
Foto: B3-Germano Lüders/Exame
O Ibovespa superou nesta quinta-feira, 10, a marca dos 115.000 pontos e chegou a ficar perto de zerar as perdas acumuladas neste ano. O principal índice da bolsa brasileira encerrou o último pregão de 2019 aos 115.645 pontos, e hoje operou aos 115.261 pontos na máxima. O Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,88% aos 115.128 pontos e com alto volume de negociação: 37,9 bilhões de reais.
O desempenho do índice é puxado por ações das chamadas blue chips, as maiores ações da bolsa. Os destaques desta quinta-feira na bolsa são os grandes bancos, Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3), que estão entre os maiores suportes em pontos, com altas de até 4%. Os papéis da CSN subiram quase 10% após projeções financeiras e expectativas sobre IPO.
Os investidores locais também repercutem a fala do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, afirmando que o projeto de reforma tributária pode ser votado já na próxima semana. A medida é esperada pelo mercado como reforço ao teto de gastos e representa mais um passo no compromisso fiscal do país.
No radar, também está o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado após a decisão de juros, na noite de quarta-feira, 9. Em meio à alta da inflação, o Copom excluiu o trecho de seu comunicado que dizia sobre a possibilidade de mais um corte residual na taxa Selic e alertou que a alta da inflação deve levar ao fim aos avisos sobre a impossibilidade de elevar juros.
Os efeitos do comunicado têm reflexos diretos no mercado de juros e câmbio. “Isso causou a abertura da curva de juros curta porque deixa claro que a preocupação com inflação é de curto prazo, os juros futuros de longo prazo caem”, diz Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.
No exterior, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou novas medidas de estímulo no valor de 500 bilhões de euros para recuperar a economia do bloco. Porém, a projeção de uma recuperação mais lenta para o ano que vem contaminou as bolsas europeias, que fecharam em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,4%, com bancos caindo 2% e liderando as perdas. Também pesou no humor dos investidores a indefinição em relação a um acordo pós-Brexit.
As negociações também continuam arrastadas nos Estados Unidos, onde democratas e republicanos buscam chegar a um acordo para novos estímulos. Além disso, os números de pedidos semanais de seguro desemprego no país voltaram a decepcionar o mercado, ficando em 853.000 ante estimativa de 725.000.
A expectativa agora se volta para a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla inglês), que pode aprovar ainda hoje a vacina da Pfizer, dando sinal verde para a vacinação no país. O vice-presidente americano, Mike Pence, já havia dito que o plano é iniciar a distribuição na terceira semana de dezembro.
Às 16h10, dois dos principais índices americanos operavam em queda. O Dow Jones perdia 0,19%, enquanto o S&P500 caía 0,05%. Já o Nasdaq avançava 0,44%.
Câmbio
O dólar cai contra o real, embora se valorize contra algumas moedas emergentes e seus pares. “A queda do dólar, sem dúvida nenhuma, tem relação com comunicado também. A alta de juros significa queda dólar no Brasil, porque entra mais dinheiro estrangeiro na renda fixa. Isso sem falar que o Brasil é a bola da vez entre os emergentes”, afirma Spyer. Às 14h37, a divisa americana recuava 2,52% e era negociada a 5,0412 reais, menor patamar em seis meses.
Dados econômicos
No radar dos investidores também estão os dados do IBGE sobre vendas no varejo, que ficaram acima das expectativas. Referentes ao mês de outubro, as vendas tiveram alta mensal de 0,9%, enquanto as estimativas eram de queda de 0,2%. Na comparação anual, as vendas cresceram 8,3%.
Exame
90% da população não entende bulhufas o que está escrito no texto, uma pequena parte entende mas é liso, somente uma mínima parte entende e tem boa liquidez, esses estão fazendo a festa.