Rogério Marinho diz que não pode garantir inclusão de militares na reforma

O Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (18) que não pode afirmar se os militares serão incluídos na proposta de reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro vai apresentar ao Congresso.

“Se eles vão entrar ou não, não posso garantir”, disse, ao ser questionado pela Folha.

Marinho evitou dar detalhes do que pode ser alterado no sistema de aposentadoria dos militares.

“A proposta como ela virá, só se saberá quando ela for apresentada em fevereiro. Claro que militares têm sua especificidade, têm sua carreira própria e não têm [sistema] como os civis. Isso precisa ser respeitado”, disse.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro enfrenta dificuldades entre os militares para inclui-los no projeto de reforma da Previdência que será encaminhado ao Congresso em fevereiro.

A mudança nas regras de aposentadoria é considerada crucial para que o governo coloque em dias as contas públicas. A reforma é vista como a primeira medida sobre o tema em meio à expectativa de déficit fiscal de R$ 139 bilhões para 2019.

Marinho e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm se reunido com o presidente Jair Bolsonaro para apresentar pontos da proposta de reforma da Previdência em formulação pela equipe econômica.

Alguns encontros não constam na agenda dos integrantes do governo e do presidente. Na manhã desta quinta (18), eles se encontraram com Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

“[A reforma] está tomando forma, estamos bem adiantados, o presidente tem se reunido com a equipe e traçado os rumos que ele acha possíveis de serem traçados dentro do Congresso para que seja uma reforma justa, que trate os desiguais de forma desigual. Não dá para tratar os desiguais de forma igual”, disse Marinho, mas sem detalhar as opiniões de Bolsonaro sobre a proposta.

Segundo o secretário, o governo está convicto de que a reforma a ser apresentada será aprovada no parlamento.

Folhapress

Michelle diz que não pediu autorização a Bolsonaro para discurso

Na entrevista que deu ao “Domingo Espetacular”, que irá ao ar neste fim de semana, Michelle Bolsonaro afirma que manteve em segredo até do marido o discurso que faria na cerimônia de posse.

Jair Bolsonaro, segundo a primeira-dama, soube da iniciativa pouco antes do evento. “Eu não pedi, eu comuniquei”, disse Michelle sobre seu discurso em libras.

O Antagonista

Alfabetização digital é antídoto contra ódio, diz socióloga

O antídoto contra o discurso de ódio é a alfabetização digital. Isso é o que sugere Esther Solano Gallego, socióloga, professora da Unifesp e organizadora do livro “O Ódio Como Política – A Reinvenção das Direitas no Brasil” (ed. Boitempo), lançado ainda na esteira das eleições brasileiras de 2018. Para Solano, a reprodução de falas discriminatórias está ligada à educação excessivamente instrumentalizada praticada no país.

“É uma educação muito focada na ideia de formar trabalhadores, que é técnica e esquece a política. Vemos pessoas com ensino superior completo que dizem barbaridades e podem ser muito intolerantes. Essa incapacidade de convívio existe porque muitos brasileiros não foram ensinados a lidar com o diferente. Nem todo mundo está preparado afetivamente e intelectualmente para isso”, afirma a doutora em ciências sociais pela Universidad Complutense de Madri.

Segundo a pesquisadora, “é importante ter uma educação política e crítica, que possa de fato formar cidadãos aptos para conviver com as diferenças e respeitá-las.”

A ruptura entre familiares, casais e amigos ocasionada pelo processo eleitoral do ano passado teve saldo negativo para todo o país, segundo ela. “Não se tratou apenas de ruptura institucional e política, mas de ruptura social. Era enxergar no outro um inimigo continuamente. E o outro podia ser meu filho homossexual, ou podia ser meu namorado petista. É uma ideia profundamente antidemocrática, de não tolerar o convívio com o outro.”

A saída, segundo a socióloga, é a alfabetização digital: educar o brasileiro para que ele saiba encontrar formas responsáveis de se informar por meio das redes sociais e também de se comportar dentro delas.

“No fundo, a gente volta à mesma ideia de um conhecimento politizado e crítico, mas ligado à utilização das redes sociais. O aluno precisa ser ensinado a se posicionar, a agir e reagir. É essencial um ensino que seja voltado também para essa mostra online, para a sociabilidade na internet. A pessoa precisa ter alfabetização digital para saber se a informação que está lendo é verídica, para ter um comportamento minimamente responsável. É importante levar esse tipo de conhecimento para a sala de aula.”

A ideia é que o discernimento individual possa regular o conteúdo a que cada um está exposto, sem interferências drásticas nem controle excessivo do Estado.

“Há, de fato, páginas que muito ostensivamente propagam fake news e aí, claro, elas devem ser retiradas do ar. Mas existe um limite tênue entre o que seria a fiscalização do conteúdo de ódio e de fake news e a censura. É delicado isso. E é um grande medo dos grupos progressistas, que lutaram pelo marco e pela liberdade da internet, que em nome de criar uma nova legislação muito dura contra esse tipo de informação falsa seja provocada uma censura na internet”, afirma ela, que também é a favor de responsabilizar grandes corporações, como Google e Facebook.

As redes sociais funcionam com algoritmos que selecionam o que cada um vai acessar, normalmente de acordo com o que o usuário mais vê, comenta e compartilha.

Assim, criam-se as bolhas, que favorecem o encontro de conceitos semelhantes —e os impulsionam. “Por isso o discurso de ódio encontra um campo bastante fértil nas redes sociais, além do fato de que as pessoas se sentem mais protegidas pela falta de fiscalização e pelo anonimato. Isso desenvolve uma polarização muito clara e uma lógica bélica, cria um muro virtual entre pensamentos distintos.”

A mesma agressividade vem se estabelecendo no Brasil em relação à imprensa. Donald Trump, nos EUA, estabeleceu uma cruzada contra a mídia, destratando jornalistas e desmentindo reportagens na internet.
Estratégia semelhante foi adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que passou a desqualificar o trabalho de jornais, a selecionar quem poderia participar de suas coletivas de imprensa e a usar intensamente as redes sociais para suas colocações.

“Quando a imprensa é atacada, a democracia também é atingida, porque não existe democracia sem acesso à informação. Ter uma imprensa realmente qualificada, que forneça informação de alto nível, significa que os cidadãos vão ter também uma formação política qualificada e de alto nível. Obviamente, um governo demagógico e populista não quer um cidadão que consiga criticar e questionar. Quer um cidadão infantilizado. E, portanto, é um governo que vai favorecer as fake news em detrimento da qualidade de imprensa.”

Segundo Gallego, a polarização vem sendo usada como estratégia política no mundo todo. “Se você vir detalhadamente os movimentos de extrema direita nos Estados Unidos e em países da Europa como Itália, Hungria e França, a retórica é sempre a mesma. Como esses grupos não têm normalmente propostas pragmáticas e são muito violentos no discurso, com frequência apostam nesse jogo de colocar o outro polo como inimigo, forçam o ódio político.”

O que chama a atenção é que muitos eleitores que apoiam esses discursos bélicos assumem uma postura defensiva ao dizer que não os compartilham, segundo a socióloga.

Aqueles que apoiam candidatos com falas machistas, racistas ou homofóbicas não se veem nesse papel. “É um discurso típico dessas figuras contemporâneas da extrema direita. São políticos que se mostram como falastrões, de forma meio folclórica, um pouco ridícula e até tosca. Aí as pessoas dizem ‘ele fala um pouco demais, exagera’ e acabam desculpando isso. Mas quando você desculpa um comentário desses, significa que você está sendo conivente com ele. Porque uma piada machista é isso: machista!”

A crise econômica é outro fator que impulsiona o discurso de ódio. No livro organizado por Gallego, o escritor e militante Ferréz discute a propagação de falas discriminatórias nas periferias. “A crise pegou todos, mas aqui é onde tem seu retrato mais cru. E por que não deixar sair esse ódio?, mas da forma de comprar um argumento também de ódio, de separatismo, de preconceito, de sexismo. Tudo isso se compra quando o viver com dignidade se vai”, afirma o texto.

De acordo com a socióloga, a perda do poder aquisitivo e do emprego e a consequente precarização naturalmente causam desespero e frustração. “No final, a pessoa se sente impelida a adotar esse tipo de fala. Os líderes da extrema direita têm discursos duros e se apresentam como os heróis que vão salvar o país. Então, alguém numa situação de desespero acredita no que é possível acreditar. É justamente nos momentos de crise política e econômica que o discurso de ódio ganha sua principal força, nos momentos de vulnerabilidade psicológica e social.”

A frustração com a política tradicional é mundial —em muitos países, especialmente voltada à esquerda— e abriu espaço para que líderes da direita conquistassem o eleitorado. No Brasil, isso ficou ainda mais explícito desde as manifestações de junho de 2013.

“Há um desgaste dos partidos tradicionais e, consequentemente, o fortalecimento de uma lógica antissistema muito forte. Em 2013, houve uma catarse coletiva. E, como o PT, que é um partido de esquerda, mas naquele momento também era o partido do sistema, não conseguiu dar nenhuma resposta à insatisfação popular, fortaleceu-se a direita —desde movimentos como MBL e Vem pra Rua até grupos mais clássicos, que conseguiram canalizar esse descontentamento. O problema é que há uma erosão no sistema como um todo e a percepção de que ele é fisiológico, de que atende apenas a seus próprios privilégios. Assim surgiram os ‘outsiders’ da política.”

Na mesma medida se fortaleceram os movimentos sociais brasileiros —ainda bastante desconectados da estrutura política formal. O #EleNão reuniu mulheres feministas contra a candidatura de Bolsonaro em manifestações por todo o país e em iniciativas que viralizaram na internet.

“É bem importante destacar que o discurso feminista no Brasil e na América Latina é fundamental, porque são países que estão entre os que mais matam mulheres no mundo. É um movimento de luta pela vida, literalmente. Mas há uma reação muito grande da direita com relação às pautas identitárias, que estão cada vez mais presentes na sociedade. Então, virou bacana falar que é racista, que é machista, sob o argumento de que não quer se submeter a essa ditadura do politicamente correto.”

A socióloga destaca também que, quando um líder político assume um discurso discriminatório, a situação se agrava. “As pessoas que já praticam esse tipo de violência cotidiana se sentem legitimadas. É um exemplo bastante negativo e de proliferação do ódio.”

Folhapress

PENTE-FINO: Governo quer zerar em 2 anos estoque de 5,5 milhões de benefícios a auditar

O governo espera zerar nos próximos dois anos um estoque de 5,5 milhões de benefícios que ainda precisam ser auditados, ou porque têm indícios de irregularidade, ou porque não passaram por revisão recente, disse nesta sexta-feira, 18, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério de Economia, Rogério Marinho. Para isso, a equipe econômica propõe na Medida Provisória assinada nesta sexta pelo presidente Jair Bolsonaro a criação de dois tipos de bônus e a ampliação do escopo dos trabalhos dos peritos do INSS.

“A ideia de ampliar escopo do trabalho de peritos é entrar em terrenos incólumes e intactos”, disse Marinho. “Tudo está sendo pensado com senso de justiça. Quem tem direito receberá”, afirmou o secretário em entrevista coletiva após a assinatura da MP. A meta do governo é reverter 16% desse universo de benefícios, número traçado com base em experiências passadas de revisões.

A ampliação do alcance do trabalho dos médicos-peritos do INSS foi antecipada pelo >Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo o presidente do INSS, Renato Vieira, eles serão transformados em peritos médicos federais. Não haverá a incorporação de outras carreiras de peritos do serviço público federal para compor essa nova categoria.

De acordo com a MP, haverá um bônus de R$ 61,72 para peritos avaliarem benefício por incapacidade que estão há mais de seis meses sem realização de perícia. Também serão alvo os mais de 2,5 milhões de Benefícios de Prestação Continuada (BPCs) sem avaliação há mais de dois anos. Benefícios serão outro alvo desse programa. Segundo Marinho, isenções de Imposto de Renda (IR) para doentes graves chegam a R$ 40 bilhões, enquanto a isenção de IPI para aquisição de veículos por pessoas com deficiência soma R$ 6 bilhões. “Nem tudo é fraude”, ponderou o secretário.

“A pessoa teve um câncer de mama, tem isenção de IR, mas tem pessoas que estão recebendo isso há 10, 15 anos. Provavelmente ela está viva e está curada desse câncer há bastante tempo. Temos ainda informações de que tem aumentado muito isenção de IPI para pessoas com deficiência, mas não tem verificação para saber se ela tem direito”, explicou o secretário de Previdência, Leonardo Rolim.

Outro bônus, de R$ 57,50, será concedido a técnicos e analistas do INSS para cada processo de avaliação focado em benefícios com indício de irregularidade. O presidente do órgão vai estabelecer os parâmetros de atuação e as metas de processos que terão de ser concluídos periodicamente. O pagamento do bônus valerá apenas para as análises que forem feitas acima desse número, explicou Vieira.

Os peritos ainda poderão atuar na reavaliação de afastamentos e aposentadorias por invalidez concedidas a servidores públicos. As aposentadorias deveriam ser revisadas de dois em dois anos, mas na prática isso não ocorre. Com a delegação da tarefa aos peritos do INSS, a expectativa é ganhar agilidade e eficácia.

O assessor especial da Presidência Arthur Weintraub, que tem atuado nas discussões do grupo técnico sobre Previdência desde a transição de governo, explicou que a economia estimada com as medidas antifraude pode ficar maior com o tempo. Inicialmente, a avaliação para este ano é de que as iniciativas podem poupar R$ 9,8 bilhões – já descontados os custos de R$ 223 milhões em 2019 com o pagamento do bônus.

“Existe uma curva de aprendizado, a economia vai aumentando”, disse Weintraub. O secretário especial de Previdência informou que, a depender da experiência a ser obtida nos próximos seis meses, a economia a ser obtida de fato pode crescer.

Para o pagamento dos bônus aos peritos e funcionários do INSS, será preciso fazer ajustes na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 e também no Orçamento. Projetos serão encaminhados nesse sentido para apreciação do Congresso Nacional.

Estadão Conteúdo

Bolsa fecha semana em alta e índice de desempenho bate recorde

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou a semana com novo recorde nominal, alcançando 96.096 pontos, o que representa alta de 0,78% em relação ao pregão anterior. Ontem (17), o índice chegou a 95.351 – maior pontuação registrada até então.

O Ibovespa acumula alta de 5,58%, considerando o fechamento do índice entre 2 de janeiro, primeiro dia de funcionamento da B3 em 2019, e esta sexta-feira (18).

As ações com melhor desempenho foram: Natura, Eletrobras, Marfrig e Fleury. As maiores baixas foram registradas nos papéis da Embraer, Kroton, Smiles, Braskem e B2W Digital.

O dólar comercial fechou a semana também em alta, com variação positiva de 0,23%. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 3,75.

Agência Brasil

Câmara de Natal convoca Sessão Extraordinária para o dia 23

Foto: Elpídio Júnior

A Câmara Municipal de Natal convocou uma sessão extraordinária para a próxima quarta-feira (23) para discutir dois projetos de Lei Complementar encaminhados pelo Executivo Municipal e dois projeto da Mesa Diretora da Casa.

A convocação foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (18). A sessão começa às 11h e segue até o encerramento dos trabalhos, para apreciação e votação das matérias. “A Câmara Municipal está sempre pronta para atender sua principal prerrogativa, que é servir à população. Então, essa convocação extraordinária será mais uma oportunidade de nos reunirmos para analisarmos as pautas de interesse do povo natalense”, explica a presidente interina da Câmara, vereadora Nina Souza (PDT).

Na pauta está o Projeto de Lei Complementar nº 001/18, oriundo do Chefe do Executivo, que “Institui no Município do Natal o tratamento diferenciado e favorecido às Microempresas e Empresas de Pequeno porte, aos Microempreendedores Individuais e empreendimentos econômico solidários, revogando a Lei Municipal nº 6.025/2009 e alterando a Lei Complementar nº 055/2004 (Código de Obras), bem como a Lei nº 4.885/1997 (que trata do Relatório de Impacto sobre o Tráfego Urbano – RITUR)”.

Também de autoria do Executivo será votada alteração à Lei Complementar nº 157/2016, que trata da estruturação da Carreira Médica do Município e regulamentação das gratificações específicas da categoria.

Da Mesa Diretora serão apreciados o Projeto de Decreto Legislativo nº 001/19, para alterar o valor a ser usado com incentivo cultural da Lei Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura, tendo como referência a previsão orçamentária da receita proveniente do ISS e IPTU, regulamentando assim o Parágrafo 4º do Artigo 2º, da Lei nº 4.838/1997, alterada pela Lei nº 5.323/2001. O outro Projeto de Resolução da pauta é o de nº 001/19 que altera o Regimento Interno da Câmara Municipal do Natal, reorganizando a estrutura de suas Comissões Permanentes.

Papo de Fogão deste sábado (19) recebe a jornalista Janaina Mulatinho do Rituais da Boa Mesa

O Papo de Fogão continua com sua programação de verão e neste sábado receberá a jornalista Janaína Amaral, que tem o instagram Rituais da Boa Mesa, de dicas e tendências de gastronomia e vai preparar uma moqueca baiana muito saborosa.

E na Dica Rápida, Fernando Amaral trará um torresmo feito com a pele de peixe, muito rápido de fazer e gostoso.

Serviço

O programa Papo de Fogão vai ao ar neste sábado (19), às 9h, na TV Ponta Negra.

STF acerta contrato de R$ 2,8 milhões para compra de 14 veículos blindados

O Supremo Tribunal Federal (STF) acertou um contrato de aproximadamente R$ 2,8 milhões para a compra de 14 novos veículos blindados que serão utilizados pelos 11 ministros do tribunal. A previsão é a de que os novos carros sejam entregues dentro de três meses.

Os veículos são modelo Ford Fusion SEL, que terão custo unitário aos cofres públicos de R$ 137.853,93, totalizando R$ 1.929 955,02 com a aquisição apenas dos novos carros. Já a blindagem de cada um deles sairá por R$ 61.859,97, resultando em um gasto de R$ 866.039,58.

O valor final do contrato, de R$ 2.795.994,60, ficou abaixo do teto de R$ 3,206 milhões previsto inicialmente no edital de licitação. A compra dos veículos blindados foi antecipada pelo Estadão/Broadcast em novembro.

“Os carros vão atender perfeitamente os requisitos solicitados em edital pelo tribunal. São veículos modernos, de última geração, blindados, que vão garantir a segurança dos ministros. O melhor outdoor que podemos ter hoje é saber que temos um produto no Supremo, transportando autoridades”, disse o diretor da Pottencial Soluções Governamentais, Humberto Miana.

Vencedora da licitação no STF, a Pottencial já forneceu veículos para a Marinha, a Presidência da República e o Tribunal de Justiça do Amapá, de acordo com Miana.

Ameaças

Ao longo do ano passado, foram registradas ameaças a ministros do Supremo. Em abril, o Supremo ampliou de cinco para sete o efetivo à disposição no Paraná para a segurança do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, após o magistrado relatar ameaças a familiares.

Em outubro, a ministra da Corte e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, também foi alvo de ameaças, que motivaram a abertura de investigação. Rosa chegou a andar escoltada por agentes durante as eleições.

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo em maio do ano passado, aponta que 6 em cada mil magistrados estão sob ameaça no Brasil.

Estadão Conteúdo

Casos de agressão a jornalistas aumentaram 36% no ano passado

Os casos de agressão a jornalistas aumentaram 36,36% em 2018, na comparação com o ano anterior. No ano passado, houve 135 ocorrências de violência que atingiram 227 profissionais, incluindo um assassinato. Em 2017, foram 99 registros. Os dados fazem parte do relatório divulgado hoje (18) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no Rio.

De acordo com a Fenaj, a diferença entre o número de vítimas e de ocorrências explica-se pelo fato de mais de um profissional ter sido atingido na mesma ocasião. “A violência contra profissionais de imprensa é um fator extremamente grave e muitíssimo preocupante. O crescimento em 2018 em relação a 2017 é um sinal de alerta”, afirmou a presidente da Fenaj, Maria José Braga.Segundo a Fenaj, as agressões físicas foram a forma de violência mais comum e aumentaram 13,79% no período. O relatório aponta 33 casos, que vitimaram 58 profissionais, contra 29 registros em 2017.

Com 105 vítimas, o sexo masculino foi o mais atingido (46,26%). Entre as jornalistas, houve 60 vítimas (26,43%). Os casos não identificados, quando a violência é generalizada e atinge vários profissionais e de ambos os sexos, foram 62 (27,31%).

De acordo com a Fenaj, um fato chamou a atenção: o grande crescimento no número de casos de agressões verbais, ameaças, intimidações e impedimentos ao exercício profissional. Na comparação com o ano anterior, o aumento de agressões verbais e os impedimentos ao exercício profissional mais que dobraram. Foram registradas 27 ocorrências de agressões verbais, 28 de ameaças eintimidações e 19 de impedimentos ao exercício profissional. Já em 2017, eram, respectivamente, 13, 15 e 8 casos.

Disputa eleitoral e greve

A entidade destacou ainda a influência da greve do setor de transporte, quando dezenas de profissionais foram agredidos verbal e/ou fisicamente e impedidos de realizar seu trabalho, durante a cobertura da paralisação.

Pelos dados dos sindicatos que serviram de base para o relatório, 23 ocorrências foram registradas em diversos estados. Além disso, ocorreram três atentados, 10 casos de censura, 10 ocorrências de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, uma prisão e três casos de violência contra a organização sindical dos jornalistas.

Para a Fenaj, o aumento significativo é resultado, principalmente, do ano eleitoral. Do total, 27 casos de violência foram relacionados diretamente às eleições e, 16, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agressores

O documento da Fenaj indica que os eleitores e manifestantes foram os principais agressores a jornalistas no ano passado. Eles praticaram 30 casos de violência contra jornalistas, o que significa 22,22% do total.

“Causou muito espanto [o fato de] que o maior agressor dos jornalistas brasileiros foi o cidadão e a cidadã comuns, ou seja, manifestantes, eleitores, trabalhadores, caminhoneiros, que nas diversas situações passaram a agredir o profissional jornalista como forma de questionar d seu trabalho”, observou Maria José.

Os policiais militares ou guardas, que costumavam ficar no topo da lista de agressores nos últimos anos, desta vez ficaram em terceiro lugar e empataram com os empresários, inclusive os da comunicação, com 13 agressões (9,63% do total) em cada uma dessas categorias.

A presidente da Fenaj destacou ainda os ataques virtuais. Segundo Maria José, as redes sociais viraram o território do indivíduo agressivo. “Do mesmo jeito que é possível fazer um debate público interessante, é possível também ser um espaço da disseminação do ódio e do ataque puro e simples acreditando-se em um presumível anonimato, que não existe. Para nós, da Federação dos Jornalistas, o ataque virtual é igualmente sério, precisa ser identificado e punido na medida da agressão.”

Agência Brasil

Marinho: auxílio-reclusão não poderá ser acumulado com benefício previdenciário

Com a edição de uma medida provisória para revisar o modelo de benefícios pagos pelo INSS, o auxílio-reclusão – concedido a famílias de detentos que tenham contribuído para a Previdência Social – não poderá mais ser acumulado com outros benefícios previdenciários.

Em linhas gerais, pagamentos sociais, como o Bolsa Família, poderão continuar sendo entregues nessa situação. “Se tiver elegibilidade, pode acumular Bolsa Família com auxílio-reclusão”, declarou Rogério Marinho durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Na prática, porém, conforme técnicos do Ministério da Economia, se o pagamento do auxílio-reclusão levar a família a ter uma renda não compatível com o recebimento do Bolsa Família, o benefício social será cancelado.

Pela medida, as novas regras valem para quem pedir o auxílio-reclusão após a publicação da MP, prevista ainda para esta sexta-feira, 18. Para quem já recebe o pagamento, nada muda Outro ponto esclarecido pelos técnicos do governo foi que, se um beneficiário de auxílio-doença for preso, o benefício ficará suspenso por 60 dias. Se até esse período a pessoa não for solta, o auxílio-doença será cancelado.

Estadão Conteúdo

O crescente número de brasileiros que investem mais de R$ 2 milhões para morar nos EUA

Exigência do governo americano é que cada cota de investimento estrangeiro gere, ao menos durante o período de 2 anos, 10 empregos. BBC NEWS BRASIL/Getty Images

O executivo brasileiro Roberto Figueiredo, de 43 anos, viajou pela primeira vez para os Estados Unidos na adolescência, quando fez intercâmbio no país e se encantou pela região. Anos mais tarde, no Brasil, trabalhou na área de vendas em multinacionais, função que desempenhou por mais de duas décadas. Na profissão, costumava fazer viagens anuais aos EUA. O encantamento pelo país norte-americano, segundo ele, tornou-se maior.

Roberto, então, procurou formas para morar legalmente nos EUA. “Há oito anos, o meu interesse em morar nos Estados Unidos ficou mais intenso”, diz à BBC News Brasil.

Segundo ele, o principal motivo para decidir morar nos EUA é por considerar tratar-se de um país novo. “Eu tenho afinidade maior com aquilo que é moderno. Os Estados Unidos são compostos por regiões novas, quando comparamos com lugares como a Europa”, declara.

Ele conta que fatores como a violência crescente no Brasil e a crise econômica no país reforçaram o interesse em migrar para os EUA. “Diante de todo o cenário brasileiro atual, penso que aumentou o desejo daqueles que queriam morar fora do país”, afirma.

No fim de 2017, ele aplicou U$ 500 mil – cerca de R$ 1,850 milhão, na cotação atual do dólar – na construção de um hotel em Fort Lauderdale, cidade da Flórida, por meio do programa EB-5, destinado a estrangeiros que querem investir nos EUA. A iniciativa dá direito ao green card, o visto que garante residência nos Estados Unidos.

Segundo advogados especializados em direito internacional, brasileiros têm recorrido ao EB-5 em razão das dificuldades econômicas enfrentadas no Brasil e em busca de melhor qualidade de vida, por acreditar que terão mais segurança e estabilidade financeira nos Estados Unidos.

Assim como Roberto, centenas de brasileiros têm utilizado o EB-5 como forma de conseguir morar nos EUA. Os números são crescentes.

No ano passado, conforme o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA – em inglês, USCIS -, foram emitidos 388 vistos EB-5 a brasileiros. O número inclui o investidor e a família, como cônjuge e filhos de até 21 anos.

Os dados mostram que o interesse no EB-5 tem aumentado nos últimos anos. Em 2017, conforme o serviço de imigração dos EUA, 282 brasileiros recorreram ao EB-5. No ano anterior, o dado era correspondente a 150. Já em 2015, 34 brasileiros haviam investido nos Estados Unidos por meio do EB-5. O número de investidores no Brasil era ainda mais inexpressivo em 2011, quando somente 11 pessoas recorreram à iniciativa.

Centenas de brasileiros têm utilizado o EB-5 como forma de conseguir morar nos EUA. BBC NEWS BRASIL

O aumento no número de brasileiros que recorrem ao EB-5 tem motivado advogados especializados em direito internacional a promover palestras sobre o assunto pelo Brasil, fazer publicações sobre o tema na internet e auxiliar pessoas que querem investir nos EUA para viver legalmente no país norte-americano.

O Brasil ocupou, no ano passado, a sexta posição entre os países com mais investidores no EB-5. A China ficou em primeiro lugar, com 4.642 vistos. Em segundo lugar aparece o Vietnã, com 693 vistos emitidos, e em terceiro está a Índia, com 585.

O EB-5

O programa do EB-5 foi criado pelo Congresso Americano em 1990, com o principal objetivo de fomentar a economia em áreas consideradas menos privilegiadas no território americano, locais conhecidos como Targeted Employment Areas (TEA) – áreas com índice de desemprego acima da média nacional.

O investidor precisa aplicar os U$ 500 mil em um centro regional apontado em território norte-americano. Tais centros estão presentes em todos os Estados dos EUA e têm o principal objetivo de regularizar investimentos estrangeiros. Eles são responsáveis por intermediar a relação entre o imigrante, por meio de um advogado, e o projeto que pretende levantar recursos por meio do EB-5 para iniciar ou concluir a obra.

Os projetos que oferecem cota ao investidor estrangeiro costumam estabelecer que 25% a 50% de seu capital serão obtidos por meio do EB-5. A exigência do governo americano é que cada cota de investimento estrangeiro gere, ao menos durante o período de dois anos, 10 empregos e que o recurso aplicado seja comprovadamente lícito.

Entre os empreendimentos que oferecem cotas de EB-5 estão diversos segmentos, como hotéis, resorts, estádios de futebol, condomínios de luxo, centros de compras, restaurantes, entre outros.

O governo americano permite a concessão de 10 mil vistos EB-5 por ano – número que inclui o investidor e os membros de sua família.

Para que possa aplicar no programa, é necessário que o investidor contrate um advogado especializado em Direito internacional, para orientá-lo e auxiliá-lo sobre os procedimentos do visto.

Os trâmites burocráticos tornam o procedimento ainda mais caro. O investidor precisa pagar mais U$ 50 mil correspondente à taxa de administração do fundo de aplicação – onde estão incluídos itens como o seguro -, além de cerca de U$ 30 mil para honorários de advogados e taxas de referentes aos procedimentos migratórios. Os valores podem ser maiores. Ao todo, o procedimento não sai por menos de R$ 2 milhões.

Para aplicar no EB-5, há dois modelos distintos. Um deles é o “loan” – empréstimo, em inglês -, considerado o mais seguro e comum no mercado. Nele, o desenvolvedor do projeto tem a obrigação de devolver ao investidor estrangeiro, caso o investimento se desenvolva conforme as expectativas, os U$ 500 mil em um prazo de cinco anos. Neste caso, o investidor não possui participação no empreendimento e tem o retorno do valor com juros que variam de 0 a 3% ao ano.

O outro modelo é o “equity”, considerado mais arriscado, porém, caso obtenha sucesso, com mais possibilidade de retorno. Este costuma ser menos procurado pelos estrangeiros. Nele, o investidor se torna sócio do empreendimento e recebe participação nos lucros, a ser definido em cada situação, em caso de o projeto ser bem-sucedido.

“No equity, o desenvolvedor do projeto não está obrigado a devolver os recursos em cinco anos. Pode devolver até mesmo 15 anos depois, alegando que anteriormente o empreendimento não havia atingido o valor de mercado que entende ser o melhor para negociar a venda do projeto”, explica o advogado George Cunha, especializado em direito internacional privado, do escritório Advocacia Internacional George Cunha.

Roberto relata ter optado pelo equity, por acreditar que pode ter melhor retorno financeiro no empreendimento, apesar dos riscos. “Para mim, foi mais viável me tornar sócio, por acreditar que posso ter um retorno de 8,5% de juros ao ano. Sei que terei de esperar mais de cinco anos para recuperar os U$ 500 mil, mas ainda assim creio que compensa mais”, afirma o executivo.

Ainda no EB-5, outra possibilidade é o imigrante criar um próprio projeto, que será gerenciado por ele nos EUA. Neste caso, deve investir U$ 1 milhão e a área não precisa ser considerada TEA. “O estrangeiro precisa ter um plano para implantação do projeto, no qual destaca o investimento e a contratação de mais de 10 empregados. É preciso também atestar a origem do dinheiro”, explica o advogado Daniel Toledo, especialista em direito internacional, do escritório Loyalty Miami. Esta modalidade costuma ter baixa procura. Em 2018, conforme a USCIS, nenhum brasileiro recorreu a ela.

Depois do investimento

Logo após investir no EB-5, o estrangeiro deve esperar o prazo médio de 18 meses para que tenha uma resposta da USCIS. Caso aprovado, ele recebe um green card condicional, de dois anos. O documento é válido para assegurar a legalidade da permanência dele e da família nos EUA.

Roberto está no aguardo da resposta referente ao green card condicional, para que possa se mudar com a esposa para Miami. O empreendimento em que ele investiu ainda está em fase de construção. O executivo, que mora em São Paulo, acredita que a resposta do governo norte-americano seja dada ainda no início do segundo semestre deste ano.

“Estou me preparando para essa mudança, mas creio que estará tudo pronto quando conseguir o visto. Uma das coisas que estou me estruturando é referente às portas que quero abrir no Estados Unidos”, comenta. O executivo atualmente é proprietário de uma startup que ajuda brasileiros a investir, estudar ou morar nos EUA ou em Portugal. Ele conta que seu principal objetivo, ao se mudar para os Estados Unidos, é continuar com o negócio e avaliar um novo empreendimento em solo norte-americano.

Já o empresário Luiz*, de 36 anos, vive legalmente nos EUA há três anos. O brasileiro se mudou para o país para que a esposa, recém-formada em medicina, pudesse fazer especialização. Ela conseguiu visto de estudante e ele obteve o direito de permanecer legalmente como acompanhante.

Segundo advogado Daniel Toledo, imigrantes tem opção de investir em projeto próprio, mas valor mínimo é de U$ 1 milhão. BBC NEWS BRASIL/Divulgação

No início de 2017, Luiz conheceu o EB-5. “Descobri que era uma das formas mais rápidas e simples para conseguir o green card. O visto de estudante tem validade de quatro anos, então queria algo mais seguro. O EB-5 foi um procedimento rápido e pouco burocrático, apenas precisei entregar a documentação ao dar entrada no procedimento. Depois, o advogado cuidou de todos os procedimentos”, pontua. O investimento dele foi em um hotel em Miami, na Flórida, que deve ser concluído no primeiro semestre deste ano.

Luiz diz ter investido U$ 620 mil no EB-5, entre a aplicação, as taxas e as cobranças de honorários advocatícios. Ele afirma não se arrepender dos recursos utilizados. O empresário aplicou no programa em maio de 2017. Em agosto do ano passado, conseguiu o green card condicional. A esposa dele também obteve o benefício.

Em 2020, Luiz deverá passar por avaliação da USCIS, que irá analisar se ele cumpriu os requisitos necessários referentes aos EB-5, como a criação de 10 empregos, e se não violou nenhuma lei americana. Caso aprovado, ele terá direito ao green card definitivo. O procedimento é considerado padrão no programa de investimentos e é realizado dois anos após a concessão do visto provisório.

Os riscos

Assim como qualquer investimento, o EB-5 traz riscos. Há históricos de estrangeiros que aplicaram em fundos de empresas que foram à falência ou em estabelecimentos que sequer chegaram a ser concluídos. Nesses casos, os imigrantes perdem os U$ 500 mil e o direito de permanecer nos Estados Unidos, pois a aplicação não gerou os 10 empregos necessários durante dois anos.

O advogado Daniel Toledo ressalta a importância de o estrangeiro avaliar criteriosamente o lugar no qual fará o investimento. “É preciso escolher um fundo estruturado e ter uma boa orientação jurídica, porque se fizer de modo amador, o estrangeiro vai perder o investimento”, pontua.

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil orientaram que entre os cuidados que devem ser tomados pelos estrangeiros estão buscar por um fundo que esteja há mais de 10 anos no mercado e que possua seguro contra falência ou imprevistos nas obras.

“Vejo muita gente vendendo projetos de investimentos que a gente sabe que não vai acontecer. Isso quebra muitas pessoas financeiramente, pois elas acabam colocando o dinheiro e nunca recebem o green card”, afirma Toledo.

Assim como Toledo, George Cunha relata não ter passado por situações em que o cliente perdeu o recurso investido. “Estão aparecendo muitos projetos que prometem uma remuneração maior do dinheiro aplicado. Isso entra na concepção de que quanto maior a remuneração, maior o risco de não dar certo. É importante saber que projeto estruturado e com uma margem de segurança alta, geralmente paga uma remuneração baixa”, explica Cunha.

Novo valor

Há cerca de 10 anos, o congresso americano avalia a possibilidade de aumentar o valor dos U$ 500 mil do EB-5, cobrado desde o início do programa. Uma das principais possibilidades é que o investimento mínimo ultrapasse os U$ 900 mil.

Para especialistas, procura de visto para viver nos EUA não deve arrefecer. BBC NEWS BRASIL/spyarm/Getty

Um dos argumentos para a alteração no valor é o fato de o EB-5 ser considerado um dos programas de investimentos estrangeiros mais baratos do mundo, quando comparado a outros países. “Para que se tenha uma ideia, esse mesmo programa custa 2 milhões de libras na Inglaterra. Em Portugal, o Golden Visa custa 500 mil euros. No Canadá, que atualmente está suspenso porque o governo concluiu que não estava beneficiando a economia, eram 800 mil dólares canadenses”, diz Cunha.

No congresso americano, há sucessivas prorrogações da decisão sobre o aumento no EB-5. A medida seria avaliada em dezembro passado, mas foi, novamente, prorrogada.

Para Cunha, o valor não foi alterado até o momento porque empresários norte-americanos temem que o aumento na cobrança mínima do visto reduza a busca de investidores estrangeiros. “O EB-5 faz investimentos em, praticamente, todos os 50 Estados americanos. É uma indústria muito poderosa, que injeta, aproximadamente, o equivalente a U$ 5 bilhões por ano nos Estados Unidos, na construção de novos projetos e empreendimentos. Esse visto gera cerca de 100 mil empregos para americanos e residentes legais a cada ano”, afirma.

“Muitos empresários poderosos não deixam a coisa (o aumento) acontecer. Principalmente porque os donos de projetos têm um custo barato com o EB-5, porque vão pagar somente de 0 a 3% ao ano de juros, com prazo de carência de cinco anos”, acrescenta o advogado.

A próxima discussão no congresso americano sobre o possível aumento do EB-5 está marcada para o início de fevereiro.

Busca crescente de brasileiros pelo EB-5

A procura de brasileiros pelo EB-5 deve continuar crescente pelos próximos anos, mesmo em caso de possível alteração no valor do visto, apontam os advogados ouvidos pela reportagem.

A posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo os especialistas, não deve reduzir a vontade de deixar o Brasil entre aqueles que buscam o EB-5. “A maioria das pessoas que procura esse visto reclama de questões como segurança e educação para os filhos. Dizem que não aguentam mais o ‘jeitinho brasileiro’. Essas pessoas não vão perceber mudanças tão rapidamente no Brasil, para melhor nem pior”, declara Toledo.

Ainda segundo os advogados, outro fator que também não deve alterar a busca de EB-5 por brasileiros é a polêmica decisão do Ministério das Relações Exteriores em retirar o Brasil do Pacto Global para a Migração, da Organização das Nações Unidas (ONU), ao qual o país havia aderido em dezembro. Diversos segmentos criticaram a medida e apontaram que ela pode prejudicar a relação com outras nações.

“De forma alguma essa decisão afetará o EB-5 para brasileiros. O pacto não trata de migrações com vistos, ele propõe uma forma de trânsito mais flexível entre os países. Então, nem o EB-5 nem outros vistos correm qualquer risco”, ressalta Toledo.

A vida nos EUA

Os brasileiros que recorrem ao EB-5 consideram o investimento mais como porta de entrada para os EUA – e menos como possível forma de garantir um modo de vida no país. “Até porque não teria como sobreviver com esse recurso, é um retorno pequeno e só recuperamos o investimento depois de cinco anos”, ressalta Luiz.

Toledo destaca que os estrangeiros que aplicam no EB-5 procuram ter acesso aos direitos concedidos àqueles que vivem legalmente no país norte-americano. “Eles estão preocupados em benefícios como colocar os filhos em escola pública e autorização para trabalhar.”

Depois de cinco anos vivendo legalmente nos EUA, o imigrante pode optar pela cidadania americana. “A partir de então, ele passa a ter os mesmos direitos de um cidadão americano, como votar e exercer quase todos os cargos públicos, com exceção de algumas funções, como presidente do país, que precisa ser americano nato”, diz Cunha.

Luiz afirma que sua vida melhorou depois que passou a morar nos EUA. Proprietário de uma mineradora brasileira, ele mantém os serviços no Brasil. Por meio da internet, trata sobre assuntos profissionais. No momento, ele tem pesquisado a região para abrir um negócio no país norte-americano. “Quero continuar por aqui, porque tenho muito mais liberdade e qualidade de vida. Sinto falta dos amigos e da família, mas agora quero estabelecer a minha vida aqui”, comenta o empresário, que mora em Miami.

À espera do visto para migrar para os EUA, Roberto planeja como deverá ser seu cotidiano no novo país. “Penso na qualidade de vida. É um lugar com melhor infraestrutura e segurança. Você pode ir e vir com mais facilidade e tem acesso a coisas de maneira mais justa. O governo, como em todo lugar, tem seus problemas, mas acredito que sejam menores quando comparados ao Brasil”, diz.

*o entrevistado pediu para não ter a identidade divulgada.

R7, com BBC Brasil

PALOCCI: Bumlai pedia propina para atender filhos de Lula

Foto: site O Antagonista

Em novo termo da delação de Antonio Palocci, obtido por O Antagonista, o ex-ministro conta que José Carlos Bumlai e João Vacari Netto cobraram R$ 30 milhões da Andrade Gutierrez para pagar Delfim Netto, mas o economista só recebeu R$ 4 milhões.

Palocci diz também que “os trabalhos de Bumlai eram feitos, muitas das vezes, para a sustentação da família de Lula”. “Que em várias oportunidades, Bumlai solicitava recursos para atender aos projetos dos filhos de Lula.”

“QUE pela presença de BUMLAI na reunião, confirmava-se o que posteriormente LULA confidenciou ao COLABORADOR de que também BUMLAI pretendia receber parte dos 30 milhões; QUE os trabalhos de BUMLAI eram feitos, muitas das vezes, para a sustentação da família de LULA; QUE em várias oportunidades, BUMLAl solicitava ao COLABORADOR recursos para atender aos projetos dos filhos de LULA; QUE não achava adequado que BUMLAl desempenhasse atividade em prol de LULA, tendo inclusive exposto sua preocupação ao ex-Presidente; QUE soube posteriormente, por JOAO VACCARI NETO em um novo encontro, dentre os muitos que tiveram, que havia sido autorizado pelo PT que se abatessem quinze milhões dos valores devidos ao PARTIDO para pagamentos devidos a ANTONIO DELFIM NETO; QUE o COLABORADOR soube posteriormente que dos trinta milhões devidos, apenas quinze milhões foram quitados; QUE, posteriormente, em conversa com DELFIM, este informou ao COLABORADOR que havia recebido cerca de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) pela sua atuação na obra da USINA DE BELO MONTE; QUE os valores, segundo DELFIM NETO, eram inferiores ao montante devido; QUE DELFIM NETO não solicitou nenhum auxílio ao COLABORADOR para o recebimento de novos valores.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Bastos disse:

    Bg essa matéria foi para esconder o Queiroz, kkkkkkkk

Palocci relata propinas em dinheiro para Lula dentro de caixas de celular e de whisky

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Palocci também disse que houve entregas de dinheiro em espécie para Lula, retirados por seu assessor Branislav Kontic na Odebrecht.

“Também se recorda que, dos recursos em espécie recebidos da Odebrecht e retirados por Branislav Kontic, levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinqüenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio Lula; que esses valores eram demandados pelo próprio Lula com a orientação dada por ele de que não devia o colaborador comentar os pedidos com Paulo Okamotto nem com ninguém”, afirmou o ex-ministro, detalhando informações que já havia dividido anteriormente com os investigadores, durante o processo de negociação para a colaboração premiada.

No depoimento, o ex-responsável pela Fazenda destacou que os pagamentos a Lula envolveram, inclusive, um encontro no avião da presidência da República e que chegou a repassar dinheiro dentro de caixas de celular e de whisky.

“Se recorda que levou valores a Lula em Brasília/DF; que levou valores em espécie a Lula em diversas vezes em São Paulo/SP; que já levou valores em espécie para Lula dentro da aeronave presidencial; que era apenas o colaborador a levar pessoalmente recursos a Lula, entregues em suas mãos; que indagado se existem testemunhas dessas entregas, respondeu que em determinada oportunidade levou 50 mil reais em espécies a Lula no Terminal da Aeronáutica em Brasília/DF, durante a campanha de 2010, dentro de uma caixa de celular na frente do motorista do colaborador, cujo nome era Cláudio Gouveia”, relatou. Palocci prosseguiu: “Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”.

Ruptura com Dilma

Palocci relatou ainda o processo de ruptura entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o seu antecessor, afirmando que Dilma tomou decisões que retiravam o acesso de Lula a fontes de financiamento eleitoral. Uma dessas decisões foi despedir José Sérgio Gabrielli da presidência da Petrobras. “Durante o crescimento da Operação Lava-Jato, Dilma deu corda para o aprofundamento das investigações, uma vez que isso sufocaria e implicaria Lula”, disse Palocci.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Walsul disse:

    É impressão minha ou cada vez que algum político contra o PT está em evidência por alguma falcatrua, aparece logo uma delação contra o Lula? Foi assim com o FHC, com Serra, com Alkmin, com Aécio, com temer e agora com a família B171. Vale lembrar que o MP não aceitou a delação do Palocci por ser frágil, mas a PF aceitou, aliás PF que agora é subordinada ao moro, que já tem um histórico de vazamento contra o Lula e o PT. PF que vazou às vésperas das eleições, mais uma delação do Palocci e que ajudou o bolsodoido a ganhar a eleição. Comentam que ali o Moro garantiu a vaga de ministro. Pelo visto, as denúncias do Palocci só servem para desviar o foco e dar novo choque nos dois neurônios bolsominions.

  2. HSA disse:

    E agora José?
    Dilma mandou investigar Lula?
    É isso mesmo?
    Será verdade?

  3. Carlos Bastos disse:

    Bg Lula está preso e lascado, isso é para tirar a atenção do Queiroz.

FOTOS E VÍDEO: Polícia Civil prende dois homens na comunidade do Mosquito

Fotos: Divulgação/Polícia Civil

Policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR) prenderam, nesta sexta-feira (18), João Vitor Santana, de 19 anos e John Kennedy, de 20 anos de idade.

A ação ocorreu após a DEFUR receber uma informação de que objetos roubados no último domingo, em São Gonçalo do Amarante, estariam localizados em uma casa na comunidade do “Mosquito”, em Natal. Com as diligências, os policiais conseguiram localizar a residência com os objetos roubados no domingo, já reconhecidos pela vítima. John Kennedy era foragido da Justiça e João Vitor foi preso pelo crime de receptação de produtos roubados.

Confira vídeo com fala do Delegado Cláudio Henrique:

Palocci diz que Lula não pagou por tríplex com seus próprios recursos porque ‘apartamento na praia’ sujaria sua biografia

Foto: Jorge William/Agência O Globo/19-11-2017

Em novos depoimentos de sua delação premiada, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis pagar pelo tríplex no Guarujá, no (SP) com seus próprios recursos porque um “apartamento na praia” sujaria sua biografia. Palocci disse que, durante a evolução da Operação Lava Jato, perguntou a Lula sobre o assunto:

— Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?

Segundo Palocci, Lula lhe respondeu da seguinte forma:

— Um apartamento na praia não cabe em minha biografia.

O tríplex foi a razão da condenação de Lula, em segunda instância, a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber o apartamento da empreiteira OAS, como retribuição pelo esquema de corrupção da Petrobras. A defesa do ex-presidente nega que o apartamento tenha sido destinado a ele.

O ex-ministro deu novos detalhes que implicam o ex-presidente petista, afirmando que “a única preocupação de Lula era preservar sua própria imagem, afastando-se deliberadamente dos momentos de ilicitudes e sistematicamente construindo versões que o isentavam de qualquer malfeito”.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. HSA disse:

    Não vão comentar PTralhas?
    Não pq pra vcs isso não é verdade.

LULA: Pallocci diz que levou propina até no avião presidencial

Foto: Divulgação

No novo termo da delação premiada obtido por O Antagonista, Antonio Palocci confirma que a doação de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula saiu da propina acertada na obra de Belo Monte.

Palocci diz ainda que, além de Bumlai, Paulo Okamoto também solicitava constantemente recursos – entre R$ 100 mil a R$ 200 mil – para quitar despesas pessoais de Lula e sua família. E fazia questão de não formalizar esses gastos.

Sobre as constantes entregas de propina a Lula, Palocci diz que levou dinheiro até no avião presidencial.

“QUE também se recorda que, dos recursos em espécie recebidos da ODEBRECHT e retirados por BRANISLAV KONTIC, levou em oportunidades diversas cerca de trinta, quarenta, cinqüenta e oitenta mil reais em espécie para o próprio LULA; QUE esses valores eram demandados pelo próprio LULA com a orientação dada por ele de que não devia o COLABORADOR comentar os pedidos com PAULO OKAMOTO nem com ninguém; QUE o COLABORADOR sempre atendia aos pedidos de LULA; QUE, posteriormente, já no curso da OPERAÇÃO LAVAJATO, o próprio BRANISLAV informou ao COLABORADOR que recebia recursos em espécie da ODEBRECHT de FERNANDO MIGLIACCIO; QUE FERNANDO era vizinho de bairro de BRANISLAV KONTIC; QUE BRANISLAVassim agia a pedido do COLABORADOR; QUE os valores eram utilizados para pagamento de contas do INSTITUTO, de contas extras da entidade, contas do próprio COLABORADOR, de pedidos que o próprio LULA fazia, como em oportunidade que solicitou que efetuasse pagamentos na ordem de 30 mil reais em determinada conta; QUE não indagou a LULA o motivo dos depósitos solicitados; QUE acreditava que LULA pediu ao COLABORADOR cerca de oito a nove vezes valores em espécie; em média, os valores chegavam a 50 mil reais; QUE LULA pedia ao COLABORADOR que não informasse os pedidos a ninguém; QUE se recorda que levou valores a LULA em Brasília/DF; QUE levou valores em espécie a LULA em diversas vezes em São Paulo/SP; QUE já levou valores em espécie para LULA dentro da aeronave presidencial; QUE era apenas o COLABORADOR a levar pessoalmente recursos a LULA, entregues em suas mãos; QUE indagado se existem testemunhas dessas entregas, respondeu que em determinada oportunidade levou 50 mil reais em espécies a LULA no Terminal da Aeronáutica em Brasília/DF, durante a campanha de 2010, dentro de uma caixa de celular na frente do motorista do COLABORADOR, cujo nome era CLÁUDIO GOUVEIA; QUE, em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a LULA dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de LULA cobrando a entrega, momentos que eram testemunhados pelo motorista CARLOS POCENTE, o qual, inclusive, teria brincado com o COLABORADOR perguntando se toda aquela cobrança de LULA se dava apenas por uma garrafa de whisky, sendo que o COLABORADOR respondeu ao motorista que era óbvio que a insistência de LULA não era por bebida, e sim pelo dinheiro; QUE o motorista afirmou ao COLABORADOR que estava brincando e que sabia que se tratava de dinheiro em espécie; QUE isso também ocorreu em 2010.”

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. HSA disse:

    Será?
    Não acredito, a alma mais honesta do céu jamais faria isso.