Política

Indicados para comando da CPI da Covid, Aziz e Renan respondem por suspeita de desvio de verba pública

Foto: reprodução

Indicados para a presidência e para a relatoria da CPI da Covid, que vai investigar a conduta de autoridades e o uso de verbas federais no enfrentamento da pandemia, os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) respondem na Justiça por suspeitas envolvendo o desvio de recursos públicos.

Aziz é suspeito de irregularidades na área da saúde quando governou, entre 2010 e 2014, o Amazonas, estado com um dos mais graves quadros na crise sanitária. Em relação a Renan, as suspeitas estão vinculadas à Operação Lava Jato.

Em notas enviadas por suas assessorias de imprensa, os dois parlamentares negaram envolvimento em ilícitos.

Maioria no grupo de 11 integrantes escolhidos para a comissão, senadores independentes e de oposição fecharam acordo nesta sexta-feira (16) para eleger Aziz e Renan para os postos que têm forte influência nos rumos da apuração parlamentar.

Na última terça-feira (13), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou a criação da CPI da Covid, cinco dias depois da determinação do ministro do STF Luís Roberto Barroso que irritou Bolsonaro e provocou novo desgaste na relação entre os Poderes.

Nesta quarta (14), o Supremo Tribunal Federal confirmou a decisão de Barroso por 10 votos a 1.

Em meio à pressão da base governista para tentar minar a CPI, Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, formando uma única comissão que, além de investigar ações e omissões da gestão de Bolsonaro na pandemia, também tratará dos repasses de verbas federais para estados e municípios.

A comissão terá um prazo inicial (prorrogável) de 90 dias para realizar procedimentos de investigação e elaborar um relatório final, a ser encaminhado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.

Não é a primeira vez que o STF determina a instalação de CPIs a pedido da oposição. Em 2005, o Supremo mandou instaurar a dos Bingos, em 2007, a do Apagão Aéreo, e, em 2014, a da Petrobras. ​

As suspeitas relacionadas a Aziz surgiram a partir de 2016, com a Operação Maus Caminhos. A ação identificou o desvio de valor superior a R$ 250 milhões em verbas de contratos firmados pelo estado do Amazonas com entidade gestora de unidades hospitalares.

A Polícia Federal afirmou que o dinheiro desviado era repassado em espécie ou por meio de negócios simulados envolvendo contratos de aluguel ou compra e venda de imóveis.

Uma das pessoas investigadas disse, após firmar acordo de delação premiada com a Procuradoria da República no Amazonas, que a propina ajustada para repasse a Aziz seria de R$ 500 mil por pagamento liberado pelo estado para a prestadora de serviços.

Os investigadores afirmaram em um dos relatórios anexados ao inquérito que foram identificadas ao menos sete entregas de dinheiro a Aziz, totalizando pouco mais de R$ 760 mil.

Como as apurações apontaram para o envolvimento de parlamentar, o caso foi enviado ao STF.

A corte devolveu o inquérito à primeira instância da Justiça Federal no Amazonas em 2018, ao concluir que as irregularidades sob investigação não tinham relação com o mandato de senador, mas com o período em que comandou o estado.

Em julho de 2019, em um desdobramento da operação, Nejmi Aziz, mulher do senador, foi presa pela PF, com mais sete pessoas, incluindo três irmãos do parlamentar.

No relatório final, a polícia indiciou o senador sob suspeita dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Não há ainda um desfecho.

O nome de Aziz apareceu também na Lava Jato, em inquérito instaurado em março de 2017 no Supremo para apurar a suspeita do recebimento de propina para favorecer o consórcio formado pela Camargo Corrêa e a Construbase nas obras da ponte Rio Negro. As irregularidades teriam sido cometidas também no período em que ele governou o Amazonas.

Em julho de 2018, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, arquivou a investigação, após pedido da PF, que não conseguiu reunir elementos para a continuidade da investigação.

“Após 15 meses de investigação e o encerramento das diligências requeridas, não há nenhum indício de fato típico praticado pelos investigados [o senador Eduardo Braga (MDB-AM) também era investigado”, afirmou Moraes.

Renan Calheiros, por sua vez, tem comemorado também nos últimos três anos o arquivamento de apurações da Lava Jato pelo Supremo.

O indicado para ser relator da CPI da Covid foi um dos parlamentares mais citados nas irregularidades sob o foco da operação. Nas contas do próprio representante de Alagoas, ele chegou a ser alvo de quase trinta apurações. Mas ainda há investigações em curso.

Seu nome foi vinculado a suspeitas de desvios na Transpetro, subsidiária da Petrobras, e ao recebimento de propina em troca de sua atuação legislativa para atender interesses de empreiteiras.

Nas decisões mais recentes, a Segunda Turma do Supremo recebeu em dezembro de 2019 parte da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o parlamentar sob a acusação de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Renan foi apontado pela Procuradoria como beneficiário de propina sob a forma de doações eleitorais oficiais feitas por empresas a pedido do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, um dos colaboradores da Lava Jato.

Em razão de recursos envolvendo outros acusados, sem prerrogativa de foro no Supremo, o caso não foi autuado como ação penal até o momento, quando o denunciado passa à condição de réu.

Em setembro do ano passado, a PF concluiu um inquérito em que afirmou serem “robustas” as evidências de que Renan recebeu doações em caixa 2 da Odebrecht.

A polícia apontou que Renan recebeu R$ 500 mil do grupo empresarial nas eleições de 2010 pelo setor financeiro da construtora encarregado dos repasses ilícitos.

“Há elementos concretos e relevantes no sentido da existência de materialidade e autoria dos crimes investigados no presente inquérito, encontrando-se presentes indícios suficientes de que o senador José Renan Vasconcelos Calheiros cometeu o crime previsto no art: 350 do Código Eleitoral, na modalidade caixa 2″, afirmou a PF.

Por meio da sua assessoria de imprensa, Renan afirmou ter sido inocentado em mais de dois terços das acusações da Lava Jato por falta de prova.

“Renan Calheiros está tranquilo e certo de que todas as investigações que ainda não foram analisadas pelo STF terão o mesmo destino das anteriores: o arquivamento por absoluta falta de prova”, completou.

A assessoria de Omar Aziz informou que, apesar da citação do nome do parlamentar no relatório da Polícia Federal, “não foi produzida prova alguma ou nem mesmo apresentado indício de ligação de Omar Aziz com qualquer atividade delituosa”.

“A forma como foi apresentado o relatório, isto é, uma narrativa ficcional, mostra por si só a fragilidade desse documento, pois não aponta nenhum fato concreto e provado envolvendo Omar Aziz com atos ilícitos”, afirmou.

O gabinete de Aziz frisou que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em recente entendimento, decidiu que o caso não é atribuição da Justiça Federal por não envolver verba federal supostamente ligada a ilícitos.

“Por essa razão, pode-se dizer que a autoridade policial responsável pelo relatório não tinha e não tem atribuição para conduzir a investigação nem para relatá-la”, afirma.

“Ainda assim, como fez em toda a sua vida de homem público, Omar se colocou à disposição das autoridades competentes para esclarecer sobre qualquer tema”, completou a assessoria, destacando ainda que Aziz espera, “após analisados pelas autoridades competentes, ser totalmente excluído da investigação”.

OS MEMBROS DA CPI

Governistas
Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI)

Demais
Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Braga (MDB-AM)

Suplentes
Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Podemos-ES), Zequinha Marinho (PSC-PA), Rogério Carvalho (PT-SE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. CPI?! Chamo isso de CONSPIRAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    CPI sem nenhum ARGUMENTO que se sustente!!! E em NENHUM país do Mundo isso aconteceu!! Morrendo pessoas aos montes, com falta de Leitos, Vacinas, Hospitais desaparelhados! Isso é PURA perseguição!
    Agora puxem a “Folha Corrida” desses canalhas que vão presidir esse CIRCO!!

    1. Nenhum outro país teve um presidente atrapalhando propositalmente o combate à pandemia. CPI tem que culminar com prisão.

  2. “Se gritar pega ladrão não fica um do centrão”,algùém cantou isto….,não sei quem?
    Tudo farinha do mesmo saco,as críticas servem para todos,….,varias formas de enriquecimento ilícito,tanto de esquerda,de direite e de centro…

  3. Isso é uma vergonha!! A gloriosa esquerda, que se une até com o diabo pra derrubar Bolsonaro, conseguiu formar o tão esperado G7. Os sete bandidos. Renan além de condenado, tem o filho governador, um dos investigados. Já andou dando entrevistas condenando Bolsonaro. Já sabemos no que vai dá isso.
    Bando de canalhas!!!!!
    Esse é o Brasil que queremos? É só uma pergunta pra esse bando de iludidos que vivem puxando o saco da esquerdalha. Imagina se o Brasil tivesse na mão do pt!

  4. Eu nunca vi uma Polícia Federal tão encrenqueira e com a mente fértil como a do Brasil. Ela descobre, corre atrás, mostra o roubo, as provas e no final das contas passa como mentirosa. Como disse o Sr. Antonio, a culpa é nossa. O povo acha que alguém algum dia vai dizer que roubou. Sempre sao inocentes e perseguidos. Poli titicas…..

  5. O cabaré de Zefa Paula era muito mais sério. Só bandidos escalados pra continuar com as palmadas. Até qdo iremos suportar isso?

    1. Também andei no cabaré de Zefa Paula, tinha organização.

    1. É por indivíduos como você que estamos nessa situação. Se oriente!

  6. Agora me digam como pode um país desse levar alguma coisa a sério,uns ladrões investigando possíveis fraudes!

    1. A investigação original não é sobre fraudes. É sobre inação, descaso, genocidio, incitamento à desordem e desrespeito a democracia. Investigar governadores foi a maneira de desviar do assunto principal, que o governo do Bozo arrumou. Acredito que tenha havido muito desvio e precisa ser apurado também, assim que tirarmos esse palhaço que ocupa a presidência.

    2. Se lockdown resolvesse, porque os óbitos continuam em alta em SP, CE, RN e outros estados que estão restringindo a liberdade do povo?

  7. Os Brasileiros trabalhadores, honestos e responsaveis, só podem lamentar a atual situação do Brasil, aqui tudo corre para o lado errado, não acho nada demais a CPI da covid, quem não deve, não teme. Lamentável é que indivíduos reconhecidamente desonestos, façam essa investigação, na verdade, a culpa de tudo isso é nossa, que elegemos esses pilantras para nos representar.

  8. O Procuradoria-Geral da República (PRG), Augusto Aras, enviou ofício à Governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra pedindo “esclarecimentos sobre as razões da discrepância entre o quantitativo das doses enviadas a esse Estado e a sua efetiva aplicação”.

    1. Pela primeira vez o visionário e inteligente capacho Samuel Uel disse uma verdade, no rumo que o Brasil vai, o choro realmente é livre.

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Política

Walter Alves lidera nominata do MDB é um dos mais citados em duas pesquisas divulgadas nesta quinta(24)

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O candidato a deputado estadual Walter Alves lidera a nominata do MDB para a Assembleia Legislativa em duas novas pesquisas de abrangência estadual divulgadas pela Difusora de Mossoró e pelo portal SPN, nesta quinta-feira (24).

Os novos resultados se juntam a muitos outros que desde o início da campanha apontam Walter Alves como candidato do MDB mais citado pela população. E indicam ainda a possibilidade de o partido fazer três nomes para a ALRN.

“Essas novas pesquisas nos deixam ainda mais animados por ver mais uma vez nosso nome entre os mais citados e liderando nosso grupo político. Se Deus quiser, vamos sair dessa eleição muito fortalecidos”, afirmou Walter.

Na pesquisa Item/Difusora, Walter aparece entre os 10 mais citados. Esse levantamento ouviu 1.250 eleitores em 58 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 19 e 22 de setembro de 2026.

A margem de erro informada é de 2,77 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sob o número RN-02467/2026.

Na pesquisa Data Capital/SPN, Walter Alves está entre os 5 mais citados. Esse levantamento ouviu 1500 pessoas entre os dias 18 e 20 de setembro. O número de registro é RN-07960/2026.

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Brasil

Fachin pede manifestação da PGR após reviravolta no comando da Polícia Federal

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A novela envolvendo o comando da Polícia Federal (PF) ganhou novos capítulos nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidiu solicitar uma manifestação oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso que envolve o afastamento e a posterior recondução de Andrei Rodrigues à chefia da corporação.

A confusão começou quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei, acusando a PF de monitoramento ilegal de autoridades após a divulgação de relatórios de inteligência sobre os casos Master e INSS.

No entanto, a articulação nos bastidores e o entendimento do ministro Flávio Dino pesaram na balança: Dino desautorizou a decisão de Mendonça, apontando vícios processuais — como a ilegitimidade do Partido Novo para propor a medida cautelar penal —, e garantiu a volta de Andrei Rodrigues ao cargo, além de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência.

Após puxar as investigações para si, Fachin agora aguarda o parecer da PGR para os próximos passos da investigação que mexe com a cúpula da segurança pública e do Judiciário do país.

Com informações de O Antagonista

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Brasil

TSE autoriza imagem de Bolsonaro em santinhos de candidatos

Luís Roberto/ TSE

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (24) liberar o uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em santinhos e materiais impressos de candidatos nas eleições. A decisão derrubou a liminar da ministra Estela Aranha, que havia proibido a prática.

O placar foi de 5 votos a 2. Votaram pela liberação os ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva. Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques ficaram vencidos.

Estela Aranha havia entendido que colocar Bolsonaro em posição de destaque, ao lado do nome e número do candidato, poderia violar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que restringiu manifestações político-eleitorais do ex-presidente.

A tese, porém, não prevaleceu no plenário e houve a decisão da maioria de que o uso da imagem de Bolsonaro em materiais produzidos por outros candidatos seja uma propaganda atribuível ou comandada pelo ex-presidente.

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Brasil

[VÍDEO] JOSIAS DE SOUZA : Lula “cospe no prato que serviu” e promete acabar com bets após o próprio governo regulamentar setor


O presidente Lula tem sido criticado pela imprensa por endurecer as medidas contra as bets. Jornalistas, especialistas em política, afirmam que o presidente está “cuspindo no prato que ajudou a servir”.

O jornalista Josias de Souza classificou a iniciativa como uma “bala de prata que chega rachada”. Segundo ele, o governo agora tenta combater um setor que foi regulamentado durante a própria gestão.

Para o jornalista, o governo errou ao regulamentar as bets sem considerar suficientemente os impactos sobre a saúde e o risco de vício.

Josias afirmou que as apostas eletrônicas estão comprometendo o orçamento de famílias brasileiras e defendeu medidas para conter o problema. Ao mesmo tempo, questionou se a futura medida provisória realmente irá “acabar com a jogatina” ou apenas impor novas limitações.

O jornalista lembra que o setor de apostas possui forte atuação de lobby entre os parlamentares, o que pode dificultar a aprovação das mudanças anunciadas por Lula.

Com informações do UOL

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Brasil

DATAFOLHA: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula, aponta nova pesquisa

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A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que 50% desaprovam e 47% aprovam o governo do presidente Lula (PT). Em relação ao levantamento anterior, a aprovação à gestão do petista oscilou negativamente um ponto percentual.

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A pesquisa também apontou que 40% dos entrevistados consideram o governo Lula como ruim ou péssimo e 34% consideram ótimo ou bom. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

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Brasil

SE TÁ ASSIM NO DATAFOLHA, IMAGINEM: Lula e Flávio empatam tecnicamente no 2º turno com 47% e 45%

Fotos – Anderson Coelho – 19.set.26 e Tita Barros – 22.ago.26/Reuters

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) continuam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, na simulação de um eventual segundo turno. O levantamento aponta que Lula lidera numericamente com 47% das intenções de voto, contra 45% de Flávio. Os que declaram que pretendem votar branco/nulo/nenhum somam 7%, enquanto indecisos são apenas 1%.

Lula e Flávio oscilaram positivamente um ponto percentual em relação ao levantamento anterior, divulgado há uma semana, mas a distância entre eles continua em dois pontos percentuais. De acordo com o Datafolha, Lula também empataria tecnicamente com Ronaldo Caiado (46% a 44%) e Augusto Cury (46% a 43%). O presidente venceria Romeu Zema e Renan Santos pelo mesmo placar: 48% a 39%.

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No primeiro turno, o cenário também é de estabilidade em relação à pesquisa anterior e de empate técnico no limite da margem de erro. Lula tem 40% no atual levantamento contra 36% de Flávio – a distância entre os dois oscilou de 3 para 4 pontos percentuais.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

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Política

POR QUE TANTA PRESSA CÉSAR MAIA? Câmara Municipal de Parnamirim antecipa em mais de três meses eleição para escolha da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028

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A Câmara Municipal de Parnamirim convocou oficialmente a eleição para escolher a nova Presidência e a próxima Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. O edital de convocação foi lido na sessão ordinária da última terça-feira (22) e a votação foi marcada para o próximo dia 1º de outubro, apenas três dias antes das eleições para Presidência da República, Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

A antecipação da eleição, faltando ainda mais de três meses para o fim do atual biênio, é uma manobra do presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, César Maia (MDB), que atua para retirar possíveis adversários do páreo. A definição da data da votação é uma estratégia para desmobilizar a classe política, que está com as atenções voltadas ao pleito nacional e estadual.

A pressa de César Maia faz parte também de um movimento para conter o desgaste provocado por uma série de trapalhadas e da postura dúbia do presidente, que abalaram a credibilidade dele com os demais vereadores e impactaram negativamente na imagem da Câmara Municipal de Parnamirim.

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Judiciário

CASO MASTER: PF realiza operação no gabinete de Newton Ramos, desembargador do TRF-1

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Por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O magistrado entrou no radar da investigação após mensagens indicarem sua atuação junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF, na interlocução com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O Metrópoles revelou que a PF encontrou um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito em ações de interesse de Vorcaro nos tribunais superiores e poderia destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. Segundo as mensagens analisadas pela PF, a sigla “KN” faria referência a Kassio Nunes Marques.

O contrato e as conversas estão em um HD encaminhado pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master, em julho. As mensagens também mostram assessores de Vorcaro se referindo como “Turma do KN” a Newton Ramos e à mulher dele, a advogada Camilla Ramos. De acordo com os diálogos, Newton repassava a Vorcaro pedidos atribuídos a Kassio, como uma solicitação de hospedagem no hotel Fasano, além de atualizações sobre as discussões envolvendo os precatórios.

Com informações do Metrópoles 

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Acidente

[VÍDEO] PERIGO NA BR 304: segunda colisão grave do dia na rodovia federal faz motor do veículo ser arrancado após acidente


Um segundo acidente foi registrado na BR-304, na tarde desta quinta-feira (24), nas proximidades de Lajes. A colisão envolveu um Volkswagen Polo e um Toyota Corolla. O impacto foi tão forte que o motor do Corolla se desprendeu do veículo.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal foram acionadas para atender a ocorrência. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde dos ocupantes.

Pela manhã, outro acidente havia sido registrado na mesma BR-304, na altura de Riachuelo. Um homem de 60 anos, identificado como Osmário Augusto dos Santos, morreu após uma colisão envolvendo três veículos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, dois carros bateram durante uma ultrapassagem e um deles rodou na pista, atingindo frontalmente um terceiro veículo que seguia no sentido contrário.

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Brasil

PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG: 75% defendem proibição das bets e governo Lula é apontado como principal responsável pela expansão

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A proibição das apostas on-line é defendida por 75% dos brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (24). Outros 17% discordam da medida e 8% não concordam nem discordam.

A rejeição às bets aumentou desde abril, quando 73% apoiavam a proibição. No mesmo período, o percentual contrário caiu de 21% para 17%. O levantamento também mostra que 88,5% consideram as apostas prejudiciais à sociedade.

O governo Lula (PT) é apontado por 36% dos entrevistados como o principal responsável pela disseminação das plataformas no Brasil. O governo Bolsonaro aparece com 25% e o Congresso Nacional com 17%.

A pesquisa mostra ainda que 84% defendem mais impostos para as empresas de apostas, 79% querem limitar a publicidade e 66% afirmam que menores de idade conseguem acessar facilmente essas plataformas. Apenas 4% consideram as bets uma forma válida de investimento.

O levantamento ouviu 5.015 pessoas em todo o Brasil entre os dias 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04739/2026.

 

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