamento com observações reunidas, mas sem possibilidade de detalhar quanto corresponde a cada benefício separadamente.

O relatório dá como exemplo uma rubrica de julho de 2025 atrelada ao pagamento de R$ 2 bilhões, que reunia rateio ordinário, correção monetária, juros de mora, auxílio-saúde complementar, auxílio-alimentação complementar e complementação de férias. Segundo o estudo, só o rateio ordinário é registrado no Siape.

Em setembro de 2025, a AGU lançou um painel eletrônico para consulta dos honorários de sucumbência. Segundo o relatório, a ferramenta apresenta dados mais detalhados que os do Portal da Transparência, mas tem limitações que dificultam o controle público dos pagamentos.

Para os autores, essas limitações podem violar regras da LAI (Lei de Acesso à Informação), da Lei do Governo Digital e da Política Nacional de Dados Abertos. O relatório afirma que a AGU recusou inicialmente fornecer a íntegra dos dados em formato aberto, mas reviu a posição depois de recurso à CGU. Em maio de 2026, o ministro-chefe substituto da AGU, Flavio Roman, informou que o órgão concederia acesso integral à base do painel em formato CSV no prazo de 30 dias.

O levantamento também diz que os benefícios pagos com recursos do CCHA são criados por resoluções internas do próprio conselho, mas que essas normas não estão disponíveis ao público nos sites da AGU, do CCHA ou no painel dos honorários.

A resolução mencionada pela AGU é a Resolução CCHA/AGU 16 de 2024, que criou o auxílio-saúde complementar custeado com recursos dos honorários advocatícios. O relatório afirma que a norma estabeleceu pagamentos fixos de R$ 3.000 para beneficiários ativos e R$ 3.500 para inativos. Em 2025, o CCHA substituiu a parcela fixa por ressarcimento de gastos com limite de até 10% do teto constitucional, hoje em torno de R$ 4.600.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Trump nomeia novo embaixador dos EUA no Brasil

Foto: Brendan Smialowski/AFP/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, designou o Daniel Perez como embaixador do país no Brasil. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (1º/6). A indicação será encaminhada ao Senado dos Estados Unidos.

Com a medida, informou o Metrópoles, o país volta a ter um embaixador em Brasília. Desde a mudança de governo nos Estados Unidos, a representação norte-americana em Brasília é chefiada por Gabriel Escobar, um encarregado de negócios — pessoa responsável pela embaixada na ausência de um embaixador.

Perez é um político republicano e presidente da Câmara dos Representantes da Flórida. Diferentemente do Brasil, onde embaixadores são diplomatas de carreira, os Estados Unidos costumam indicar políticos ou pessoas em posição de confiança do presidente para assumir postos diplomáticos em outros países.

Natural de Nova York, Perez afirma ser católico e cubano-americano. Como presidente da Câmara, o político buscou focar em questões relacionadas à saúde, infraestrutura e moradia acessível. Embora republicano, o político manteve embates com o governador do estado, Ron DeSantis — apontado por analistas como um possível sucessor de Donald Trump na Casa Branca.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Temer defende mandato de 15 anos para ministros do STF

Imagem: Reprodução/ Tese Jurídica

O ex-presidente Michel Temer manifestou apoio à criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista à TV Migalhas durante o XIV Fórum de Lisboa.

Temer afirmou que, embora não veja problemas no sistema atual de aposentadoria compulsória aos 75 anos, a implementação de mandatos poderia diminuir debates recorrentes sobre a composição do tribunal.

Na avaliação apresentada, um período de aproximadamente 15 anos de mandato seria uma alternativa adequada para os integrantes da Corte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Marco Legal da IA: Hugo Motta garante levar a votação em plenário ainda em junho

Imagem: Reprodução/Correio Braziliense

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu nesta manhã (06/01), ao participar da abertura do XIV Fórum de Lisboa, que vai levar a votação em plenário ainda em junho o marco legal da Inteligência Artificial, o projeto de Lei 2.338/2023.

De autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), a proposta, aprovada pelo Senado em dezembro de 2024, busca garantir segurança jurídica e ética no uso da tecnologia.

As informações são do Correio Braziliense.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

EUA criam fundo antiterrorismo de US$ 8,8 milhões para América Latina

Foto: Getty

O governo dos Estados Unidos criou um fundo de US$ 8,8 milhões (equivalente a cerca de R$ 44,2 milhões) para financiar investigações contra organizações terroristas na América Latina e no Caribe.

A iniciativa, informou a CNN, coincide com a inclusão, na semana passada, do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho nessa categoria.

O programa oferecerá treinamento para investigadores, promotores e juízes da região, e o foco será a investigação, acusação e julgamento de casos de terrorismo, bem como o desmantelamento de redes de grupos terroristas estrangeiros, incluindo suas conexões com o financiamento do terrorismo e com organizações criminosas transnacionais.

Ele também busca aprimorar o compartilhamento de informações com órgãos dos Estados Unidos.

Intitulado Programa de Interrupção Jurídica e Financeira do Contraterrorismo no Hemisfério Ocidental, ele ficará a cargo do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado.

O programa tem como objetivo “fortalecer a capacidade dos beneficiários de responsabilizar organizações terroristas estrangeiras, por meio do aprimoramento dos marcos legais e da interrupção de suas redes financeiras”, afirma declaração do Escritório de Contraterrorismo.

“Essa iniciativa apoia a Estratégia Nacional de Segurança de 2025 e o Plano Estratégico da Agência do Departamento, aprofundando parcerias regionais para reforçar a segurança, combater ameaças transnacionais e proteger os interesses dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental”, acrescenta o documento.

A Estratégia Nacional de Segurança prevê o deslocamento de capacidades de defesa, incluindo militares e de inteligência, de regiões longínquas como a Ásia e a Europa para as Americas, com o objetivo de proteger o território dos EUA.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *