O Hospital Albert Einstein iniciou uma nova pesquisa para testar a eficácia de um remédio em pacientes com a Covid-19. O nome é difícil. Chama-se dapagliflozina. O estudo avalia se esse medicamento – comercializado com o nome de “forxiga” e usado em tratamento de diabetes – pode evitar que contaminados pelo coronavírus evoluam para estados mais graves da doença, como complicações cardíacas, respiratórias e renais ou até mesmo o óbito.
A pesquisa é desenvolvida em uma parceria internacional entre o Einstein, o Hospital Saint Luke’s, dos EUA, o George Clinical, da Austrália, e a farmacêutica Astrazeneca, que fabrica o remédio.
Iniciado há cerca de dois meses, os testes vão reunir 1.200 pacientes de diferentes países, sendo o Brasil o principal eixo do estudo, com 750 pacientes. O foco são pessoas internadas e que já têm um ou mais fatores de risco para a Covid-19, como problema cardíaco, diabetes, hipertensão ou insuficiência renal, e que não estão usando ventilação mecânica, como respiradores.
– A droga não vai agir no vírus, não vai neutralizá-lo. O que temos visto é que algumas pessoas são internadas, ficam bem e, perto da segunda semana, têm uma piora relevante. Então, logo que são internadas, adicionamos a dapagliflozina no tratamento de pacientes que preenchem esses critérios de risco. O objetivo é avaliar se o medicamento ajuda a prevenir o risco de piora clínica, sendo essa piora vir a óbito, ou a exacerbação de problemas cardíacos, renais ou respiratórios – disse o cardiologista Otávio Berwanger, diretor da Academic Research Organization (ARO) do Hospital Albert Einstein, responsável pela pesquisa no Brasil. O médico é membro do comitê executivo do estudo, que tem como chefe o americano Mikhail Kosiborod, do Hospital Saint Luke’s.
A pesquisa é “randomizada”, ou seja, uma parte do grupo usa o medicamento e outra parte, que tem as mesmas características, usa um placebo. O resultado sobre a eficácia do remédio deve ser publicado numa revista científica internacional, entre abril e maio. O Brasil já recrutou 730 pacientes para os testes e vai finalizar essa fase ainda em 2020. Ao todo, 32 hospitais de todas as regiões do país participarão da pesquisa.
Os pacientes serão monitorados pelos próximos 90 dias, mesmo após receberam alta. Com isso, o estudo também vai analisar se a dapagliflozina ajuda a diminuir sequelas da Covid-19.
– Ainda não temos nenhum indicativo de resultado, o que sabemos é que, até o momento, do ponto de vista de segurança, tudo vai bem. – disse Otávio Berwanger. O médico destaca que, no momento, não há nenhuma indicação para as pessoas usarem o medicamento. – Essa medicação não vai fazer nenhum efeito contra o vírus. Temos a esperança que ela minimize o dano que o vírus causa no coração, rins e pulmão, órgãos muito afetados pela Covid-19, mas precisamos de comprovação científica para afirmar isso.
Otávio Berwanger disse ainda que, apesar dos avanços, “não vencemos a batalha contra a Covid-19” e afirmou que as pessoas precisam manter medidas de isolamento social em um “momento crítico trazido pela segunda onda” da doença.
– Não podemos fugir do caminho da ciência. Todo dia tem fake news e gente prometendo uma cura milagrosa. O que vai combater o vírus, seja por meio de tratamentos ou vacinas, virá com as pesquisas científicas. As pessoas não podem facilitar, estamos num momento que todo mundo está cansado, mas não dá pra facilitar”, afirmou o médico do Einstein.
O GLOBO

Boa notícia, mas não vejo a necessidade de aplicar placebo de medicamento neste caso, que já tem larga utilização entre os pacientes e inclusive a Anvisa já autorizou a fabricação de genéricos dele.
Será que o paciente que usou placebo morreu e o que não usou não morreu é um grande parâmetro.
Ou o paciente que usou placebo foi entubado e morreu e o outro não foi entubado e está vivo.
O placebo é uma fuga para não serem responsabilizados.
E o Nobel de medicina vai para Dr. MaisCedo!
Minha nossa!!! Aih entende de estudos randomizados. Você ensaia em casa antes de falar essa abobrinha toda?
Vocês criticaram mas não informaram qual a importância da aplicação de placebo nos infectados.
Se vocês conseguirem informar pelo menos um beneficio do placebo em qualquer paciente no grupo de infectados eu mudo minha opinião.
Fora Isso não percam seu tempo fazendo críticas sem uma base de informação.
Algumas medicações muitas vezes , neste período de pandemia , tornam as pessoas cobaias.