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GSI do governo Lula impõe sigilo a número de servidores investigados por 8 de Janeiro

Foto: Felipe Torres/Metrópoles

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Lula impôs sigilo ao número de servidores que foram alvo de investigações internas por causa da atuação nos atos golpistas do 8 de Janeiro. O GSI se recusou a fornecer a informação por três vezes e, por fim, desrespeitou uma decisão da Controladoria-Geral da União (CGU).

Em 2 de janeiro deste ano, a coluna do jornalista Guilherme Amado questionou ao GSI, por meio da Lei de Acesso à Informação, quantos servidores do ministério haviam sido alvo de apurações internas por causa de irregularidades no 8 de janeiro de 2023, como omissão. Naquele dia, o Planalto foi invadido facilmente por golpistas, que andaram livremente por gabinetes do palácio, roubaram itens e destruíram obras de artes históricas.

O ministério de perfil militar e responsável pela segurança dos palácios presidenciais se negou a fornecer a informação por três vezes, em 18 de janeiro, 25 de janeiro e 2 de fevereiro, quando a resposta foi assinada pelo ministro do GSI, general Marcos Antonio Amaro. A justificativa era a mesma: as apurações foram concluídas e enviadas ao STF, onde tramitam em sigilo. A CGU, contudo, discordou, depois de tratar do tema com o GSI.

“Não foram identificadas razões de ordem técnica ou dispositivo legal que ampara a negativa de acesso”, escreveu a analista da CGU Fabiana Nepomuceno, em parecer endossado pela secretária nacional de Acesso à Informação, Ana Túlia de Macedo. A área técnica da Controladoria considerou que a informação do número de servidores que foram alvo de investigações internas do GSI tem “forte correlação” com as imagens da invasão do Planalto, que tiveram o sigilo derrubado pelo STF ainda em março do ano passado.

A CGU, então, deu duas semanas para o GSI responder à solicitação. No último dia do prazo, o GSI desrespeitou a decisão e citou apenas que 23 servidores foram ouvidos na condição de testemunhas. Ou seja, seguiu sem informar quantos funcionários foram investigados. Agora, a CGU analisará a resposta do GSI e dará uma nova decisão sobre o caso.

Procurado, o GSI alegou ter cumprido a decisão da CGU, apesar de o documento apontar o contrário. “O GSI informa que prestou as informações solicitadas, forneceu os esclarecimentos na forma da legislação em vigor e cumpriu a determinação da CGU”.

Diversos elementos apontam para a atuação irregular do GSI no 8 de Janeiro. A coluna mostrou que militares do GSI queriam deixar os golpistas saírem pelo térreo do Planalto. Os radicais só foram presos por ordem da Polícia Militar, que chegou a ser confrontada por um coronel do Exército. Um assessor que presenciou a invasão ao palácio afirmou, em entrevista, que os militares do GSI não reprimiram os terroristas. O relato é corroborado por vídeos da invasão.

Guilherme Amado – Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Nada no Brasil de hoje é feito sob o sol. Quase tudo é às escuras. É processo sigiloso, e-mail às escondidas e por aí vai. Ainda falam que é para proteger a democracia.

  2. Conheço profundamente como é a segurança dos prédios públicos e palácios da Capital Federal…
    A baderna (e não terrorismo), causada é inadmissível, mas é muito estranho como os baderneiros, adentraram nos referidos prédios e palácios…
    No dia 08 de janeiro, a responsabilidade já era do Governo atual…
    Ao que parece, é houve facilitação por parte dos responsáveis, para se criar a narrativa de “tentativa de golpe”…
    E o que corrobora com isso, foi a negativa do então Ministro da Justiça (Flávio Dino), em disponibilizar todas as filmagens do ocorrido, sob a alegação que foram apagadas (quem apagou e porquê)…
    Vem agora o GSI e “blinda” alguns servidores de depor (qual o motivo?, o que há a esconder?)…
    Muito estranho…

    1. Não me venha com esse discurso de que entende… Se entendesse mesmo de algo saberia que a PM do DF e o exército estavam contaminados com o golpismo de bolsonaro q aleardeava aos 4 cantos que queria golpe, planejou e tentou … Mas essa catrevagem de milicos é tão incompetente que nem isso conseguem!

    2. No governo Bolsonaro não houve invasão de prédios públicos porque tinha ordem.
      Essa história de golpe já deu, o povo não é tonto, tanto é que a maioria dos 157 milhões de eleitores não voltaram no corrupto cachaceiro

    3. ANALFABETO FUNCIONAL, ka que conhece muito, como chama um chefe da SEITA BOLSONARISTA que tentou explodir o QUARTEL do EXÉRCITO? Uma Dica, ele fala muito bem em DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA E LIBERDADE.

  3. A maior covardia já feita no Brasil desde a sua descoberta.
    Isso é imoral!!
    Tem muitos inocentes presos e condenados pagando pelo o que não deve.

  4. O desgoverno da gastança agora também é o desgoverno do sigilo? Tá tudo dominado cumpanhêro.

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PESQUISA MEIO/IDEIA: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% no 2º turno


Fotos: Ricardo Stuckert/Campanha Lula e Raul Spinassé/Campanha Flávio Bolsonaro

Um levantamento realizado pelo instituto Meio/Ideia e divulgado nesta quarta-feira (9) aponta um empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República. De acordo com os dados, ambos registram 46% das intenções de voto. O percentual de eleitores que declararam votar em branco ou nulo é de 3,5%,  enquanto que 4,5% afirmaram não saber em quem votar.

Cenário de 1º Turno

Na simulação para o primeiro turno, o cenário também aponta proximidade entre os principais concorrentes: Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38,4% das intenções de voto, mas Flávio Bolsonaro está bem próximo, com 37,3%. Em terceiro aparece Augusto Cury, com 6,6%. Renan Santos e Ronaldo Caiado somam 4,4% cada, enquanto Romeu Zema e Pablo Marçal atingem 1,5% das intenções de voto.

Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se em situação de empate técnico também na primeira etapa do pleito.

A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevistas telefônicas com 1.500 pessoas, realizadas entre 4 e 7 de setembro de 2026. O estudo possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07935/2026, a pesquisa teve custo de R$ 27.600, financiado pelo Canal Meio.

Com informações do Poder360

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Governo do RN anuncia corte de 25% no custeio após frustração de R$ 722 milhões na arrecadação do 1° semestre


Foto: Demis Roussos

O Governo do Rio Grande do Norte registrou uma frustração de R$ 722,1 milhões na arrecadação prevista para o primeiro semestre, conforme dados publicados no Demonstrativo das Metas Bimestrais de Arrecadação da Receita Ordinária do Tesouro no Diário Oficial do Estado do dia 5 de setembro.

O maior impacto veio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que ficou R$ 509,8 milhões abaixo da meta. Também houve insuficiência em rubricas como IRRF (R$ 112,7 milhões), royalties do petróleo (R$ 54,8 milhões), ICMS (R$ 43,9 milhões), IPVA (R$ 20,3 milhões) e IPI-Exportação (R$ 2,3 milhões), parcialmente compensadas por excessos em receitas como aplicações financeiras e ITCD.

Diante do cenário fiscal, a gestão estadual anunciou um pacote de contenção que impõe a redução de 25% nas despesas de custeio dos órgãos e entidades até dezembro, atingindo serviços essenciais como energia elétrica, água, telefonia, limpeza e aluguéis. Os órgãos públicos têm até o dia 14 de outubro para apresentar propostas de corte e enviar à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) a programação financeira mensal de obras contratadas.

Contingenciamento e Suspensão de Atos

O decreto estabelece a proibição de novas despesas e atos até 31 de dezembro, o que inclui: nomeação de servidores (exceto reposições essenciais em saúde, educação e segurança ou por determinação judicial), concessão de reajustes ou aditivos contratuais e novas locações, pagamento de indenizações por licença-prêmio na aposentadoria e emissão de passagens e diárias, com ressalvas àquelas que possuírem justificativas pontuais.

Expectativa de Economia

A Controladoria-Geral do Estado (Control-RN) projeta que a medida gere uma economia entre R$ 120 milhões e R$ 170 milhões no período de quatro meses. A controladora-geral, Luciana Daltro, ressalta que o montante é preliminar e será refinado após a entrega dos planos pelas unidades.

Daltro pontua que eventuais excepcionalidades exigirão justificativas detalhadas e documentadas, comprovando o interesse público, a indispensabilidade do gasto e o risco de prejuízo à continuidade dos serviços para a população. “O objetivo não é promover cortes indiscriminados, mas reduzir aquilo que pode ser revisto sem comprometer os serviços essenciais”, afirma.

Com informações da Tribuna do Norte

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André Mendonça manda soltar operador financeiro da Conafer e retira tornozeleiras de 3 investigados


Foto: Nelson Jr / SCO /STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, apontado como operador financeiro da Conafer, e ordenou a retirada de tornozeleiras eletrônicas de outros três alvos investigados. As decisões foram assinadas nesta terça-feira (8).

Com a determinação, Samuel deixa a prisão, mas passará a ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. As demais ordens contemplam investigados da Operação Sem Desconto que já cumpriam medidas cautelares com o equipamento: o servidor do Ministério da Agricultura Pedro Alves Corrêa Neto, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) José Carlos Oliveira (também identificado como Ahmed Mohamad Oliveira Andrade) e Gilmar Stelo, apontado como operador jurídico e financeiro do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Justificativa e Medidas Cautelares

Mendonça avaliou que, diante do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), as medidas restritivas mais rigorosas deixaram de ser necessárias para o grupo. O ministro pontuou que já foram concluídas as diligências preliminares essenciais para a elaboração do relatório final da investigação que recai sobre eles.

Apesar da flexibilização das ordens de prisão e monitoramento, os quatro investigados continuam sob restrições judiciais e estão proibidos de manter qualquer tipo de contato com investigados e testemunhas, frequentar entidades associativas com as quais mantinham relação, acessar dependências e unidades do INSS e da Dataprevm além de estarem proibidos de deixar o país.

Com informações do Metrópoles 

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Onda 22 chega ao Planalto e Álvaro reforça parceria com Paulinho Freire para desenvolver Natal


Divulgação / Campanha

A Onda 22 chegou ao bairro Planalto, na Zona Oeste de Natal, nesta terça-feira (8). Ao lado do prefeito Paulinho Freire, Álvaro Dias (PL), candidato ao Governo do RN, percorreu as ruas do bairro e encerrou a mobilização com discurso na Praça Santo Ambrósio.

Durante a caminhada, Álvaro destacou que a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura será fundamental para ampliar investimentos e acelerar o desenvolvimento da capital. O candidato defendeu uma atuação conjunta com Paulinho caso seja eleito governador.

“Nós vamos ter uma oportunidade única de, com o nosso voto, escolher um governador amigo do prefeito de Natal, Paulinho Freire. Vamos nos somar com Paulinho, de mãos dadas, para construir e desenvolver a cidade de Natal. Paulinho sabe que, unidos, vamos construir um futuro juntos, trabalhando por Natal”, afirmou Álvaro.

Ex-prefeito da capital por dois mandatos, Álvaro defendeu que a sintonia entre as duas administrações permitirá avançar em obras e ações importantes para a população, unindo esforços do Estado e do município.

Também participaram da caminhada a vice-prefeita Joanna Guerra; o presidente da Câmara Municipal de Natal e candidato a deputado estadual, Eriko Jácome; os vereadores Preto Aquino e Irapuã Nóbrega; o candidato a deputado federal General Girão; os candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa e Adjuto Dias; e o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves.

A caminhada contou ainda com caravanas e apoiadores de outros candidatos que acompanharam a Onda 22 pelas ruas do Planalto.

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Aliados pressionam Lula a romper com Alexandre de Moraes após escândalo do Banco Master


Joédson Alves / Agência Brasil

Aliados próximos recomendaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que “solte a mão” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, exigindo publicamente que o magistrado solicite licença do cargo para responder às revelações sobre sua proximidade com Daniel Vorcaro. A informação é do colunista do O Globo, Lauro Jardim. Em sua coluna, ele revelou ainda que a avaliação interna na campanha governista é de que o ônus político do envolvimento de Moraes com o Banco Master acabou sendo transferido para o governo, tornando urgente uma reação institucional para reverter essa percepção.

“Até por uma questão de sobrevivência ele precisa se posicionar”, disse um aliado. O incômodo do Planalto com a situação não é recente. Em abril, durante uma reunião reservada com Moraes, o próprio Lula fez um alerta direto ao ministro sobre os riscos à sua trajetória:

“Você construiu uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia”, disse Lula a Alexandre de Moraes.

Apesar da disposição inicial do presidente em demarcar distância, o cenário de atrito foi contornado após intervenções de peso nos bastidores. Na época, Lula foi procurado pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, que intercederam e lhe pediram para evitar ataques públicos ou medidas mais duras contra o colega de corte.

Com informações da coluna de Lauro Jardim / O Globo 

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[VÍDEO] CRISE INSTITUCIONAL: Waack aponta inércia do STF e alerta para desgaste do governo Lula


Vídeo: Reprodução CNN

Em análise recente veiculada em seu programa, o jornalista William Waack avaliou que a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um patamar em que a falta de capacidade de ação da Corte passa a comprometer o próprio Poder Executivo, arrastando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a crise e gerando desgastes políticos para o petista.

“O Brasil assiste de boca aberta ao espetáculo de um Supremo que parece ter perdido a capacidade de agir em qualquer direção, especialmente naquilo que a sociedade jurídica e lideranças de vários setores consideram a direção certa”, comenta Waack.

Segundo o comentarista, a direção correta exigiria que a cúpula do Judiciário examinasse com rigor os fatos envolvendo seus próprios integrantes, investigando-os e adotando as medidas legais cabíveis. No entanto, o envolvimento de nomes do tribunal na maior crise financeira da história do país, marcada por reações de ministros e pela revelação de bastidores investigativos onde autoridades e alvos de apurações se cruzam, transformou-se em um problema central para o país.

Waack destacou que a exposição de conversas e disputas de bastidor, aliada à decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, alimenta um cenário de forte instabilidade. Para o jornalista, a crise atual ultrapassa a discussão sobre ritos processuais ou acusações de métodos impróprios: a Corte falha ao demonstrar incapacidade de dar uma resposta institucional firme.

O analista concluiu apontando que, nesse contexto, articulações em favor do governo Lula ou temores da oposição sobre supostos favorecimentos jurídicos perdem o foco diante da percepção generalizada de perda de legitimidade e de contínua degradação institucional do sistema de justiça brasileiro.

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CRISE NO STF: desconfiança mútua e guerra de relatórios selaram queda do chefe da PF


Foto: Adriano Machado / Reuters

A decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não ocorreu de forma isolada, mas foi o ápice de um mês de atritos intensos nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). Meses antes, Mendonça já havia sinalizado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que uma medida drástica poderia ser inevitável devido a suspeitas de que Andrei atuava com viés político para blindar a campanha do presidente Lula (PT).

As desconfianças, contudo, eram recíprocas. O grupo ligado ao diretor-geral da PF sustentava que Mendonça conduzia os casos Master e INSS com o objetivo de prejudicar figuras da esquerda e beneficiar aliados de Flávio Bolsonaro (PL). Diante da escalada do clima bélico, Edson Fachin tentou atuar como mediador, conduzindo reuniões reservadas com os envolvidos e com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para tentar conter a crise institucional.

A trégua temporária costurada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, ruiu quando o ministro Alexandre de Moraes apresentou um relatório de inteligência produzido pela ala da PF alinhada a Andrei que apontava supostas irregularidades de Mendonça na relatoria dos processos. O material acusava o magistrado de quebrar a imparcialidade judicial e interferir em provas para favorecer aliados políticos.

Em resposta, Mendonça invalidou o documento sob a justificativa de que o relatório era ilícito e que o próprio gabinete do ministro havia sido monitorado pela corporação por pelo menos 30 dias. Para o magistrado, era inadmissível que setores da corporação utilizassem a estrutura de inteligência para desacreditar investigações legítimas ou blindar autoridades.

O embate jurídicos-institucional culminou no julgamento virtual da Segunda Turma do STF. Com votos antecipados de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanhando a relatoria, e o pedido de vista do decano Gilmar Mendes, a movimentação expôs a divisão interna da Corte e evidenciou a profundidade do racha envolvendo o comando da segurança pública e o Judiciário.

Com informações da Folha de São Paulo

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Sem respaldo nacional, bancários do RN recuam e aceitam proposta dos bancos


Foto: Sindicato dos Bancários

Os bancários do Rio Grande do Norte decidiram encerrar a paralisação iniciada nesta terça-feira (8) nos bancos privados e assinar o acordo apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A deliberação ocorreu durante assembleia realizada no mesmo dia, após o estado se destacar como o único de todo o país a manter a greve no setor privado ao longo do dia em protesto contra os termos da proposta.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários do RN, Marcos Tinoco, a adesão ao acordo ocorreu depois que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aceitou a proposta em âmbito nacional. O acerto prevê um reajuste salarial de 0,6% acima da inflação, além da renovação das demais cláusulas sociais e da manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Críticas à Proposta

Apesar da assinatura, a direção sindical classificou o termo como “rebaixado”. Tinoco justificou o recuo apontando a impossibilidade técnica e estrutural de sustentar um movimento paredista isolado em território potiguar. “Infelizmente, nós não temos as condições objetivas de continuar uma greve sozinhos, só o Rio Grande do Norte”, declarou o dirigente.

O sindicato também criticou o baixo percentual de aumento frente aos expressivos balanços financeiros divulgados pelas instituições financeiras. De acordo com o representante da categoria, bancos como Itaú, Bradesco e Santander acumulam lucros bilionários enquanto os trabalhadores recebem ganhos reais considerados inexpressivos.

Mesmo com o fim da mobilização e a formalização do acordo, o Sindicato dos Bancários do RN informou que a categoria permanecerá mobilizada em defesa de pautas e direitos trabalhistas.

Com informações do portal da 98FM Natal

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Fachin dá 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre afastamento do chefe da PF


Gustavo Moreno / STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça apresente manifestação no prazo de 72 horas sobre o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão governamental pede a suspensão da decisão liminar que afastou preventivamente Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e o delegado Leandro Almada da diretoria de inteligência da instituição.

A AGU argumenta que a medida cautelar de Mendonça usurpa a competência exclusiva da Presidência da República para nomear e exonerar o chefe da corporação, cargo para o qual Andrei Rodrigues foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. O recurso, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros dirigentes do órgão, alerta para o risco de “desorganização institucional” e comprometimento das atividades policiais devido à “descontinuidade abrupta” na gestão.

Motivação e Impasse

A decisão de Mendonça ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes encaminhar um relatório da PF desprovido de assinatura, que solicita a investigação de Mendonça no STF. O documento aponta supostas irregularidades na relatoria do caso Master. Em sua decisão, Mendonça justificou o afastamento preventivo para evitar “constrangimentos ilegais” e assegurar a atuação livre de servidores e autoridades.

O magistrado também citou que ele próprio e Jorge Messias teriam sido submetidos a “monitoramento e coleta dirigida ilegal” por parte da corporação por mais de um mês. Horas após o afastamento, Messias reuniu-se com o presidente da Corte, Edson Fachin.

Argumentos da AGU

No recurso enviado ao STF, a AGU sustenta que a produção e a divulgação de relatórios de inteligência da PF já estavam sob supervisão direta de Fachin. Na semana anterior, o presidente do tribunal havia solicitado manifestações sobre o caso Master a Alexandre de Moraes, André Mendonça, ao então diretor da PF Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Para a União, a decisão monocrática de Mendonça antecipou juízos cautelares e submeteu à Segunda Turma do STF uma matéria que o próprio relator havia indicado como de competência do Plenário.

Com informações do UOL.

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[VÍDEO] OAB-DF abre processo ético contra escritório da família de Alexandre de Moraes


Vídeo: JP News

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) determinou a abertura de um processo ético-disciplinar contra sócios do escritório Barci & Barci Sociedade de Advogados, associado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pelo presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, durante reunião extraordinária do Conselho Pleno destinada a debater a crise envolvendo a Suprema Corte.

O procedimento tramitará no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-DF com base em elementos revelados em um relatório da Polícia Federal (PF), divulgado no âmbito das investigações que miram o Banco Master. A apuração vai examinar possíveis infrações ao Estatuto da Advocacia e ao Código de Ética Profissional, incluindo conflito de interesses, captação indevida de clientes, condutas incompatíveis com a dignidade da profissão e eventual uso da estrutura da banca para fins ilícitos.

Durante o encontro, o presidente da OAB-DF criticou o uso da advocacia de maneira ilícita. “Advocacia não é meio para cometimento de crimes”, declarou o presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira.

Alvos e Desdobramentos

Cinco profissionais foram intimados a prestar esclarecimentos e responder ao procedimento, foram eles: Giuliana Barci de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro e comandante da banca), Ana Cláudia Consani de Moraes e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.

A entidade também abriu um processo disciplinar idêntico contra o advogado Ciro Soares. O relatório da PF o aponta como intermediário nas comunicações entre Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A OAB-DF destacou em nota oficial que os procedimentos correm sob sigilo legal. A instituição ressaltou que a medida não antecipa juízo de culpa e que todas as garantias processuais e constitucionais dos representados serão integralmente respeitadas.

Posicionamento da Defesa

Por meio de nota oficial, o escritório Barci de Moraes criticou a medida:

“O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis”.

Com informações do Metrópoles

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