Economia

Impasse no Orçamento atrasa 13º de aposentados e programa de corte de jornada e salário

Ainda sem solução para sancionar o Orçamento de 2021, o governo Jair Bolsonaro atrasa o lançamento de medidas de combate à crise da Covid-19 que já haviam sido anunciadas. A antecipação do 13º dos aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a renovação do programa de corte de jornada e de salários, além da nova rodada do Pronampe (programa de apoio a micro e pequenas empresas), eram esperadas para março ou até o feriado de Páscoa. Mas foram adiadas.

Há um “apagão de canetas” no Ministério da Economia diante do receio de técnicos de assinarem atos que podem ser considerados ilegais futuramente. A ideia, em discussão pelo governo desde o fim do ano passado, é adotar um pacote de medidas com baixo impacto no Orçamento para suavizar o efeito da pandemia na atividade econômica neste ano.

Uma delas é a antecipação da primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, pois o dinheiro já estaria nas contas do governo e seria apenas liberado antes do programado. No entanto, sem o Orçamento de 2021 em pleno funcionamento (e sancionado), a dúvida é se será possível antecipar o calendário e o pagamento de recursos que ainda dependem de demais etapas.

Procurado, o Ministério da Economia não quis comentar sobre o assunto.

Em videoconferência da XP Investimentos nesta segunda-feira (5), o ministro Paulo Guedes (Economia) listou entraves técnicos e políticos como motivadores do atraso no lançamento de programas.  Um dos exemplos é o BEm (Benefício Emergencial), uma complementação paga pelo governo a trabalhadores com jornadas e salários cortados ou contrato suspenso.

De acordo com o ministro, a pasta chegou a elaborar uma versão do programa que teria custo zero para o Orçamento. Os modelos avaliados pelos técnicos previam uso de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), com redução de gastos com seguro-desemprego.

Sem mencionar nomes, ele afirmou que a política não aceitou o modelo. Segundo relatos de membros do governo, o enxugamento do programa de seguro-desemprego em um momento de crise econômica foi barrado por Bolsonaro.

Agora, Guedes afirma que o BEm será financiado por créditos extraordinários.

Esses recursos são liberados em situação de urgência e não são contabilizados no teto de gastos. Essa regra limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação. O custo, segundo o ministro, será de R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões. Na última semana, técnicos do Ministério da Economia afirmaram que o programa custaria cerca de R$ 10 bilhões.

No caso do Pronampe, que libera crédito emergencial e de baixo custo a pequenas empresas, o entrave seria técnico. Segundo o ministro, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, promulgada em março, chegou a prever uma liberação de verba para o programa durante a tramitação. Porém, o trecho teria sido removido do texto.

Ações desse tipo poderiam ser facilmente implementadas se o governo tivesse optado por decretar calamidade neste ano. A equipe econômica, porém, é contra a ideia por considerar que a medida provocaria mais uma alta descontrolada das despesas públicas. “Apertar hoje o botão de calamidade, você seguraria os salários [de servidores], que já estão travados até dezembro. Seria apenas uma licença para gastar um cheque em branco. Em vez de ser um sinal de estabilidade, seria o contrário”, disse Guedes.

Na live, Guedes negou que haja briga nas negociações sobre o Orçamento, mas mencionou problemas de coordenação. “A informação de verdade é que não há um desentendimento, uma briga ou uma guerra. Disseram que tinha uma guerra do presidente da Câmara [Arthur Lira (PP-AL)] com o ministro da Economia, ou guerra contra o Senado. Não é esse o clima. É muito mais o problema de coordenação da elaboração desse Orçamento”, afirmou.

O ministro não especificou o responsável pelo problema de coordenação. Ele, porém, afirmou que o texto do Orçamento passou por muitas etapas, com avaliação do relator, pedidos de ministros e parlamentares, além de negociação com os presidentes da Câmara e do Senado.

No fim de março, Bolsonaro transferiu o então ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela coordenação política do Planalto, para o comando da Casa Civil. No lugar, foi nomeada a deputada Flávia Arruda (PL-DF), em um gesto ao Congresso.

Segundo Guedes, ainda não está definido o acordo para solucionar o problema no Orçamento. O ministro disse que a tratativa agora prevê um corte de R$ 13 bilhões em emendas. O valor, antecipado pela Folha, ainda é considerado insuficiente pela equipe econômica.

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), defendeu o Legislativo nesta segunda. Ele afirmou que o governo também contribuiu para eventuais falhas no Orçamento. Em conferência com investidores organizada pelo banco Itaú, o senador disse que o Congresso está disposto a corrigir possíveis erros. Ele ressaltou que o governo não pode afirmar que foi surpreendido pelo texto final, com o acréscimo das emendas, uma vez que acompanhou toda a tramitação.

O Congresso concluiu a votação do Orçamento de 2021 no dia 25 de março. Houve um atraso de cerca de três meses.

Um dia depois da aprovação, Guedes e técnicos emitiram um alerta ao Palácio do Planalto: o Orçamento aprovado é inexequível. O motivo é o excesso de emendas parlamentares —mecanismo pelo qual deputados e senadores podem destinar dinheiro para obras e projetos na base eleitoral. Essas emendas foram turbinadas e, em troca, o Congresso cortou a verba para despesas obrigatórias, como aposentadorias e seguro-desemprego.

Na disputa pelo controle de parte do Orçamento, o Congresso aprovou um Orçamento com R$ 2 bilhões em emendas “sem carimbo”. São recursos a serem transferidos diretamente para estados e municípios, sem a necessidade de convênio.

Esses repasses podem envolver transferências para governos estaduais e prefeituras mesmo quando não há destinação específica.

O mecanismo já era válido nos últimos anos para as chamadas emendas individuais, aquelas que cada congressista tem direito. No entanto, eles incluíram na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021, que dá as bases para elaboração do Orçamento, um artigo ampliando esse instrumento também para as emendas de bancada —que são decididas, em conjunto, pelos parlamentares de cada estado.

Bolsonaro chegou a vetar esse trecho. Contudo, o veto foi derrubado pelo Congresso em março. O veto, no entanto, foi derrubado após o prazo para as bancadas apresentarem as emendas. Portanto, o Orçamento não prevê emendas de bancada “sem carimbo”.

Como a LDO autoriza um potencial de cerca de R$ 7,3 bilhões em emendas nesse formato, as bancadas podem pedir para, ao longo do ano, haver uma troca na destinação dos recursos, solicitando repasses sem convênio. Mas isso depende de ato do governo.

O partido Novo entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a liberação de emendas “sem carimbo”, o que seria possível atualmente por meio de decreto ou portaria do Executivo. Ou seja, com aval do governo.

MEDIDAS QUE FORAM ADIADAS POR CAUSA DA FALTA DE ORÇAMENTO

antecipação do 13º dos aposentados e pensionistas do INSS:
a primeira parcela seria paga ainda em abril, mas o calendário aguarda a sanção do Orçamento, cujo prazo final é 22 de abril
renovação do programa de corte de jornada e de salários:
o programa trabalhista seria lançado, por MP (medida provisória), até o fim de março diante de pressão de empresários com atividades afetadas por medidas restritivas e lockdown
nova rodada do Pronampe (programa de apoio a micro e pequenas empresas):
medida libera crédito emergencial e de baixo custo a pequenas empresas, o entrave seria técnico

FOLHAPRESS

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[VÍDEO] BRIGA OU TENTATIVA DE SEQUESTRO? Piloto salvou mais de 170 passageiros após confronto dentro de avião

Um piloto evitou uma tragédia ao impedir que o copiloto derrubasse um avião da FlyDubai, que seguia para Tel Aviv nesta quarta-feira (30). A aeronave, com 150 pessoas a bordo, perdeu altitude rapidamente durante o incidente, mas conseguiu pousar em segurança na Arábia Saudita.

As autoridades investigam se o episódio foi uma briga entre os pilotos, uma tentativa de sequestro ou uma ação deliberada para derrubar a aeronave. Segundo a imprensa israelense, o copiloto, de nacionalidade omanita, é suspeito de ter tentado provocar a queda do avião e está sendo interrogado na Arábia Saudita.

A hipótese de um ataque terrorista ou de uma tentativa de suicídio também está sendo investigada. A FlyDubai, por sua vez, afirma que houve uma briga na cabine, mas nega que tenha ocorrido um incidente de segurança.

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[VÍDEO] PÂNICO A BORDO: Imagens mostram desespero de passageiros após briga entre pilotos durante voo e perda brusca de altitude

Passageiros de um voo da Flydubai viveram momentos de pânico após uma briga entre os pilotos provocar uma queda de mais de 5 mil metros em menos de dois minutos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram gritos e desespero dentro da aeronave, que fazia o trajeto entre Dubai e Tel Aviv.

Segundo a agência Reuters, o avião foi desviado para a Arábia Saudita depois que os pilotos entraram em confronto físico. Durante o incidente, a aeronave transmitiu um sinal de emergência que indicava possível interferência ilegal, levantando suspeitas de sequestro. Autoridades israelenses chegaram a acionar caças.

O Boeing 737 solicitou um pouso de emergência no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, onde aterrissou em segurança cerca de uma hora depois. O comandante e o copiloto sofreram ferimentos e foram encaminhados ao hospital.

Relatos ainda não confirmados pela imprensa israelense apontam que um dos pilotos teria tentado derrubar o avião, mas foi impedido pelo copiloto com a ajuda de passageiros. A causa da briga ainda não foi esclarecida.

A Flydubai confirmou que houve um incidente durante o voo. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informou que a situação está sob controle e que estão sendo tomadas medidas para repatriar os passageiros israelenses.

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[VÍDEO] Álvaro Dias se emociona ao relembrar construção do Hospital Municipal de Natal

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), destacou o Hospital Municipal de Natal em seu programa no horário eleitoral. Em visita à unidade, ele relembrou a trajetória da obra, desde quando o local ainda era um terreno até a estrutura construída para o atendimento da população.

Ao chegar ao hospital, Álvaro recordou a primeira vez em que esteve no local e o início do projeto.

“Primeira vez que viemos aqui, isso era um amplo terreno baldio. Começou ali um sonho de construir nesse local, naquele terreno baldio, o novo Hospital Municipal de Natal”, afirmou.

Ao percorrer as instalações, o candidato também relembrou as dificuldades enfrentadas durante a execução da obra. “O tempo passou, críticas, provocações, dúvidas. Mas agora está aqui o novo Hospital Municipal da cidade de Natal”, disse.

A visita passou ainda pela área destinada ao atendimento pediátrico. Álvaro destacou o espaço criado para as crianças internadas. “As crianças, mesmo internadas, têm durante o dia um espaço, um horário para se divertir, para brincar, para esquecer das enfermidades”, afirmou.

Ao final do vídeo, Álvaro voltou a demonstrar emoção ao falar sobre a entrega da unidade. “Apesar das críticas, apesar da incompreensão, apesar da demora e de muito sofrimento, tá aqui: Hospital Municipal de Natal para atender o povo com dignidade”, declarou.

A saúde está entre as prioridades apresentadas por Álvaro para o Governo do Estado. Entre as propostas estão o novo Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, e o novo Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, dentro do plano de ampliar e descentralizar a assistência hospitalar no Rio Grande do Norte.

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BETS: Governo Lula proíbe apostas, mas corta recursos para tratar dependentes, aponta ex-assessor da Fazenda

 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A decisão do governo Lula de proibir as apostas de quota fixa elimina recursos destinados ao tratamento de pessoas com dependência em jogos e ao financiamento do esporte. O alerta é do advogado José Francisco Cimino Manssur, ex-assessor especial do Ministério da Fazenda responsável pela regulação das apostas, em artigo publicado nesta quarta-feira (30) no Poder360.

Segundo Manssur, a Medida Provisória 1.394, assinada em 25 de setembro, revoga regras que destinavam ao Ministério da Saúde 1% dos repasses sociais das apostas. Somente em 2025, foram R$ 45,7 milhões utilizados como fonte de financiamento para ações de prevenção e tratamento. O texto da MP não estabelece recursos para substituir esses valores nem prevê medidas específicas de atendimento aos dependentes.

O advogado também aponta que a proibição elimina os repasses das apostas ao esporte e a entidades assistenciais, como a Apae e a Cruz Vermelha Brasileira. Ele lembra que o governo justificou a medida como uma iniciativa de saúde pública, mas não incluiu mecanismos de tratamento, acolhimento ou acompanhamento dos apostadores compulsivos.

Outro ponto levantado pelo ex-assessor é o risco de migração dos apostadores para plataformas clandestinas. Segundo ele, mais de 1,3 milhão de brasileiros solicitaram a autoexclusão das plataformas regulamentadas, mecanismo que não existe no mercado ilegal.
Manssur critica ainda o caráter eleitoral da decisão e argumenta que a proibição pode ampliar a atuação de operadores clandestinos, sem resolver o problema da dependência. Para o advogado, o combate ao vício exige políticas de saúde, fiscalização e mecanismos de proteção aos apostadores.

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Gastos recordes e dívida do Brasil em alta ameaçam deixar próximo governo federal sem dinheiro

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A dívida pública brasileira chegou a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo um patamar sem precedentes fora do período excepcional da pandemia. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta quarta-feira (30), o crescimento do endividamento e os gastos recordes do governo representam um desafio para o próximo presidente, que terá de enfrentar a necessidade de reduzir despesas ou aumentar a arrecadação.

De acordo com os dados apresentados pela Folha, os gastos do setor público brasileiro equivalem a 45,8% do PIB, considerando números de 2024. Desse total, 16,5% são destinados à proteção social, incluindo benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Educação e saúde representam, respectivamente, 5,1% e 5% do PIB.

O peso dos juros também pressiona as contas públicas. Em 2024, os encargos da dívida chegaram a 8,3% do PIB, enquanto a média foi de 1,7% entre os países ricos e de 2,9% entre os emergentes considerados em levantamento do Tesouro Nacional.

Nos 12 meses encerrados em julho, somente o governo federal gastou o equivalente a 7,8% do PIB com juros. Somadas às demais despesas, as obrigações federais atingiram 27% do PIB, percentual superado apenas em 2020, durante a pandemia.

A reportagem aponta que o próximo governo terá de enfrentar decisões sobre cortes de gastos ou aumento de receitas para conter o endividamento. Sem um ajuste fiscal, há risco de agravamento da situação econômica, com aumento dos juros, inflação, endividamento das famílias e empresas, além de possíveis impactos sobre o emprego e a atividade econômica.

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FIM DA GREVE: Bancários da Caixa retomam atendimento nesta quarta-feira (30) no RN

Foto: Sindicato dos Bancarários do RN

Os bancários da Caixa Econômica Federal retomam o atendimento nesta quarta-feira (30) em todo o país, após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinou o encerramento da greve iniciada em 10 de setembro. A Corte reconheceu que a paralisação não foi abusiva e estabeleceu reajuste salarial correspondente à reposição integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de 0,6%.

Os trabalhadores terão até 180 dias para compensar o período de paralisação, sem desconto dos dias não trabalhados. O reajuste também será aplicado aos auxílios refeição e alimentação, cesta-alimentação, creche e babá, além da indenização por assalto ou sinistro. As condições estabelecidas pelo tribunal terão validade de dois anos.

O principal impasse entre a Caixa e os funcionários envolveu o financiamento do plano de saúde Saúde Caixa. Sem acordo entre as partes, o TST manteve as regras do acordo coletivo de 2024 a 2026, incluindo a mensalidade do titular equivalente a 3,5% da remuneração, com atualização dos valores pelo mesmo índice definido para os salários.

Durante as negociações, os sindicatos reivindicaram reajuste zero no plano e a retomada da divisão das despesas em 70% para o banco e 30% para os empregados. A Caixa defendia mudanças no modelo de custeio, alegando dificuldades para manter a sustentabilidade financeira do benefício.

Com informações do BNews

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16 dos 17 vereadores de Ceará-Mirim anunciam apoio a Zenaide ao lado do prefeito Antônio Henrique

Fotos: Divulgação

A senadora Zenaide Maia recebeu nesta terça-feira a confirmação do apoio do prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Henrique, da vice-prefeita Professora Margareth e de 16 dos 17 vereadores do município, além de todos os suplentes destes parlamentares. O grupo esteve com a senadora para confirmar o apoio e reforçar a mobilização em torno da candidatura ao Senado.

Antônio Henrique afirmou: “Todos estão trabalhando, empenhados em levar a mensagem de Zenaide. Certamente ela vai ter uma votação histórica aqui em Ceará-Mirim.” O presidente da Câmara, Marcone Barbosa, também confirmou o apoio do Legislativo municipal à senadora.

O prefeito também lembrou que a relação com a senadora é antiga e que já acompanhava seu trabalho desde a gestão do ex-prefeito Júlio César, hoje candidato a deputado estadual.

Zenaide agradeceu o apoio e destacou a continuidade da parceria com o município. “Eu agradeço muito esse apoio e podem ter certeza de que vou continuar trabalhando por Ceará-Mirim”, declarou.

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“MENINA TOCADA É VÍTIMA DE ABUSO”: Médico notifica entidades após declaração de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O médico Victor Augustho Barbosa anunciou em suas redes sociais, nessa terça-feira (29), que enviou uma notificação formal à Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e à Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), exigindo um posicionamento oficial sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito de exames ginecológicos preventivos.

A polêmica teve início durante um ato de campanha em Belém (PA), na última segunda-feira (28), quando Lula criticou a resistência masculina ao exame de próstata e comparou a situação com o público feminino. Em seu discurso, o presidente afirmou: “O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeitos. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele.”

A fala gerou forte repercussão. Em sua postagem na plataforma X (antigo Twitter), que rapidamente ultrapassou 284 mil visualizações, o médico rebateu o argumento presidencial: “Aprender a tomar toque desde pequena não é protocolo. Menina que é tocada desde pequena é vítima de abuso”.

Barbosa esclareceu que o exame preventivo do colo do útero não é indicado para crianças ou adolescentes, mas sim para mulheres (ou pessoas com colo do útero) entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual diretriz que está alinhada aos protocolos do Ministério da Saúde e às atualizações de 2025 para rastreamento com teste molecular de DNA-HPV.

Na notificação enviada às entidades médicas, o profissional ressalta ainda que exames ginecológicos em pacientes que não iniciaram a atividade sexual não incluem toque, exigindo rigorosos critérios formais em casos de indicação clínica estrita, sob pena de responsabilização civil e criminal.

Com informações do Poder360

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MEIO/IDEIA: Flávio Bolsonaro e Lula empatam dentro da margem de erro em cenários de 1º e 2º turnos

Fotos: Evaristo Sá/Ricardo Stuckert

Uma nova rodada da pesquisa Meio/Ideia, realizada entre os dias 25 e 28 de setembro de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em todos os cenários para a eleição presidencial, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

No primeiro turno estimulado, Lula registra 39,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece logo atrás com 38,4%, a diferença encontra-se dentro da margem de erro. Na sequência, pontuam Augusto Cury (Avante), com 6,7%; Renan Santos (Missão), com 4,5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4,4%; e Romeu Zema (Novo), com 3,5%. Demais candidatos somam menos de 1% cada. Votos brancos, nulos e eleitores que não votam em nenhum somam 0,7%, e 1,5% não souberam responder.

Para o segundo turno, o cenário permanece de forte polarização e empate técnico: Lula tem 48,5%, contra 48% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos somam 2,1%, com 1,5% de indecisos.

Na pesquisa espontânea (quando nenhum nome é apresentado ao eleitor), o cenário também é de empate: Lula tem 31,5% e Flávio Bolsonaro soma 30,5%. O percentual de eleitores que não sabem em quem votar caiu de 26% na rodada anterior para 17,5%, enquanto brancos e nulos totalizam 7,5%.

Foram entrevistados por telefone 2.000 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país de 25 a 28 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08706/2026-BRASIL.

A aprovação do trabalho de Lula também aparece empatada: 49% dizem aprovar a maneira como o presidente desempenha suas funções, e outros 49% desaprovam.

Na avaliação geral do governo, 14% consideram a gestão ótima, e 21,3%, boa. Outros 21% a avaliam como regular, 12% como ruim e 29% como péssima. Não souberam responder 2,9%.

Com informações da Folha de São Paulo

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[VÍDEO] Em debate, Garotinho cita programa “leitinho feliz” e faz adversários rirem


Reprodução/TV Globo

Durante o debate da TV Globo realizado na noite dessa terça-feira (29), o ex-governador e candidato Anthony Garotinho relembrou o programa social “Leitinho Feliz”, criado durante sua gestão no estado do Rio de Janeiro (1999–2003). A citação ao nome inusitado da iniciativa gerou momentos de descontração e fez com que adversários no palco, como Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSol), segurassem o riso.

“No meu governo, eu criei o programa ‘Leitinho Feliz’. Nós comprávamos o leite das cooperativas, ‘bótavamos’ o sabor de chocolate e morango e distribuíamos nas escolas”, declarou Garotinho durante o programa.

Implementada no final dos anos 90 e início dos anos 2000, a medida previa que o governo estadual adquirisse leite de cooperativas locais para distribuí-lo como merenda na rede pública de ensino.

Apesar de sua participação ativa no debate, a situação jurídica da candidatura de Garotinho permanece incerta. O registro dele foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Embora ele possa receber votos no pleito deste domingo (4/10), a validação definitiva dependerá de um julgamento posterior pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com informações do Metrópoles

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