Política

Governo paga assessores do ex-presidente Lula mesmo com ele preso há quase 1 ano

O governo federal desembolsa cerca de R$ 50 mil mensais em salários há quase um ano para custear a assessoria e a segurança do ex-presidente Lula, apesar de ele permanecer preso em Curitiba.

A prerrogativa é alvo de questionamentos na Justiça Federal, e o Ministério Público defende a redução desses benefícios em virtude da prisão.

Assim como os outros cinco ex-presidentes da República vivos, Lula tem direito vitalício a quatro seguranças, dois motoristas, dois carros oficiais à disposição e dois assessores.

O pagamento aos oito funcionários persiste mesmo com o petista detido na sede da Polícia Federal no Paraná desde abril do ano passado —só saiu do prédio em duas ocasiões desde então, para um depoimento e para o velório de um neto.

Lula foi condenado nos casos do tríplex de Guarujá e do sitio de Atibaia.

Além dos salários, os oito servidores gastaram no ano passado cerca de R$ 1.000 por mês com verbas indenizatórias (despesas reembolsáveis com o trabalho). Em um ano, essa estrutura soma despesas para os cofres públicos de cerca de R$ 730 mil, sem contar as diárias pagas em viagens.

Entre os oito servidores de Lula, sete são militares, com patentes de sargento a capitão, que recebem remuneração extra por causa da função comissionada. Foram escolhidos por livre nomeação do petista e integram sua equipe desde a época da Presidência.

Trabalham atualmente 40 horas por semana, mas não atuam na segurança do ex-presidente em Curitiba, que está a cargo da Polícia Federal.

Os ex-mandatários não recebem aposentadoria por terem ocupado o cargo, como acontece com ex-governadores em alguns estados.

O benefício de Lula chegou a ser cassado um mês após a prisão, mas a defesa do petista recorreu e ainda não há decisão final sobre o assunto. Na época, uma liminar foi expedida por um juiz federal de Campinas após pedido encaminhado por um advogado integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), filiado ao MDB.

À Justiça Federal a defesa de Lula diz que os assessores desenvolvem serviços de “apoio pessoal”, para manter a dignidade e a subsistência do ex-presidente, incluindo providenciar medicamentos, roupas e o pagamento de contas. Afirmou ainda que esses servidores têm importância por zelarem pelo patrimônio do petista, do qual faz parte o acervo presidencial.

“Eles arquivam os documentos, fazem buscas, digitalizam textos escritos pelo agravante [Lula], dentre outras medidas. Todas elas, insista-se de extrema importância para preservação da memória e do patrimônio cultural brasileiro”, escreveram os advogados.

Também afirma que a detenção tem status provisório e que a lei não prevê a retirada desses direitos, independentemente de o ex-mandatário estar ou não em liberdade.

O Ministério Público Federal opinou no ano passado pela revisão do benefício.

“Submetido que ele está a um regime especial de custódia e vigilância, não há sentido em proporcionar-lhe segurança e apoio extraordinário que somente a vida em liberdade justificaria”, diz parecer do procurador regional Walter Rothenburg. Porém o procurador entende que é justificável que o petista ainda tenha direito a dois assessores.

O caso deve ser julgado por um grupo de juízes na segunda instância.

Alguns dos oito servidores viraram coadjuvantes em episódios da Lava Jato envolvendo o ex-presidente nos últimos anos. Foi o capitão Valmir Moraes, que ainda hoje permanece nomeado como assessor especial, que atendeu o famoso telefonema interceptado em 2016 no qual Dilma Rousseff e Lula falam sobre um “termo de posse”, tornado público de forma ilegal, segundo o STF, pelo à época juiz Sergio Moro e hoje ministro do governo Jair Bolsonaro.

Moraes e outros dois assessores da atual equipe foram ouvidos como testemunha no processo sobre o sítio de Atibaia (SP), que resultou na segunda condenação de Lula na Lava Jato, em sentença expedida no dia 6 de fevereiro.

Na ocasião, o capitão disse que seu trabalho é parecido com o de um ajudante de ordens e que “trata de tudo um pouco” e que comanda a equipe de seguranças.

A reportagem questionou a defesa de Lula se os assessores trabalham na segurança de familiares, mas não houve resposta.

Os advogados disseram que os servidores “ainda são fundamentais para a preservação de documentos relativos à memória do ex-presidente da República, que integra o patrimônio nacional do país”. “Até o momento, Lula já recebeu mais de 30 mil cartas na prisão, que estão sendo devidamente catalogadas e preservadas para essa finalidade.”

A reportagem não conseguiu localizar os assessores e seguranças para comentar o assunto.

O pagamento de benefícios e assessores a autoridades presas e afastadas também ocorre na Lava Jato do Rio de Janeiro.

A Assembleia Legislativa fluminense, por exemplo, custeou por mais de um ano funcionários e gabinetes de deputados presos, incluindo o então presidente da Casa, Jorge Picciani (MDB). O Tribunal de Contas do Estado até hoje ainda remunera conselheiros afastados desde 2017 e que chegaram a ficar presos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. ELE É UM EX PRESIDENTE TEM DIREITO SIM! POIS, ESTÁ PRESO INJUSTAMENTE TEM FIGURÕES DO PSDB QUE JÁ ERA PRA TÁ PRESO E NÃO ESTÃO, ESPEREMOS A DELAÇÃO DE PAULO PRETO.

  2. Agora dinheiro para SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO NÃO TEM.. REALMENTE É TUDO UMA GRANDE ZONA!!

  3. Como diz a própria presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, é a 'República das bananas'. Vergonha, até quando???

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Geral

Justiça italiana adia novamente decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Corte de Apelação de Roma adiou a conclusão do julgamento do pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli. O caso deve ser retomado na primeira quinzena de fevereiro.

A análise estava prevista para dezembro, mas foi adiada a pedido da defesa, que solicitou mais tempo para avaliar documentos enviados pelo Brasil sobre o sistema prisional. Nesta terça-feira, a Corte não conseguiu finalizar a avaliação do processo.

O Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição.

Zambelli está presa desde julho no presídio de Rebibbia, nos arredores de Roma. Independentemente da decisão, ainda caberá recurso à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.

Para viabilizar a extradição, o governo brasileiro informou que, caso seja entregue ao país, Zambelli cumprirá pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, as condições da unidade são consideradas “boas”, com separação por regime e monitoramento permanente de direitos.

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Parnamirim reestrutura rede de saúde com serviços em 21 UBSs e unidades hospitalares

A gestão da prefeita Nilda está promovendo uma ampla recuperação e manutenção em todas as Unidades Básicas de Saúde e unidades hospitalar. Atualmente, 21 UBSs já receberam os serviços. As ações contemplam pintura, melhorias estruturais e manutenção completa nas partes elétrica e hidráulica dos prédios, assegurando mais conforto, funcionalidade e qualidade nos espaços de saúde.

As intervenções estão sendo realizadas nas seguintes unidades de saúde: UBS Primavera, UBS Liberdade, UBS Parque Industrial, UBS Cidade Verde, UBS Santa Tereza (em fase de conclusão), UBS Emaús, UBS Santa Júlia, UBS Parque das Orquídeas, Márcio Marinho, UBS Vale do Sol, UBS Jockey Club, UBS Planalto, UBS Santos Reis, UBS Pium, UBS Pirangi (em fase de conclusão), CEPTUC, UBS Cohabinal, UBS Monte Castelo, UBS Nova Esperança e o CCPAR Sadi Mendes, garantindo melhorias estruturais em diferentes regiões do município e ampliando a qualidade dos serviços ofertados à população.

De acordo com a prefeita Nilda, investir na recuperação das unidades é investir diretamente no bem-estar da população. “Estamos cuidando dos espaços de saúde para que nossos servidores tenham melhores condições de trabalho e, consequentemente, possam oferecer um atendimento mais humanizado e eficiente à população. Esse é mais um compromisso da nossa gestão com a saúde de Parnamirim, cuidando das pessoas e valorizando quem cuida delas todos os dias”, destacou.

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Geral

Careca do INSS tentou emplacar, sem sucesso, três contratos milionários com o Ministério da Saúde

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores de fraudes em aposentadorias, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, tentou vender ao Ministério da Saúde medicamentos à base de cannabis, testes rápidos de dengue e produtos de nutrição infantil.

Ele foi recebido ao menos uma vez na pasta, em janeiro de 2025, mas nenhuma compra foi realizada. As tentativas ocorreram antes e durante a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, que investiga desvios de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Mensagens de WhatsApp obtidas pela reportagem mostram que o Careca e seus funcionários prepararam termos de referência prevendo compras sem licitação, direcionadas a empresas ligadas ao grupo. A PF analisa o material.

No caso do canabidiol, a empresa World Cannabis chegou a elaborar um documento sugerindo a compra de 1,2 milhão de frascos. O Ministério da Saúde afirmou que não compra nem fornece o produto, que não faz parte do SUS.

Em janeiro de 2025, o lobista também tentou viabilizar a venda de testes rápidos de dengue. Mensagens indicam que ele se reuniu com o então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa. Apesar disso, os testes distribuídos pelo governo foram adquiridos por licitação anterior, sem ligação com o investigado.

Outra frente envolveu uma parceria para fornecer produtos de nutrição infantil por meio da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). A proposta foi reprovada pelo ministério em agosto de 2025.

O STF autorizou a investigação após apontar o Ministério da Saúde como possível nova área de atuação da organização criminosa. A Anvisa também foi acionada para apurar eventuais irregularidades.

O Ministério da Saúde e o ex-secretário-executivo afirmam que as reuniões ocorreram dentro das regras e não resultaram em contratos ou benefícios ao lobista.

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Geral

Fachin antecipa volta a Brasília para gerenciar desgaste do STF no caso do Banco Master

Foto: Wilton Júnior

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília para discutir com colegas a crise de imagem do tribunal provocada por decisões no inquérito do Banco Master.

O caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli e vem gerando críticas internas e externas, principalmente da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Toffoli afirmou a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria e que não vê motivos para se declarar impedido ou suspeito no processo.

Mesmo em férias, Fachin voltou antes do previsto alegando que “o momento exige” sua presença. Ele busca articular uma saída institucional para conter o desgaste do Supremo.

Durante o recesso, o ministro manteve conversas com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin e o próprio Toffoli. Moraes responde pela presidência do tribunal no período. Nesta terça-feira (20), Fachin viaja a São Luís (MA) para se reunir com o ministro Flávio Dino.

Com informações de CNN e g1

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Geral

VÍDEO: BG comenta a repercussão do anúncio de Walter Alves de não assumir o Governo do RN e as eleições indiretas para governador ‘tampão’

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (20), BG repercutiu o anúncio da decisão de Walter Alves de não assumir o governo do RN, após a renúncia de Fátima Bezerra, o rompimento do MDB-RN com o PT local e a consequente eleição indireta para governador ‘tampão’ do RN. Assista!

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Geral

MDB coloca cargos à disposição do Governo Fátima para exoneração

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O vice-governador e presidente MBR-RN Walter Alves colocou todos cargos do MDB na gestão da governadora Fátima Bezerra à disposição para exoneração.

O ato acontece um dia após o anúncio da decisão de Walter Alves em não assumir o governo do RN, quando a governadora Fátima Bezerra renunciar ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições 2026.

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Geral

Prefeitura de São Gonçalo lança campanha do IPTU 2026 com desconto de até 20% para pagamento em cota única

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Tributação, lançou a campanha do IPTU 2026, oferecendo descontos de até 20% para os contribuintes que optarem pelo pagamento em cota única, além de facilidades e incentivos à regularização de imóveis no município.

De acordo com a SEMUT, quem pagar o imposto à vista poderá obter até 20% de desconto. Também estão previstos benefícios conforme a situação do imóvel e a regularidade do contribuinte: 20% de desconto para quem está em dia com seus impostos; 10% de desconto para imóveis parcelados que estejam rigorosamente em dia com todas as parcelas quitadas até 11 de novembro de 2025; e 5% de desconto para as demais unidades imobiliárias.

Outro ponto de destaque da política tributária municipal é o incentivo à regularização imobiliária. No Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV), o desconto pode chegar a até 60%, incluindo a redução das taxas de cartório, beneficiando quem deseja transferir o imóvel para o próprio nome e garantir segurança jurídica.

A Secretaria Municipal de Tributação também divulgou o cronograma de vencimento do IPTU 2026, organizado por grupos e regiões da cidade, facilitando o planejamento dos contribuintes:

* Vencimento em 09 de fevereiro de 2026: bairros Jardins, Guajiru e Maçaranduba;
* Vencimento em 09 de março de 2026: Regomoleiro, Golandim, Jardim Lola, Amarante, Novo Amarante, Jardins, Olho D’Água do Carrilho e Parque dos Ipês;
* Vencimento em 10 de abril de 2026: Centro, Santa Terezinha, Santo Antônio e demais localidades.

Para facilitar o acesso às informações, os contribuintes podem tirar dúvidas sobre valores, prazos, descontos e formas de pagamento por meio da Central de WhatsApp da Secretaria Municipal de Tributação, no número (84) 9 9621-7374.

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Política

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na quinta-feira (22)

Foto: Pedro Kirilos

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha.

O encontro deverá ocorrer na próxima quinta-feira (22), entre 8h e 10h, de acordo com a determinação do ministro.

*Em atualização

CNN

Opinião dos leitores

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Brasil

Governo reduz verba para a alfabetização enquanto infla o Pé-de-Meia

Foto: Kebec Nogueira

Em 2025, políticas consideradas estruturantes na educação básica, como programas de alfabetização e da educação em Tempo Integral, sofreram redução significativa de investimentos por parte do Ministério da Educação (MEC), em meio à forte alocação de recursos no programa Pé-de-Meia, considerado uma das principais iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir a evasão no ensino médio.

Dados da execução orçamentária mostram que os gastos com alfabetização caíram 42% em 2025 em comparação com 2024, sendo reduzidos de cerca de R$ 791 milhões para R$ 459 milhões, considerando valores ajustados pela inflação.

A situação é ainda mais drástica no caso do ensino em tempo integral. As transferências diretas do MEC praticamente desapareceram em 2025 após o governo aprovar uma emenda constitucional que vinculou uma parte do Fundeb, o principal mecanismo de financiamento da educação básica, a essa política, sem que a pasta precisasse investir recursos próprios.

Dessa forma, as redes de ensino passaram a usar valores que já lhes são garantidos pela legislação, enfraquecendo o papel redistributivo do fundo.

Historicamente, o MEC havia aplicado recursos significativos nesse campo, sendo R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024, mas em 2025 esse valor caiu para apenas R$ 75,8 milhões em aportes diretos.

O que diz o governo
O ministério afirmou em nota que segue comprometido com o fortalecimento da educação básica, mas reconheceu que os sistemas de gestão orçamentária ainda não foram completamente atualizados, o que dificulta a consolidação final dos números por ministério.

O governo também declarou que buscará recompor recursos suprimidos durante a tramitação orçamentária no Congresso Nacional.

No orçamento de 2026 aprovado pelo Congresso, há reduções em ações como o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que já havia registrado queda de 12% entre 2024 e 2025, além de cortes adicionais em verbas de alfabetização e nas universidades federais.

Metrópoles

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Brasil

Bolsa Família começa 2026 pagando 2º maior valor da história

Foto: Reprodução

O Bolsa Família inicia este ano eleitoral de 2026 pagando o 2º maior valor médio da história: R$ 697,77. Essa cifra só é menor que os R$ 705,40 distribuídos na média em junho de 2023.

O auxílio base do programa social é de R$ 600, mas há uma série de adicionais (como para crianças e mulheres grávidas) que eleva o benefício médio para acima desse patamar. Esses bônus foram instituídos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de seu 3º mandato. Era uma promessa de campanha do petista.

O Bolsa Família faz pagamentos em janeiro a 18,78 milhões de famílias, alta de 0,4% na comparação com a base de beneficiários de dezembro de 2025. O recorde de auxílios distribuídos foi em janeiro de 2023, quando 21,91 milhões receberam o estipêndio.

O benefício médio pago aos beneficiários aumentou de forma acelerada nos últimos anos, com variações muito acima da inflação. Era de R$ 186,78 em dezembro de 2018, ante quase R$ 700 agora.

O Poder360 mostrou em novembro de 2025 que o Orçamento separado para o programa para este ano é suficiente para manter o benefício médio do Bolsa Família na casa de R$ 700 até dezembro. Isso porque houve no último ano uma intensa revisão cadastral que reduziu o contingente de pessoas recebendo dinheiro do programa, como mostra a curva do 1º infográfico desta reportagem.

Desde a posse de Lula, o Bolsa Família perdeu 2,8 milhões de beneficiários, no saldo geral. No governo de Jair Bolsonaro (PL), o programa havia ganhado 7,5 milhões de famílias.

A baixa de cadastros no governo atual se deve, principalmente, a um pente-fino que vem sendo realizado pelo governo para tirar pessoas que não se encaixam mais nas regras do programa, como em casos de fraudes por declarações de informações falsas.

O Cadastro Único, sistema que reúne dados das pessoas mais pobres do país, passou por uma reformulação em março de 2025 para ficar mais moderno e eficiente. Os dados de renda passaram a ser atualizados automaticamente, diminuindo a possibilidade de fraudes em programas sociais como o Bolsa Família.

Poder360

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