Nesta sexta-feira, 1, professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vão decidir se iniciam ou não mais um movimento grevista. O pleito é justo. Eles querem a regularização dos salários e um reajuste salarial de 7,64%. Além de melhorias para a categoria, como a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e do auxílio saúde.
Embora legítima e de direito dos trabalhadores, enfrentar mais uma greve não seria interessante para a comunidade acadêmica. Principalmente, quando esse movimento paredista já começa sem esperança de êxito, uma vez que o Governo do Estado é categórico em afirmar que não tem como atender as reivindicações salariais da categoria.
“Não há como garantir salários em dia, tampouco reajuste”, diz com todas as letras os auxiliares do Governo. Culpa da crise, má gestão… o motivo não importa. O fato é que a greve que se desenha tem tudo para repetir o enredo da última paralisação, a maior da história da Universidade: cinco meses com atividades suspensas e com os professores retornando para sala de aula sem nenhum ganho salarial. Essa é uma previsão fácil de fazer diante do atual cenário.
Além do risco de não conseguir as garantias salariais desejadas, uma possível greve agora pode ter sérios efeitos colaterais. O embate direto com o Governo do Estado pode fragilizar uma negociação acerca de aprovações de projetos importantíssimos, não apenas para a classe docente, mas para a comunidade acadêmica como um todo, como a Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), auxílio saúde e a tão sonhada autonomia financeira.
Não é justo trabalhar sem receber seus salários em dias. Contudo, iniciar uma greve nesse momento é um passo importante a ser pensado. Há muita coisa em jogo, muito além da questão salarial. E os resultados de uma paralisação agora podem ser bastantes prejudiciais. Principalmente para os estudantes. Aliás, são sempre eles os mais penalizados.
É preciso ser estrategista. Lutar da forma correta é de fundamental importância para o êxito da batalha. Uma greve não parecer ser a melhor estratégia. Não agora.
Por Daniel Machado, aluno especial do Mestrado em Ciências Sociais e Humanas da UERN

Digo e repito incansavelmente: as universidades públicas deveriam ser privatizadas e substituídas por bolsas de estudos distribuídas a quem realmente precisa. Essas instituições consomem a maior parte do orçamento do MEC e são utilizadas por alunos que têm, em sua enorme maioria, condições de pagar por seus próprios estudos. São, portanto, fatores de concentração de renda no nosso país. Sorvedouros do dinheiro do contribuinte brasileiro, viraram cabides de empregos de esquerdistas, que trabalham e produzem muito pouco e vivem de constantes e intermináveis greve, quando não estão viajando o mundo às custas dessas universidades, transformadas em verdadeiras agências de viagens. E digo mais: um estado pobre como o RN não tem condições de sustentar a UERN. A verdade às vezes é dura.
Privatizar é a saída para essa instituição, que já houve tempos de glória, mas hoje vive o caus educacional.
#PrivatizaJá!